Relembrar é viver

Voc√™ lembra qual √© seu livro favorito da inf√Ęncia?

Ontem falei de tr√™s livros que me marcaram quando jovem, hoje a pergunta √© sobre quais livros marcaram a minha inf√Ęncia.

Curioso é que o primeiro livro que veio a mente, chamado Fogo no Céu, trata do folclore da festa junina. O que dizer? Adorei o livro. Era um dos preferidos, rabisquei, li, desenhei o balão, a galinha e por aí vai. O ponto desse livro com o que esta acontecendo na atualidade, é que o folclore foi perfeitamente entendido. O livro não me incitou a construir e soltar balão caseiro por exemplo, o que na educação de hoje, parece não seria possível.

Fico bobo com a quantidade de adapta√ß√Ķes. Cantei (e canto) atirei o pau no gato sem nunca ter feito mal a eles. Na minha opini√£o mal trato a animal esta mais relacionado a falta de educa√ß√£o que a bem da verdade deveria ser dada pelos pais, restando a Escola o trabalho complementar de instruir. No entanto o bicho pega quando os pais n√£o educam e a escola por consequ√™ncia fica sem instruir.

E também não pensem que foi fácil me educar depois de ler o livro Marcelo Marmelo Martelo passei um tempo a inventar muitas palavras.

No top 3 livros infantis segue de onde vem os beb√™s. Me divertia nas ilustra√ß√Ķes e olhando para tr√°s vejo o quanto a literatura de antigamente explicava coisas simples em linguagem f√°cil e acess√≠vel.

Ser ou n√£o ser, eis a quest√£o.

Liste três livros que influenciaram você. Por quê?

Acho que os livros que mais me influenciaram foram aqueles lidos na escola porque me ajudaram a refletir desde cedo sobre o que sou e quem sou.

“Senhora”, um romance de Jos√© de Alencar, conta a hist√≥ria de Aur√©lia, uma jovem rica e bonita, mas que sofre preconceito pela sua origem modesta. Ela √© rejeitada por seu amado, Fernando, que se casa com outra mulher para obter riqueza e prest√≠gio social. Determinada a conquistar o amor de Fernando, Aur√©lia torna-se uma empres√°ria de sucesso e rica. Quando ela encontra novamente Fernando, agora arruinado financeiramente, ela oferece-se para casar com ele em troca de sua lealdade e amor. O romance √© uma cr√≠tica social sobre a hipocrisia, preconceito e materialismo que eram comuns na sociedade brasileira do s√©culo XIX.

Quando li esse livro cursava a quinta serie do então Colégio Padre Antonio Vieira e mudou profundamente a forma pela qual passei a olhar algumas coisas na vida. Porque passei a olhar para o lado e ver meus colegas de classe diferente. E me percebi diferente do contexto.

Foi quabdo me dei conta que estudava no Colegio Padre Antonio Vieira, escola tradicionalmente conhecida por acolher pessoas ricas e com prestígio social. Até então não sabia o que significaria isso, porque nunca me vi pelo prisma de ser filho de pai rico. A família era Рe sempre foi Рcriada na base do trabalho, e la em casa bem cedo meus pais ensinaram que a minha unica obrigacão pelo menos ate atingir a maioridade era estudar, depois trabalhar.

Onde então caberia tempo para as tarefas normais do tipo que os amigos do colegio fazem? não vou viajar para Angra ou Itaipava para o final de semana? e porque teria que viajar se de fato tinha em casa tudo o que precisava? E nas férias, o que faria?!

Se bem que antecipei aqui o efeito da desconstrucao que havia sido iniciada a partir da leitura do livro Menino no Espelho de Fernando Sabino

“O Menino no Espelho” √© um romance autobiogr√°fico escrito por Fernando Sabino. A hist√≥ria √© sobre um menino chamado Fernando, que vive no interior de Minas Gerais, e que passa por diversas aventuras e descobertas em sua inf√Ęncia. Ele come√ßa a questionar a sua pr√≥pria identidade ao perceber que o seu reflexo no espelho tem vida pr√≥pria. A partir da√≠, o menino inicia uma jornada de autoconhecimento e descoberta, que o faz amadurecer e compreender melhor a si mesmo e ao mundo que o rodeia. Com uma linguagem simples e coloquial, o livro aborda temas como inf√Ęncia, fam√≠lia, amizade e identidade, de forma po√©tica e nost√°lgica. “O Menino no Espelho” foi considerado um cl√°ssico da literatura brasileira para jovens e adultos…

A vantagem de ser criado ao redor dos livros foi essa, basicamente, desde pequeno tive acesso a muitas palavras. Tempos depois percebi o quanto isso foi importante, alias, se hoje consigo escrever esse blog com algum poder de sintese certamente fui ajudado pela literatura que li durante a vida.

