AUDI – Quando a marca estraga o produto.

Muitos são os apelos para quem pretende comprar e manter um carro importado usado. Imagine só poder adquirir por uma fração do preço de venda um carro que foi projetado, vendido e anunciado como tecnologia de ponta.

Em tempo de carro chinês que não é barato, representam hoje em termos de marketing – e possivelmente vendas – o que os coreanos fizeram 10 anos atrás quando passaram os japoneses, e com a evolução da legislação, não se discute a presença ou não de tecnologia.

Revistas especializadas deixaram de avaliar a qualidade do interior na construção do veículo em detrimento da proliferação de telas sensíveis a toque e discorrem sobre tamanho, funcionalidade e facilidade de uso.

Trinta anos atrás esse mundo não existia, e os carros nacionais eram muito ruins. Itens como vidros e trava elétrica eram considerados opcionais. ABS e Air Bag só mesmo para os mais caros. Cambio automático então nem se fala.

Rumo a eletrificação isso tudo é normal. Carros inseguros deixaram de ser fabricados ou foram equipados todos com encostos de cabeça, freios ABS e Air Bag.

A notícia boa para por aí. Os carros atuais são mais barulhentos, menos isolados, os plásticos duros estão em toda a parte e chegam aos 10 anos de uso mal acabados.

O sonho do importado usado na década de dois mil era poder ter um carro com todos os equipamentos hoje obrigatórios e que naquela época eram acessórios muito caros nos carros nacionais que não eram muito bons, simples assim.

Foi nesse espirito que comprei, usei e mantenho um Audi 2006. Extremamente confortável, tecnológico sem dever nada para muitos atuais, e consumindo cerca de 10 km/l não deve nada a muito carro novo, pela ótima construção mecânica, bastante tecnologia e um nível de conforto e sofisticação que os diferenciavam quando novos.

O bicho pega quando voce precisa consertar e procura o concessionário. Todas as qualidades são jogadas fora. É nesse momento que voce entende que os veículos premium no Brasil não passam de campanha de marketing e sofrem de um mal inimaginável para quem outrora se seduziu pela propaganda e pelas avaliações anteriores, o desprezo, abandono e falta de peça.

A dica para quem quer um Audi com mais de 10 anos é não ter. Se tiver algum a venda, adquira por nada. Não de valor a quem vende, ainda que seja amigo ou pessoa de confiança. Com todo o respeito aos lojistas que tem o papel fundamental no gira da economia através da comercialização de carros, inclusive os da marca Audi, não comprem, e se comprar, não o faça por valor relevante.

Assim é que descobri o quanto fui ludibriado por eles. Certo dia virei a chave e veio a informação que a tampa da mala estaria aberta, só que não estava. Abri e fechei a tampa algumas vezes e a mensagem não saia do painel. Embora não seja essa circunstância grave a ponto de impedir o uso do carro, atrapalha. Quando fechado, se o sensor avisar que a mala esta aberta o alarme dispara, um grande inconveniente que impede trancar o carro ou habituar-se com o alarme disparando.

Resolvi então que o melhor seria levar no concessionário, afinal questões elétricas que implicam desmontar tomam tempo, já não tenho essa disposição e frequentemente após esses reparos sinto dores no corpo. Chegando lá conversei com o técnico, perguntei se ele poderia receber o meu carro para diagnosticar ou trocar a fechadura da mala.

É claro respondeu ele. Em seguida perguntou qual seria o modelo, respondi A4. Por fim perguntou o ano, respondi 2006 quando então ele disse que não poderia receber, o carro, não tinha autorização para tal, sequer responsabilidade legal para conserta-lo visto que ja havia passado mais de 10 anos do prazo que a marca considera de duração para manter as peças.

Como assim? então todas essas campanhas, todos os livros, todo o patrocínio que a Audi faz em torno de sua marca é mentiroso perguntei. Ele respondeu que o carro é tão velho que sequer tem ferramenta ou funcionário com capacidade técnica para conserta-lo.

Sentença de morte para um carro que rodou 78 mil kms em 16 anos. Isso é o que representa a Audi no Brasil, então da próxima vez que alguém tentar vender um para voce, lembre-se disso. Essa marca no Brasil traiu toda a história que lhe trouxe aqui quando Ayrton Senna foi o garoto propaganda. Nada mais é competitivo, e ainda ouví que veículos com 5 anos ja estão com dificuldade de encontrar peças.

