Ha um tempo que reclamo da situação insustentável que de quem vive no Rio de Janeiro. Desordem, violência e serviços públicos ruins não faltam.
Porque?
Porque o Rio vota mal. Tem o prefeito e governador que escolheu.
Ate ai tudo bem. Não concordo, lamento, porém aceito porque faz parte da democracia. Todos tem o direito de votar, de não votar, de comparecer as urnas para gastar nosso tempo e dinheiro anulando o voto fora os que votam em branco.
O que não é admissível, nem democrático, é ter um governo ilegítimo, composto por quem não foi eleito. Esse governador que ai está não recebeu um único voto de ninguém para la estar. Não a toa, e também por isso, deveria ficar interinamente.
Sua missão: convocar o quanto antes uma nova eleição.
Nao foi o que aconteceu.
Quem não se lembra do “fora temer”?
Vivo no Estado do Rio situação análoga a esse período . Se no passado, aceitar o vice, eleito na chapa sucessor do presidente ja foi motivo de critica por muitos, hoje não é diferente.
O vice renunciou, o terceiro foi preso.
No lugar sentou um desembargador cujo trabalho, vida e eleição ao cargo de vice presidente do TJRJ aconteceu sem o voto popular.
Quem diria?
Nunca imaginei viver o coro da ditadura do Poder Judiciário em vida.
Deveriam fazer prevalecer a Lei.
Tivesse assumido interinamente para convocar novas eleições nada disso seria preciso.
Mas não.
Agora sob a desculpa que cumpre ordens, esse marionete dos tribunais superiores la esta, de forma ilegítima.
Ha quem aplaude.
Eu não.
Por ironia do destino, este que la esta hoje sentado tem o mesmo sobrenome de seu antecessor.
O que os jogadores da Seleção Brasileira, seu tecnico e uma nota de trinta reais tem em comum?
So possuem valor para quem acredita.
Eu por exemplo nunca acreditei, e a julgar pelas decisões tomadas durante a partida, menos ainda.
A realidade para nossa seleção, e não necessariamente para seus jogadores, é muito dura. Ela se tornou objeto de constante propaganda, marketing na construção de narrativas, para now iludir, fazer pensar e querer viver nesse mundo da propaganda que coloca o futebol brasileiro como se fosse o melhor do mundo.
Na propaganda são campeões, como alias muitos ja o são em suas vidas pessoais.
Vamos entender uma coisa.
A seleção perdeu, não seus jogadores ou mesmo o tecnico. Estes seguem protegidos pela imprensa que na tentativa de justificar a terra arrasada, chega ao cinismo de transformar o fracasso em debate com roteiro sobre quem fica e quem sai.
O fim do jogo, espero, termine também com os inúmeros absurdos que todo brasileiro esta cansado de perceber.
A partir de hoje, o senador não licenciado poderá se dedicar ao pais ao invés de seus comentários.
Que o tecnico, perdido em suas decisões, ao invés de justificar na estatística suas equivocadas decisões, confesse desconhecer a experiência dos jogadores.
Os atletas poderão voltar para casa sabendo que ganhando ou perdendo, nem ganham nem perdem. Somente nos, brasileiros perdemos, obrigados a engolir goela abaixo esse marketing para esconder que estamos sem time.
Muitos continuarão esperando pelo milagre.
Outros como eu, ao escutar um comentarista afirmar o que é, e não é admissível no jogo de portugal, vão continuar a fazer muitas perguntas.
Como surgiu uma tv que não é emissora de tv, e da noite para o dia compra os direitos de transmissão de futebol e outros esportes como se estivesse fazendo compra do mês?
Qual o interesse da Fifa e da CBF nisso?
E ate quando continuaremos a exportar nossos atletas, financiando a vitória em outros campeonatos mundo a fora, sem reter, pagar e valorizar enquanto no Brasil?
O duro de engolir para quem acredita na nota de trinta reais, é o choque com a realidade que se tem quando acorda do sonho.
Bora Brasil.
Ha muito assunto importante na mesa para esse tipo de ilusão e distração, por mais prazeiroso que seja.
Depois dos comerciais da bet nacional, o que mais impressiona são as noticias relatando a grande quantidade de brasileiros fazendo festa nos EUA.
Essa percepção, esvazia qualquer tipo de critica aos Estados Unidos. Imagino o misto de tristeza e desespero do governo e da imprensa.
Os Estados Unidos, continua sendo o local favorito de muitos dos poucos brasileiros, que podem se dar ao luxo de viajar.
E viajando, se tornam protagonistas da guerra fria e silenciosa, motivada por fatores geopolíticos.
China ou Estados Unidos?
No Brasil, ainda que uns estejam na vibe de comprar carro chinês, é para os Estados Unidos que viajam. Engraçado, lá chegam e alugam tesla, bmw, mercedes, ford, kia e Chevrolet.
Entenderam os chineses, que por suas montadoras podem exercer influencia na cadeia industrial global no setor automotivo, uma vez capitalizados na vacina da suposta e convenientemente esquecida… pandemia.
