O milagre está aí para quem acredita!

Todos os dias nos deparamos com situações que nos fazem refletir ao pensar no que seria a solução. E não é incomum escutar expressões do tipo “só Deus” ou “vai precisar de um milagre” por terceiros. Isto quando não é proferida por nós mesmos.

Eu particularmente vivi alguns. Da presença de Deus e sua misericórdia, até a cura de obstrução coronariana que tive, sem explicação.

De tudo o que vivi, notei que Deus tem enviado mensagens na operação dos milagres. Estas nem sempre fora compreendidas ao tempo dos acontecimentos.

A inabalável fé tem me dado força para seguir nos mais diversos desafios. Nenhum é fácil. Todos são desconfortáveis. São muitas as tentações para me tirar do caminho. Com fe, todos fracassaram.

Mesmo assim temos nossas recaídas. Esse mês não foi diferente.

Este mês, enquanto muitos aguardavam com fervor as manifestações do dia 07 de setembro em que escrevi que seriam essencialmente em favor da liberdade, igualdade e prosperidade, fui surpreendido com uma notícia difícil no dia 04, sábado a noite por volta das 20 horas quando chegava em búzios para descansar.

Meu médico telefonou para informar que havia uma alteração no exame de sangue, nas proteínas do figado que estavam elevadas. Quando soube que estava em Búzios, afirmou que embora fosse difícil, melhor seria parar imediatamente de beber e retornar ao Rio para repetir o exame o quanto antes.

Para a surpresa dele eu não estava bebendo, havia acabado de chegar e independente disso tenho até bebido menos, quase nada, se muito uma vez por mes e olhe lá.

A esta altura do campeonato ficar em búzios sabendo que teria que retornar o quanto antes para novos exames seria muito difícil. Não fosse pela presença do Bruno meu irmão e a Denya confesso teria ja retornado na mesma madrugada.

Curti o quanto pude, Paulo me distraiu e consegui passar o dia sem muito me preocupar.

No dia seguinte retornei ao Rio repetir o exame. não sabia o que esperar. A resposta superou todas as minhas expectativas, para o pior.

A inflamação havia aumentado pelo que acusava o TGO e TGP. Um deles subiu de 40 havia para 800. O segundo de 20 para 300.

Exceto por uma sensação de cansaço bem notada pelo Paulo, não sentia dor nem sabia o que fazer. Ao final da semana, repeti os exames e me assutei. Os índices haviam subido denovo, um para 1.000 e outro para 320.

Quando então meu médico sugeriu chamar um hepatologista para me acompanhar dado o fato que a situação estava evoluindo para pior.

Foi quando então me lembrei da querida amiga e médica Juliana Barrocas. Alem de competente, ela bem me conhece, e isto é bom porque agilizou a anamnese de paciente que recebeu no bonde andando.

Ampliei o número de marcadores nos exames e o susto foi maior. Os índices se elevaram para 1400 e o segundo manteve-se estável. A essa altura já havia por indicação médica suspendido os exercícios, a dieta, os remédios e o trabalho. Sim, ela pediu para eu ficar em casa, só não estava internado porque estava sem dor.

Nova semana, novos exames e novo aumento dos índices, chegaram ao valor de 1690 subindo, enquanto o segundo havia apresentado ligeira queda. A essa altura do campeonato, com a perspectiva de superar a barreira de 2.000 comecei a me preparar para o que poderia ocorrer nessa alta.

Revirado do avesso e sem diagnóstico fechado de hepatite e qualquer outra causa, tive que fazer uma tomografia, porque no final das contas seria indispensável a realização de uma biópsia.

Em casa, sem trabalho, sem exercício, sem remédio e sem dieta, minha vida virou do avesso. Nada facil. Porém o destino estava por mudar.

No último exame estava bem chateado. A essa altura a Amil passou a exigir múltiplas senhas para autorizar os exames de sangue. O que deveria ser fácil se tornou um percalço. Lembro bem da última vez que fui ao laboratório fiquei bem 45 minutos assinando requerimentos e pedindo liberações.