Um Audi novo é tão bom (ou pior) que qualquer chinês. Fato. Agora entendo porque na propaganda do chines vejo comparação com Audi e Mercedes. Ainda que não tenho ouvido história que Mercedes velho sofra com falta peças, e a realidade mostra que existem milhares destes rodando pela cidade, não vejo para a marca que tenho carros com a idade do meu rodando.

São tantas as desvantagens de ter um Audi velho no Brasil que não entendo como vendem, como tem gente que investe ainda em ter concessionário com essa marca, e olhando para os concessionários quase sempre com construção suntuosa e impactante, como conseguem ter retorno desse investimento??

Será que a venda de novos compensa isso? e se os proprietários dos veículos novos não se desfizerem de seus carros, passado 5-10 anos ja com dificuldade de peça receber um até logo como eu recebi porque não existe obrigação nem responsabilidade de conserto pela marca.

Tudo um contra-senso, afinal já gastamos recursos do planeta para fabrica-los, e com mão de obra técnica e capacitada não só mantemos eles nas ruas como também através disso reafirmamos o que nos foi passado anos atrás acerca das características técnicas e confiabilidade na marca.

Em resumo, não confio na marca, daqui para frente, quanto menos usar melhor, Não vou vender porque o conservei por todos esses anos, ainda que caro para manter, esse custo é mais barato do que a compra de qualquer carro novo. Isso não é bom nem é uma qualidade, e sim um onus dado o fato que a única certeza que tenho é de não ter qualquer apoio da marca, para todo Audi velho é voce e o carro, nada mais.

Ja entendeu porque não existe clube de Audi antigo patrocinado pela marca?

Por mais Lady Gaga no mundo!

Ate 2012 não tinha nenhuma conexão com a lady gaga. Naquela época ela cantava alejandro (e roberto no meio da música); paparazzi que inclusive acho violento tem um vídeo horripilante… e tinha um tema de monstro que para mim estava mais ligado a uma carona na Marvel do que outra coisa. Achava legal que ela cantava e tocava piano facilmente.

Somente em 2012, ano que me separei, que comecei a me ver e encarar a natureza afetiva, mudou, ainda que com medo… tudo quando voce se entende e assume para todos é diferente.

“There’s nothing wrong with loving who you are”, she said, “‘Cause He made you perfect, babe.
So hold your head up, girl, and you’ll go far”
Listen to me when I say

I’m beautiful in my way ‘cause God makes no mistakes
I’m on the right track, baby, I was born this way
Don’t hide yourself in regret, just love yourself, and you’re set
I’m on the right track, baby, I was born this way (born this way)

Então quando estava sozinho no meio do tormendo e confusão que é o recomeço, é que passei a escutar Lady Gaga.

Ela foi a forma pela qual eu, filho de deus, percebi que não havia nada de errado em ser quem sou. Cantei a música enquanto Deus carregava meu fardo. Fui descobrir a felicidade enquanto ele estava la permitindo o filho perdido ser ele mesmo.

Tipo encarei o medo e vivi o inesperado. Passei a viver com menos arrependimento.

Não tive acolhimento espontâneo de todos os que gostavam de mim desde que estivesse em uma determinada gaiola ou servindo um script. Olhando para trás percebo o grande esforço que essa alma perdida fez em busca da aceitação.

Conclusão: são poucos os que leem esse texto e conseguiram (ou conseguem) aproveitar o bom de mim.

A vida mudou, e uma pessoa, sem palavras chulas deu um up na moral de muitos! e não precisou para isso rebolar, nada, bastou apenas dizer que estava aqui.

E que esta tudo bem. E voce? Tem alguém por perto capaz de impulsionar para frente como o otimismo da letra da Lady Gaga?

Computes grilos

8kb, 16kb, 32kb, 64kb, 128kb, 256kb, 384kb, 512kb, 640kb ok.

O tempo que voce demorou para ler os números acima, multiplica por dez, espere um pouco, e talvez assim tenha noção do quanto demorava para iniciar um computador.