“A Morte de Quincas Berro D’√Āgua” √© um livro escrito por Jorge Amado, publicado em 1958. A hist√≥ria se passa em Salvador, na Bahia, e segue a vida de Joaquim Soares da Cunha, mais conhecido como Quincas Berro D’√Āgua, um ex-funcion√°rio p√ļblico que, ap√≥s uma vida de deboche e excessos, passa a viver como mendigo e frequentador dos bares e da vida bo√™mia da cidade.

Ap√≥s sua morte, seus familiares tentam enterr√°-lo de acordo com as normas sociais e religiosas, mas seus amigos da vida bo√™mia resolvem homenage√°-lo com um enterro no mar. A partir deste conflito, o livro aborda temas como a marginaliza√ß√£o social, a diferen√ßa de classes e valores culturais, al√©m das rela√ß√Ķes familiares e entre amigos.

“A Morte de Quincas Berro D’√Āgua” √© uma cr√≠tica social ao sistema brasileiro e reflete a sensualidade e a paix√£o, t√£o caracter√≠sticas na obra de Jorge Amado… sabe la se hoje e um livro autorizado..

At times life is pure joy!!!!

Descreva algo simples que você faz e que traz alegria para sua vida.

Talvez um dos maiores ensinamentos que a vida me trouxe foi o de reconhecer e aproveitar momentos de Alegria ou felicidade.

No entanto percebo que o mundo moderno, na maxima de ser feliz, ser cool, ser midia social, ser legal, está fadado a tristeza qualificada. Acho que no futuro se essa vibe não mudar, em breve surgirá a escala dos menos tristes ao invés da constatação que existem os mais ou menos alegres.

A sociedade da forma que est√° se desenhando √© incapaz de apreciar um conjunto de coisas ou situa√ß√Ķes simples como suficientes para o alegado estado de felicidade. E olha que n√£o entrei no campo das sensa√ß√Ķes e emo√ß√Ķes.

Portanto nao existe dificuldade alguma em ter alegria ou momentos de alegria. O bicho pega quando o lifestyle de felicidade absoluta, que me parece que e o momento atual que a nova geracao digital vive acontece.

Para ser objetivo e simples com a proposta do tema, coisas simples fazem toda a diferen√ßa no dia, como por exemplo: me dedicar ao marido; me dedicar aos amigos; cozinhar (para minha surpresa); LER; ouvir musica; assistir filme, assistir video no youtube; fazer algum tipo de exercicio fisico; cuidar e consertar coisas e objetos, por ai vai… agora no topo da lista o maior motivo de alegria √© acordar e ter ao lado uma pessoa para abra√ßar, meu marido. Nossa como o dia comeca bem quando depois, ainda que tenha acordado agitado, paro no quarto para aquele abra√ßo de bom dia e realizo a fam√≠lia que temos com os filhoa caninos.

Creio que se tivessem tempo para refletir melhor sobre isso n√£o ter√≠amos esse problema. A quest√£o se torna tanto um quanto complexa quando estes n√£o entendem que a reflex√£o sobre isso imp√Ķe minimamente conhecimento x maturidade para entender o lado pessoal. E n√£o d√° para viver na base do audiolivro, da leitura de resumo ou livros resumidos.

Tempos atr√°s escrevi um dia, n√£o muito longe, ler e entender seria para poucos, interpretar seria tarefa so para iluminati.

Pode até ser que consiga, porém será muito mais difícil. Para uma nova geração que vive na base do tempo de tela fica difícil fixar na leitura pelo celular. Afinal nada é tão agradável quanto segurar um livro.

Hoje me deparei com a seguinte situação,  3 pessoas que não se conheciam em algum momento na sala vip antes do embarque tiraram uma foto com um copo de champanhe.

