A parábola do predestinado

Ainda que meu longo tempo no divã não tenha sido pautado por questões inerentes a sexualidade, percebo que fui predestinado a ser gay, ainda que não tenha de imediato atendido o chamado.

Naquele tempo, a comunicação se dava por telefone após ouvido o ruído de discar. Para encaminhar mensagem por escrito, se não por carta ou telegrama, restava telex que transmitia ao vivo ou mensagens gravadas por fita perfurada.

De mídia magnética só fita k7 e de rolo, esta última muito complexa e preciosa para mensagens de voz. Ainda que tivesse um microcassette para tal imagina se alguém iria perder tempo para dizer tu é gay que eu sei.

Não é de hoje que predestinados recebem suas mensagens sob enigmas, por diversas formas, até mesmo do além.

Escutei na primeira leitura da missa de hoje, em celebração a Santo Antonio, que jesus se comunicava com os fiéis através de parábolas, e de forma mais explícita aos que lhe acompanhavam no dia a dia, em sua caminhada.

Se até minha adolescência, mesmo com o advento do fax, telefone celular, e-mail, SMS e internet não foi fácil imagino naquela época em que coisas importantes eram escritas em tábuas e/ou pergaminhos.

Resumo da ópera: vivi a vida rolando lero até captar a vossa mensagem.

Ainda que tenha casado no dia do casemento dos meus pais por amor. Ainda que tenha na lua de mel chegado em Amsterdan em plena parada gay tendo optado por dançar e beber cerveja. Ainda que tenha tido um cachorro da raça poodle preto toy chamado Jean Pierre Du Vermont. Não amado mestre não sabia que era gay.

Se tais elementos me fizeram um predestinado hoje sei que nada sei. E ainda que perdido a mensagem, minha infância tinha muito mais emoção.

Naquela época não havia bullying . Gordo, magro, homem, viado, bisha, forte e covarde eram termos usados que não agrediam nem definiam ninguém. Li Fernando Sabino, Jose Alencar, Agatha Christie, Monteiro Lobato sem me influenciar.

A vida naquela época não girava em torno do que estava sentindo, e sim do que tinha que fazer, dos obstáculos que deveria completar. Esse modo de viver moderno em que tudo é sentido, debatido, explicado, contextualizado eh muito chato para não dizer impossível de viver.

Ainda que não tenha percebido minha natureza afetiva por homens, talvez em razão dos amores platônicos, os que deram certo contaram com o protagonismo de mulheres excepcionais, uma das quais inclusive casei.

Quando entendi a mensagem segui e tive a sorte de chegar num ponto em que a humanidade estava bem diferente em relação a isso. Ainda que estejamos vivendo hoje um momento difícil em razão do egoísmo polarizado e imaturo que busca se afirmar e ditar a política do coletivo. Hoje tudo é diferente.

Somos tolerados. Isso é bom. Resolve questões do dia-dia como conviver com um parceiro. Como não vivo buscando aprovação de ninguém, tolerância mantém um nivel minimamente aceitavel de contato com terceiros. Também posso casar no cível, o que é bom, afinal de contas somente quando se tem a segurança da união é que podemos viver através do casamento o conceito e experiência de união para o fim de constituir família e através dela experimentar plenamente a vida.

Casar é bom. Viver sem preconceito em razão de doença também. Apesar da crítica ferrenha a forma pela qual links patrocinados e alguns entendedores simplificam a vida tornando normal questões importantes como DST, seja para dar esperança ou para vender tratamento. Fato que nem isso nem a camisinha ou falta de uso é motivo para alguém deixar de ser gay.

Nem mesmo a santa igreja católica que apesar de recentemente ter mantido em sua tradição milenar o entendimento que o casamento não se aplica aos gays tem sido um empecilho a isso. Afinal seu papa disse que devemos aceitar e respeitar os filhos de deus independente de sua natureza. Não me surpreende se nos próximos anos surgir algum tipo de liturgia nova, que tipo benção ou sacramento para reconhecer isso sem o conflito do casamento tradicional permitido apenas pela união de homem e mulher.

Então chegay no campo com a bola andando no segundo tempo numa partida ganhado com larga escala contra o retrocesso e os problemas do passado.

Isso é garantia de viver tranquilo, num mar de rosa, sem pehengue?!