Muitas lições aprendi na contagem de memória do 8086/8mHz com 640kb de memória ram, 20mb de armazenamento interno, 16 cores na placa EGA e um modem de 2.400bps.

A primeira delas é que somente devemos adicionar memoria observando a regra de paridade para evitar os indesejados travamentos do computador.

A segunda lição muito importante foi a otimização dos arquivos de inicialização que no ambiente DOS estão contidos nos arquivos Config.sys e Autoexec.bat. Naquela época todo byte economizado em algum jogo ou programa era utilizado.

O que se fazia em tempos pré-windows? Produzia texto no Wordstar, graficos no Harvard Graphics, planilhas no Quattro Pro, Lotus 123 ou Symphony. Também jogava Test Drive, King’s Quest, Prince of Persia, Flight Simulator e outros mais.

Quando não estava imprimindo textos, a impressora matricial capaz de imprimir em formulário contínuo largo, em ate 160 carácteres de largura, botava a cabeça de 16 pinos para trabalhar. A essa altura o barulho embora não ensurdecedor, ja denunciava que alguém estava imprimindo algo em casa.

Vai dormir meu filho, duas horas da manhã e voce acordado…

Sim, me escondi por trás do maravilhoso mundo da hoje obsoleta informática para chegar onde na vida real não conseguia.

Aprendi que um byte tem oito bits. Juntos evoluimos do floppy drive de 5 e 1/4 de 640 para 1.2 megas. Também dobramos a armazenagem do diskette de 3 e 1/2 de 720kb para 1.44mb. A medida que os programas avançaram a quantidade de discos aumentou tremendamente.

Um legado disso é o símbolo 💾 que representa até hoje a função de salvamento de arquivo.

No campo dos processadores, chorei a involução do 8086 para o 8088, vibrei com o lançamento do 286/16mHz, gostei do 386 dx40 e voei baixo no 486 dx2/66. Fiquei batendo bola nesse processador bom tempo ate conseguir ter acesso ao Pentium 90. Curiosamente não aparecia a palavra Pentium no Bios. Comprei de segunda mão um de 90mHz o famoso ip54C que tinha um defeito de fábrica no processamento de equações aritméticas e precisava de um software para ser confiável.

Tudo bem. A partir desse Pentium o Windows 95 reinou e o tal do Plug and Play que ja era uma extensão do DOS passou a funcionar melhor quando surgiu o USB. A conexão com a extinta internet era discada, precisava de um software proprio e as páginas eram bem simples. Ate hoje me lembro a emoção de ter um e-mail 📧.

Isso tudo passou. É uma página virada de um passado pouco distante, porem tornou rapidamente obsoleto muitas coisas, como a utilização do 💿.

Assim como um idioma, saber lidar com os equipamentos eletrônicos é uma arte. Muitos usam, poucos sabem interpretar os sinais dos inúmeros defeitos. Se antes precisava escrever ALT+167 para sair um ç ou algo assim, ou “^B” para indicar o negrito, hoje esta tudo mais fácil.

Essa nível de programação, outrora base de muita interface grafica e de programas bons tipo Corel Draw, Photoshop, foi lentamente extinto. Suponho que ainda exija resquícios dele afinal sobre cada nova plataforma de programa existe uma base codigo fonte e quando voce passa a lupa, o codigo esta la.

Passou.

Estou aqui pensando o quanto estou relutante as novas tecnologias, irrita a substituição de comandos por gestos, detesto usar dispositivo sem teclas, de fato estou velho e obsoleta.

Contudo ainda trabalho, difícil imaginar no futuro que haverá trabalho que não depende de gesto ou o simples cumprimento de tarefas.

Porque em termos práticos por trás de muitos trabalhadores de hoje percebo que no fundo a curiosidade pela aprendizagem e comando de máquina foi trocada pela experiência de uso e até mesmo de jogar.

Incontável o número de pessoas que a qualquer momento param e pegam o celular para jogar. A força que impulsiona essas pessoas é o que faz hoje o mundo girar.

Aí me recordo que naquela época, jogo em computador era uma experiência pessoal, não era coletiva. E usso muda muita coisa. A vida após a deflagração de jogos on-line nunca mais foi a mesma. Questão de segundo alguém para no trabalho para jogar e falar ou fazer tudo o que pensa, quer ou deseja.