O champanhe era bom? N√£o. O glamour da sala VIP que √© acess√≠vel a todos que viajam ou pagam para usar existe? N√£o. Viajar √© um estilo de vida? N√£o. Em um determinado momento um pegou um livro com uma m√£o e champanhe com a outra pousou para a foto e perguntou a fot√≥grafa “√© for√ßar a barra n√©?”. Poucos segundos depois ambos concordaram deixaram o livro de lado e ficaram na pose.

Em contrapartida esse é o maior motivo de tristeza. Ver que muitas pessoas com potencial esqueceram do básico para se enquadrar nesse padrão. Outras sequer querem saber. No fim do dia todos nós temos semelhante dificuldade para viver e empreender. A par dos momentos felizes.

Amigos para sempre!

Qual qualidade você mais valoriza em um amigo?

Primeiro de tudo, nada como ter amigos! Criar e cultivar amigos é como viver um milagre. Acontece com todo mundo, no entanto nem todos estão preparados para ter ou acreditam.

Amigos s√£o a primeira forma de relacionamento que criamos na vida, da√≠ porque s√£o importantes. Os poucos que conseguem ultrapassar a barreira das quest√Ķes mundanas acabam sempre iluminando nossa vida, chego a usar uma express√£o nem sempre compreendida, que fazem parte do meu acervo afetivo.

Portanto aquele seu amigo do peito é um tesouro. Raríssimo de achar.

Talvez o maior ponto de reflexão para essa pergunta não é sobre qualidade, ja que de uma forma geral, acredito que uma pessoa para se qualificar como amigo de outra deve ser honesta, confiável, ter senso de humor, ser leal e por aí vai. Essas qualidades quando permeadas por empatia perfazem a fórmula mágica para uma amizade duradoura.

Fato: n√£o perdemos amigos por falta de qualidades e sim pela incapacidade de lidar e compreender seus defeitos.

Exemplifico: um amigo honesto porém dissimulado não dá para tolerar. De igual forma aquele confiável porém ganancioso faz qualquer um ter um pé atrás. Ainda que seja divertido e se diga seu amigo.

Então a enumeração simples de qualidade de amigo torna-se improdutiva, de modo que não vou perder o nosso tempo com aquela hipocrisia tipo amigo é aquele que me defende antes de tudo blah blah blah.

Porque ao contr√°rio da li√ß√£o da tia no col√©gio, viver √© violento, o homem, como j√° ensinado por Deus √© falho, certamente na m√°xima da Dilma tipo ningu√©m perde nem ganha, nem que perde nem quem ganha, ganha… todos n√≥s perderemos ao final.

E a minha vida se resume a isso… o maior aprendizado que fiz ao fazer e enterrar amizades foi entender as minhas fraquezas ou anseios que levaram a considerar basicamente um picareta por amigo.

Talvez n√£o seja o √ļnico?! E com voce?

A quest√£o do emprego‚Ķ

What jobs have you had?

Interessante notar como no mundo de hoje, ao ler uma pergunta como a de hoje, algo simples, penso objetivamente na resposta em seguido ao pensamento como estou me sentindo.

Tem algo na pergunta sobre quantos empregos ja tive me coloca no modo defensivo dado o fato que, como advogado tive apenas um emprego de carteira assinada a época na RJZ.

Isso não significa que não tenha no passado buscado relação formal de emprego tanto em empresas ou escritórios. No entanto, ao que parece a formação acadêmica e universitária me capacitou ao patamar de empregado por meios próprios.

Quando em 2012-13 recebi a oportunidade de iniciar o meu escritório de advocacia vivi um momento muito feliz. Ainda que com medo, o que hoje olhando para trás é natural, virei algumas chaves internas que dão certo ha mais de dez anos.

Desde sempre no Tribunal de √Čtica da OAB, embarquei no voo solo, o que ali√°s todos que conviviam ao meu redor ja diziam.

Então porque não segui o início desse caminho relaxado, feliz, porque estava no início da construção da carreira fantástica ja tendo inclusive realizado um sonho de criança que foi passar pela candidatura a deputado do início ao fim imaculado.

Porque isso não gerou a época um sorriso?

Simples, estava seguindo um caminho sem olhar para dentro com aquela visão de aceitação. Como casa decisão implicava em um caminho, responsabilidades a parte, olhando para trás hoje posso avaliar as curvas e os ajustes de conduta realizados com calma e clareza.

