Bad comand or file name, Obituário.

De tempos em tempos a tecnologia nos leva a crer que estamos cada vez mais seguros e não dependente de outros.

Foi assim que pensando em cortar os custos resolvi 38 anos depois hospedar os meus arquivos em um HD particular em nuvem com tecnologia de espelhamento Raid.

Parecia bom demais, e foi. Música, filme, arquivos do escritório, pessoais, compilei tudo o que tinha coletado ao longo de uma vida e finalmente organizei lá.

Foi o grande projeto pessoal e profissional que fiz ao longo da pandemia.

Só não estava preparado para um defeito simultâneo em 2 HDs que levariam ao colapso a indexação do sistema e a perda de todos os arquivos.

Bem perdi tudo. Estou de luto. Não sei ainda como seguir adiante depois que toda memória digital de uma vida foi perdida.

Disse um grande amigo que nada esta perdido, pois tudo esta na minha cabeça. Outra amiga disse que se ligar para a nuvem onde tinha os arquivos eles recuperam, uma vez na nuvem, esta no mundo.

Fato que minha história digital e portanto o futuro obituário digital se perdeu.

Rapido demais.

Minha vida não é a mesma estou ainda meio perdido, para compensar fiz um brownie e to imaginando como será o amanhã com zero de arquivos para trabalhar.

E como não poderia deixar de ser, apesar da dor avisei aos clientes. surpreendentemente depois de muitos anos de trabalho todos disseram que vão providenciar um técnico para tentar restaurar.

Essa é a dimensão da minha vida digital, imensa.

Meus pais também disseram que tem foto de família para me ajudar a recompor o acervo. Perdi arquivos deles, todas as aulas, tese e trabalhos do meu pai que datilografei e ajudei desde os 9 anos de idade.

Doi demais. Vai passar, tudo passa. E o que não mata, engorda.

Tempos modernos!

Hoje a tarde, sai da casa de meus pais na Barra, e voltei por Botafogo. A ideia era passar no mercado para comprar alguns itens do café da manhã.

Desde que o preço da comida e da luz disparou, decidi comprar menos, apenas o essencial. Além de manter a geladeira vazia e menos fria, consigo acompanhar o preço da comida no mercado e tomar decisões mais dinâmicas sobre o que comer e quanto gastar.

Sempre que passo em Botafogo e Humaita não consigo deixar de refletir sobre como o bairro mudou ao longo dos anos. Quando nasci os muitos casarões já não mais cumpriam a finalidade de residência.

Tivemos na dita evolução da cidade um processo urbanístico que lamentavelmente privilegiou o capital em detrimento da história. O resultado prático, além da descaracterização da cidade e falta de identidade, foi o adensamento e desordem urbana.

Esse fenômeno de mudar para ganhar, porque o que ai esta é chato ou por demais conhecido, depois da cobiça a vida alheia, tem sido muito presente, e ditado a vida de muita gente.

Na arquitetura descaracterizou bairros, cidades, levantou muros e apagou história, do tipo que se demora anos para escrever senão séculos. Tudo em prol da modernidade, do novo sobre o antigo. Hoje ve-se que o novo não necessariamente é melhor.

Na literatura provocou adaptações de obras literárias consagradas, e que refletiam na linguagem um retrato de época.

Na creche e escola, partindo do pressuposto que a nova geração é incapaz de refletir e entender o passado, decidiu-se alterar algumas das muitas cantigas. Tudo isso para ser politicamente correto.

Nem o Rio que é a cidade do carnaval conseguiu escapar dessa. Ha muito tempo não escuto as marchinhas de carnaval que ouvia na década de 80 talvez porque são proibidas ou ninguém as entenda.

A decepção mais recente foi com a recente história acerca da bissexualidade do Super Homem. Que ridículo, tosco e vazio.

Este personagem, nascido na decada de 30 é um velho conhecido de todos nós. Não conheço ninguém que em algum momento não tenha visto ainda que criança ou ovido falar dele.

O legado deixado por este e muitos dos personagens que vivemos à época da adolescência é enorme. Todos são lembrados por seus feitos e características que os identificam, como roupa e nome por exemplo, e a missão que os define.

Esses atributos históricos são para os super heróis parte indelével de sua historia, assim como seu destino. Ainda que sua existência tenha se limitado a dimensão da ficção, para todos existe um início, meio e fim.