Essa relação complexa é a evolução da nova sociedade que agora produziu máquinas pensantes. Somos hoje ditados pela tecnologia e não protagonistas da evolução dela. Nossa vida familiar e profissional é sempre norteada por alguém proximo que tem uma história de jogo ou de quem joga para contar.

Moderação… para menores de 18 anos.

Recentemente recebi a informação que um vídeo postado no YouTube em 2020 foi moderado por um anônimo, e determinou-se que não seria apropriado para menores de 18 anos.

Surpreendente que o meu canal tenha sido selecionado para ter o conteúdo analisado. Ainda estou sem entender qual seria a motivação de tal revisão anônima e quem seria o responsável por denunciar o conteúdo.

A percepção que fui objeto de denúncia é clara, afinal não sou de fazer coro para quem aí esta. Depois estou perto dos 50 anos e tenho uma tendência de falar o que penso sem censura, sem edição. E isso incomoda.

A censura sobre o conteúdo em mídia social é uma realidade e a restrição de conteúdo sem justificativa ou motivo aparente é cada vez mais comum no mundo de quem posta.

Naquele vídeo falei nada demais exceto pelo fato que previ a briga política que sucederia o combate do covid pela classe política quando havíamos atingido a marca de 12 mil mortos.

E foi lamentável!!! PEC da guerra, dinheiro correu solto para os estados, denúncia de compra de respirador superfaturado, hospital de campanha superfaturado, o povo morrendo e a culpa recaindo no Bolsonaro.

Custou vida a irresponsabilidade dos políticos.

E se dizer isso é impróprio para menores de 18 anos, uma criança de 16 anos que ja pode votar, ja moderada pela mídia social, pode ser facilmente induzida a erro, ou mantida de propósito nesse ambiente de falta de questionamento e acesso somente a informação que lhe é apropriada. E isso é censura.

Um Felipe neto jamais existiria. Muito pior falou em seus vídeos sobre a vida, costumes e adultos. A realidade eh essa, 2 anos depois o conteúdo foi restrito.

Se for menor de 18 anos peça a um maior para mostrar o vídeo, a liberdade de expressão depende disso. A palavra de ordem é resistência institucional e não falo do governo e seus governantes, e sim aos meios sociais.

Assista –> https://youtu.be/EIGe-8vY8R4

Rio social

Carioca beija todo mundo, carioca anda nu, carioca sente calor, carioca faz amor… essa banalização do ser carioca foi plantada por pessoas e fomentada por governos e governantes para torna-los caricatos e refens de si mesmos, quando não do governo, de outros… explico:

Não é de hoje que me pergunto porque muito dos motoristas do Rio de Janeiro não observam a ultrapassagem pela pista da esquerda? Porque não se respeita o recuo para embarque de passageiros em ônibus? Porque sinal aqui é um indicador e sua parada não é obrigatória? Porque a motocicleta aqui pode mais que a bicicleta?

Assim a cidade se vende para o mundo. Venha passar férias aqui, o povo é legal, tem carnaval, o clima é informa, coloca um chinelo e seja livre. E não esqueça tem o carnaval, ano novo, rock in rio, tem eventos e tem turismo.

De outro lado observo uma minoria de brasileiros, contemplanda no grupo daqueles que tem o privilégio de viajar para o exterior, fazendo vídeo para mostrar o quanto é organizado determinado lugar. Brasileiro no exterior faz fila, cumpre regra, faz tudo como manda o costume local.

Aqui tem um passe livre para tratar o povo mal.

Evidente que falta escula, falta educa̤̣o Рe muita Рpara as crian̤as terem um pouco de civilidade. De nada adianta mudar a letra da m̼sica para ṇo atirar o pau no gato se por outro lado a crian̤a ganhou tanta liberdade a ponto de mandar e cobrar dos pais desde o uso de tablet e celular para a exig̻ncia no cumprimento de suas prioridades.

E o limite de ser criança existe quando suas atitudes esbarram na falta de educação ou necessidade de instrução pelo adulto.

Como no Rio tudo é infomal, sabe la porque motorista aqui avanca sinal. Aliás chato é aquele que reclama, faixa de pedreste é meramente decorativa não existe a necessidade de utilizar a calçada.