Nenhuma vontade de estar ali, nenhum conforto em repetir tantos exames de sangue.

Quanto então, exausto, sentei ao banco incrédulo e ouvi da pessoa que estava ali me aguardando para tirar o sangue “filho o que aconteceu com a sua fé?”, afirmei “segue inabalável” quando então ela respondeu “então está resolvido, vai para casa descansar”.

Esta não é a primeira vez que ele me manda esse recado. De fato havia me afastado das orações em meio ao trabalho que combato tanta injustiça.

Nem ela foi a primeira portadora desta solução, recebi de um conhecido por WhatsApp a informação que sou importante demais para ir tão cedo. No domingo anterior ele me escreveu e pediu para melhorar o humor, disse que a tristeza atrapalha.

Ontem recebi a informação que tive uma melhora súbita e inexplicável. Ainda que para a médica isto não seja incomum, concordo com ela no ponto que para quem cre em Deus, receber benção, testemunhar a gloria e a operação de milagre de fato é normal.

E isto aconteceu denovo.

Aqui estou em franca melhora. Ainda que Deus tenha criado a ciência e esta não tenha competência para explicá-lo, eu acredito que a fe basta, capacita as pessoas.

Estou animado pelo exame que farei amanhã e aguardo dos médicos a informação de cura ainda que sem explicação. Não vai ser a primeira nem a última vez que isto acontece na minha vida.

Graças a Deus!!!!

E a mensagem que recebi na última interseção vigorosa dele em minha vida foi “quando a gente perde a gente ganha”. Verdade. Com ele só ganhei. A mensagem deste recente episódio esta sendo processada, e quando fizer sentido vai ser explicada em outro texto.

O milagre anterior veio no link

https://pedrolvaz.com/2019/01/11/2019-um-ano-milagroso/

O que a ciência faz porém não diz… será esse efeito colateral da Astra Zeneca?!

Bom dia a todos.

Essas duas últimas semanas tem sido desafiadoras.

Diminui trabalho, parei remédio, estou fazendo tudo ao meu alcance. Fígado reclama.

Fui posto do avesso, piores problemas afastados, resta aguardar e na pior das hipóteses biopsiar.

Meu pai sempre ponderado diz que talvez a astra zeneca seja a causadora disso. Foi a única coisa que ocorreu mes passado e ate la sempre estive bem acompanhado por todos.

Fica aqui um alerta no bom sentido!

Estou seguro da vacina que tomei e não viveria sem ela contudo nem tudo é perfeito. Fiz o exame de checkup automaticamente, assintomático, e se não fosse pela coincidência não teria sabido. Ainda que não tenha o hábito de beber e me esbaldar na rua imagino, se esse for o caso, o número de pessoas que podem estar em semelhante situação?

Eventualmente farei uma biópsia para averiguar.

Para a Juliana, minha irmã e hepato, faço um agradecimento especial, nunca pensei falar tanto com ela por esse motivo, aliás faço tanto pelas pessoas e digo tão pouco nao que ate receber é difícil.

Estou com deus, em fe, procurando aprender e melhorar nesse momento. Estar no carona e ver o mundo andar tem sido surpreendente e revelador, como aliás é o ciclo da vida.

Consegui importante vitória semana passada, recebi visitas inesperadas e votos de melhoras de pessoas que tenho contato, falto de tudo porém nada da minha pessoa.

Bjs e bom final de semana.

Povo contra povo, legado da política atual, dos movimentos e do marketing diário.

Diversos são os gatilhos de manipulação da sociedade. A tecnologia tornou a propagação do caos mais fácil e a narrativa de notícias acaba colocando pessoas contra pessoas.

Nesse particular ouço com frequência no passado era melhor, ou menos pior. Me pergunto de onde vem tal percepção.