Portanto o que importa para mim não é responder quantos empregos ja tive, e sim, o que aprendi com os empregos e depois de anos de experiência com o escritório.

Hoje fortalecido o sentimento mudou. Eu sou um sobrevivente, consegui superar a adversidade in√ļmeras vezes e por isso consigo mensurar o meu valor, ainda que antes de qualquer outra pessoa.

A experi√™ncia da porta aberta criou uma casca que se aplicou as decis√Ķes b√°sicas tipo cliente para dentro, cliente para fora. S√≥cio para dentro, s√≥cio para fora. Aquela maturidade que comumente √© contestada e sentido falta em jovens juizes que n√£o tiveram tempo de esquentar a cadeira no escrit√≥rio, aqui foi assimilada. A necessidade de entregar o trabalho e a din√Ęmica das rela√ß√Ķes pessoais com √† empresarial aprendi desde cedo ao me enveredar pelo LL.M aqui, extens√£o nos EUA e no √ļnico emprego que tive. Um m√™s de contratado ja sentava ao lado do Rogerinho na mesa dos diretores.

Isso mostra duas coisas. Al√©m do fato que n√£o sou o funcion√°rio padr√£o repetidor de dados e tarefas, motivo pelo qual tive tantos clientes e n√£o me firmei em um emprego, consigo provar que construi m√ļsculos com essa experi√™ncia. Foi indolor? N√£o. Foi imatura? Claro afinal ningu√©m nasce sabendo. Foi dif√≠cil? √Č at√© hoje‚Ķ

Portanto a energia por tr√°s dos desafios foi importante.

As vezes olho para trás e percebo, fiquei tanto tempo me esforçando tanto, tentando tanto e com tanta vontade que só fui me perceber gay por exemplo depois dos trinta e cinco.

A grande lição por trás disso é, tivesse tido tempo para mim talvez seria menos sofrido, certamente teria tomado menos ansiolíticos, anti depressivos, talvez mais confortável as escolhas não teriam sido tão difíceis, saberia eu o meu lugar desde cedo. Talvez a forte influência da criação não teria me permitido.

Fica ai essa reflexão com a leveza de quem ha dias atrás escreveu e disse, ter tudo esta fácil, difícil é saber aproveitar o que tem sem confundir com as dificuldades e os desafios profissionais que tem, também sem vincular o resultado do trabalho como determinante no querer…

P√°gina virada!

On ou off-line?! Depende de n√≥s.

Você se lembra da vida sem Internet?

Entendo que a resposta a essa pergunta tem duas partes sendo a primeira nost√°lgica que cito abaixo

Naquele tempo, a comunica√ß√£o era melhor apesar de ser lenta, a consecu√ß√£o de tarefas b√°sicas exigia esfor√ßo mental e com frequ√™ncia o lidar das quest√Ķes do dia-dia exigiam a presen√ßa f√≠sica das pessoas.

Me informava através das notícias lidas em jornal e revistas especializadas. A educação funcionava através da leitura portanto fui obrigado a ler vários livros.

Para assistir um filme era preciso ir ao cinema, o ingresso era caro e a pipoca custava um trocado… precisava ir a lojas f√≠sicas para comprar at√© mesmo as pe√ßas do computador.

Notícias do mundo só no reporter esso e por aí vai.

Eu particularmente confesso n√£o comprei o estilo de vida trazido pela Internet. Demorei uns 2-3 meses para comprar um computador que n√£o tinha no estoque da loja para levar… pois √© n√£o deixei esse h√°bito de lado, preciso antes ver o que vou comprar.

Al√©m disso, n√£o desfiz de nenhum VHS, CD, DVD que comprei em raz√£o dos servi√ßos de streaming. Ali√°s at√© hoje compro m√ļsica no celular e escuto basicamente meu acervo e n√£o o que √© empurrado.

Mantendo um computador tipo 486 dx2/66 com Windows 3.11 para rede em casa, ainda que para efeito hist√≥rico, sou capaz de programar nele e exercitar as li√ß√Ķes aprendidas no passado.

A vida sem a internet n√£o era ruim, acho que era melhor, porque n√£o havia sobre tudo e todos esse constante olhar observador e julgador sobre o que na internet esta. O regionalismo era compreendido sem bandeiras e exagero.

No entanto o mundo hoje se desenvolve através de crises globais. Com o advento da Internet e muito recentemente com a proliferação em massa dos smartphones o mundo saiu do controle.

