Penso logo existo

Reconheço que aos poucos vou vivendo e compreendendo a limitação decorrente do envelhecimento.

A incapacidade de aceitar narrativas j√° conhecida √© o primeiro sinal, seguido da incontrol√°vel √© inadi√°vel resposta a situa√ß√Ķes vazias, algumas s√≥ existem pela necessidade de aparecer, outras por conta daquela velha m√°xima falem mal desde que falem de mim.

Boas a√ß√Ķes do passado hoje n√£o chegam a um mero discurso. E n√£o √© para fazer ou demonstrar conhecimento, isso √© coisa do passado. Hoje o que vale √© o engajamento.

Pelo engajamento pessoas, valores, ideias se distorcem para ser elegante.

At√© a√≠ tudo bem. O problema come√ßa quando esse meio de viver lhe impede de fazer algumas perguntas ou refletir sobre quest√Ķes que apesar do meu √≠ntimo entender nem deveriam existir, a√≠ est√£o.

Hoje pela manha li em um noticiário internacional sobre uma proposta de tornar os banheiros da escola sem gênero. Fiquei pensando, que loucura.

Sou gay, fui criado em escola católica, nunca fui doutrinado a nada. Embora para alguns amigos tenha sido caçoado pelo meu jeito de ser, sempre relevei, contestei, jamais pensei seguir para esse campo aí.

Tem um grupo que presume conquistar espa√ßo a partir da discuss√£o, ou da universaliza√ß√£o de tudes. Enquanto outros que no passado, digamos assim, deram a cara a tapa, n√£o tiveram d√ļvida em qual banheiro deveriam ir.

Fato não consigo me imaginar uma sociedade onde tudes é feites para ser politicamente corretes. Porque não é.

Não foi essa a intenção de nenhum pensador ou filósofo do passado. Saindo desse meio, até mesmo aqueles que foram posteriormente reconhecidos e incluidos no rol dos L-sopa-de-letras também não se pautaram por isso.

Fato é que o ser humano precisa da concepção ao fim da vida perder um tempo para ser instruído. A cada geração o tempo de instrução e a qualidade dela muda.

S√£o muitas as raz√Ķes para justificar a falta de ensino, atitude e at√© liturgia de todos que operam nesse ambiente. N√£o me vejo de forma alguma seguindo o passo daquelas que se expandem dividindo o territ√≥rio do passado por classifica√ß√£o de atos, pessoas e g√™nero.

Isso pouco importa, é preciso encarar a vida, entender que não é um porta retrato, dela não se vive para deixar memória.

No fim do dia se algo me cansa é interagir com pessoas que não compreendem que não são desse mundo, se tornam personagems de si mesma e trazem um grande vácuo e vazio a sua existência e de quem está próximo.

E tem outro grupo aí querendo vender isso como certo, politicamente correto, um meio de vida. Podemos ser tudo no recém criado mundo virtual, este é perfeito. Para tudo o que a humanidade destruiu, não melhorou ou moldou para uma vida pre determinada existe o metaverso.

Lá todo mundo esta jovem, todo mundo é bonito, todo mundo é aceito, muito do que esta la ja é vendido enquanto aqui na vida real sobrevivem o legado de postura e atitude condenável.

Será esse o futuro? Estou obsoleto? Mistério

1 ano 1 aprendizado

Então é Natal, o que voce fez? O ano termina e começa outra vez.

Nesses dias que antecedem o Natal, agrade√ßo a Deus que em sua infinita miseric√≥rdia me permitiu chegar ao final do ano com sa√ļde, trabalho e fam√≠lia.

Consegui, ao menos at√© o dia de hoje, viver sem beber coca cola por 11 meses completos. Tudo bem que compensei no chocolate, o que n√£o foi bom. Apesar de ser gostoso os reflexos no meu corpo s√£o evidentes, pelo menos a boa parte das pessoas que conhe√ßo e que ao encontrar n√£o resistiram e no impulso disseram “nossa como voce esta gordo” ou “engordou” ou “ta cheinho mesmo” e por a√≠ vai.