Essas regras básicas de postura facilitam o convívio social e comunitário mundo afora menos aqui.

Vivemos um processo de involução ascentuado. Porque a prefeitura não fez a sua parte em algumas regiões da cidade, resolveu deixar de cobrar IPTU, sentença de morte a falta de urbanização. Para quem não é cobrado o importo qualquer melhoria é favor e não obrigação, ou dívida com o governo, político local e miliciano.

Derrepente percebo que a prefeitura foi Рe permanece Рuma grande fomentadora da degrada̤̣o da qualidade de vida dos moradores ao fomentar esse tipo de a̤̣o social (pela ṇo cobran̤a dos impostos) em detrimento que seja da adequa̤̣o dos mesmos ao valor que o povo possa pagar.

Se tem tarifa de luz social evidente que poderia haver a cobrança de imposto em patamar diferenciado.

A escolha por trocar a obrigação de dar saude, habitação e educação por obra na creche e na escola foi de alguns governantes, muitos hoje tem seus pupilos no governo, e tem uma geração que esta pagando caro por isso, ou pode ser que não perceba seu dom e não enxergue além do momento atual que vivemos e tem essa realidade sacramentada como verdade.

E ai de voce se virar para o lado e falar com algum desconhecido. O mundo das selfies não existe nas ruas nem no transporte, ali se olha feito em resposta a qualquer pergunta.

Sim na tv um monte de políticos cinicos prometendo felicidade, venha votar para ser feliz denovo.

Entenda, voto não traz felicidade e muitos dos que estão ai planejaram viver usando o eleitor como fonte de voto, alimentando esse sistema para se perpetuar no poder.

Que tal dar uma chance a político desconhecido e virar o jogo diluindo o curral eleitoral daqueles que ja sabem pela ausência de voto dos demais tem um numero de votos certo para entrar?

Bora tentar?

Se liga no passinho

Não é de hoje que somos permeados com a idéia que grandes problemas podem ser resolvidos por coisas simples. Não é que a solução seja complexa contudo percebo um grupo de pessoas que esta abrindo mão de refletir e empreender em prol de copiar. Porque também não faltam estímulos para dizer a geração nova que aí esta, que tudo pode e deve ser resolvido de forma rápida e prática.

O maior desafio nessa equação não é entender a sofisticação do argumento simples para resolver a equação, não. A construção da solução simples advém da absorção de uma série de complexidades, cuja base nos é passada através da educação. Aperfeiçoa-se com o tempo na sua forma continuada.

Como dizer a uma geração que não tem como norte a educação e reage na base do impulso no que a mídia social esta provendo que nada disso importa. Não é a associação de fatos e circunstancias da vida a marca que importa, ou a foto que contém alguma representação do que seria um ideal de vida, a solução para qualquer pessoa. Ainda que possa (e muitas são) ser objeto de reprodução do que na mídia esta, a cópia não contém a bagagem pessoal do aprendizado.

E tudo bem que em algumas áreas, a adoção do genérico veio para ajudar. Não fosse por estes, alguns remédios seriam muito caros até os dias de hoje. Outros específicos, como no campo dos antirretrovirais, se não fosse caro o governo sequer teria entrado. Discussões políticas a parte a cerca da motivação politica ou empresarial de quem esteve no processo de homologação, fato é que nessa área tudo pode.

Em outras não.

A guerra das marcas arregimentou um exército de pessoas que através delas vive, se veste, se identifica, e alguns tem nelas até mesmo um ideal.

O legado do uso excessivo da mídia artificial é uma vida vazia ou baseada na propaganda. Através dela muitos dos temas que são importantes ficam ofuscados. Na mídia social não existe problema de transporte, o BRT funciona e o hospital público presta bom atendimento a todos. Na mídia social pessoas são levadas a idolatrar outras simplesmente porque aparentam ter tudo e serem bem sucedidas.

Fui dizer em uma mídia social que não escuto e desprezo as músicas de uma artista que nivelou por baixo as mulheres, e a pretexto do suposto reconhecimento na verdade as vulgarizou por ideias rasas e atos obscenos, fui bombardeado.