Se no passado eram eleitos pol√≠ticos para nortear caminhos, hoje o que vale √© a plateia. Viver no mundo a base do “meu telefone minhas regras” √© ruim, gera conte√ļdo in√ļtil, improdutivo e que precisamos passar sempre.

O filtro inicial saiu. Somos hoje interconectados a pessoas com ou sem educa√ß√£o e esta tudo bem. Ate olhar para dentro e realizar que a Internet n√£o educou ningu√©m, n√£o sistematizou nada e o pior, mal implementada terminou por impulsionar a forma√ß√£o de jovens basicamente para tr√™s areas: os que gostam do lifestyle, aqueles que buscam dinheiro e por fim um p√ļblico focado na sa√ļde.

Seguimos ladeira abaixo com esse tempero. Para que se preocupar com a forma√ß√£o dos filhos se podem quando crescer podem escolher o que for melhor para eles nessa sistem√°tica?! De outro lado s√£o infinitas as hist√≥rias do tipo pai rico filho pobre como justificativa para aplicar em cripto ou qualquer outro ativo complexo vol√°til sem qualquer garantia ou cuja certeza se abala com os escandalos que v√£o da light para a americanas. No fim restam aqueles focados no que √© bom para a sa√ļde, como levar a vida e seu corpo ao equil√≠brio.

De pensar que esse termo foi abolido e todos nós estamos on-line e off-line aperta o coração.

Foram tempos bons e digo ainda s√£o.

Convido deixar o celular de lado, usar o controle remoto da tv, ir ao mercado e hortifruti e se for urgente passe um fax com documento e n√£o aquele do banheiro.

Ter ou n√£o ter, eis a quest√£o

O que “ter tudo” significa para voc√™? √Č algo vi√°vel?

No mundo atual suponho que para muitos seja extremamente difícil. Afinal de contas é preciso primeiro deixar a emoção de lado, o apreço a cultura do lifestyle e fazer uma reflexão sobre onde verdadeiramente estamos a par da interferência do desejo e satisfação.

Convivo diariamente numa sociedade onde muitos pautam seus atos na cobiça a vida alheia, principio que para os desavisados e os que ignoram gera insatisfação.

Em termos práticos me parece que muita gente é ligada em marca, valores que norteiam a mesma inseridos no contexto de um estilo de vida. Não se dão ao trabalho de olhar para si.

O que entendo por ter tudo?

√Č viver ao lado de quem amo, acordar em meio aos nossos filhos, enfrentar os desafios impostos pelo trabalho agradecendo primeiro a Deus antes de pensar em qualquer coisa.

√Č compreender que no mundo que vivemos temos demais. O Brasil √© muito duro para muitos brasileiros que sequer agua pot√°vel tem. Fazer a refei√ß√£o do momento sem a preocupa√ß√£o do que ser√° na pr√≥xima √© uma realiza√ß√£o. Ja esqueci muita coisa ao longo da vida, por√©m a menina que me pegou a m√£o e disse “tio esse √© o p√£o nosso de cada dia” jamais vou esquecer.

Nesse contexto é perfeitamente possível viver o presente.

Ainda que a coletividade nos tire da zona de conforto pela enorme quantidade de problemas que surgem mais rápido que boleto, em consequência a vida em sociedade, tenho Deus, portanto tenho trabalho, amor, família e filhos, e com a fé nada me faltará.

Equação imperfeita

How do you balance work and home life?

Essa pergunta no mundo atual parece um enigma. Com o recente aumento de fun√ß√Ķes acess√≠veis a qualquer um por smartphone, cada vez mais me vejo ligado a tela.

Tempo de tela, para quem não é organizado e metódico, acaba sendo tempo para misturar vida e trabalho.

Ainda que fora da tela esteja sempre trabalhando, acho que alguns critérios objetivos podem de fato nos ajudar.

E como toda mudança requer uma dose de conhecimento, experiência, tentativa e erro, o primeiro passo é ser realista em relação ao que eu quero.

No meu caso comecei com objetivos pequenos. Um pouco menos de telefone, um pouco mais de olhar ao meu entorno e ja comecei a fazer a diferença. Não me engajo em mudança radical.