S√≥ assim consigo imaginar o quanto √© dif√≠cil para muitos que convivem com algum tipo de v√≠cio se libertar quando a sociedade no seu inconsciente por alguns vocaliza algo que nos coloca para baixo… ou faz responder que estou num papel da pre hist√≥ria que me obriga a ter o ideal de beleza at√© ent√£o almejado sendo esse cultivo ao corpo condenado at√© mesmo na idade m√©dia. Ou ent√£o algo mais simples tipo a vaidade √© um pecado n√£o me deseje ser bonito no seu ponto de vista simplesmente queira o meu bem estar.

Para quem ficou seguramente uns 15 anos escrevendo sobre o quanto √© dif√≠cil viver sem coca cola, por mais gordo que esteja…. estou no lucro, n√£o ha nada de bom e nutritivo ou √ļtil naquilo exceto pela sensa√ß√£o de saciedade e barriga cheia que de fato me impedia de comer. Ao que parece esse n√£o √© o √ļnico v√≠cio que tira a fome, assim como o cigarro, √© rapido eficiente e eficaz.

E voce sabe quando se livra dele quando alguém te pede para ir na máquina de refrigerante buscar um copo de coca gelado voce enche entrega e não tem vontade. E percebe o esforço disso quando ve a cara do outro pedindo desculpa por ter feito esse pedido.

O ano que esta a terminar foi mais ao menos assim. O vício me livrei por direito. Algumas coisas eu fiz em atenção ao próximo ou aqueles que amo. Amor e lealdade caminham juntos, independente da divergência de opinião, nenhuma atitude os anula.

Passado o tumulto da eleição que de fato não resolveu e não resolve o Brasil me vejo cada vez mais um alienígena porque vivo no campo do diálogo e respeito a ideia sem no entanto fazer delas um campo de batalha ou barreira para conhecer e interagir com o próximo.

O mundo hoje é muito diferente daquele que nasci e fui criado. Os meios de comunicação mudaram, a percepção dos pensamentos e o entendimento das ideias deixou de ser uma reflexão, passou a embasar atos e ação.

A realidade seletiva é uma característica de uma nação que não deu valor ao seu idioma, não aprendeu apesar da simplificação. E isso se refletiu na cultura. A falta de prestígio e entendimento do passado nos levou a realidade semelhante aquela retratada no filme de volta para o futuro parte 2.

√Č preciso aceitar essa realidade, procurar entender onde foi que erramos, fazer uma reflex√£o sobre o que podemos fazer para seguir em frente com amor ao inv√©s de rancor e seguir em frente.

No fim do dia, n√£o somos desse mundo, o que √© feito aqui serve somente para alimentar ego e vaidade. E todos n√≥s estamos com quest√Ķes importante para lidar.

Até lá no privilégio de viver alguns dias com meu amor ao lado de meus pais. Gloria Deus me permitiu viver depois de tantos anos uma viagem com eles.

Se tivesse que resumir esse ano em um aprendizado seria o de conviver com adversidade. Algo que nós advogados aprendemos defendendo cliente ladeira acima ou abaixo. Foi um ano desconfortável e também muito produtivo no campo do trabalho. E voce? O que aprendeu esse ano???

Dias melhores pra sempre

Esses dias tenho refletido sobre o in√≠cio da minha vida de eleitor. Comecei a votar cedo, tinha 16 anos, ou seja, ha 30 anos que cumpro o dever c√≠vico. Tenho cerca de 7 elei√ß√Ķes majorit√°rias at√© completar o meu ciclo de voto obrigat√≥rio. Sim estou mais perto do fim. Envelheci.

Tive a felicidade de participar e viver o processo eleitoral em todas as suas obriga√ß√Ķes e nuances. Estou surpreso com a quantidade de especialista de elei√ß√£o que de opini√£o sabem tudo e de campanha sabem nada.

Fato: √Č mais f√°cil conseguir esmola do que voto. Nunca votei para ganhar. Tamb√©m n√£o deixo de cobrar.

Constatação: Sempre esperei do vencedor ter sucesso. O sucesso de um na política reverbera em todos.

Não temos tido sorte no Brasil. A deterioração da qualidade de vida de muitos brasileiros é real. A velha tática de pão e circo para fomentar o trabalhador de um lado e contrair dívida de outro não da certo.