Estender, adaptar e mudar a história dos super-heróis do passado é o mesmo que descaracterizar a nossa história. Alguém consegue imaginar uma neta da vovó anastacia bissexual?

De igual forma inconcebível essa história do super homem. Por outro lado esse puxadinho na história revela o vazio criativo que há nos dias de hoje. Impressionante que com tanta tecnologia e facilidade para criar ninguém tenha conseguido criar um personagem novo e original gay.

Porque não?

Segunda feira passada, em uma das muitas escalas e voos que fiz a trabalho, em autoanálise refleti como é bom poder viver a vida sem medo. Estar vivo para escrever a minha opinião e ponto de vista é um privilégio, ainda que não seja igual a sua. E não concordar em tudo esta ok.

Se hoje trabalho, moro e vivo minha vida com o meu companheiro, e se isso, se essa liberdade e desafio no passado é digna de ser retratada em uma das muitas características de super herói, que seja um original. Que realmente faça sentido.

Não merecemos como super herói uma adaptação sobre o que já existe. Na falta de sugestão indico o capitão gay do jo soares ou ate mesmo o Rage do Queer as Folk.

Qualquer um menos este. Engraçado quando pequeno me perguntavam se eu havia assistido o filme a trança do careca? Maremoto no saara? Disse que não, com convicção. Jamais pensei viver a volta dos que não foram.

Tempos modernos. Aghr!!!

O que sei (e penso) sobre o Facebook, Instagram, Twitter e Midia Social.

Olhando para trás, quando estas ferramentas foram criadas não imaginei que teriam impacto tão grande na vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo como tem hoje em dia. Me espantei ao ler que teve gente que não conseguiu entrar em prédio, abrir sala de reunião e ate logar e trabalhar em sistema pelo defeito na plataforma.

Todas estão no centro da controvérsia em torno das fake news, o que me leva a crer que o impulsionamento as notícias que geram desconforto, ódio, caos e polêmica é um dos pivôs da rede.

Todas as redes são geridas por algoritmos que não são transparentes. Não temos conhecimento sobre eles, e para quem estamos em última análise servindo quando utilizamos a plataforma.

Isto é perigoso, considerando que através desses aplicativos muitos usuários expõe seus sentimentos, se relacionam uns com outros e vivem de links viabilizados através das plataformas.

Todas as ferramentas lucram com seus sistemas, não são diferentes da empresa tradicional, tem o lucro em primeiro lugar, e usam a tecnologia para receber rapidamente e com eficiência o seu dinheiro.

Todas as mensagens que recebi em repercussão ao texto anterior em que perguntei o que faziam enquando a mídia social estava fora do ar foram de alívio, desimportância e tranquilidade. Felizmente.

Todas as plataformas em algum momento foram impulsionadas por outras empresas de tecnologia. Me recordo que uma das versões do iPhone possuia na configuração um link direto com a midia social, e a partir dela, todos os contatos, agenda, aniversário eram integrados. Comportamento semelhante a empresa fez em seus computadores, sugerindo até mesmo na sua barra de favoritos link para as empresas. Tempo depois muitos se perguntam como o Facebook, Amazon, expedia e por ai vai ficaram tão grande… poucos se dão conta do quanto fomos codificados para aceitar no dia-dia como se parte de nós e da nossa rotina fizesse. Ainda que não tenha nenhuma destas como favorita, nenhuma é estranha. Não é novidade, foi proposital.

Olhando para traz me recordo que ingressei no Facebook quando estava procurando matricular num curso de extensão no exterior. As instituições e seus usuários estavam presentes.

Hoje essa realidade de adesão não existe. As redes sociais de hoje tem comportamento muito diferente daquele experimentado em sua criação.

Não raras vezes me vejo no aplicativo e percebo que as informações ali são mais do mesmo. Não consigo viver a base de notícias e conteúdo sugerido. É monótono, também bizarro que capta nossa conversa e sugere midia baseado no que falamos.

Com a expectativa de viver a implementação do 5G tecnologia que permitirá a comunicação autônoma de equipamentos e tomada de decisão, a midia social é uma bomba.

Inimaginável que por trás disso existe um mundo de pessoas que se empregaram e vivem da monetização de conteúdo. Ainda que não seja fácil (e não é) viver de conteúdo significa entender e viver de engajamento. Nessa realidade a rede social alimenta-se e promove conteúdo recente. De quem? Primeiramente de quem é popular, posteriormente de quem paga mesmo. Qual tipo de conteúdo? Todo e qualquer conteúdo. Se isto não fosse verdade não seriam o pivo de escândalos em todo o mundo. De quem? Dos usuários que se expõe seja na busca de relacionamento ou no tipo de conteúdo. Qual o tamanho deles? Bilhões de pessoas, maior do que qualquer pais e governo.

