App vilão, falso ou verdadeiro

Parece que chegou no Brasil o que reparo vem sendo tendência mudial de cobrar e oferecer servico sem responsabilidade, porque ao final o tomador é apenas uma interface entre quem contrata e entrega e exime-se da responsabilidade.

Então voce chama um carro no Uber que não de responsabiliza pelo motorista nem pelo transporte apesar de descontar uns centavos da corrida.

A inversão na transferência de responsabilidade de aplicativos para usuários é uma nova constante. Tão perversa quanto a falta de personificação dos que nos respondem via app.

Derrepente a PJ assina tudo sem e as mensagens, e-mails chegam sem que por trás disso haja um responsável. Parece ser normal esse atendimento ineficiente, e ja digo que não é.

Pior do que o serviço é depender da tecnologia para reparar os erros que acontecem.

Nessa viagem em lua de mel reservei um hotel pelo Booking. Tudo certo, data certa, quarto escolhido, cartão cadastrado e na hora de apertar o “confirma” recebi uma mensagem de débito no cartão e uma caixa de texto no app dizendo que o quarto selecionado não mais existia, para procurar outro.

Como assim? Você debitou do meu cartão o valor não reembolsável da estadia e agor, Como fico?

Me dei conta do risco da operação quando derrepente vi o dinheiro ir embora sem que haja no booking canal direto para retorno.

Estranho ne? Existe no aplicativo uma area de suporte que tem como pre requisito selecionar o hotel objeto do suporte. Bem, no meu caso não existia vez que a reserva não foi feita portanto os itens iniciais do pedido de suporte como confirmação da reserva, e-mail com os dados e pagamento não existem e não se aplicam a mim.

Derrepente a experiência de reservar um quarto e ser o senhor do meu destino virou um caos. Porque não liguei para o hotel pessoalmente e marquei o quarto sem aplicativo.

Essa tarefa no passado delegada a agente de viagem hoje renegada aos usuários de aplicativos esta longe de ser bem realizada.

Sem qualquer auxílio pelos menus que me assistem no aplicativo e depois de perceber que estava chegando à exaustão, localizei uma caixa de suporte que abria uma interface similar a do SMS.

E naquela pequena caixa de texto disse que estava em trânsito, havia selecionado um quarto no hotel tal e depois da confirmação e debito pelo booking recebi uma mensagem via app informando que estava cancelada.

Depois de algum tempo recebi uma mensagem dessa vez do customer center solicitando, em prosseguimento ao atendimento, que fosse informado o codigo de reserva.

Sera que não leram? (Nao) havia dito que não recebi codigo de reserva apenas fui debitado do valor da estadia pelo booking.

A resposta seguinte, passado uma hora concluiu que como o hotel havia recebido R$ 0,00 não haveria o que restituir.

Nesse momento a paciência ja vai sendo perdida, posto que ninguém realmente leu a mensagem e assinou o e-mail. Respondi pela terceira vez informando que por óbvio o hotel não havia recebido valor pois o debito e cancelamento veio do booking.

Nessa resposta tive o insight de pegar o e-mail de resposta que parece uma chave criptográfica @sabe-la-quem-e-qual-dominio e colei a foto do debito do cartão.

Quando então veio outra mensagem dizendo que não se tratava de debito e sim pre autorização. Como assim? O valor consta la na fatura meu limite foi comprometido portanto paguei essa estadia.

Somente então recebi um e-mail horas depois dizendo que pena o hotel não aceitou a reserva, quer tentar novamente.

Não! Quero sair correndo gritando cade o meu dinheiro. Dedo no cu e gritaria. Chute porrada e bomba. Ainda que nenhum desses desejos se pudessem realizar a resposta assinada “booking” encaminharam outro e-mail informando que dariam início ao procedimento de estorno e que o valor retornaria de 7 a 12 dias.

Perverso isso, então ele cobra pela venda do que não existe, segura o dinheiro por um tempo sem qualquer ônus e responsabilidade.