Achatamento de classe, dependência cada vez maior do estado e fomento à política de inclusão de classe foram politicas do passado que não se sustentaram.

Estou meio que na d√ļvida do que esperar.

Resta trabalhar e esperar por dias melhores.

Nespresso: Quando a merda n√£o √© boa sorte.

Hoje postei um vídeo que muito me incomodou, não foi pelo problema em si e sim o uso da palavra merda

Com o passar dos anos, essa palavra deixou de significar boa sorte, o que acontecia sempre que um teatro ou evento era prestigiado com o comparecimento de muitas pessoas e suas carruagens cujos cavalos ūüźī produziam‚Ķ merda!

Na hip√≥tese acima, significa dizer boa sorte. Modernamente, considerando a evolu√ß√£o e a piora de ensino, provavelmente para muitos acaba sendo um termo vulgar de fezes ou ūüí©.

A questão é, porque sinto não posso dizer isso? ou de isso falo devo explicar porque? Que diferença isso faz?

Nenhuma. Exceto que isso para mim reflete o quanto desconfort√°vel fico com o mundo de hoje. Em altuns casos.

Fabrica desde o ensino a cobiça por transporte e comida em detrimento da educação. Não falo do povo não e sim dos que ja tiveram a caneta na mão e prolifetaram essa política em detrimento do próximo.

Como nos deixaram confusos e agora se memória dado o fato que ao não gostar da palavra ou opinião, simplesmente apaga-se.

Isso faz com que o hoje, na vida de muitos, não valha nada. Não adianta nem tentar fazer de qualquer outro jeito. Somos todos espectadores da política pão e circo, ou de dar brioche na falta de pão.

Eu não tenho salvação. Não sinto vergonha de ter sido criado num mundo diferente e que, na busca incessante por alguns da felicidade antes de qualquer coisa contribuiram para a piora de todos seja qual for o olhar.

Parece que uma parte parou na d√©cada de 70 e l√° ficou, saudoso da campanha de libera√ß√£o da droga, das baladas cuja m√ļsica Disco foi substitu√≠da por outra, muitas das quais se tornam hino cuja letra verdadeiramente denigre a mulher, valores humanos em troca do suposto empodeiramento que n√£o ha.

Qualquer opinião contrária é encarada como sensura ao conflitar com interesses de quem é oposição a libertação desse tipo de pensamento ou cobrança de nova postura.

Para quem n√£o est√° contente com o que ai esta e reclama expondo verdadeiramente suas d√ļvidas para melhorar em todos os sentidos √© rejeitado, n√£o se encaixa, simples assim.

Bem, voltando ao t√≥pico, ao referir a Nespresso por merda n√£o estou a desejar majoritariamente boa sorte. Defini que a m√°quina √© um coc√ī. Sou um privilegiado que consegue pagar peso de ouro numa m√°quina e c√°psula de caf√©.

Do outro lado, uma empresa que vende um cafe com o controle de qualidade suíço, supostamente o melhor que existe, livre de impurezas. A experiência para eles não é completa se não for comprada a máquina deles.

Ja estou a pensar que se a máquina refletir a qualidade do café existe algo a se pensar ou repensar nesse café.

Vou deixar de lado o estilo carioca de ser informal e achar normal ter mais por menos, de fazer graça dos problemas e de não questionar porque o município está refazendo vias de concreto apenas quatro anos depois de refeita quando se parece normal enquanto temos o alto da boa vista cinquenta anos depois com muitos trechos de concreto intactos.

Isso não é brincadeira, tudo custa caro e ando procurando respostas… um mea culpa para inicio de conversa vale.

Minha máquina esta longe de ter o padre de qualidade vendido e esperado, vou usar enquanto durar, ainda que não me acostume com a frustração, faz parte da vida encarar os problemas, todos, questionar, todos, viver todos, entender que não se vive de produto e marketing, e não se acostumar.…

Bom s√°bado!

Uma opini√£o

Sabe aquele momento que voce tem uma ideia para passar com todo o zelo e respeito a quem for escutar.

Então aí vai o vídeo.

Não podemos em hipótese alguma brigar uns com outros pelo voto. Devemos ter respeito ao próximo.