No fim do dia o que espanta é que existe sempre uma música que acompanha esse movimento de rebaixamento da raça humana a condição de cumpridores de tarefa, para que estejam ocupados não se valorizando e que tenham sua autoestima baixa para não refletir, não cobrar, se calar ou mesmo não usar sua voz.

E isto não esta bem.

Uma visão extremista do que hoje tem vai acabar com a nossa formação. Leitura de texto vai ser atribuição de iluminati. Não haverá necessidade de aprendizagem de lingua se o celular já corrige e faz predição. Um Steve Jobs não mais existiria, afinal, não haverá necessidade de aprender caligrafia e pouco importa qual é o tipo de letra.

Da mesma forma que a religião (ou ausencia de) perfaz uma dimensão de nossa cabeça, o aprendizado e aperfeiçoamento dos estímulos através da leitura, interpretação e escrita é fundamental.

Escutar musica faz parte, dançar o passinho também, o bicho pega quando tudo se resume ou se baseia no passinho, ou quando muitos fazem os passinhos e cantam as músicas achando que as letras são mais simples do que as mensagens passadas nas músicas. E na verdade muitas músicas de hoje pregam exatamente o fim de muitas conquistas do passado.

Não adianta fechar o olho e esperar passar, é preciso pensar fora da caixa, quem tiver uma sugestão pode começar respondendo o texto deixando um comentário aqui no aplicativo do wordpress.

Nem toda mudança é para melhor

O que estou a escrever parece óbvio mais não é, ou pelo menos, não deveria ser para quem no futuro acredita e pensa através dele deveriamos deixar um legado melhor para os outros.

Hoje ja com 46 anos ou 4 para 50 ando bastante reflexivo sobre o que de bom vivi e o que de ruim não ficou para trás.

No campo do direito vivemos um retrocesso desde a reforma do código de processo civil que sinto não veio para melhorar quem em sua vida depende e confia na justiça.

O Poder Judiciário não é eficiente. Matérias como a de ontem que mostram a forma rasa através da qual algumas decisões são tomadas como a admissão de um filho socioafetivo sem sequer consultar família e amigos é a prova disso.

E nós advogados lidamos com o acessor do juiz, o responsável pelo expediente, o oficial de justiça, o tempo que se leva a conclusão e outro decorrente da publicação, as vezes, para chegar ao nada. Tudo isso com certificação iso-blah-blah-blah bons gráficos e número enorme de demanda, talvez, em justificativa ao atraso da justiça.

Nenhum relato de cidadão que deixou de ir a justiça por conta dos avanços existe. De igual forma não vejo relato de Advogados e clientes sobre como a justiça ficou mais ágil, porque não há.

Fato que a inovação na justiça não foi progresso. Depois de não conseguir fazer isso na doutrina veio a nova interpretação constitucional e doutrinária segundo o clamor da sociedade. Através dela percebo postura lamentável e vergonhosa de juiz a ministro que com base nessa nova prerrogativa opta por reinterpretar segundo os novos pleitos sociais. Ou pior, recomenda musica e livro de acordo com sua visão do que seria a sociedade justa e moderna.

Bem, no campo da política de que jamais deveriam ter entrado os magistrados são péssimos. Precisamos de mais magistrados e menos inovação, precisamos que o Poder Judiciário saia dessa estrutura pesada tipo mausoléu com obra cara para algo mais próximo da realidade do país. Afinal o judiciário, MP gastam dezenas de bilhões de reais.

Agora entendo porque modernamente estão na TV, na Rádio, internet, youtube, fazendo audiência ou desta vivendo. Explicando ou justificando, levantando bandeira e de sua função fazendo carreira. Porque o estado não pode parar.

Sobrevivi a criação do CNJ, que instado a pedido do meu cliente respondeu dizendo que a questão deveria ser tratada entre parte e magistrado. Ora?!

São avanços que não se traduziram em melhora, apesar dos empregos, apesar dos gastos.

E o exemplo de casa vai a praça. Dezenas de agências reguladoras, uma infinidade de políticas sociais, o que me leva a crer não há desenvolvimento sem geração de pobreza, o que é lamentável. E não ha na mudança de governo, qualquer que seja, evolução dado o alto grau de endividamento do Estado para com seu povo. A essa altura do campeonato não estou nem falando de dinheiro, e sim escola (com ensino) saúde e trabalho com remuneração digna para suprir casa, família e férias.