Afinal de contas no passado o mundo enfrentou grandes guerras que consumiram muito dinheiro e milhares de vidas. Movimentos supremacistas aniquilaram pessoas, pretos, judeus e expropriaram fortunas.

Voltando ao Brasil, este demorou um bom tempo para sair da ditadura, e quando saiu, certamente foi pela luta e desejo de uma geração para criar um ambiente de liberdade, estabilidade e prosperidade.

Se antes dependíamos do bloco de notas, gravador, telefone para levar a informação e a mídia impressa era basicamente de carta, telegrama, telex/telefax, hoje com a internet a transmissão da notícia é organica e instantânea, tipo café solúvel.

Não a toa esta desacreditada. E a situação tende a piorar, posto que com a evolução da tecnologia para o 5g nossos dispositivos que hoje sugerem vão decidir e nos caracterizar.

A sensação de livre arbítrio que hoje se tem é resquício do passado. Para ser livre num mundo enviezado é preciso se esforçar e entender que nem todo mundo que incita respeita, e que opina não necessariamente milita.

A militância não é novidade, não é de hoje. Se organiza de diversas formas. Esta presente em todas as classes sociais. A militância do passado transmitia-se como virus por ideologia. Depois organizou-se em movimentos. Agora anda pela incitação de uns contra outros, pela falsa ideia do quem cala consente, que precisamos nos manifestar para não ser julgado pelo que não militamos. E se acham no direito em defesa de sua militância e ideologia, de instigar, confundir, acusar, opinar e ate exigir.

Para estes uma péssima notícia: a democracia esta aí apesar de voces. Se uma coisa o Brasil mostra ao mundo é que sua democracia é tão segura e estável como qualquer outra… e que nosso processo eleitoral está no mesmo rumo daquele que já conhecemos nos Estados Unidos.

Agressivo, marqueteiro, surreal e sem fim.

Bom domingo!

Justiça tardia é injustiça qualificada

Se tornou comum ver notícia com crítica ao Poder Judiciário. Tanto de suas decisões esdrúxulas, quanto do seu modo de operação, complexo, pesado, arrastado, obscuro e não transparente para o cidadão comum.

Ando de certa forma perplexo com a qualidade ruim de decisões que no meu entender são proferidas por aquele Poder. Estas não servirão de base jurisprudencial para qualquer ação relevante no futuro.

Para quem viveu a edição do código de defesa do consumidor, a implementação da tutela antecipada e reforma do código civil, jamais poderia imaginar a repercussão da atualização tão medíocre do código de processo civil.

O Brasil se tornou no país de lei que pega e que não pega. Surreal, pena que é verdade. O Poder Judiciário abarrotado de metas e funcionários funciona hoje na base da pirâmide invertida.

Poucos juizes, muito trabalho, alta concentração de processamento dos autos em técnicos. Tudo certo, justificado, concentrado. A intimidade pela qual serventuários hoje leem as ações, classificam as hipóteses e lançam decisões autenticadas pelo magistrado é terreno fértil para proliferação de casuística, e questionável.

Operar o direito nesse caos ficou extremamente caro, complexo e difícil. Na falta de estudiosos de Lei, muito passou a se resumir na jurisprudência. Contudo nosso sistema é legal, não somos regidos pelo costume muito muito menos pelo clamor das ruas.

Assim como o político é retrato de seus eleitores, os magistrados ainda que concursados refletem a interação com seus pares (agentes públicos) e/ou advogados. Num país que não entrega justiça na eficiência e profeciencia esperada, que atualiza lei, cujo prazo e rito sequer é cumprido pelos magistrados na temporalidade que é imposta aos advogados, o resultado prático foi a proliferação inimaginável de cursos.

Cursos e concursos, palestras e simpósio, a capacitação de alguns dos escritórios de advocacia veio a jato. Não é de se estranhar que muitas das tradicionais bancas tenham em seus quadros filhos, netos, sobrinhos, enteados de magistrados, fora aqueles que se enquadram na velha e atual afirmativa de meu tio “fulano é tão meu amigo que posso chamar de meu parente” advogando no escritório. O ingresso dos aposentados também não é uma mera coincidência.