N√£o podemos nos deixar ser refens desse sistema ai que nis torna soldado de batalha.

Admito que das solu√ß√Ķes esta no voto‚Ķ daquele que n√£o vota e cuja aus√™ncia da urna faz os mesmos se elegerem com menos voto.

A solução para o país não esta na troca de ofensa entre candidatos, perceba que todos esses aí muito falharam, foram omissos e parece que esta tudo bem.

Viver a democracia do Netflix acaba fomentando uma memória seletiva.

Ainda assim nada disso importa, atualmente o importante √© votar pelo Brasil. No dia seguinte dar a m√£o e conseguir cada vez mais votos para acabar com o curral eleitoral que impos a todo Brasileiro ter uma ou duas op√ß√Ķes, repetidas ou n√£o e que provavelmente n√£o se identifica.

A corrida eleitoral no Brasil já começa com a política de acabar, sem prévia de muitos candidatos e sem muita participação popular exceto dos que anseiam no sistema estar.

Então para o fim dessa questão essa é a minha opinião.

O que a pol√≠tica me ensinou

Aprendi que certas pessoas n√£o mudam, buscam sempre o mesma coisa apenas por padr√£o diferente.

Aprendi que cansa votar pela consciência, situação que todos os governantes e imprensa buscam interferir ou ate mesmo manipular.

Aprendi que o jornalismo no Brasil √© pautado segundo seus meios de comunica√ß√£o, o que nos impede conhecer os lados da hist√≥ria sem √Ęngulo jornal√≠stico.

Aprendi que muitos jornalistas s√£o incisivos na manchete, pesados em suas afirma√ß√Ķes e omissos em rela√ß√£o a suas opini√Ķes.

Aprendi que editorial deixou de ser jornal√≠stico para ser uma ferramenta de plantio de fatos e vers√Ķes.

Aprendi que esse universo de jornal e notícia institucionalizado é uma micro bolha em relação a nação Brasileira, talvez exista para mexer na máquina da sociedade indispensável a audiência e manutenção dos mesmos.

Aprendi que político não pede desculpa.

Aprendi que político não se faz na base da receita de bolo, política e apoio partidário de poucos porém muito influentes.

Aprendi que a reinauguração de obra que não deu certo é permanente, talvez por conta do povo na gestão presente ou para desviar o foco e responsabilidade de gestão passada.

Aprendi que alguns governantes, pelo governo do povo que se apropiam como seu, quando tem interesse em algo ou alguém agem sem limite e responsabilidade.

Aprendi que liturgia na profissão só funciona e por vezes é exigida a quem é ninguém, não participa de grupo no celular portanto não lhe é ajudado a conduzir o trabalho.

Aprendi que existe para os mortais um limite imposto pelo seu trabalho enquanto para o governo oficial e oficiosamente tudo vale.

Aprendi que no Brasil a presunção para qualquer um é de culpa e isso vale do atropelo, da legítima defesa para o cidadão, político e empresário.

Aprendi que a máxima de anular eleição por não comparecer, anular ou votar em branco permite os ruins se perpetuar com menos voto, quando não elege outros por legenda.

Aprendi que a premissa da culpa antes da inocência é uma constante arma de que se vale o executivo, legislativo e judiciário.

Aprendi que na busca incessante para dizer que esta dando certo o empregador é abusado pela justiça do trabalho. Nesse caso não quem ganha e quem perde, não ganha nem perde, o Brasil perde.

Aprendi que eleitos não tem competência para o cargo e sim sorte de politicamente articular sua candidatura e acomodar os interesses dos outros.

Aprendi que a pol√≠tica lotou por suas indica√ß√Ķes , seus interesses e alto sal√°rio fun√ß√Ķes e cargos que estariam melhor na condu√ß√£o pelo povo.

Aprendi que na eleição próxima não há disputa nem vencedores, nós Braseiros estamos perdendo em ambas as escolhas.

Aprendi que o sistema muda para permitir esses ciclos se perpetuarem cada vez com um enfoque diferente.

Aprendi que a família, segurança e educação foram um tripé ignorado por todos os governantes e governos que trocaram o ensino, a evolução pelo assistencialismo e um padrão de cidadão apto a permitir a condução desse cenário.