Mudar as prioridades é outro passo importante. Muitas vezes percebi que só não consegui aproveitar o tempo on-line e off line bem, incluindo aí o trabalho, porque em algum momento estabeleci uma prioridade que gerou um conflito de programação. Difícil alguém não ter prioridade, mais fácil é que seja inadequada para o momento que é atacada, isso chamo dor do amadurecimento, saber elencar os programas com as prioridades certas, incluindo aí o trabalho.

Estabelecer uma rotina, que seja para ser alterada no futuro é um bom começo. Como tudo que começamos e desfocamos ou perdemos ao longo do caminho, uma rotina de exercício para quem vive é fundamental. Nosso corpo exige esse movimento.

Bater papo é fundamental. Não a toa escrevo aqui ha alguns anos, ajuda a organizar ideia. Também acabo que falo para todo mundo o projeto engajado. Não tenho problema com o que os outros pensam e sim um compromisso pessoal de melhorar, balancear, mudar, então a fala em nada me atrapalha.

Isso é o que consigo fazer, agora quer saber o que não faço?

Tirar f√©rias. Esqueci quando pela √ļltima vez tirei 30 dias de f√©rias. Tamb√©m n√£o me lembro quando 15 dias foram bons. F√©rias tem sido muito curtas, de 7 a 10 dias o que reconhe√ßo n√£o √© bom. No entanto esse item √© o que estou tentando melhorar.

Sair para conhecer o mundo ou deixar de trabalhar se sentindo livre e desempedido é o primeiro passo para evitar burnout. Também ajuda muito no convívio com o próximo. No entanto é preciso aprender, viver, aceitar isso sem culpa. A medida que envelhecemos ficamos numa espiral entre o trabalho qualitativo intenso e o quantitativo monotono. Nessa roda furiosa estabelecer critérios na agenda para desconexão e férias está difícil.

Fácil seria se fosse organizado. Não que seja uma bagunça, porém tem sido mais difícil manter a organização na mesa e trabalho.

Para manter fora da tela, aproveito que não me rendi ao Netflix, Spotify e demais serviços on-line, e ocupo bem o tempo fora do trabalho para escutar CD, assitir DVD, até mesmo fita k7 ou VHS.

Na melhor das hipóteses balanceio os dois mundos vivendo um pouco do presente sem a ausência e esquecimento do passado, algo que a cultura digital e moderna extirpou de todo habitante do planeta.

Liberdade √©….

O que “liberdade” significa para voc√™?

Quando penso no termo liberdade o primeiro pensamento que vem a mente √© o livre arb√≠trio. Penso que sou livre para agir conforme a minha vontade. Pelo menos no campo do pensar posto que a vida em sociedade nos imp√Ķe viver e aceitar esse termo de forma completamente diferente.

A questão fica complexa quando depois de alguns anos passamos a entender que devemos analisar o termo sem emoção, portanto, ainda que a definição precisa nos ensine que a liberdade de pensar e falar sem restrição, ou de tomar decisão e viver de acordo com sua convicção seja demonstração de liberdade na prática ela não existe.

Demorei um tempo a perceber o quanto somos tolhidos de ser livres. E o tempo que passamos ao telefone é apenas a ponta do iceberg.

Foi r√°pido demais. Em 50 anos a televis√£o dominou o r√°dio e os usu√°rios on line pelos chats derrubaram revistas e jornais.

O noticiário não faz mais perguntas, aproveita o sentimento en torno da notícia e amplifica o fato reproduzindo vídeos dos telespectadores e daqueles que testemunharam os fatos para provocar no gado a sensação de liberação de dopamina na chamada para a reprodução de outro vídeo.

Ent√£o √© f√°cil compreender o porqu√™ existem pessoas muito ligadas a distribui√ß√£o de conte√ļdo, que pode at√© ser not√≠cia, em detrimento do julgamento e da an√°lise de valor em rela√ß√£o ao fato e acontecimento.

√Č f√°cil perceber outro aspecto inerente a eventual modera√ß√£o pela suprema corte do ambiente online mormente no que diz respeito as empresas fornecedoras de platatorma de comunica√ß√£o sob pretexto de combate a fake news por conta do efeito devastador das emo√ß√Ķes que surgem pela leitura sem discernimento do conte√ļdo online.

Se de um lado todo mundo é livre para fazer de sua vida o que deseja, me pergunto que liberdade existe no ato de disciplinar e exigir conduta diversa de outro?