Claro que não. Superada a parábola do predestinado depois de trinta anos de vida há muito pela frente. E assim espero ideia e sugestões para um post

Boa semana e bom final de domingo para todos!

Da vida ao divã, do divã a vida.

É senso comum nos sites de pesquisa tipo Google que os filhos são e representam muitas vezes o legado da paternidade de seus pais. Nessa condição nascemos aprisionados ao conceito de nossos pais sobre o que somos e o mundo que vivemos.

O mistério de ser filho é explorado em todos os meios de comunicação. A TV por exemplo não deixa passar um fato sem antes dizer de quem o noticiado é filho, de onde veio e o que faz. Seja para criar expectativa ou identidade com sua audiência.

Ser filho é um encargo. Vira notícia e gera audiência. No cinema se manifesta de varias outras formas. Harry Potter nasceu com uma marca na cabeça. Na saga Crepúsculo no filho era impresso a marca do pai, ainda que lobisomem. A projeção da história de seus pais gerou consequência nos seus filhos. Se alguma dúvida ficou basta assistir Inteligência Artificial que mostra ate os robôs podem ser e se aceitam como filhos.

Na vida real o problema começa quando começamos a frustrar as expectativas de nossos pais em relação ao que desejam de nós enquanto filhos.

Isso não é fácil viver, não depois de ter na memória tantos eventos que acionam gatilhos. E são muitos. Nascemos com a marca do aniversário que ja nos remete aos motivos pelo qual somos filhos.

De minha parte nunca deixei passar barato essa condição. Para ser justo e correto, sempre fui um filho bem diferente. Ja na alfabetização não me deixei levar por testes. Não os fazia e só não fui reprovado por verbalizar o motivo, dando a entender que ja estava alfabetizado e que ja tinha compreendido a lição.

Depois comecei a ouvir opera e aos 4 anos escutava “O Rigoletto” no volume alto como hoje se toca Anitta na rádio. O que dizer, era difícil trabalhar na casa de meus pais. Aquele filho maluco que escuta uma gritaria espantou o marceneiro, enloqueceu a baba, empregada e por aí vai. Também não era igual ao filho dos amigos dos meus pais.

Certo dia indaguei, se viver é morrer um pouco a cada dia porque haviam me tido como filho? Fui para na terapia.

Sem demérito da situação e de minha mãe que sempre procurou me dar o melhor, fato é que crianças pelo script devem ser crianças. E como tal nos é esperado agir em um padrão.

Incontáveis os casais que a partir do nascimento do filho se sentem incluídos em um meio social que seja para se sentir igual ou inserido no contexto de pais com filhos recém-nascidos, pequenos, da mesma creche, escola, infância e por aí vai.

Não dei essa facilidade. O que não era fácil piorou. Passei a dizer ao meu irmão de forma bem clara e dinâmica que um dia todos iriam morrer. E que ele também iria morrer.

Enquanto ele dividia o quarto com esse maluco que aqui escreve, meus pais aumentavam o número de dias de terapia. Na altura do campeonato ja estava indo 3 ou 4 vezes por semana sem previsão de alta.

Mergulhei na terapia por mais de trinta anos. Infante, criança, adolescente, adulto, não houve sequer um momento que vivi sem terapia.

Engraçado que passei tantos anos falando tanta coisa no divã que nunca parei para falar da minha sexualidade. Busquei essencialmente entender qual era o papel esperado de mim enquanto filho nesse universo que se apresentava. Vivia na busca de entender qual seria a equação a resolver os problemas da vida de modo que pudesse viver facil e rapidamente.

A busca pela equação não era aritmética. Anos depois entendi que a equação seria a metáfora para me sentir confortável enquanto filho de meus pais.

Poxa se tivesse entendido isso mais cedo teria vivido outras experiências. Se bem que o processo pelo qual por anos falei e amadureci em torno do que sou hoje me deixou mais seguro para viver qualquer coisa. Felizmente tive alguém que por muitos anos me ouviu pacientemente sem julgar. Que logo entendeu o caminho que havia escolhido e seguiu sem apressar. Depois de muito falar passei entender e agir. Isso também me fortaleceu.

A experiencia de viver a desconstrução de um fato a cada dia, ou mesmo da vida por conta da terapia por tanto tempo, não é fácil ser vivida.

Sim! a terapeuta esta viva até hoje, passa muito bem obrigado.