Aprendi sobretudo que n√£o existe sa√≠da para essa e futura gera√ß√£o, a condu√ß√£o da melhora na vida do povo vai exigir ao menos 2 a 3 gera√ß√Ķes.

Aprendi que vamos todos morrer logo qualquer pensamento dissonante n√£o vai reverberar quando a gente passar.

Aprendi que n√£o h√° memoria de pessoas, realiza√ß√Ķes e fatos pela pol√≠tica exceto para render voto.

Aprendi que a política entendeu a volatilidade da nova geração netflix ou de streaming que pauta, interfere, limite e omite a realidade conforme orientação política, social e de conveniência.

Aprendi que num mundo em que exceto a religião toda história é apagada ou angulada é difícil prosperar.

Aprendi a encontrar Deus, pedir misericórdia pelos milagres que vivi.

Aprendi que resiliência, perseverança e auto governo são essenciais para quem deseja viver independente da vontade e do mal de outros.

Aprendi que nunca é tarde.

Aprendi que até mesmo a justiça e o legislativo padecem dos mesmos problemas do executivo.

Aprendi que se anos atrás não tivesse tido o privilégio de tentar por tentar e fazer bem feito, não teria tido a lente limpa.

Aprendi que mesmo n√£o sendo quem precisa me sensibilizo e ajudo a tudo e todos que consigo.

Aprendi que levar o ensinamento de Deus através do pão é algo simples, batato, basta ter a iniciativa sem politizar para ajudar.

Aprendi que doi aprender, a inf√Ęncia feliz e a ideia de liberdade ensinada pela escola √© forma crian√ßas artificiais.

Aprendi que a política por bandeira é o mesmo que justiça tardia ou injustiça qualificada, não serve para nada senão perpetuar essas bandeiras e a proliferação disso.

Aprendi que todas as solu√ß√Ķes simples s√£o de prop√≥sito complicadas para dificultar a solu√ß√£o.

Aprendi que o melhor político e promotor da mudança é o cidadão.

Aprendi que preciso continuar aprendendo, evoluindo e decidindo pelo que sinto e minha experiência torcendo para um Brasil melhor.

Aprendi que a vida é a arte dos encontros, desencontros e reencontros.

Aprendi que minha experi√™ncia passada no Rio n√£o foi democratica e sim social, o que tornou a coliga√ß√£o de personagens antag√īnicos na elei√ß√£o atual.

Aprendi e sigo aprendendo com olhar apreensivo para os próximos dias.

E se voce acha que dia 30 acaba ou encerra a eleição, uma palavra, daqui para sempre se depender desses e do processo eleitoral vai piorar.

Melhor abrir o olho agora pensando no Brasil que queremos para os próximos anos do que embater por uma luta que hoje não é nossa. Até temos a parcela de responsabilidade senão culpa por fechar os olhos e confiar o trabalho e solução enquanto lidamos com nossa realidade, porém isso não aconteceu.

E agora jose? a festa acabou o país entrou no abismo remanescendo um vazio que se reflete pelo berro de algumas pessoas.

Sou quem eu sou, e voce, quem é voce????

Ja fui famoso = agora sou eu mesmo

De tempos em tempos tenho a oportunidade de ligar a tv (que grunge hein) e assistir um daquele tipo de filme simples, tudo muito natural e sem nada demais exceto por me fazer sentir bem ao final.

Assim é que assiti o filme Já fui famoso.

Interessante como aborda temas que s√£o comuns a quem vive um doloroso e real processo de amadurecimento na base dos fatos e surpresas inesperadas da vida.

Então quantas vezes ao longo dos 22 anos de formado e 46 de idade não me deparei com situação pessoal e profissional que exigiu grande sacrifício?

Adolescente deslocado, de raciocínio extremamente complexo e com um olhar para a vida nada usual, não foram poucas as vezes que me senti até mesmo quando pequeno diferente.

E como não poderia deixar de ser, na qualidade de filho da mae percebi tempos depois o quanto ela tentou me proteger desse mundo aí que estou.

Ela ainda que na mesma receita simples do filme – e talvez de viver a vida – me botou debaixo de sua asa e administrou todos os momentos de ansiedade da melhor forma que pode. E que m√£e n√£o faz igual? Melhor dizendo existe alguma m√£e que faria diferente?