Meu Deus!!!!

Se na década de 90 o maior vilão da humanidade foi a indústria de cigarro e seus efeitos nocivos perante as pessoas, hoje o protagonista desta história são as redes sociais.

Perdemos a luta contra a indústria do tabaco, apesar da taxação e das políticas públicas de exclusão. Também perdemos a luta contra as drogas. Dificil engolir notícia de utilização medicial como alvará a liberação.

A história mostra que a adesão ao vício se sobrepõe a cura. A única porta de saida é evitar o ingresso de novas pessoas na base da pirâmide.

Enquanto nela, em resposta a hipocrisia da memória curta e conveniente de muitos digo o que penso, não para promover engajamento e sim pensamento em torno de uma cultura que precisa mudar.

Esta dando certo, o tik tok por exemplo que vive da exposição ao ridículo de pessoas não entrei, não vejo. AMEM!

Finalmente!!! As redes sociais precisam mudar. A forma que estão esgotam quem vive delas como ganha pão e quem as utiliza para viver sem opção. Nos que estamos nela para uma opinião e impressão acabamos ficando contra tudo e todos porque estamos cansados de ler desinformação. E tudo termina na polarização. Injustos, porém verdade.

Onde voce estava quando o WhatsApp parou e o mundo recomeçou!

17 anos depois da criação de uma ferramenta educacional que se tornou no principal meio de engajamento social mundo a fora o Facebook sai do ar.

Oh my god! O que esta acontecendo? Acorda Mark e vai trabalhar. Conserta ai esse sistema, bote o fio no lugar para todo mundo recomeçar pensam muitos.

Eu não.

A vida sem o WhatsApp é possível. Basta se adaptar. Ficou um pouco corrida e distanciou problemas, processos e pessoas.

Ficou normal. Preciso viajar a trabalho, isto não vai mudar. Apenas tenho tido mais tempo para pensar. E também encontrar pessoalmente muita gente que diz oi no WhatsApp por dizer e sequer cogita encontrar.

Bora viver!

O milagre está aí para quem acredita!

Todos os dias nos deparamos com situações que nos fazem refletir ao pensar no que seria a solução. E não é incomum escutar expressões do tipo “só Deus” ou “vai precisar de um milagre” por terceiros. Isto quando não é proferida por nós mesmos.

Eu particularmente vivi alguns. Da presença de Deus e sua misericórdia, até a cura de obstrução coronariana que tive, sem explicação.

De tudo o que vivi, notei que Deus tem enviado mensagens na operação dos milagres. Estas nem sempre fora compreendidas ao tempo dos acontecimentos.

A inabalável fé tem me dado força para seguir nos mais diversos desafios. Nenhum é fácil. Todos são desconfortáveis. São muitas as tentações para me tirar do caminho. Com fe, todos fracassaram.

Mesmo assim temos nossas recaídas. Esse mês não foi diferente.

Este mês, enquanto muitos aguardavam com fervor as manifestações do dia 07 de setembro em que escrevi que seriam essencialmente em favor da liberdade, igualdade e prosperidade, fui surpreendido com uma notícia difícil no dia 04, sábado a noite por volta das 20 horas quando chegava em búzios para descansar.

Meu médico telefonou para informar que havia uma alteração no exame de sangue, nas proteínas do figado que estavam elevadas. Quando soube que estava em Búzios, afirmou que embora fosse difícil, melhor seria parar imediatamente de beber e retornar ao Rio para repetir o exame o quanto antes.

Para a surpresa dele eu não estava bebendo, havia acabado de chegar e independente disso tenho até bebido menos, quase nada, se muito uma vez por mes e olhe lá.

A esta altura do campeonato ficar em búzios sabendo que teria que retornar o quanto antes para novos exames seria muito difícil. Não fosse pela presença do Bruno meu irmão e a Denya confesso teria ja retornado na mesma madrugada.

Curti o quanto pude, Paulo me distraiu e consegui passar o dia sem muito me preocupar.

No dia seguinte retornei ao Rio repetir o exame. não sabia o que esperar. A resposta superou todas as minhas expectativas, para o pior.