Tudo isso é coisa do passado, assim como carbono de cartão de credito, cheque ou fax. Isso não nos pertence mais.

A massificação de tudo foi a pior guerra da indústria, governo e empresários contra a população.

E no fim da linha ainda se questionam, ou fazem bandeira, governantes e ativistas da fome que resulta a proliferação de suas bandeiras.

Se antes haviam 3 segmentos de automóveis, hoje existem uns 20. Subcompacto, compacto, pequeno, medio, grande, suv, e por ai vai. Indústria tradicional diversificou seu portfólio e hoje nos fornce uma gama de modelos que não são baratos, não são acessíveis e não são de boa qualidade.

E porque seriam se no mundo atual nada se conserta tudo se troca, e assistência técnica é algo do passado?!

Para gerar mais riqueza e pobreza.

Ate quando?!

Pare, leia e reflita!

Tanta gente se acostuma a viver a vida alheia, que não olha para si mesm, não reflete nem se pergunta porque algumas vezes reclamamos, brigamos ou nos indigamos antes de agradecer pelo ato de viver.

Ainda que a vida seja um milagre, e viver um mistério inexplicável como a fé, percebo muitos não se dão conta que não é necessário sofrer, presenciar ou viver um evento extraordinário para entender a presença de Deus em nossas vidas.

Ele esta perto em todos os momentos. Nós por outro lado nem sempre estamos abertos ou atento aos sinais.

Hoje por exemplo estava na academia, num canto isolado fazendo os exercícios diários que faço ainda que extraordinariamente no sábado, batendo um papo com meu irmão, amigo e professor.

Ele basicamente ilustrou momentos de dificuldade dele, meus e de outras pessoas, e fez um link para mostrar como estive sempre perto para ajudar em questões realmente duras. E que poucos teriam a força e perseverança para aguentar sem desistir, e continuar.

Quando então parei e falei, Bruno olha ao redor, a sala cheia ficou vazia, a festa esta la fora, o pagode sumiu, estamos num box de crossfit e no alto falante agora toca agora um louvor.

Continuei e disse, perceba que ha ali uma pessoa estática olhando para o quadro enquanto toca a música que diz Jesus não desistirá nunca de voce.

Conclui dizendo voce esta vendo como ele esta perto de mim? Perto de nos? Esta vendo o que ele faz para mostrar sua presença? ele esta ali parado percebendo como reagimos a presença dele que esta sempre perto.

A música acabou ele ficou la 10 minutos sem música e ele está lá. Não eh coincidência, é a forma pela qual ele mostra e aparece e me ensina a superar desafios e viver essa vida.

Esta mais perto do que nunca.

Vivi outro milagre da fe.

E voce? Basta acreditar, ter fé, viver a sua vida sem duvidar.

Bom final de semana!

Conivente ou conveniente?!

O Brasil se tornou a nação do ti-ti-ti. Recentemente li algumas notícias sobre a interpretação do rol taxativo da ANS em julgamento no Superior Tribunal de Justiça.

E não faltou adjetivo, narrativa jocosa e crítica ao STJ por ter dificultado e muito a vida de quem precisa do seguro de saúde e muitas vezes tem o pedido de cobertura negado pela seguradora.

Ninguém falou da ANS… e do SUS? (Silêncio)

Ainda que não seja o Brasil um país que propicie o livre exercício de pensar da escola ao emprego, porque aqui o ensino publico ou particular obrigatoriamente segue um método próprio ditado pelo governo federal que compreende política essencialmente de esquerda e não permite ao trabalhador ter mais salário e menos encargos, tornou-se hábito reclamar.

Então é mais fácil bater na toga do que repensar o sistema, porque do sistema esses que reclamam vive direto ou indiretamente. Seja elegendo quem diz que vai fazer uma nova política pública, ou quem vai a pretexto do problema reformular a que ai esta, ou até mesmo quem vai lutar.

Quem vai trabalhar para repensar o estado?

Porque o Brasil se tornou o país que criminaliza quem realiza atividade mercantil?

Porque o empresário enquanto mercantilista pensa no bolso primeiro e depois enquanto consumidor pensa no seu direito primeiro.

