A Dior, os bárbaros e uma sociedade que desaprendeu a pensar!

Cerca de dez anos atrás li um livro muito interessante. Chama-se a invasão vertical dos bárbaros. É uma reflexão filosófica de Mario Ferreira dos Santos sobre a deterioração dos valores culturais e do empobrecimento intelectual de uma sociedade.

Ja estava incomodado com esse duelo que fazem as marcas. Pessoas consumindo ostensivamente objeto com logo como se fosse melhor. Isso se tornou um estilo de vida, a meu ver equivocado.

Uma camiseta pode ser melhor do que a logomarca.

Questiono esse estilo de vida não é de hoje.

Me espantei com a enorme quantidade de Brasileiros espantados e tristes por conta dos ataques a Dior, que a propósito ja deixou de ser uma marca francesa ha muito tempo.

Meu deus!!!

Resolvi portanto sintetizar o que senti no vídeo abaixo.

Confira

Aprender renunciar é também uma conquista.

Hoje fechei o ciclo de mais um aprendizado na minha vida. Veio de forma improvável. Tudo bem, tudo certo. Aconteceu.

Decidir é um processo muitas vezes solitário.

Talvez por isso tenha por consequência aprimoramento pessoal e aprendizado.

No fim do dia estou mais leve.

Isso é o que importa.

A responsabilidade começa em nos

Alfred Nobel deixou um prêmio dedicado à paz.

No Brasil, minha preocupação é que continuemos concedendo reconhecimento político a pessoas e estruturas sem exigir delas a correspondente prestação de contas.

Estamos efetivamente defendendo a democracia ou apenas protegendo aqueles que falam em nome dela?

Essa pergunta não se dirige exclusivamente aos políticos. Também exige coerência de quem critica.

É por isso que mantenho meus textos, minhas falas e meus parágrafos.

Não significa que eu jamais tenha errado ou mudado de opinião. Significa que considero mais importante reconhecer minha trajetória do que tentar apagá-la.

Não apago minha história. Eu a vivo todos os dias.

Simples assim.

#Democracia #Nobel #PolíticaBrasileira #Justiça #Transparência 

Aprendi… E continuo aprendendo.

Nada como um feriado para recordar os aprendizados que a vida nos proporciona. Alguns chegam com o tempo. Outros, com a experiência.

Outros, infelizmente, com a dor.

Mas nem todos os aprendizados dizem respeito à política.

Aprendi que a dor ensina.

Aprendi a encontrar Deus e agradecer pelos milagres, pelas bênçãos e até pelas dificuldades. Compreendi que ajudar o próximo pode ser tão simples quanto repartir o pão.

Aprendi que nunca é tarde. Que a vida é feita de encontros, desencontros e reencontros.

E aprendi que, se não tivesse encontrado coragem para tentar, mesmo quando o resultado foi a derrota, talvez jamais tivesse conseguido enxergar o mundo com tamanha clareza.

A experiência ensina coisas que nenhuma vitória é capaz de ensinar.

Hoje, uma convicção permanece: o melhor agente de transformação não é o político. É o cidadão.

Continuo aprendendo, revendo ideias, reconhecendo erros e procurando compreender melhor o mundo e a mim mesmo.

Afinal, sou quem eu sou.

E você, quem é você?

Simples assim.

A vontade popular não tem dono

Sempre me causa espanto quando vejo pessoas tentando se apropriar da vontade popular para encaixá-la em suas próprias narrativas políticas.

Isso vale para a direita, para a esquerda e para o centro.

O recente processo eleitoral no Rio de Janeiro oferece um exemplo dessa discussão.

Um candidato terminou atrás nas urnas. Surgiu uma controvérsia sobre a validade dos votos atribuídos a outro concorrente. O Tribunal Superior Eleitoral decidiu pela anulação desses votos, alterando o cálculo da maioria necessária para a eleição em primeiro turno.

A discussão chegou ao Supremo Tribunal Federal, que rejeitou o pedido por razões processuais, diante da ausência de esgotamento das vias recursais na Justiça Eleitoral.

A partir daí, surgiu o argumento de que a vontade soberana dos eleitores não teria sido respeitada.

Mas quem tem autoridade para falar em nome de todos os eleitores?

Não é justamente por isso que existem regras, prazos, recursos e instituições?

A controvérsia jurídica é legítima. Houve, inclusive, divergência entre ministros do TSE sobre o tratamento dos votos e seus efeitos na definição de um eventual segundo turno.

Entretanto, é preciso distinguir o debate jurídico da apropriação política da ideia de soberania popular.

Democracia não é apenas votar. É também respeitar as regras de apuração, o devido processo legal e os mecanismos institucionais de contestação.

Podemos discordar de decisões judiciais, criticá-las e recorrer pelos meios previstos em lei.

Mas nenhuma candidatura é proprietária da vontade popular.

A soberania pertence aos eleitores inclusive àqueles que votaram em outros candidatos, anularam o voto ou optaram por não comparecer.

O resultado eleitoral não transforma a interpretação de um partido ou candidato na única expressão legítima da democracia.

Princípios democráticos não podem servir apenas quando o resultado nos convém.

Porque princípio de conveniência não é princípio.

Simples assim.