A inflamação havia aumentado pelo que acusava o TGO e TGP. Um deles subiu de 40 havia para 800. O segundo de 20 para 300.

Exceto por uma sensação de cansaço bem notada pelo Paulo, não sentia dor nem sabia o que fazer. Ao final da semana, repeti os exames e me assutei. Os índices haviam subido denovo, um para 1.000 e outro para 320.

Quando então meu médico sugeriu chamar um hepatologista para me acompanhar dado o fato que a situação estava evoluindo para pior.

Foi quando então me lembrei da querida amiga e médica Juliana Barrocas. Alem de competente, ela bem me conhece, e isto é bom porque agilizou a anamnese de paciente que recebeu no bonde andando.

Ampliei o número de marcadores nos exames e o susto foi maior. Os índices se elevaram para 1400 e o segundo manteve-se estável. A essa altura já havia por indicação médica suspendido os exercícios, a dieta, os remédios e o trabalho. Sim, ela pediu para eu ficar em casa, só não estava internado porque estava sem dor.

Nova semana, novos exames e novo aumento dos índices, chegaram ao valor de 1690 subindo, enquanto o segundo havia apresentado ligeira queda. A essa altura do campeonato, com a perspectiva de superar a barreira de 2.000 comecei a me preparar para o que poderia ocorrer nessa alta.

Revirado do avesso e sem diagnóstico fechado de hepatite e qualquer outra causa, tive que fazer uma tomografia, porque no final das contas seria indispensável a realização de uma biópsia.

Em casa, sem trabalho, sem exercício, sem remédio e sem dieta, minha vida virou do avesso. Nada facil. Porém o destino estava por mudar.

No último exame estava bem chateado. A essa altura a Amil passou a exigir múltiplas senhas para autorizar os exames de sangue. O que deveria ser fácil se tornou um percalço. Lembro bem da última vez que fui ao laboratório fiquei bem 45 minutos assinando requerimentos e pedindo liberações.

Nenhuma vontade de estar ali, nenhum conforto em repetir tantos exames de sangue.

Quanto então, exausto, sentei ao banco incrédulo e ouvi da pessoa que estava ali me aguardando para tirar o sangue “filho o que aconteceu com a sua fé?”, afirmei “segue inabalável” quando então ela respondeu “então está resolvido, vai para casa descansar”.

Esta não é a primeira vez que ele me manda esse recado. De fato havia me afastado das orações em meio ao trabalho que combato tanta injustiça.

Nem ela foi a primeira portadora desta solução, recebi de um conhecido por WhatsApp a informação que sou importante demais para ir tão cedo. No domingo anterior ele me escreveu e pediu para melhorar o humor, disse que a tristeza atrapalha.

Ontem recebi a informação que tive uma melhora súbita e inexplicável. Ainda que para a médica isto não seja incomum, concordo com ela no ponto que para quem cre em Deus, receber benção, testemunhar a gloria e a operação de milagre de fato é normal.

E isto aconteceu denovo.

Aqui estou em franca melhora. Ainda que Deus tenha criado a ciência e esta não tenha competência para explicá-lo, eu acredito que a fe basta, capacita as pessoas.

Estou animado pelo exame que farei amanhã e aguardo dos médicos a informação de cura ainda que sem explicação. Não vai ser a primeira nem a última vez que isto acontece na minha vida.

Graças a Deus!!!!

E a mensagem que recebi na última interseção vigorosa dele em minha vida foi “quando a gente perde a gente ganha”. Verdade. Com ele só ganhei. A mensagem deste recente episódio esta sendo processada, e quando fizer sentido vai ser explicada em outro texto.

O milagre anterior veio no link

https://pedrolvaz.com/2019/01/11/2019-um-ano-milagroso/

O que a ciência faz porém não diz… será esse efeito colateral da Astra Zeneca?!

Bom dia a todos.

Essas duas últimas semanas tem sido desafiadoras.

Diminui trabalho, parei remédio, estou fazendo tudo ao meu alcance. Fígado reclama.

Fui posto do avesso, piores problemas afastados, resta aguardar e na pior das hipóteses biopsiar.

Meu pai sempre ponderado diz que talvez a astra zeneca seja a causadora disso. Foi a única coisa que ocorreu mes passado e ate la sempre estive bem acompanhado por todos.

Fica aqui um alerta no bom sentido!