Voltando a caixa de mensagem do primeiro atendimento escrevi que a resposta não era satisfatoria. Poderiam até creditar o valor na carteira do app (e todo mundo ta criando uma wallet) ou me devolvam de IMEDIATO, afinal estava em trânsito e contava com o estorno para fazer frente ao novo hotel.

Precisei encaminhar outros 7 emails, colocar o ecadeamento das mensagens ate receber um código de devolução para informar o cartão e solicitar por lá a devolução.

O que consegui em horas com muito desgaste tem gente que não consegue.

Final do dia somos muito prejudicados pela falta de responsabilidade dos aplicativos que se monetizam as custas dos outros, pessoas e empresários.

Ate quando? Vamos repensar?!

Ao Paulo com amor!

Não é todo o dia que a vida nos presenteia com a possibilidade de compartilhar com alguém os dias e destino.

Muito recentemente disse SIM a esse recomeço. Tento todos os dias ser a melhor pessoa que posso ao meu amor.

A presença do paulo na minha vida é evidente.

Só ele consegue tirar de mim risos perdidos, emoções apagadas de um coração outrora petrificado.

Palavras não exprimem a minha felicidade e o quanto ele me completa. Desejo ao meu União Estável que possamos nos amar, respeitar, viver e encarar a vida, tanto na alegria quanto nas idiossincrasias com parceria.

Espero que ele tenha sempre ao lado dele um Pedro tão importante quanto é o Paulo na minha vida.

Que seja para sempre!

Coração volta a bater ✊

Ao meu pai com amor !

A vida me reservou um raro e especial momento, de falar sobre meu pai na cerimônia de entrega da comenda Pedro Ernesto na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

Com felicidade e emoção relatei que o Doutor de uns na realidade é meu pai. Dedicou sua vida inteira a medicina, e conseguiu ainda assim ser presente em sua família.

Chamou seu filho de Pedro, nome intrigante dado por Deus aquele que é o porteiro do céu, e talvez por coincidência (que não existe) ao nascer não chorei, observei e descansei.

E como tal, ainda que estivesse ocupado entre plantões e hospitais, conseguiu estar sempre presente.

Conseguiu sabe la como se dividir entre plantões, simpósios, palestras, congressos e cirurgias interminaveis, com sua família, fora os pacientes de consultório.

Aprendemos desde cedo o quanto é importante valorizar os momentos que estamos juntos, porque a qualquer momento o telefone pode tocar e um paciente precisar dele.

Ciente disso, procurei acompanhar e auxiliar ele sempre. E assim foi, a época nos slides de temas e tópicos em congressos (DRGE, úlcera peptica, trombose venosa) datilografia de tese de mestrado, livre docência e por ai vai. O entusiasmo dele ao ver o resultado de cirurgia e técnicas cirurgicas me cativava.

No quadro de cortiça do escritório tínhamos foto dele de capote, segurando tumor com duas mãos, lembretes, convites e o meu boletim com nota ruim em matemática. E como era raro estar com ele ao longo da tarde, não esqueço o dia que o fiz me acompanhar, e toda a turma do colégio, para entrar na boneca EVA do estacionamento do Casa Shopping e falar sobre o corpo humano, porque era dia dos pais.

Na casa de meus pais é dia do pai todo dia. Do pai e da mãe, afinal se não tivesse ela por perto seria realmente impossível chegar onde esta. Mamãe é perseverante, autêntica e não mede esforço nem palavras para nos ajudar.

Mamãe é regente da vida do papai. Sem ela dificilmente conseguiria ajudar ele nas inúmeras candidaturas que enfrentou e cerimônias que realizou. Nossa quanto tempo, e como a vida passa rápido!

Fim do dia sou feliz pela família que tenho e pelas realizações do meu pai, palavras não faltam para contar o que vivemos juntos, conseguimos ao longo dessa vida superar grandes dificuldades em razão de fatos da vida, e agora recém pre casado denovo (ontem assinamos nossa união estável) espero ter muito o que celebrar.

Mais especial ainda foi no período de luto por ter perdido toda memória digital recomeçar com isso, e estar junto de amigos que hoje considero família para dividir esse momento eternizado.