A certeza que como filho vivi em algum momento a expectativa de meus pais veio na forma da indagação sobre o porque estava assumindo minha sexualidade pos maduro. Sera que eles sabiam? Depois veio na constatação que os filhos do meu irmão serão os únicos netos que terão. Para botar a pa de cal na questão certo dia ouvi que a vida não estava sendo nada como planejado.

Se não tivesse feito terapia talvez teria levado no pessoal. Felizmente as marcas do passado e o amadurecimento de uma vida me levou a dar a seguinte resposta “viver é perigoso”.

Não pedi para nascer, e vivi um bom tempo verbalizando a dor do parto e o acordar da vida como a linha tênue entre a vida e a morte. O que é motivo de alegria e simboliza um legado por uns para mim foi a superação de dificuldades, da alegria a tristeza, do ansioso ao calmo, do bipolar ao normal, de situações essencialmente extremadas até conseguir fazer sentido nisso tudo.

Foi quando aprendi a segunda lição. Depois de entender que viver é violento, aprendi que não há nada de seguro nas relações humanas.

Porém essa reflexão farei na madrugada quem sabe de outro dia ou possivelmente em uma reflexão por vídeo a ser adicionado nesse texto.

Educação sexual antes tarde do que nunca!

Não é de hoje que a perda da virgindade é um tabu, tanto para o homem quanto para a mulher.

Da cama a tela, ao longo de minha vida assisti “Tudo que voce deveria saber sobre sexo” de Woddy Allen, ao classico “a primeira vez de um homem” esse último embora antigo, foi filmado na era tecnicolor.

Nem tudo é perfeito, os filmes estão longe de serem didáticos, e o que não ensinaram eu também aprendi no livro O Guia dos Curiosos – Sexo.

Fácil perceber que a minha educação sexual foi horrível. Deixou muito a desejar. Logo enjoei do livro e comprei a outra versao do Guia dos Curiosos que na realidade era um almanaque sobre a vida.

E o que a escola me ensinou? A dizer não. As aulas de educação sexual nos Estados Unidos eram basicamente para dizer que todos nós temos o direito de dizer não para situações que não estamos preparados.

Como não gostava de pornografia e tinha muitas questões pessoais que tratava na psicanálise, melhor seria se os filhos pudessem nascer sem sexo e que isso (sexo) ficasse restrito aos meus pais.

A curiosidade que não tive sobre sexo veio na forma do aleitamento materno que não tive. Incontáveis vezes me peguei fazendo leite possivelmente imaginando o que seria essa relação do filho no peito da mãe.

Anos se passaram e em algum momento eu, como muitos, chegariam ao ponto que necessariamente se fariam a pergunta: o que é transar? Sou bom no sexo?

Ainda que a resposta para essas perguntas esteja na minha cabeça e na vida de quem me rodeia, fato é que comecei com uma profissional e por um tempo tomei o gosto a ponto de variar em estilo, aparencia, etnia e por aí vai.

Talvez por isso, e credito a elas, tenha começado a minha vida sexual usando camisinha. Afinal ali tem uma linha muito clara do que de melhor deve ser entregue a voce.

Olhando para traz não me recordo de ver nas revistas dos amigos de pornografia explicita camisinha. Nem nas revistas masculinas. Também não me lembro de conversar sobre isso com meus pais. A única menção teria ocorrido nos Estados Unidos.

Pois é. Tempos depois, quando o vocabulário permitiu, entendi que depois do direito de dizer não, vinha o de usar camisinha.

Aí e que a coisa fica complexa no Brasil. Com tanta polarização em torno da sexualidade, fiquei surpreendido no tempo de Google, que o filho de uma amiga teve sua primeira vez com uma menina sem camisinha. Disse que gostou e se deu a nota 7.

Com a mãe em desespero por saber publicamente desse embaraço sem muito espaço para o diálogo me coube perguntar se ja havia passado nove meses.

Ao que parece não houve nenhuma repercussão humana embora as doenças sexualmente transmissiveis estejam aí.

Talvez os meios de comunicação sejam os grandes responsáveis pela desinformação. Afinal se não podemos ter educação sexual na escola num mundo em que hoje em dia ninguém morre de doença alguma, e me refiro ao siflis e hiv, esta tudo certo.

Não esta.