Estou seguro da vacina que tomei e não viveria sem ela contudo nem tudo é perfeito. Fiz o exame de checkup automaticamente, assintomático, e se não fosse pela coincidência não teria sabido. Ainda que não tenha o hábito de beber e me esbaldar na rua imagino, se esse for o caso, o número de pessoas que podem estar em semelhante situação?

Eventualmente farei uma biópsia para averiguar.

Para a Juliana, minha irmã e hepato, faço um agradecimento especial, nunca pensei falar tanto com ela por esse motivo, aliás faço tanto pelas pessoas e digo tão pouco nao que ate receber é difícil.

Estou com deus, em fe, procurando aprender e melhorar nesse momento. Estar no carona e ver o mundo andar tem sido surpreendente e revelador, como aliás é o ciclo da vida.

Consegui importante vitória semana passada, recebi visitas inesperadas e votos de melhoras de pessoas que tenho contato, falto de tudo porém nada da minha pessoa.

Bjs e bom final de semana.

Povo contra povo, legado da política atual, dos movimentos e do marketing diário.

Diversos são os gatilhos de manipulação da sociedade. A tecnologia tornou a propagação do caos mais fácil e a narrativa de notícias acaba colocando pessoas contra pessoas.

Nesse particular ouço com frequência no passado era melhor, ou menos pior. Me pergunto de onde vem tal percepção.

Afinal de contas no passado o mundo enfrentou grandes guerras que consumiram muito dinheiro e milhares de vidas. Movimentos supremacistas aniquilaram pessoas, pretos, judeus e expropriaram fortunas.

Voltando ao Brasil, este demorou um bom tempo para sair da ditadura, e quando saiu, certamente foi pela luta e desejo de uma geração para criar um ambiente de liberdade, estabilidade e prosperidade.

Se antes dependíamos do bloco de notas, gravador, telefone para levar a informação e a mídia impressa era basicamente de carta, telegrama, telex/telefax, hoje com a internet a transmissão da notícia é organica e instantânea, tipo café solúvel.

Não a toa esta desacreditada. E a situação tende a piorar, posto que com a evolução da tecnologia para o 5g nossos dispositivos que hoje sugerem vão decidir e nos caracterizar.

A sensação de livre arbítrio que hoje se tem é resquício do passado. Para ser livre num mundo enviezado é preciso se esforçar e entender que nem todo mundo que incita respeita, e que opina não necessariamente milita.

A militância não é novidade, não é de hoje. Se organiza de diversas formas. Esta presente em todas as classes sociais. A militância do passado transmitia-se como virus por ideologia. Depois organizou-se em movimentos. Agora anda pela incitação de uns contra outros, pela falsa ideia do quem cala consente, que precisamos nos manifestar para não ser julgado pelo que não militamos. E se acham no direito em defesa de sua militância e ideologia, de instigar, confundir, acusar, opinar e ate exigir.

Para estes uma péssima notícia: a democracia esta aí apesar de voces. Se uma coisa o Brasil mostra ao mundo é que sua democracia é tão segura e estável como qualquer outra… e que nosso processo eleitoral está no mesmo rumo daquele que já conhecemos nos Estados Unidos.

Agressivo, marqueteiro, surreal e sem fim.

Bom domingo!

Justiça tardia é injustiça qualificada

Se tornou comum ver notícia com crítica ao Poder Judiciário. Tanto de suas decisões esdrúxulas, quanto do seu modo de operação, complexo, pesado, arrastado, obscuro e não transparente para o cidadão comum.

Ando de certa forma perplexo com a qualidade ruim de decisões que no meu entender são proferidas por aquele Poder. Estas não servirão de base jurisprudencial para qualquer ação relevante no futuro.

Para quem viveu a edição do código de defesa do consumidor, a implementação da tutela antecipada e reforma do código civil, jamais poderia imaginar a repercussão da atualização tão medíocre do código de processo civil.

O Brasil se tornou no país de lei que pega e que não pega. Surreal, pena que é verdade. O Poder Judiciário abarrotado de metas e funcionários funciona hoje na base da pirâmide invertida.

Poucos juizes, muito trabalho, alta concentração de processamento dos autos em técnicos. Tudo certo, justificado, concentrado. A intimidade pela qual serventuários hoje leem as ações, classificam as hipóteses e lançam decisões autenticadas pelo magistrado é terreno fértil para proliferação de casuística, e questionável.