Novos tempos virão!

Ontem recebi um vídeo da tv câmara com um trecho da cerimônia.

iPhone 📲 lei da procura sem oferta

Não é de hoje que venho repensando a vida em torno dos produtos da Apple. A cada dita atualização ficamos de fato, como estamos, reféns de uma tecnologia que esta se fechando para o mundo como veio. E todo aquele trabalho desenvolvido a época do steve jobs que mostrava o quanto é fácil de utilizar e migrar para o MAC foi jogado fora.

Envelheci e a tecnologia andou. Fato. Comandos simples foram substituídos por gestos sem nexo e não intuitivo, somente para os adeptos a nova realidade.

Também tem a questão financeira que em muito me desagrada. Possuir um iPhone hoje no Brasil é um privilégio. Além de caro, um iphone 13 no Brasil custa o dobro so produto em dólar, o que é um absurdo. Não a toa o Banco do Brasil e outras instituições estão lucrando com o financiamento.

Por fim também tem o fato que ao contrário de todo o mundo por aqui não existe política oficial de recompra do aparelho. Surreal. Só no Brasil somos tratados desigualmente nas práticas comerciais empenhadas pela Apple nos EUA. Porque? Será que ela não ganha o suficiente por aqui? Sera que 30-40 mil por um MacBook não é suficiente? Ou 100 mil por um Mac Pro?

Comprar um produto da Apple no Brasil conhecendo sua política de preços nos Estados Unidos causa repulsa.

Então tentei como todo Brasileiro na hora de comprar procurar o mais em conta, como se fosse, para por óbvio economizar.

Telefonei logo para a minha operadora, afinal com o que gasto de telefone, internet, celular e por ai vai na claro imaginei que teria pontos suficientes para conseguir o aparelho barato. Ledo engano, no final do dia me senti um idiota mesmo. Rendeu um desconto pifeo de 600 reais na conta do aparelho que custa R$ 10.499 ou seja, nada.

Ainda assim não desisti e procurei 2-3 lojas da claro em shoppings diferentes. Depois de muita espera e muitos acessos ao sistema, numa conta tão complexa quanto a que o personagem do jo soares que encenava o mutuário fez, achei a oferta de telefone 2-3 mil mais barato. Ainda que não faça sentido pagar 30% a mais em dolar, se pensar que para isso preciso viajar e pagar hospedagem, viagem e ainda me deslocar para comprar… vai, é algo que ja da para pensar.

A perspectiva de comprar um telefone na Claro se resume a ejaculação precoce. Todas as lojas possuem a mesma tabela de preços, algumas tinham na tela um único aparelho no estoque porém na hora de comprar o atendente dizia que o telefone estava reservado e que o aparelho nao existia.

O que aconteceu com a Claro? Retrato da corrupção no Brasil ou espelha a velha política do coronelismo segundo a qual o mercado é fechado e a oferta tem dono. Como podem existir tantas lojas com estoque unitário de um produto sem venda? Entendi 2-3 semanas depois procurando que a claro não é uma alternativa nem solução, é um faz de conta e que ali nada vai acontecer, nem com o repasse da alta do dólar e posterior manutenção do preço como se desconto de black friday fosse vai acontecer.

Passei então a iPlace, que tem menos lojas, porém todas organizadas de forma a exibir todos os produtos em todas as configurações. Os atendentes mais simpáticos são um convite a entrar e comprar, e a política de recompra do aparelho também veio a calhar.

A experiência não foi diferente da ocorrida na claro, 10 telas depois de perguntas e respostas e muito alisamento no meu telefone para constatar que mesmo sem pelicula ele não tem arranhão havia um desconto de 1 mil reais. Equacionada a frustração de não ter absolutamente nenhum desconto relevante e adotado a política do meu pirão primeiro, me convenci que não teria outra alternativa senão comprar ali o aparelho.

