O que a ci√™ncia faz por√©m n√£o diz‚Ķ ser√° esse efeito colateral da Astra Zeneca?!

Bom dia a todos.

Essas duas √ļltimas semanas tem sido desafiadoras.

Diminui trabalho, parei remédio, estou fazendo tudo ao meu alcance. Fígado reclama.

Fui posto do avesso, piores problemas afastados, resta aguardar e na pior das hipóteses biopsiar.

Meu pai sempre ponderado diz que talvez a astra zeneca seja a causadora disso. Foi a √ļnica coisa que ocorreu mes passado e ate la sempre estive bem acompanhado por todos.

Fica aqui um alerta no bom sentido!

Estou seguro da vacina que tomei e n√£o viveria sem ela contudo nem tudo √© perfeito. Fiz o exame de checkup automaticamente, assintom√°tico, e se n√£o fosse pela coincid√™ncia n√£o teria sabido. Ainda que n√£o tenha o h√°bito de beber e me esbaldar na rua imagino, se esse for o caso, o n√ļmero de pessoas que podem estar em semelhante situa√ß√£o?

Eventualmente farei uma biópsia para averiguar.

Para a Juliana, minha irmã e hepato, faço um agradecimento especial, nunca pensei falar tanto com ela por esse motivo, aliás faço tanto pelas pessoas e digo tão pouco nao que ate receber é difícil.

Estou com deus, em fe, procurando aprender e melhorar nesse momento. Estar no carona e ver o mundo andar tem sido surpreendente e revelador, como aliás é o ciclo da vida.

Consegui importante vitória semana passada, recebi visitas inesperadas e votos de melhoras de pessoas que tenho contato, falto de tudo porém nada da minha pessoa.

Bjs e bom final de semana.

Povo contra povo, legado da pol√≠tica atual, dos movimentos e do marketing di√°rio.

Diversos são os gatilhos de manipulação da sociedade. A tecnologia tornou a propagação do caos mais fácil e a narrativa de notícias acaba colocando pessoas contra pessoas.

Nesse particular ouço com frequência no passado era melhor, ou menos pior. Me pergunto de onde vem tal percepção.

Afinal de contas no passado o mundo enfrentou grandes guerras que consumiram muito dinheiro e milhares de vidas. Movimentos supremacistas aniquilaram pessoas, pretos, judeus e expropriaram fortunas.

Voltando ao Brasil, este demorou um bom tempo para sair da ditadura, e quando saiu, certamente foi pela luta e desejo de uma geração para criar um ambiente de liberdade, estabilidade e prosperidade.

Se antes depend√≠amos do bloco de notas, gravador, telefone para levar a informa√ß√£o e a m√≠dia impressa era basicamente de carta, telegrama, telex/telefax, hoje com a internet a transmiss√£o da not√≠cia √© organica e instant√Ęnea, tipo caf√© sol√ļvel.

Não a toa esta desacreditada. E a situação tende a piorar, posto que com a evolução da tecnologia para o 5g nossos dispositivos que hoje sugerem vão decidir e nos caracterizar.

A sensação de livre arbítrio que hoje se tem é resquício do passado. Para ser livre num mundo enviezado é preciso se esforçar e entender que nem todo mundo que incita respeita, e que opina não necessariamente milita.

A milit√Ęncia n√£o √© novidade, n√£o √© de hoje. Se organiza de diversas formas. Esta presente em todas as classes sociais. A milit√Ęncia do passado transmitia-se como virus por ideologia. Depois organizou-se em movimentos. Agora anda pela incita√ß√£o de uns contra outros, pela falsa ideia do quem cala consente, que precisamos nos manifestar para n√£o ser julgado pelo que n√£o militamos. E se acham no direito em defesa de sua milit√Ęncia e ideologia, de instigar, confundir, acusar, opinar e ate exigir.

Para estes uma péssima notícia: a democracia esta aí apesar de voces. Se uma coisa o Brasil mostra ao mundo é que sua democracia é tão segura e estável como qualquer outra… e que nosso processo eleitoral está no mesmo rumo daquele que já conhecemos nos Estados Unidos.

