A pulada de capitulo anterior não aconteceu por acaso, nem tive eu a intenção de deixar esse para trás. Acabou que fui engolido por situações e emoções causadoras desse retardo
Esse gentil escritor teve o veiculo abalroado por traz em pleno transito. Nada grave, algo banal, situação normal de transito.
Nesse enredo que a princípio não me incomoda, a forma que ocorreu foi muito ruim.
Trafegava na descida da rampa do retorno do shopping rio sul em pleno transito. Ainda assim fui surpreendido pelo impacto decorrente da escolha do condutor que optou por não deixar o carro de trás passar e acelerou.
O que não deveria acontecer veio depois
A condutora não assumiu a responsabilidade. Seu modo de agir deu a entender que a culpa por ela não ter respeitado a distância era minha.
Faltou cuidado e atenção pela motorista negligente.
Isso pela minha criação foi o que mais incomodou. muito mais ate em relação ao dano.
Naquele momento nao reagi e fiz o que deveria fazer, solicitei a identificação e os dados da apolice de seguro uma vez que por obvio teria que acionar a cobertura de terceiro.
O que não ocorreu, tendo o esposo dito que deveria procurar meus direito.
Indignado logo acionei a criminalista e o cível com quem trabalho. Para não advogar em causa própria, conversei com eles os próximos passos e segui, confiante e sem hesitação.
Nos dias seguintes, muito me perguntei se deveria seguir fazendo o certo ja que também senti internamente uma duvida se as acoes seguintes eram suficientes.
Optei por não reagir e lidar internamente com essa agressão. O que dizer? A estagnação me deu a paz. Foi quando aquele rompante de raiva e desejo por justiça foi enterrado.
Lição aprendida de forma amarga porem util e necessária. Nem toda ação cabe uma reação, e nem a falta de reação é sinonimo de fraqueza.
O veiculo foi levado ao concessionário para reparo. Entreguei o assunto a Deus e dias depois ja pronto recebi uma ligação do corretor informando que o proprietário havia aberto um sinistro que posteriormente pagou o reparo.
E aquela sensação desconfortável que senti do incidente.
Numa reflexão mais longa entendo que veio muito mais pela lembrança do que fui no passado do que com o presente.
Agora entendo, não era sobre o acidente nem sobre a grosseria. Era sobre mim. Ser quem eu sou mesmo quando uma parte quer reagir.