Ledo engano, e novamente a prática se repete. Apesar da oferta de todos os aparelhos com os seus respectivos preços, a loja não possuia estoque do modelo desejado. Teria que esperar ate 4 semanas para ter um modelo que não era o escolhido, porque o modelo que escolhi não existe em estoque e eles não tem previsão de ter. Ou seja, que atendimento inútil, esperei a toa. Todo aquele engajamento do vendedor na suposta proposta de recompra e abatimento não existe, porque o telefone que procurei não tem. O vendedor sabia disso e ainda assim seguiu o atendimento até o fim. Para que? Sera que ele pensou que conseguiria empurrar a venda do modelo 4 mil reais mais caro mesmo tendo eu de início procurado outro específico?

Nós Brasileiros somos realmente sonhadores. A cobertura de telefonia aqui é péssima, somos desigualmente desenvolvidos e tentamos ter e usufruir de um aparelho que não tem qualquer lastro em infraestrutura confiável para usar.

Final do dia, exceto pelo telefone que esta lento, trava, e esta dando sinais de obsolescência, não há qualquer incentivo para ter essa tecnologia aqui. Me sinto idiota, ainda não consegui me livrar desse vicio de apple/iPhone.

Ate quando?????

Bad comand or file name, Obituário.

De tempos em tempos a tecnologia nos leva a crer que estamos cada vez mais seguros e não dependente de outros.

Foi assim que pensando em cortar os custos resolvi 38 anos depois hospedar os meus arquivos em um HD particular em nuvem com tecnologia de espelhamento Raid.

Parecia bom demais, e foi. Música, filme, arquivos do escritório, pessoais, compilei tudo o que tinha coletado ao longo de uma vida e finalmente organizei lá.

Foi o grande projeto pessoal e profissional que fiz ao longo da pandemia.

Só não estava preparado para um defeito simultâneo em 2 HDs que levariam ao colapso a indexação do sistema e a perda de todos os arquivos.

Bem perdi tudo. Estou de luto. Não sei ainda como seguir adiante depois que toda memória digital de uma vida foi perdida.

Disse um grande amigo que nada esta perdido, pois tudo esta na minha cabeça. Outra amiga disse que se ligar para a nuvem onde tinha os arquivos eles recuperam, uma vez na nuvem, esta no mundo.

Fato que minha história digital e portanto o futuro obituário digital se perdeu.

Rapido demais.

Minha vida não é a mesma estou ainda meio perdido, para compensar fiz um brownie e to imaginando como será o amanhã com zero de arquivos para trabalhar.

E como não poderia deixar de ser, apesar da dor avisei aos clientes. surpreendentemente depois de muitos anos de trabalho todos disseram que vão providenciar um técnico para tentar restaurar.

Essa é a dimensão da minha vida digital, imensa.

Meus pais também disseram que tem foto de família para me ajudar a recompor o acervo. Perdi arquivos deles, todas as aulas, tese e trabalhos do meu pai que datilografei e ajudei desde os 9 anos de idade.

Doi demais. Vai passar, tudo passa. E o que não mata, engorda.

Tempos modernos!

Hoje a tarde, sai da casa de meus pais na Barra, e voltei por Botafogo. A ideia era passar no mercado para comprar alguns itens do café da manhã.

Desde que o preço da comida e da luz disparou, decidi comprar menos, apenas o essencial. Além de manter a geladeira vazia e menos fria, consigo acompanhar o preço da comida no mercado e tomar decisões mais dinâmicas sobre o que comer e quanto gastar.

Sempre que passo em Botafogo e Humaita não consigo deixar de refletir sobre como o bairro mudou ao longo dos anos. Quando nasci os muitos casarões já não mais cumpriam a finalidade de residência.

Tivemos na dita evolução da cidade um processo urbanístico que lamentavelmente privilegiou o capital em detrimento da história. O resultado prático, além da descaracterização da cidade e falta de identidade, foi o adensamento e desordem urbana.

Esse fenômeno de mudar para ganhar, porque o que ai esta é chato ou por demais conhecido, depois da cobiça a vida alheia, tem sido muito presente, e ditado a vida de muita gente.

Na arquitetura descaracterizou bairros, cidades, levantou muros e apagou história, do tipo que se demora anos para escrever senão séculos. Tudo em prol da modernidade, do novo sobre o antigo. Hoje ve-se que o novo não necessariamente é melhor.