É um sistema ineficiente que não se aperfeiçoa, e tem nos advogados o motor propulsor de situações como a da foto abaixo.

Trecho da matéria no Uol da reportagem do Dossiê Abin com Renan Calheiros

A situação acima não é novidade para os advogados que militam na justiça. Não raras vezes juízes substitutos reformam decisões em situações questionaveis por impulso e despacho de advogados.

Em determinado processo cheguei ao cúmulo de testemunhar a reforma de decisão por terceiro juiz que não é nem substituto nem o titular, contrário as decisões proferidas até então naquele tribunal.

A insegurança jurídica desse modo de operar é imensa, tão nociva quanto as decisões telegraficas e de constrição patrimonial da justiça do trabalho.

O legislador pouco agiu em favor da livre iniciativa. Ainda que anos após a desastrosa reforma trabalhista e após a MP da liberdade econômica, a proliferação de vídeo no YouTube através do qual alguns juízes ensinam a operar a teimosia é uma vergonha. Teimosinha para eles, raspadinha as empresas, que suportam o onus de operar em um país que nada é certo, seguro e previsível. Nem a economia é estavel.

A cada novo governo que se perpetua pelo processo de reeleição, e não estou aqui tendente a enumerar lados e partidos, todos eles flertam e se rendem a revisão de marco regulatório. piada de mal gosto, um desastre aéreo. Não temos maturidade para sequer esperar a maturação de lei quanto mais discutir rediscutir implementar e mudar marco regulatório.

Evidente que a falta de estudiosos de lei e de vivência no direito favorece essa prática. É uma forma prática de normatizar e tentar operar por reforma o que em seu resultado prático não funciona.

Nesse contexto esta claro a razão pela qual o povo hoje sabe o nome de muitos magistrados e foi a rua na conclamada reforma política do tribunal. Ainda que não seja possível sob o ponto de vista constitucional, ou que o eco das distorções e danos causados a pessoas por aqueles confiados a operar a justiça tenha estimulado o povo a contestar a atividade jurisdicional por medo.

Medo de não ter a liberdade de criticar. De viver o estreito entendimento de lei com base na opinião particular por alguns dos magistrados que se dizem atualizados e pautados no clamor das ruas e no que entendem por justo. Medo daqueles que em nome da Lei, na falta de um legislativo eficiente, mudem a interpretação de lei para normatizar e enjusticar.

Essa liberdade esta em risco. A democracia não. Nem vejo como anti democrático essa constatação. É o retrato da realidade que vivemos do caos empenhado por um poder que é impulsionado obrigatoriamente por advogado. Exceto quando de ofício exercido e operado por magistrado. Ainda que isso nos deixe perplexos. Ainda que não seja popular, esse é o retrato.

Voltando ao título deste artigo, ainda que não tenha perdido a fé na justiça, ainda que esteja farto de ler no jornal que alguns magistrados encurtam caminhos julgando processo de trás para frente através de íntima relação órgãos publicos na utilização de dado sigiloso, ou de advogado para injustamente combinar acordo. Ainda que eu seja nesse mundo jurídico ninguém, e que até o dia de hoje vejo juiz que não recebe advogado. Ainda que pleitear o direito, o obvio para determinados cartórios seja chato, demorado e desagradável, eu não perdi a fé na justiça.

Porém reconheço que esse sistema ai altamente concentrado, quando erra causa prejuízo enorme a parte, e quando demora não faz justiça, não repara nada nem ameniza a dor daqueles que por anos esperavam o obvio.

Encontrar profissionais e escritórios de advocacia aptos a entender e fazer essa interferência jurídica na vida do cliente é uma arte, tão importante quanto fazer a interface e gestão do caos segundo o qual se originou a situação que exigiu a contratação do advogado.