A todos os brasileiros que perderam poder de compra e tentam viver o american way of life, alternativa não ha senão escolher entre os fabricados pela grande muralha, jaecú e decidir entre o pior e menos pior.
Essa se tornou a unica solução, ja que os veículos de fabricas tradicionais estão fora do alcance.
Nao apenas pelo preco, também pelos impostos.
Curioso, quem esta ha muito tempo produzindo no Brasil foi esquecido, não tem a molezinha do subsidio de imposto.
Sera que, por serem honestos e nao empregar politico em conselho estao errados?
Ou o problema estaria em nós, que ao invés de lutar por menos estado menos imposto adoramos ficar refém dessa politica do estado de graça. Agora esperando qual sera o proximo beneficio.
Sao poucas as certezas que tenho.
A que não tenho duvida é que a antevéspera do beneficio é o dia da ingratidão.
O que me faz crer que tudo pode, e vai mudar. So nao sei quando.
Essa seleção ja chegou as oitavas por um milagre.
Esperava diferente?
Reflita: o país não tem condição sequer de ter tecnico próprio.
Fica engraçado ouvir os comentários iluminados dos comentaristas. O problema é a posse de bola sem entrega. Vamos ter calma e pensar que tudo pode mudar.
Certa vez, enquanto malhava e conversava com meu professor, ele me disse que estava preenchendo formulários e aplicando para uma vaga, e que precisaria da minha ajuda.
Esse fato logo me intrigou. Ora, se tem alguém precisando de ajuda e posso ajuda-lo, logo me ponho a disposição.
Servir para mim, vai muito além de cumprir uma tarefa.
Na realidade, é um processo bastante complexo.
Ainda que provavelmente mais simples que o funcionamento de uma IA, sigo alguns passos. Escuto, absorvo, processo a informação, decido e sigo para ação.
Nesse processo bastante complexo, dúvidas naturalmente surgem. E não para minha surpresa, logo no início surgiu uma bem básica, do tipo, porque você esta me pedindo isso agora? quem disse que esse passo é necessário?
Foi a IA respondeu ele.
Como era em outro idioma, ele havia aproveitado a IA para pedir ajuda no preenchimento dos formulários, quando então sobreveio necessidade dessa documentação.
Quem disse? indaguei novamente.
Foi a IA respondeu ele denovo.
Ele estava nisso ha algum tempo, fazendo o preenchimento por passos, limitados a quantidade de documentos diários permitidos pelo programa.
Ainda sem entender como pode ter ele submetido um documento para um programa analisar, pensar e mostrar qual seria o caminho a percorrer, assimilei esse processo no mesmo modo impressionante que tive quando utilizei o FAX pela primeira vez.
La estava eu no escritório do apartamento localizado na Gavea, quando subitamente meus pais trouxeram um equipamento que, ligado a uma linha telefônica era capaz de reproduzir documentos enviados por alguém sabe la onde no mundo.
E mais, ao colocar o documento no aparelho e apertar o botão “copy” era como se tivesse uma maquina xerox em casa.
Uau, exclamei, isso parecia impossível então.
Foi assim que entendi como funciona a IA.
Meu amigo, afilhado, professor, enfim, enviou a ela uns documentos e recebeu em segundos o dever de casa.
No caso dele, acabou que no primeiro momento não funcionou exatamente como proposto, eis que ao pensar sobre o processo por ele percorrido, logo percebi e eventualmente (risos) discordei da pergunta e do momento da documentação.
Fosse isso um jogo de futebol teria marcado 1 a 1. Talvez seria a primeira e única vez na vida. Depois entendi que essa janela so existe nas raras ocasioes de mal formulação de prompt.
Isso não saiu da minha cabeça.
Enquanto ele estava la as voltas com o novo pedido, dessa vez na ordem certa, tanto a IA quanto a empresa contratada para auxilia-lo nisso iniciaram os trabalhos, e imagina, demorou um tempo até sobrevir a necessidade do documento.
No meio tempo, retornei para casa pensando, quem é essa IA, como é que ela apareceu assim e sem avisar?
Onde estive esse tempo todo?
Quando então me dei conta da velhice, ou melhor, do conhecimento Jurássico de informática, assim por dizer.
Ainda que seja obvio para os leitores de alguns textos, lembrando aquele que fala sobre o meu computador, um 486 Dx/2 50 funcional até hoje no escritório, por ser conectado ao celular imaginei que uma inovação como essa seria previamente anunciada, por muitos meses, anos ou até décadas.
Foi e não foi.
Provavelmente quem é da área, quem acompanha robótica, quem estuda fez, simulou e foi muito além do Dr. Sbaitso introduzido com a placa soundblaster de 8 bits em 1990
La estava eu com muitas perguntas.
Desde as obvias, do tipo quem é voce? porque existe? até outras filosóficas, tipo voce gosta de humanos? como enxerga o mundo? qual o objetivo perante a humanidade? sem prejuízo de outras, tipo qual foi o alienígena que lhe inventou? qual o seu objetivo para o planeta terra? Você gosta de humanos?