Na literatura provocou adaptações de obras literárias consagradas, e que refletiam na linguagem um retrato de época.

Na creche e escola, partindo do pressuposto que a nova geração é incapaz de refletir e entender o passado, decidiu-se alterar algumas das muitas cantigas. Tudo isso para ser politicamente correto.

Nem o Rio que é a cidade do carnaval conseguiu escapar dessa. Ha muito tempo não escuto as marchinhas de carnaval que ouvia na década de 80 talvez porque são proibidas ou ninguém as entenda.

A decepção mais recente foi com a recente história acerca da bissexualidade do Super Homem. Que ridículo, tosco e vazio.

Este personagem, nascido na decada de 30 é um velho conhecido de todos nós. Não conheço ninguém que em algum momento não tenha visto ainda que criança ou ovido falar dele.

O legado deixado por este e muitos dos personagens que vivemos à época da adolescência é enorme. Todos são lembrados por seus feitos e características que os identificam, como roupa e nome por exemplo, e a missão que os define.

Esses atributos históricos são para os super heróis parte indelével de sua historia, assim como seu destino. Ainda que sua existência tenha se limitado a dimensão da ficção, para todos existe um início, meio e fim.

Estender, adaptar e mudar a história dos super-heróis do passado é o mesmo que descaracterizar a nossa história. Alguém consegue imaginar uma neta da vovó anastacia bissexual?

De igual forma inconcebível essa história do super homem. Por outro lado esse puxadinho na história revela o vazio criativo que há nos dias de hoje. Impressionante que com tanta tecnologia e facilidade para criar ninguém tenha conseguido criar um personagem novo e original gay.

Porque não?

Segunda feira passada, em uma das muitas escalas e voos que fiz a trabalho, em autoanálise refleti como é bom poder viver a vida sem medo. Estar vivo para escrever a minha opinião e ponto de vista é um privilégio, ainda que não seja igual a sua. E não concordar em tudo esta ok.

Se hoje trabalho, moro e vivo minha vida com o meu companheiro, e se isso, se essa liberdade e desafio no passado é digna de ser retratada em uma das muitas características de super herói, que seja um original. Que realmente faça sentido.

Não merecemos como super herói uma adaptação sobre o que já existe. Na falta de sugestão indico o capitão gay do jo soares ou ate mesmo o Rage do Queer as Folk.

Qualquer um menos este. Engraçado quando pequeno me perguntavam se eu havia assistido o filme a trança do careca? Maremoto no saara? Disse que não, com convicção. Jamais pensei viver a volta dos que não foram.

Tempos modernos. Aghr!!!

O que sei (e penso) sobre o Facebook, Instagram, Twitter e Midia Social.

Olhando para trás, quando estas ferramentas foram criadas não imaginei que teriam impacto tão grande na vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo como tem hoje em dia. Me espantei ao ler que teve gente que não conseguiu entrar em prédio, abrir sala de reunião e ate logar e trabalhar em sistema pelo defeito na plataforma.

Todas estão no centro da controvérsia em torno das fake news, o que me leva a crer que o impulsionamento as notícias que geram desconforto, ódio, caos e polêmica é um dos pivôs da rede.

Todas as redes são geridas por algoritmos que não são transparentes. Não temos conhecimento sobre eles, e para quem estamos em última análise servindo quando utilizamos a plataforma.

Isto é perigoso, considerando que através desses aplicativos muitos usuários expõe seus sentimentos, se relacionam uns com outros e vivem de links viabilizados através das plataformas.

Todas as ferramentas lucram com seus sistemas, não são diferentes da empresa tradicional, tem o lucro em primeiro lugar, e usam a tecnologia para receber rapidamente e com eficiência o seu dinheiro.

Todas as mensagens que recebi em repercussão ao texto anterior em que perguntei o que faziam enquando a mídia social estava fora do ar foram de alívio, desimportância e tranquilidade. Felizmente.