Viver disso não é facil. Toma tempo, custa caro, exige compromisso, dedicação exclusiva e consome saude no resultado.

Não aprendi a viver diferente. Aceito critica, elogios e sugestões.

Porque não confio em revista de automóvel.

Desde pequeno leio revista de carro. Lembro-me a época que elas continham muito texto, alguns gráficos e poucas fotos. O conteúdo era rico em detalhes, e a extensão do teste grande.

Com o passar dos anos, em razão da evolução dos veículos, os testes mudaram. Se de um lado a tecnologia nos auxiliou a obter informações mais precisas de consumo e velocidade, a cooptação por todas de marketing deixa a desejar.

E pensando bem, talvez a simplificação ocorra pela falta de pessoas aptas a avaliar, situação que exige conhecimento e vivencia. Avaliar um produto exige isso, e liturgia.

Isso que percebi ao fazer uma viagem que rotineiramente faço de carro do Rio para São Paulo.

Parti cedo, animado, com a perspectiva de ter uma viagem tranquila, segura e agradável. No entanto, logo após os primeiros kilometros roados logo entendi que a viagem não seria nada fácil.

Inconcebível no dia de hoje uma marca renomada vender um carro que exige constante correção na estrada após ultrapassagem, seja de carro, pior com o onibus e caminhão.

Apesar da propaganda, da roda grande, percebi que nem mesmo a tecnologia foi suficiente para manter o carro na estrada em linha reta nas ultrapassagens.

Superado essa dificuldade veio outra em seguida. Aparentemente o velocímetro não registra a velocidade do veículo considerando a roda de tração, e sim a potência. O resultado prático disso foi uma espantosa imprecisão que aumenta progressivamente com o embalo do veículo. Em baixas velocidades a diferença foi de 5km o que acho tolerável. Porém 120 km/h de velocidade real implicava 135 no velocímetro, diferença muito grande, imperdoável. Notei que a sensação de velocidade uma vez corrigida a distorção e muito maior do que em outros carros, o que me leva a crer que o consumidor padrão dirige o carro sem saber da real velocidade. Este veículo torna-se arisco, passa uma sensação de insegurança quando de fato esta andando na velocidade real que supostamente esta marcando.

Também não consegui me adaptar ao câmbio cvt que apesar das 8 marchas, entra no modo ECO automaticamente. Não da para desligar, ele sempre força a ultima marcha no menor giro. Isto num sedan fraco não é possivel. No trecho da estrada sinuoso e com aclive foi difícil. Perdi velocidade rapidamente, foi necessário certa pressão no acelerador para aumentar o giro de forma a compensar rapidamente essa perda. Com o aumento do giro parece que o câmbio privilegia uma faixa barulhenta, inconveniente para manter-se em velocidade ou sair da inércia. Resultado pratico dessa zona foi um carro cujo consumo é pior na estrada do que na cidade.

Bem nem tudo foi ruim, o plastico duro, o aco escovado fake, o banco duro, todos os barulhos na carroceria que existem por evidente falta de isolamento acustico não foram ofuscados pelo ar condicionado, excepcional. Herói unico num ambiente que nem o rádio salvou. Apesar de antigo e contar com um cd player, que muito me animou, tem na qualidade do som agudos sibilantes e graves. Não existe no som apesar da integração com o celular blah blah blah qualidade.

Pois é, depois da viagem fiquei com muitas dúvidas, não entendo como o Toyota Corolla caiu no gosto das pessoas, porque é tão caro, tão sem sal, tão ruim e inacreditavelmente mal acabado, inseguro de dirigir.

Voltando as revistas, a avaliação de todas enfatiza a segurança, durabilidade, qualidade, multimídia e gosto do consumidor. Ja o carro, é outra história. E a revista, de opinião tornou-se uma peça publicitária.

Para as revistas vale tudo. Compara-se pera com banana como se igual fossem, e de pensar que tem gente que não percebeu e pagam por esse absurdo comprando revista ate hoje.