Nessa circunst√Ęncia hoje enxergo com clareza uma das origens que falecida culpa que por anos carreguei tem origem no fato de n√£o ter sido exatamente o filho projetado. Ora meus pais nasceram na d√©cada de 40.

Ainda que tenham ambos trabalhado, e muito, ao longo de suas vidas, aliás o que fazem até hoje, o filho super presente, companheiro e protegido não correspondeu as expectativas do que seria a tradicional família padrão no mundo.

Virada a página, o padrão de ter que quantificar perdas e avaliar dor em razão de escolhas surgiu logo cedo. Por sorte estudei em chicago e no tempo livre me dedicava apoiar crianças com paralisia cerebral.

Ainda estou para descobrir porque vivi isso e lidei com limita√ß√Ķes e patologia de outros de uma forma mais precisa, embora genericamente entendi tempos depois que a li√ß√£o de amor pr√≥prio dos amigos e familia √© impressionante.

Descartada as decis√Ķes profissionais e quest√Ķes pessoais para concluir o texto, resta ainda a clara percep√ß√£o que tudo muda, e o mundo muda junto.

Então a Lei Civil mudou, a indisponibilidade de alguns juízes para receber advogado aumentou e por ai vai.

De perfeito mesmo só tem uma coisa, a vontade de deus, que nos permite viver erros e acertos todos os dias, então para não dizer que o filme é bom sem uma análise crítica a par da reflexão pessoal minha que faço, cito expressamente a passagem segundo a qual um afirma que outro ja teve duas chances e não havera a terceira

Não se vive na base se chances, sem erros, com tentativa e erro. Porque tudo acaba. Então melhor mesmo e acreditar em si viver o que pensa, seguir algum ensinamento religioso para amar e fazer bem ao próximo e principalmente viver.

Viva a sua vida e n√£o a dos outros

FIM

(Video vem depois)

Do Auto a Fechadura, com ou sem cabe√ßa..

Não é novidade minha impressão que estamos virando um algoritmo de uma programação que não prestigia o homem em sua individualidade e experiência.

A cada ano que passa a demanda por energia cresce. Interessante notar que o governo não mais é objeto de questionamento pela imprensa e veículos de comunicação.

Diante da inércia, essa obrigação foi transferida ao particular que fomenta a produção por meio de painel solar e termelétricas.

O que isso tem haver com a fechadura do carro?

Simples. A obsolescência da nossa existência, foi associada a práticas do passado. E isso significa dizer que o conceito do que é novo, velho, eficiente e até mesmo formador de opinião e tendência está programado.

O Estado falhou no ensino. A falta de ensino, ou a substituição do ensino pelo lanche, transporte e um conjunto de políticas sociais assina o projeto de cidadão que o governo quer criar.

Na falta da correção de rumo criou-se um sistema novo que, sem história, sem cronologia, sobrevive.

Esta entendendo porque o carro usado est√° custando mais caro? Antes que voce responda j√° explico que n√£o tem nada haver com a falta ou n√£o do microchip‚Ķ. n√£o. Basicamente o cidad√£o foi doutrinado e acreditado a comprar o novo. √Č melhor porque √© novo, simples assim.

Existem muitos carros usados aptos a fazer parte da frota, e não são ruins. Só não são considerados porque hoje fazem parte da obsolescência programada, mesmo conceito ou linha de comando que faz uma pessoa de 70 anos sentir deslocada do mercado de trabalho, e outra de 50 anos perceber que a geração anterior chegou e não assimilou os ensinamentos ou fatos históricos.

Me surpreendo quando encontro jovens que conseguem cronologicamente se desenvolver com base sólida nos fatos e acontecimentos do passado. Cada vez mais difícil no mundo que não preza por marcos históricos para absolutamente nada.

Uma zona, então quando pensar que o celular esta velho, que o carro está difícil de consertar e que esta difícil atingir determinado objetivo, repense o objetivo sabendo que hoje tudo é fácil. Difícil é se empenhar a resolver por conta da alegada obsolescência.

Ainda que de forma (proposital) desorganizada.