Acho que esse √© o ponto por tr√°s da grande pol√™mica da fake news. √Č da fal√™ncia dos meios de comunica√ß√£o que se aproveitaram de um conjunto de fatores proporcionado pela tecnologia e valendo-se dessas vari√°veis passou a controlar em um nivel macro o povo.

Quando voce tem institui√ß√Ķes e pessoas, fisicas e juridicas, ligadas n√£o s√≥ a not√≠cia como tamb√©m ao entretenimento buscando espa√ßo na normaliza√ß√£o de uma faculdade aut√īnoma se pergunte porque e reflita se isso √© justo.

Moro no Rio de Janeiro uma cidade maravilhosa, palco de violência diária, falta de educação, falta de água, falta de luz, falta de dignidade a muitos cidadãos e o problema aqui esta longe de ser a fake news.

Do presidente ao prefeito e governador, do ciep ao ciac, falta de creche, falta de sa√ļde, me espanto ao ligar a TV e assistir o RJTV noticiando esses fatos como se fosse novidade.

Novidade é que um olhar crítico quando ninguém assume culpa, quando o judiciário não pune, a escola não educa e o trabalho não proporciona melhor qualidade de vida para muitos e não se pode reclamar.

A tal da democracia exige o direito de resposta, réplica, treplica em debate eleitoral, tudo improdutivo.

A verdade é que liberdade no mundo moderno não existe. Quando on-line significa estar sob um contrato cuja regulamentação é mais restritiva do que diz a constituição, não somos livres, somos burros e burocráticos.

Ainda que seja o sistema constitucional desenhado para ter o comando e √ļltima decis√£o do judici√°rio romantizado por alguns como poder moderador, quando se analisa a disparidade de decis√Ķes tomadas sob o mesmo sistema legal e nacional, tudo torna-se fr√°gil.

Bem entendo que fazem o melhor, trabalham muito e s√£o v√≠timas do sistema que deixaram criar… no entanto falham ao colocar o interesse social do estado em toda e qualquer rela√ß√£o particular. Falha ao moderar os interesses do particular considerando o interesse social do que julga e entende ser a sociedade ideal.

Porque ideal no mundo n√£o ha. Um gordo obeso n√£o caber√° no assento de qualquer avi√£o e a decis√£o tecnica de adaptar um assento que tem seu custo calculado pela taxa de ocupa√ß√£o n√£o cabe ao Estado. De igual forma combater crime √© sempre bem vindo no entanto normalizar as rela√ß√Ķes das pessoas pelo que se deve pensar e interpretar delas √© outro erro hist√≥rico.

Sem fim sem possibilidade de critica, portanto, liberdade √© modernamente uma faculdade do passado que at√© neste artigo esta limitada as den√ļncias e modera√ß√£o ao site.

Quanto mais vivo mais penso como vão agir estadistas e filósofos e pessoas independentes?! Ate quando vão se enquadrar nesse conceito.

Viva a Liberdade.

F

Minha vida, meu olhar, e o trabalho comunit√°rio n√£o pode parar.

What do you do to be involved in the community?

Moro em uma cidade que infelizmente é palco do que entendo ser o maior abismo social no Brasil.

Aos 47 anos olho para tr√°s e percebo que nenhum dos governos anteriores conseguiu prover o povo com servi√ßos p√ļblicos de qualidade.

Infelizmente no dia de hoje, escuto histórias e testemunho de pessoas que sequer agua potável tem. Banho sem chuveiro, impensável nos dias de hoje ainda existe.

A situação ruim do Estado do Rio de Janeiro, apesar de ser com frequencia atrelada pela imprensa as crises do mundo, como pandemia por exemplo, em verdade tem sua origem na falta de compromisso e de gestão do Governo com o povo, anos atrás.

Fato: O que é publico custa caro, não é barato e não funciona direito.

Com frequ√™ncia leio nos meios de comunica√ß√£o que uma porta de onibus, por exemplo, custa ate vinte mil reais, o que acho um absurdo. Imagina voc√™ uma chapa de ferro premoldado sem eletronica alguma custar vinte mil reais. Ningu√©m se pergunta como e porque, afinal o transporte p√ļblico no Rio, n√£o √© de hoje afirmo pertence ao que tenho por m√°fia.

As empresas de √īnibus usam as mesmas carrocerias, os mesmos chassis, a pior qualidade de conforto e mec√Ęnica, nada muda exceto o valor da passagem, atualmente de propriedade do cofre da prefeitura.