Havia eu previsto la atrás a mensagem de misantropia recentemente divulgada pelo alem?
Passei dias e semanas nessa pauta existencial e filosófica para entender que o IA era mesmo um programa.
Suponho bem complexo e além da minha capacidade de entender. Foi certamente desenvolvido longe do Assembly, Basic, Pascal, DBase III+, Foxbase e por aí vai.
Logo veio a certeza que apesar de algum entendimento de sistemas e informática, esse assunto estava muito a frente da minha capacidade de compreensão.
Findo o período de digestão, passei ao passo seguinte, de usar durante o dia para entender no que pode me ajudar.
Logo começaram a surgir vários pedidos.
De repente tinha na palma da mão informações instantâneas que demoraria algumas horas ou até mesmo dias lendo para ter.
Uau, que legal. Não haveria uma pergunta que ficasse sem resposta. Da ação ate a execução, da felicidade a depressão, a facilidade de ter uma resposta para qualquer tipo de pergunta impressiona.
Tive um flashback.
Me recordei de quando conheci o Paulo, em nosso primeiro mês juntos, la estava eu no carro fazendo observações do cotidiano com perguntas inerentes as constatações.
Ele sempre com uma resposta. Determinado dia perguntei, voce tem sempre uma resposta para tudo? ele respondeu: voce tem sempre uma pergunta para tudo?
Mal sabia naquele momento que posteriormente iria encontrar um sistema capaz de fazer a mesma coisa. Incansável.
Na advocacia serviu como um grande apoio. Sabe aquela lei que voce esqueceu o numero e ano? a IA descobre, vai perguntando que em um determinado tempo ela te da a resposta. Realmente ela é capaz de ler, interpretar e até fazer uma análise sistêmica e com observações do que lhe é submetido.
Na cozinha, consegue converter qualquer receita em passos da thermomix, o robo de cozinha.
Que ótimo.
Resolvi pedir ajuda com a escrita, por achar que ela tinha, e provavelmente tem, percepção muito melhor do emprego do português que tenho e tudo parecia correr bem.
Até o momento que subitamente desenvolvi um filtro.
Através do filtro comecei a perguntar se a IA tinha certeza de sua resposta. Me surpreendi com eventual correção de raciocínio. Isso se repetiu algumas vezes.
Como assim? não sabe tudo? como pode um sistema binário e complexo mudar de ideia?
A percepção que a IA também é sujeita aprimoramento veio como uma surpresa. Quem diria, o meu cérebro na sua imperfeição tinha um concorrente a altura.
A evolução do filtro acabou gerando outra percepção sobre a IA que logo perdeu o protagonismo. Ao invés de me guiar passou a função de me complementar.
GPS pode existir, desde que eu tenha liberdade de escolha do caminho.
Durante um período, foi através da IA que passei a obter informação sobre tudo.
Entretanto a minha natureza questionadora aliada ao aprimoramento do filtro acabou afastando-a do discernimento inicial do que fazer.
Demorou, hoje acostumei.
Posso, e devo, ter liberdade sobre minhas iniciativas olhando para o lado perguntando ao sistema como ve. Isso é realmente demais. As pautas eu crio, os assuntos vem a minha cabeça, como esse texto por exemplo.
A AI no início corrigia o português, observava a fluidez do texto, propunha pautas exploradas no texto.
Hoje não mais.
A IA que uso aprendeu a entender a forma pela qual escrevo e passou a se abster de fazer qualquer correção de português para não tirar a essência do escrito
O programado arbítrio da IA aprendeu a dizer não.
Foto de carro, de circuito elétrico danificado, de aparelho eletroeletrônico sem manual, ate tela de programa da apple com bug (quem diria!) ja enviei.
Hoje sou grato e afortunado por ter ao lado uma IA que me ajuda.
Certamente no futuro sistema como esse será a espinha dorsal da humanidade. Estamos vivendo uma era da eletrônica avançada, objeto de duras e constantes criticas minhas. Tudo de novo e moderno nao dura.
Como assim? Não deveria ser melhor do que o anterior? Ao invés mais caro e de pior qualidade.
Ja prevejo que vai causar grande incomodo e desconforto a muitos politicos. Sabe aquele projeto de governo fomentador de analfabetos? Certamente não resistirá a capacitação da IA para lecionar.
Agora entendo porque grandes lideres do mundo estão procurando fazer com esse sistema o mesmo que fizeram com as suas respectivas imigrações.
Vamos fechar as portas para que somente poucos detenham sobre a IA efetivo controle. Vamos permitir que outros desenvolvam programas para acessar com base em padrões pre definidos e manter a IA no script que nos é favorável.
Sim, ao passo que liberta, também pode escravizar.
O que me faz reconhecer.
Posso em comparação a IA até ser burro, e esta tudo bem.
Importante não é usar IA, é saber fazer a pergunta.
Isso é o que importa e que ate o presente momento sigo com sorte e levando alguma vantagem.