Operar o direito nesse caos ficou extremamente caro, complexo e difícil. Na falta de estudiosos de Lei, muito passou a se resumir na jurisprudência. Contudo nosso sistema é legal, não somos regidos pelo costume muito muito menos pelo clamor das ruas.

Assim como o político é retrato de seus eleitores, os magistrados ainda que concursados refletem a interação com seus pares (agentes públicos) e/ou advogados. Num país que não entrega justiça na eficiência e profeciencia esperada, que atualiza lei, cujo prazo e rito sequer é cumprido pelos magistrados na temporalidade que é imposta aos advogados, o resultado prático foi a proliferação inimaginável de cursos.

Cursos e concursos, palestras e simpósio, a capacitação de alguns dos escritórios de advocacia veio a jato. Não é de se estranhar que muitas das tradicionais bancas tenham em seus quadros filhos, netos, sobrinhos, enteados de magistrados, fora aqueles que se enquadram na velha e atual afirmativa de meu tio “fulano é tão meu amigo que posso chamar de meu parente” advogando no escritório. O ingresso dos aposentados também não é uma mera coincidência.

É um sistema ineficiente que não se aperfeiçoa, e tem nos advogados o motor propulsor de situações como a da foto abaixo.

Trecho da matéria no Uol da reportagem do Dossiê Abin com Renan Calheiros

A situação acima não é novidade para os advogados que militam na justiça. Não raras vezes juízes substitutos reformam decisões em situações questionaveis por impulso e despacho de advogados.

Em determinado processo cheguei ao cúmulo de testemunhar a reforma de decisão por terceiro juiz que não é nem substituto nem o titular, contrário as decisões proferidas até então naquele tribunal.

A insegurança jurídica desse modo de operar é imensa, tão nociva quanto as decisões telegraficas e de constrição patrimonial da justiça do trabalho.

O legislador pouco agiu em favor da livre iniciativa. Ainda que anos após a desastrosa reforma trabalhista e após a MP da liberdade econômica, a proliferação de vídeo no YouTube através do qual alguns juízes ensinam a operar a teimosia é uma vergonha. Teimosinha para eles, raspadinha as empresas, que suportam o onus de operar em um país que nada é certo, seguro e previsível. Nem a economia é estavel.

A cada novo governo que se perpetua pelo processo de reeleição, e não estou aqui tendente a enumerar lados e partidos, todos eles flertam e se rendem a revisão de marco regulatório. piada de mal gosto, um desastre aéreo. Não temos maturidade para sequer esperar a maturação de lei quanto mais discutir rediscutir implementar e mudar marco regulatório.

Evidente que a falta de estudiosos de lei e de vivência no direito favorece essa prática. É uma forma prática de normatizar e tentar operar por reforma o que em seu resultado prático não funciona.

Nesse contexto esta claro a razão pela qual o povo hoje sabe o nome de muitos magistrados e foi a rua na conclamada reforma política do tribunal. Ainda que não seja possível sob o ponto de vista constitucional, ou que o eco das distorções e danos causados a pessoas por aqueles confiados a operar a justiça tenha estimulado o povo a contestar a atividade jurisdicional por medo.

Medo de não ter a liberdade de criticar. De viver o estreito entendimento de lei com base na opinião particular por alguns dos magistrados que se dizem atualizados e pautados no clamor das ruas e no que entendem por justo. Medo daqueles que em nome da Lei, na falta de um legislativo eficiente, mudem a interpretação de lei para normatizar e enjusticar.

Essa liberdade esta em risco. A democracia não. Nem vejo como anti democrático essa constatação. É o retrato da realidade que vivemos do caos empenhado por um poder que é impulsionado obrigatoriamente por advogado. Exceto quando de ofício exercido e operado por magistrado. Ainda que isso nos deixe perplexos. Ainda que não seja popular, esse é o retrato.

Voltando ao título deste artigo, ainda que não tenha perdido a fé na justiça, ainda que esteja farto de ler no jornal que alguns magistrados encurtam caminhos julgando processo de trás para frente através de íntima relação órgãos publicos na utilização de dado sigiloso, ou de advogado para injustamente combinar acordo. Ainda que eu seja nesse mundo jurídico ninguém, e que até o dia de hoje vejo juiz que não recebe advogado. Ainda que pleitear o direito, o obvio para determinados cartórios seja chato, demorado e desagradável, eu não perdi a fé na justiça.