Parece um dogma, para ser p√ļblico tem que ser de pior qualidade e mais caro. Outro dogma, fazer mais por menos, aguentar crise e buscar efici√™ncia s√≥ esta no particular.

A par disso criou-se uma ind√ļstria de assistencialismo, que ha vinte anos atras dava-se o nome de populismo.

Foi quando o Estado do Rio por seus políticos optou por pautar politicas publicas no assistencialismo popular. Deu-se origem a tudo popular, farmacia popular, restaurante popular, atendimento medico popular.

N√£o foi bom.

Hoje o que mais vejo é a critica do povo cujo salario pequenininho não lhe permite escolher nada. Uma parcela ficou refem do assistencialismo que modernamente lhe diz até mesmo qual a marca do absorvente que deve usar. Poder de compra e escolha para esse projeto de cidadão constitucional foram retirados.

A constituição para estes é uma obra de ficção.

No fim do dia, até mesmo um remedio de pressão que custa pouco mais de dez reais custa caro para quem tem fome.

E assim, durante a pandemia, foi que Deus me tocou e dei início a um projeto pessoal, que impulsionado por muitos voluntarios chegou onde não imaginei conseguiria chegar.

Meu papel voluntario, que no passado me levou até mesmo a me candidatar, saiu da ideologia e foi para o real. Consegui graças a ajuda de muitos que amam o próximo e dão valor a vida, devolver a comunidade um pouco de amor, que seja através da doação do pão ou um prato de comida.

Ali se fabricam p√£es para o povo que sofre, para quem diariamente √© abandonado pelo poder publico. √Č triste ver o socorro noticiado todos os dias por uma imprensa parcial, que em todos esses anos n√£o contribuiu em absolutamente nada para a melhora na condi√ß√£o, qualidade de vida e perspectiva das pessoas. A imprensa brasileira parou de questionar.

Para uma imprensa que se pauta em projetos institucionais, a √ļnica preocupacao √© pedir informa√ß√£o e propagar a desculpa que s√£o as respostas, sem qualquer tipo de transpar√™ncia, vedada a opini√£o e reflex√£o dos anos de aprisionamento do povo na propaganda do show, bar, entretenimento e divers√£o.

Editorial nos tempos modernos se restringe a formação de plateia, movimento parecido com a doutrinação que se tornou padrão do ensino universitario, ao menos de algumas universidades que permitiram professores serem substituídos em sala por monitores, e trocam aula pela atividade de video como se atividade extracurricular aula fosse.

Meu enolvimento na comunidade é tentar não deixar a lente se ofuscar pelas más ideias que cercam algumas pessoas e são propagadas como verdade absoluta e todo o resto fake news nas mídias sociais e modernamente no grupo de whatsapp/telegram.

Então a forma mais prática que tive para estar perto daqueles que realmente precisam, foi de dar o pontapé na padaria social para distribuir pão aqueles que sequer pão tem. Pão para quem tem fome e emprego para quem precisa, e tambem a doceria social que em breve vai colher seus frutos.

Como podemos fazer sempre mais, consegui auxiliar um atleta em uma competição internacional. Para orgulho de nossa patria venceu aqui e no exterior. Como pode um atleta profissional dez anos depois não ter meios financeiros de competir e representar o Brasil.

Quando venderam ao povo a olimpíada e demais eventos esportivos não estavam falando sério? A história de legado foi essa? Deixar todos ao abandono?

Olho para o lado e ajudo quem posso e consigo dentro de muitos pedidos e minhas possibilidades, volta e meia Deus manda umas mensagens que mostram estou no caminho certo. Sou mais um de seus filhos.

Muito recentemente a sede da associação vai para um imovel tipo galpão, para atender não só a padaria e doceria social, como também assistência básica a mulher com curso de esmalteria.

Muito pouco, realmente, se o Brasil não fosse a selva que é, se não tivéssemos políticos tão ruins e chefes de executivos mais preocupados com suas biografias do que em relafao povo brasileiro, estariamos longe dessa situação.

A reflexao nesse texto seria outra.

Infelizmente nao é, no entanto não perdi a esperanca.

Quando alguém achar um que seja merecedor de voto e que transforme a vida dos outros, por favor avise, nao perdi a fe.