Enfim me admiro ver tanta gente bem sucedida de expressão seguir o mote de bater na justiça enquanto seus eleitos vivem do aparelhamento do estado.

Imagina o tamanho do conflito…

Seus filhos no sistema de ensino aprenderão que ANS Foi criada em 2000 e é vinculada ao Ministério da Saúde. Tem por objetivo promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regular as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores…

Então porque papai esta com raiva?

Temos 10 agências reguladoras no que classifico ser uma herança maldita do aparelhamento do estado cujo marco inicial se deu no governo Fernando Henrique Cardoso, a saber: ANATEL, ANP, ANS, Aneel, ANVISA, ANA, ANCINE, ANTAQ, ANTT, ANAC.

Todas lotadas de técnicos públicos, orçamento grande, certamente com muitas indicações.

O cavalo de troia chegou, foi implantado derrepente muitos, sem pensar, seguiram no automático a ideia nada original de bater no tribunal. Nem o Conselho Federal e Regional de Medicina bateram.

Por trás disso vejo a manipulação da imprensa. Temos apenas dois candidatos, não mais que isso e uma série de pesquisas que servem para ajudar na eleição na medida em que o povo que esta ai sem direito no sub aglomerado e a beira dos serviços ineficientes do estado vota para ganhar, não é para perder.

E ganhar é van, onibus, asfalto, líder comunitário, política pública de massa, ainda que assim tenhamos mais estado menos economia e menos emprego.

Ate quando?!

O que esta por traz da raba

Hoje pela manhã resolvi depois do café ligar um dispositivo bluetooth no mais novo e velho aparelho de som que fica na sala. Coisa de gente velha mesmo que não se rende as caixinhas portáteis ou a nova moda de soundbar que substitui tudo.

Tudo pronto, vamos ligar e testar. Na falta de música a mão liguei o Spotify e surgiu a lista hits da internet com músicas brasileiras, a seguir:

Bota de ladinho de ladinho….

Saudade da quicada malvada…

Estampado o desejo de dar a xereca…

Senta no meu pau duro as xereca as xereca no chão…

Vou surfar nessa bunda gigante…

Mina gostosa, no beat ela encosta, rebola no pique Anitta. Escuta a batida do ela vira dançarina. Ah doida pra sentar…

Eu por baixo, tu por cima. Aquela adrenalina, voce toda possuída.…

Faz caras e bocas descendo. E depois empina. O rabetao pro pai. Ela joga e vai…

Essa lista não apareceu a toa, nem foi o Spotify responsável pela criação deste lastimável conteúdo. Em comum, todas as letras tem a vulgarização da mulher, ainda que seja através do suposto e pobre empodeiramento da genitália.

Tudo começou com uma rebolada e agora a cultura popular que representa um conjunto de saberes e valores, tradições esta contaminada pelo objeto mulher.

É a mulher poderosa, que rebola, que senta, que quica, que é louvada popularmente. Não só esta, como também aqueles que andam de glock e mandam na porra toda hoje representam a cultura da massa em larga escala fluminense.

Se esses são os elementos indispensáveis a distribuição dos direitos equânimes para melhor vivência humana através do empodeiramento da mulher na clássica definição do que é uma das vertentes do feminismo tenho profunda pena pelo dano a imagem da mulher.

Imagine so uma criança se criar em torno do louvo a sentada, da xereca, a violência e do combate como meio de sobrevivência.

E esta tudo bem, afinal é isso que a geração moderna prega.

Fato que o ser humano no passado temia basicamente duas situações que poderiam lhe trazer grande aporrinhação: as que o colocavam na cadeia, e também aquelas que o faziam pagar e perder dinheiro.

Modernamente isso não existe. A afronta a esses valores é normal. Ai de quem impedir. Pode-se escutar essas músicas qualquer hora do dia, estão à disposição para qualquer um.

Acho que a limitação de idade não resolve porque sempre há burla desses meios e, entranhadas na cultura como estão não tem jeito.

Uma grande campanha de comunicação e conscientização para início de conversa me parece ser a solução. Um movimento para botar abaixo a vulgarização das pessoas, do sexo e de suas escolhas.

Quantas antas vão resistir ao fim de seu legado? A quem interessa propagar isso de mãe para filha?

O que o governo vai fazer sobre isso?