O preço da liberdade é a eterna vigilância

Esta frase, de Thomas Jefferson, presidente dos Estados Unidos e o principal autor da declaração da independência daquele país traduz o momento que sinto.

Nesses dias que antecedem feriado nacional de proclamação da república, hoje tão conturbado em razão de movimentos convocados, estou vigilante.

Mais do que nunca estou atento ao fato que hoje esta cada vez mais difícil obter informação de governo sem viés de incitação.

A forma como a sociedade se desenvolveu hoje no Brasil é nociva ao convívio das pessoas, ao livre exercício e pensamento sobretudo a cobrança dos responsáveis de nossos direitos.

A proliferação de cargos, e o inchaço na administração pública chegou ao ponto que hoje é muito difícil apontar o dedo e responsabilizar o agente por sua promessa, falta e omissão.

Na hora de divulgar uma realização a logica se inverte, não faltam interessados em se dar o credito da participação do feito…

A midia social outrora telegráfica, como o twitter embora tenha permitido a utilização de um número maior de palavras continua o grande vilão da história.

Chego ao cúmulo de ver a retransmissão de um agente público tirando a foto de um poste pelo prefeito, como se fosse uma coisa boa, quando na realidade não passa de uma tentativa barata de obter engajamento para ignorar aquelas perguntas sem respostas, e sem responsabilidade ate hoje.

Moro numa cidade sem legado olimpico, que só não quebrou antes dos eventos porque contou com um quarteto fantástico de políticos, direita e esquerda, que privilegiaram torrar dinheiro na venda desse até então sonho em detrimento de hospital, escola e da ordem urbana.

Cada um com seu clube e sua turma, empreenderam de forma leviana no gasto de dinheiro. E a realidade esta ai. Sem hospital, sem escola, o que fazer? Aprovaram uma emenda constitucional para incorporar o gasto do transporte e Manutencao, da merenda como se fosse educação.

Isso para mim é o suficiente para dizer não. Na minha opinião deveriam todos ir a cadeia não sem antes andar no BRT e na ciclovia para início de conversa, e utilizar o hospital público que os mesmos se louvam na eleição e esquecem na operação.

E o que isso tem haver com o dia de amanhã?

Tenho sobre esse sistema uma vantagem que adquiri justamente da minha natureza afetiva. Ser gay não é facil, palavras como bisha, viado, homossexual e atos de exclusão, censura e cerceamento de opinião, ate mesmo perseguidores de fake news estão aí, e os vivi ha mais de dez anos.

Viver essa condição ruim para a sociedade até os dias de hoje, e que não tem amparo em nenhuma igreja por exemplo não é para fracos.

No final do dia entendo que existem pessoas insatisfeitas com a casuística dos tribunais, que estão cansadas desse poder que vive no debate ineficiente da dialética um mando e desmando, que prejudica a vida das pessoas em igual ou maior proporção dos gestores, ainda que seja na defesa da lei e suposta ordem.

Vinte anos na profissão e a pirâmide do judiciário esta invertida, temos poucos juizes, muitos processos, um numero exponencial de auxiliares que trabalham na condução do processo e para cumprir estatística, classificam, minutam as decisões que se convalidam na base da autenticação pelo token.

Essa é a principal crítica que faço ao Brasil. Isto não os torna criminosos, embora gostaria que fossem. Não vejo no CNJ nenhuma atuação real no combate a incompetência dos magistrados. Quando fui la reclamar recebi por resposta que a reclamação deveria ser feita no juiz de origem.

Porém não confundo a minha indignação com a politização de pessoas. Por ela não divulgo, não divulgarei. Não participo nem irei a evento político.

Acompanho a doutrinação em rebanho pela midia e por aqueles que esperam por isso influenciar o próximo, e torço por melhores dias que virão.

Boa semana, boa leitura, bom dia ao próximo e bom feriado!