Todas as plataformas em algum momento foram impulsionadas por outras empresas de tecnologia. Me recordo que uma das versões do iPhone possuia na configuração um link direto com a midia social, e a partir dela, todos os contatos, agenda, aniversário eram integrados. Comportamento semelhante a empresa fez em seus computadores, sugerindo até mesmo na sua barra de favoritos link para as empresas. Tempo depois muitos se perguntam como o Facebook, Amazon, expedia e por ai vai ficaram tão grande… poucos se dão conta do quanto fomos codificados para aceitar no dia-dia como se parte de nós e da nossa rotina fizesse. Ainda que não tenha nenhuma destas como favorita, nenhuma é estranha. Não é novidade, foi proposital.

Olhando para traz me recordo que ingressei no Facebook quando estava procurando matricular num curso de extensão no exterior. As instituições e seus usuários estavam presentes.

Hoje essa realidade de adesão não existe. As redes sociais de hoje tem comportamento muito diferente daquele experimentado em sua criação.

Não raras vezes me vejo no aplicativo e percebo que as informações ali são mais do mesmo. Não consigo viver a base de notícias e conteúdo sugerido. É monótono, também bizarro que capta nossa conversa e sugere midia baseado no que falamos.

Com a expectativa de viver a implementação do 5G tecnologia que permitirá a comunicação autônoma de equipamentos e tomada de decisão, a midia social é uma bomba.

Inimaginável que por trás disso existe um mundo de pessoas que se empregaram e vivem da monetização de conteúdo. Ainda que não seja fácil (e não é) viver de conteúdo significa entender e viver de engajamento. Nessa realidade a rede social alimenta-se e promove conteúdo recente. De quem? Primeiramente de quem é popular, posteriormente de quem paga mesmo. Qual tipo de conteúdo? Todo e qualquer conteúdo. Se isto não fosse verdade não seriam o pivo de escândalos em todo o mundo. De quem? Dos usuários que se expõe seja na busca de relacionamento ou no tipo de conteúdo. Qual o tamanho deles? Bilhões de pessoas, maior do que qualquer pais e governo.

Meu Deus!!!!

Se na década de 90 o maior vilão da humanidade foi a indústria de cigarro e seus efeitos nocivos perante as pessoas, hoje o protagonista desta história são as redes sociais.

Perdemos a luta contra a indústria do tabaco, apesar da taxação e das políticas públicas de exclusão. Também perdemos a luta contra as drogas. Dificil engolir notícia de utilização medicial como alvará a liberação.

A história mostra que a adesão ao vício se sobrepõe a cura. A única porta de saida é evitar o ingresso de novas pessoas na base da pirâmide.

Enquanto nela, em resposta a hipocrisia da memória curta e conveniente de muitos digo o que penso, não para promover engajamento e sim pensamento em torno de uma cultura que precisa mudar.

Esta dando certo, o tik tok por exemplo que vive da exposição ao ridículo de pessoas não entrei, não vejo. AMEM!

Finalmente!!! As redes sociais precisam mudar. A forma que estão esgotam quem vive delas como ganha pão e quem as utiliza para viver sem opção. Nos que estamos nela para uma opinião e impressão acabamos ficando contra tudo e todos porque estamos cansados de ler desinformação. E tudo termina na polarização. Injustos, porém verdade.

Onde voce estava quando o WhatsApp parou e o mundo recomeçou!

17 anos depois da criação de uma ferramenta educacional que se tornou no principal meio de engajamento social mundo a fora o Facebook sai do ar.

Oh my god! O que esta acontecendo? Acorda Mark e vai trabalhar. Conserta ai esse sistema, bote o fio no lugar para todo mundo recomeçar pensam muitos.

Eu não.

A vida sem o WhatsApp é possível. Basta se adaptar. Ficou um pouco corrida e distanciou problemas, processos e pessoas.

Ficou normal. Preciso viajar a trabalho, isto não vai mudar. Apenas tenho tido mais tempo para pensar. E também encontrar pessoalmente muita gente que diz oi no WhatsApp por dizer e sequer cogita encontrar.

Bora viver!