Confira

Vazamento de dados x impunidade = nova realidade

Não é de hoje que coloco a segurança dos sistemas e aplicativos que dependem da internet em cheque.

A notícia abaixo e seus efeitos é mais frequente do que se imagina.

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2022/09/16/pix-bc-reporta-vazamento-de-137-mil-chaves-vinculadas-ao-abastece-ai.htm

Cadastro hackeado não tem dono, embora a venda desse cadastro tenha. E se roubam é porque alguém compra.

A solução criativa adotada no Brasil veio na forma da lei de proteção de dados. Basicamente o governo resolveu impor a todos a contratação de alguém para lidar com isso. Por consequência ninguém sabe e/ou tem certeza do quão seguros estamos, apenas que se houver uma falha de segurança ja sabemos quem é responsável.

A import√Ęncia de ter senhas diferentes nos diversos cadastros que est√£o gerindo a nossa vida √© essa. Imagine que o hacker das informa√ß√Ķes pessoas do abastece a√≠ sabe tudo de voce menos a senha do e-mail, cart√£o e Banco.

Percebeu a import√Ęncia de ter mais de uma caixa postal para segregar alguns servi√ßos e bancos dos demais que est√£o no cotidiano?

Ja a questão do Instagram, WhatsApp e a percepção que esta cada vez mais frequente o roubo de dados pessoais nas plataformas, esta aumentando.

Então se voce perdeu o texto anterior que falei do hacker e de proteção de dados, segue aqui o spoiler do vídeo que gravei depois

A pr√≥xima v√≠tima pode ser voce. Crime virtual corre solto.

Décadas atrás, muito muito muito antes da autorização de uso pessoal e comercial da Internet, quando a ligação de um computador a rede mundial para tarefas do dia-dia parecia algo muito distante da nossa realidade, aprendi a lidar com vírus de computador.

Basicamente era uma espécie de programa, que carregava um código e ao ser executado, replicava a informação nos demais arquivos do computador. Ao final, na hipótese de exito, utilizou-se na falta de uma definição, como metáfora a expressão infecção como se fosse um vírus.

E por falta de defini√ß√£o, essa express√£o perdurou por muito tempo, como tamb√©m o √≠cone do diskette ūüíĺ como meio de salvar o arquivo.

Nunca entendi ao certo o motivo para a criação de um vírus. Seria para divertir alguém? passar uma mensagem de vulnerabilidade em algum sistema? Sabotagem?

Fato é que os algoritmos evoluiram. A expansão da computação, dos programas e linguagem também. Não parou por ai, a aparência do computador sofreu uma mudança drástica. Passou fisicamente do aspecto de um mastodonte que funcionava a base do diskette, para a um dispositivo que cabe na palma da mão.

O vírus também evoluiu, e graças a ele (para ser compreensivo e otimista) o mundo passou a investir em segurança cibernética.

Logo logo se tornou bastante comum a utilização de software especializado para combater esse mal, fomentado por pessoas que tem conhecimento especializado na teconologia da informação.

Assim nasceu o Hacker, aquela pessoa que consegue ultrapassar obstáculos impostos pelos sistemas de segurança no mundo moderno. E os computadores de antes se tornaram com o advento da rede um sistema.

Basta estar on-line que esse risco aumenta exponencialmente.

O resultado pratico dessa equa√ß√£o para pessoas leigas no dia de hoje √© a prolifera√ß√£o de den√ļncia de invas√£o. Assim √© que um Hacker entra no seu e-mail, e atrav√©s dele descobre senhas, acessos e sistemas a ele ligado.

De posse do e-mail, ele consegue redefinir senhas, ainda que esse sistema exija o envio de mensagem, muitas vezes são por pessoas olhadas inocentemente, e quando abrem espalham o codigo do vírus no computador:

A solu√ß√£o nunca vem a tempo. Al√©m da ang√ļstia de n√£o ter acesso a nada do que √© seu, √© preciso fazer um boletim de ocorr√™ncia na delegacia especializada em crimes cibern√©ticos.

Outra decepção, o marco da internet no Brasil na minha opinião é uma farsa. Serve para Juiz tirar do ar na hora que quer, quando voce precisa outro não entende, não atende, demora, fora os entraves de ter que acessar um advogado e ir a justiça.