Se o pai não educa, se a escola não instrui, e se os meios de comunicação relativizam tudo em prol do tratamento e do padrão que desejam criar, esta tudo errado.

Vamos pensar que num universo compreensível essas questões que são pessoais quando perguntadas pelo filho seriam respondidas de forma a lhe ensinar a respeitar e preservar a vida e a saúde antes de qualquer coisa.

Só que na internet tudo pode. Se não por escrito em editorial nos links de propaganda paga tudo é possivel, leio como normal verdadeiras barbaridades e me surpreendo com o número de pessoas que não ve, que finge não ler e agora com um adolescente que possivelmente sem ideia ou com a falta da noção de risco leu, não viu problema e se deu a nota sete.

Para onde vai a humanidade?

Dia de vacina e vida !!!

Não foi fácil ver pessoas que conheço furando fila… quanta hipocrisia! Teve gente que ressucitou profissão, questão de saúde, qualquer subterfúgio para ser vacinado.

Outras, para meu espanto, se engajaram no politicamente correto para cobrar do estado postura e até mesmo chorar a morte de famosos.

Papai do céu esta vendo.

A estes lhes digo: engulam suas palavras, o mal que fizeram a outros e sua postura medíocre como julgarem conveniente. A realidade chocante desse texto é o mínimo que terão que enfrentar. Senão nessa vida, perante Deus.

Igualmente se aplica aqueles que mesmo sem direito sacaram Beneficios indevidamente no período da pandemia talvez como se o Estado lhe devesse algo simplesmente porque cumprem suas obrigações. Algo que felizmente o portal da transparência mostra com facilidade o nome e valor sacado do governo. Espero que essas distorções realmente sejam recuperadas e o cofre público indenizado.

De volta a vacinação…. hoje foi a minha vez!

Portanto, sem fingir, sem mentir, respeitando a ordem na fila, na espera de ter preservado vida por não antecipar e tomar o lugar dos outros, e não lesar o cofre público, me vacinei. Astra Zeneca.

Vamos ver o que vai dar. Não virei cuca. Estou perfeitamente saudável e até onde sei, sem efeito colateral.

Aproveito para deixar a foto do registro e do calendário da prefeitura do RJ

Mãe é mãe, hoje e sempre.

A vida me ensinou de uma forma muito dura a entender o que significa a relação de pais com filhos.

E através da psicanálise, entendi anos depois, quais tabus o filho pensado, amado e concebido teve que entender e superar para ser livre.

Se de um lado não fui perfeito na concepção deles do que seria um filho à época que fui concebido, de outro, tenho certeza que os percalços me deram força para seguir a vida sem medo e confiante.

E isso não tem preço. Obrigado minha mãe por ter feito um filho forte. Dane-se o resto. Vida que segue.

Do abstrato a realidade

De tempos em tempos temos a oportunidade de viver momentos que são maiores do que nossa existência. A gente solta os controles, deixa a roda viva da vida girar e muito se acomoda.

Esse final de semana semana foi assim. Meu coração transborda de amor enquanto assisto pessoas próximas se mobilizarem para contribuir e ajudar na divulgação do projeto da padaria social.

Nossa existência, pensando na evolução da humanidade é insignificante. Não obstante, entendo e aprendi que esse curto tempo é intenso, nada fácil, posto que viver é violento.

Falta ao mundo (porque não) um olhar mais atento aos povo, as viúvas, aos vulneráveis. Aqueles que são o traço característico e motor da sociedade estão aí ha uma vida sem leito, hospital, uti, emergência, upa, e por ai vai.

A constância do trabalho e a superação dos problemas rotineiros ordinários e extraordinários em algum ponto vira alicerce da vaidade.

Aqui não.

Seja pelas questões existenciais, de saúde e profissionais que enfrento nesses quarentena e cinco anos, aprendi a entender e me situar dentro do contexto.

E nesse contexto, desprovido de força, humildemente contei com a ajuda dos voluntários que montaram essa campanha.

A mim coube idealizar e espalhar essa onda do bem, justa, sem partido, sem ideologia, com o único proposito de ajudar ao outro.

E agora com o avanço que tive esse final de semana um sonho, uma estrela vai brilhar. Vai alimentar, gerar emprego, acolher, vai ser o simbolo mais próximo de nossa presença a Jesus.

Padaria Social – pontapé inicial de amor e emprego!