Porém reconheço que esse sistema ai altamente concentrado, quando erra causa prejuízo enorme a parte, e quando demora não faz justiça, não repara nada nem ameniza a dor daqueles que por anos esperavam o obvio.

Encontrar profissionais e escritórios de advocacia aptos a entender e fazer essa interferência jurídica na vida do cliente é uma arte, tão importante quanto fazer a interface e gestão do caos segundo o qual se originou a situação que exigiu a contratação do advogado.

Viver disso não é facil. Toma tempo, custa caro, exige compromisso, dedicação exclusiva e consome saude no resultado.

Não aprendi a viver diferente. Aceito critica, elogios e sugestões.

Porque não confio em revista de automóvel.

Desde pequeno leio revista de carro. Lembro-me a época que elas continham muito texto, alguns gráficos e poucas fotos. O conteúdo era rico em detalhes, e a extensão do teste grande.

Com o passar dos anos, em razão da evolução dos veículos, os testes mudaram. Se de um lado a tecnologia nos auxiliou a obter informações mais precisas de consumo e velocidade, a cooptação por todas de marketing deixa a desejar.

E pensando bem, talvez a simplificação ocorra pela falta de pessoas aptas a avaliar, situação que exige conhecimento e vivencia. Avaliar um produto exige isso, e liturgia.

Isso que percebi ao fazer uma viagem que rotineiramente faço de carro do Rio para São Paulo.

Parti cedo, animado, com a perspectiva de ter uma viagem tranquila, segura e agradável. No entanto, logo após os primeiros kilometros roados logo entendi que a viagem não seria nada fácil.

Inconcebível no dia de hoje uma marca renomada vender um carro que exige constante correção na estrada após ultrapassagem, seja de carro, pior com o onibus e caminhão.

Apesar da propaganda, da roda grande, percebi que nem mesmo a tecnologia foi suficiente para manter o carro na estrada em linha reta nas ultrapassagens.

Superado essa dificuldade veio outra em seguida. Aparentemente o velocímetro não registra a velocidade do veículo considerando a roda de tração, e sim a potência. O resultado prático disso foi uma espantosa imprecisão que aumenta progressivamente com o embalo do veículo. Em baixas velocidades a diferença foi de 5km o que acho tolerável. Porém 120 km/h de velocidade real implicava 135 no velocímetro, diferença muito grande, imperdoável. Notei que a sensação de velocidade uma vez corrigida a distorção e muito maior do que em outros carros, o que me leva a crer que o consumidor padrão dirige o carro sem saber da real velocidade. Este veículo torna-se arisco, passa uma sensação de insegurança quando de fato esta andando na velocidade real que supostamente esta marcando.

Também não consegui me adaptar ao câmbio cvt que apesar das 8 marchas, entra no modo ECO automaticamente. Não da para desligar, ele sempre força a ultima marcha no menor giro. Isto num sedan fraco não é possivel. No trecho da estrada sinuoso e com aclive foi difícil. Perdi velocidade rapidamente, foi necessário certa pressão no acelerador para aumentar o giro de forma a compensar rapidamente essa perda. Com o aumento do giro parece que o câmbio privilegia uma faixa barulhenta, inconveniente para manter-se em velocidade ou sair da inércia. Resultado pratico dessa zona foi um carro cujo consumo é pior na estrada do que na cidade.

Bem nem tudo foi ruim, o plastico duro, o aco escovado fake, o banco duro, todos os barulhos na carroceria que existem por evidente falta de isolamento acustico não foram ofuscados pelo ar condicionado, excepcional. Herói unico num ambiente que nem o rádio salvou. Apesar de antigo e contar com um cd player, que muito me animou, tem na qualidade do som agudos sibilantes e graves. Não existe no som apesar da integração com o celular blah blah blah qualidade.

Pois é, depois da viagem fiquei com muitas dúvidas, não entendo como o Toyota Corolla caiu no gosto das pessoas, porque é tão caro, tão sem sal, tão ruim e inacreditavelmente mal acabado, inseguro de dirigir.

Voltando as revistas, a avaliação de todas enfatiza a segurança, durabilidade, qualidade, multimídia e gosto do consumidor. Ja o carro, é outra história. E a revista, de opinião tornou-se uma peça publicitária.

Para as revistas vale tudo. Compara-se pera com banana como se igual fossem, e de pensar que tem gente que não percebeu e pagam por esse absurdo comprando revista ate hoje.