E você fica como??? Angustiado, impotente, assiste a sua vida digital ruir junto com alguns aspectos da real. Inegável que o dia dia de muitos funciona através desses sistemas que volta e meia precisam de um link para o banco, taxi, mídia social e por ai vai. Fora os arquivos do trabalho.

Pode piorar? A moda agora √© pegar sua foto, suas informa√ß√Ķes, foto de sua fam√≠lia e pedir resgate em bitcoin.

Tem como se prevenir? Para aqueles que mandam virus que se instala no telefone sem qualquer tipo de ação não. Qual a probabilidade de um super hacker resolver fazer voce como vítima? Muito pequena. Então porque todo mundo tem um amigo com uma história de alguém próximo hackeado?

√Č preciso tomar alguns cuidados.

Para quem usa midia social mantenha suas informa√ß√Ķes visiveis apenas para si mesma. N√£o divida com todo mundo nem as tone p√ļblicas. Entendo que fazem parte do cotidiano de muitos ent√£o para inicio de conversa fa√ßa uma senha segura , ou seja, algo entre 13 e 21 caracteres usando letras mai√ļsculas, min√ļsculas, numero e simbolo.

Quando foi a √ļltima vez que verificou a privacidade e seguran√ßa do e-mail?! para inicio de conversa, tenha um e-mail em um provedor de confian√ßa. Nada de usar um hospedado em lugar que n√£o tem estrutura. Na d√ļvida fique com os grandes tipo Microsoft, Google e Apple. Ou contrate uma hospedagem em um lugar seguro para eliminar a chance do provedor ser hackeado. Sabe aquela senha conhecida por voce do e-mail pense em trocar j√°.

Para quem vive on-line não esqueça a regra básica de não clicar em links, abrir e-mail, mensagem e sms de recuperação de senha ou qualquer outra atividade da internet. Lembre-se que basta o hacker enviar uma mensagem para a plataforma que voce usa para personificar a máxima curiosidade matou um gato

REGRA GERAL não diga a ninguém, nunca qualquer senha, nem de brincadeira. Para todos os sites que tem disponível habilite autenticação em dois fatores. Basicamente uma forma de assegurar a autenticação da senha por um dispositivo e/ou aplicativo.

Al√©m disso, n√£o atenda liga√ß√£o de n√ļmero suspeito, n√£o forne√ßa qualquer informa√ß√£o pessoal ainda que seja de setor anti fraude. Desligue e use as informa√ß√Ķes que lhe √© de conhecimento. N√£o pague o boleto, n√£o atenda os e-mails de processo, receita, at√© mesmo de seus parentes. Um telefonema e confirma√ß√£o de voz resolve, apesar de que a sociedade digital n√£o gosta de chamada de voz.

N√£o consegue imaginar uma senha existem programas bons hoje em dia, ate o telefone ajuda nisso, guarde na pasta segura do telefone e vai estar ok.

Seja qual for a hipótese, não salve a senha no navegador. Ainda que sejam seguros, os navegadores são a porta de entrada para qualquer hacker. Salvar a senha no navegador é o mesmo risco de salvar os dados do cartão. Para que? Se você não deixa ele na rua para qualquer um ver não deixe armazenado no computador. Jamais. Canso de ver gente falando que aconteceu depois que comprou nesse ou naquele site. Repita não compre de site barato, de qualquer site ou daqueles que só aparecem nos links patrocinados.

O barato custa caro. J√° avan√ßamos muito no que podemos usar de gra√ßa. Se pode pagar n√£o insista em vers√Ķes de gra√ßa.

N√£o responda SPAM. Se n√£o pediu apaga e esquece.

Bem essa e a cultura de quem n√£o quer ser invadido pelas raz√Ķes √≥bvias. Se voce ja passou por isso reveja os procedimentos tente entender da onde vem o inimigo para fechar a porta. E sim, nunca ceda a extors√£o e outros crimes e palavras jocosas, deixe para a autoridade e confie na justi√ßa.

O Brasil chegou onde chegou por falta de confian√ßa das pessoas nas institui√ß√Ķes e processos, precisamos nos engajar, participar e cobrar para mudar!