Aprendi nos inúmeros embates da vida a parar e olhar para o próximo, e para o entorno.

Se de um lado consigo com facilidade interagir e me doar as causas, por outro admito que por muitos anos sequer consegui receber sequer elogio pelo meu trabalho.

Depois de muita terapia, entendi que parte dessa dificuldade tinha correlação com o que sentia e via da minha imagem.

Felizmente evolui e isso mudou!

Aprendi a amar a mim mesmo e também ao próximo. Esse valor, o de interagir, entender, acolher, ajudar e receber não tem preço.

E arregacei as mangas para dar início ao mais ousado projeto social da minha vida, o de amparo ao próximo.

Segue abaixo o banner do projeto, voce pode doar qualquer valor, que será gerido com ato de amor.

http://vaka.me/2022527

Do Luto ao Util

Logo após o término do meu casamento entrei num luto, que de início parecia interminável. Doia a ponto de chorar espontaneamente seja la onde estivesse e o que estava fazendo.

Não conseguia me ver além daquele sofrimento, situação de angústia e dor no peito.

Optei por sumir, na esperança embora sem certeza, que esses sentimentos um dia sairiam de vez da mesma forma que vieram, para nunca mais voltar.

Ledo engano.

Não conseguia sorrir sem ter no fundo do pano a interferência do passado, ainda que a situação posteriormente havia mudado.

Entrei num conflito interno e comecei a me questionar porque estava vivendo isso depois de ter superado tantos problemas e desafios juntos.

A realidade do Brasil e a periculosidade da vida nem sempre nos permite colocar a cabeça no lugar. Vivemos uma grande interferência digital e social que, juntos são o catupiry da cobiça a vida alheia, pior doença da atualidade.

Meu coração petrificou.

A partir daí tudo ficou diferente. Passei a me escutar, o que antes não fazia. Se falo sozinho agora me respondo também.

O óbvio e trivial, como o barulho da chuva passou a soar diferente. Ate mesmo a batida do coração quebrado pela relação que havia acabado mudou.

Vários foram os motivos que contribuíram para esse fortalecimento, mudança de postura e atitude.

Conheci varias pessoas em dois grupos do clubhouse que me deram voz sem qualquer outra intenção.

Hoje me permito conhecer pessoas sem medo. Escutar que sou bonito, inteligente, engraçado, pessoa para tomar um vinho e até mesmo vovô da lancha sem questionamento.

Hoje sou livre. Ainda que não sinta grande felicidade, se é que existe, ao final dos dias a única certeza que tenho é que vivi intensamente.

Sem suposições e frustrações. Esse sou eu.

Viver assim não tem preço, ainda que não seja o melhor começo, ta valendo.

Aproveitei esse tempo livre e decidi, sozinho, investir em mim. Da pele a alimentação, com exercícios. Esse é o novo pedro.

Único downside de refazer a vida aos 45 anos é a idade, não sei o que fazer com isso, não favorece tanto para a saúde quanto na estética, ninguém merece.

É a idade que tenho, estou sorrindo, meus filhos me amam, segue o baile!

Feliz Páscoa o ano todo!

Legal de viver é evoluir, olhar para traz e reconhecer os erros e acertos. Refletir sobre a própria vida, buscar algum sentido na experiência e fora da zona de conforto andar.

Hoje faço uma releitura dos meus posts sobre a Páscoa, do quanto evolui, acertei e errei ao longo dos anos.

No primeiro, ainda em 2012 escrevi que “A historia revela que a palavra Páscoa advém do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário.”

Vivi naquele ano o fim da escravidão da minnha mente em relação aos conceitos e preconceitos que tinha comigo mesmo. Naquele ano entendi depois de algum sofrimento que era gay.

E poder falar e escrever isso em voz alta para ninguém ou alguém, se e quando quiser é uma liberdade que não tem preço.

De volta a transformação, nos anos seguintes em poucas ocasiões e no período de Páscoa agradeci a Deus pela ajuda na reconstrução do trabalho, pelo amor que vivi e a nova família que me recebeu de portas abertas.

Neste ano o período de Páscoa continua protagonista de mudanças profundas em minha vida. Não sei ainda qual será o reflexo disso, porém tenho certeza de uma coisa, estou no meu lugar.

Este sentimento fecha um ciclo e a constatação que embora sempre sentado no mesmo lugar do sofá, se antes ouvia e depois respondia, agora as conversas mudaram.

Fui durante muitos anos uma figura silenciosa no mundo e meio social que vivo, agindo como um filho, amigo-robô do que seriam as expectativas criadas ou exigidas pela cidade ou sociedade.

Havia um abismo entre o lado extrovertido que existia para interagir com as pessoas com o introvertido e complexo das fórmulas e pensamentos.

Os anos que seguiram foram de grande valia, descobertas, me tiraram do mundo da incerteza, insegurança e fantasia no lado afetivo para o que é real.

E apropriar-se de minha história e pensamento foi libertador. Passei a viver a tendência de ser eu mesmo nos erros e acertos. Reconheci na figura do então marido uma fortaleza. Ele esteve presente em questões muito difíceis.

Agora sentado no sofá da sala, enquanto espero meus pais descerem para o almoço que faremos de Páscoa, me dei conta.

Esse lugar é meu, essa história aqui de que me aproprio, não é mais de conflito. Minha relação com eles mudou. E nesse ano de Páscoa conseguimos olhar para traz, virar algumas páginas e avançar com amor. Ainda que não tenha sido esse objetivo, foi a situação e mudança que se apresentou.

Tanto com eles, quanto a de um amigo que ressurgiu para me dizer o quão importante e significante é a minha presença e conselhos para todos aqueles que interajo.

Isso não tem preço… agora se tiverem curiosidade de qual é o lugar físico na casa aí esta.

Boa Páscoa!

Excelência, poe a mão na consciência!!!

Confira o link https://youtu.be/5qHQ0uALqK4

SEM PARAR: RUI BARBOSA
02/04 20h25
Placa:C**9109
Valor:R$ 350,89
R$7,595/L
Gasolina Aditivada
Ate breve! #abasteceupartiu =)

Hoje abasteci e me senti protagonista da satira de Jo Soares na década de 90 sobre os sucessivos planos econômicos. Só que hoje não senti graça alguma. A graça saiu da sátira e veio para mim. Uma mistura de indignação com uma pitada de incompreensão tomaram conta. E fiquei amargo.

Em um dos episódios o personagem Carnaúba e seu auxiliar, quando perguntado se havia lido o pacote e se os trabalhadores iriam gritar de alegria, lhe foi respindido que sim. Gritariam muito e a CUT também.

Alem destes os cortadores de cana iriam explodir, pecuaristas babar, alugueis revistos com inquilinos na rua… para comemorar, enfim, todo tipo de atrocidade em desfavor do povo seria feito na assinatura do pacote.

Em outros episódios foi perguntado se os trabalhadores iriam arrancar os cabelos….. de tanta alegria? Respondido que ficariam carecas.

Fato que no Brasil não há pressa. Estamos nos rasgando de descontentamento e estou particularmente chateado com a falta de priorização do estudo.

Se eu que estudo até hoje, tenho acesso ilimitado a água potável, luz, telefonia celular própria, seguro de saúde, casa passo por situações difíceis, não estou imune a falta de saúde e necessidade, o que dirá o povo?

Muito recente a instituição que ajudo a fornecer quentinha as pessoas de rua começou a ter dificuldade.

Pedi para ver as contas e fiquei impressionado o quanto conseguimos fazer com muito pouco.

Se o particular consegue sobreviver e chegar a lugar que não chega o governo com tão pouco o que falta?!

Faltam a estes que estão no governo botar a mão na consciência…….. para ser educado e dizer pouco.

E para aqueles que quiserem entender como estamos no orçamento, qualquer valor vale. Na prática estamos sem 2-3 doadores fixos que viraram eventuais, e contamos com ajuda voluntária de quem quer ajudar.

To na missão de multiplicar essa corrente do bem em amparo ao próximo. E se voce tiver interesse e puder ajudar, o nome esta abaixo e tem um link no perfil do insta que liga a uma cesta básica.

Solidariedade, gentileza e empatia. Assim realizamos mais uma ação social com pessoas em situação de rua. Distribuímos 150 quentinhas, bebidas e máscaras contra covid-19.

Juntos somos mais fortes! Muito obrigado pelo apoio!

Associacao Amparo ao Próximo. Banco Itaú AG. 0204 C.c. 366603. CNPJ. 31.059.075/0001-71

Pix: 31.059.075/0001-71