Agressivo, marqueteiro, surreal e sem fim.

Bom domingo!

Justi√ßa tardia √© injusti√ßa qualificada

Se tornou comum ver not√≠cia com cr√≠tica ao Poder Judici√°rio. Tanto de suas decis√Ķes esdr√ļxulas, quanto do seu modo de opera√ß√£o, complexo, pesado, arrastado, obscuro e n√£o transparente para o cidad√£o comum.

Ando de certa forma perplexo com a qualidade ruim de decis√Ķes que no meu entender s√£o proferidas por aquele Poder. Estas n√£o servir√£o de base jurisprudencial para qualquer a√ß√£o relevante no futuro.

Para quem viveu a edição do código de defesa do consumidor, a implementação da tutela antecipada e reforma do código civil, jamais poderia imaginar a repercussão da atualização tão medíocre do código de processo civil.

O Brasil se tornou no pa√≠s de lei que pega e que n√£o pega. Surreal, pena que √© verdade. O Poder Judici√°rio abarrotado de metas e funcion√°rios funciona hoje na base da pir√Ęmide invertida.

Poucos juizes, muito trabalho, alta concentra√ß√£o de processamento dos autos em t√©cnicos. Tudo certo, justificado, concentrado. A intimidade pela qual serventu√°rios hoje leem as a√ß√Ķes, classificam as hip√≥teses e lan√ßam decis√Ķes autenticadas pelo magistrado √© terreno f√©rtil para prolifera√ß√£o de casu√≠stica, e question√°vel.

Operar o direito nesse caos ficou extremamente caro, complexo e difícil. Na falta de estudiosos de Lei, muito passou a se resumir na jurisprudência. Contudo nosso sistema é legal, não somos regidos pelo costume muito muito menos pelo clamor das ruas.

Assim como o pol√≠tico √© retrato de seus eleitores, os magistrados ainda que concursados refletem a intera√ß√£o com seus pares (agentes p√ļblicos) e/ou advogados. Num pa√≠s que n√£o entrega justi√ßa na efici√™ncia e profeciencia esperada, que atualiza lei, cujo prazo e rito sequer √© cumprido pelos magistrados na temporalidade que √© imposta aos advogados, o resultado pr√°tico foi a prolifera√ß√£o inimagin√°vel de cursos.

Cursos e concursos, palestras e simp√≥sio, a capacita√ß√£o de alguns dos escrit√≥rios de advocacia veio a jato. N√£o √© de se estranhar que muitas das tradicionais bancas tenham em seus quadros filhos, netos, sobrinhos, enteados de magistrados, fora aqueles que se enquadram na velha e atual afirmativa de meu tio ‚Äúfulano √© t√£o meu amigo que posso chamar de meu parente‚ÄĚ advogando no escrit√≥rio. O ingresso dos aposentados tamb√©m n√£o √© uma mera coincid√™ncia.

√Č um sistema ineficiente que n√£o se aperfei√ßoa, e tem nos advogados o motor propulsor de situa√ß√Ķes como a da foto abaixo.

Trecho da matéria no Uol da reportagem do Dossiê Abin com Renan Calheiros

A situa√ß√£o acima n√£o √© novidade para os advogados que militam na justi√ßa. N√£o raras vezes ju√≠zes substitutos reformam decis√Ķes em situa√ß√Ķes questionaveis por impulso e despacho de advogados.

Em determinado processo cheguei ao c√ļmulo de testemunhar a reforma de decis√£o por terceiro juiz que n√£o √© nem substituto nem o titular, contr√°rio as decis√Ķes proferidas at√© ent√£o naquele tribunal.

A inseguran√ßa jur√≠dica desse modo de operar √© imensa, t√£o nociva quanto as decis√Ķes telegraficas e de constri√ß√£o patrimonial da justi√ßa do trabalho.

O legislador pouco agiu em favor da livre iniciativa. Ainda que anos ap√≥s a desastrosa reforma trabalhista e ap√≥s a MP da liberdade econ√īmica, a prolifera√ß√£o de v√≠deo no YouTube atrav√©s do qual alguns ju√≠zes ensinam a operar a teimosia √© uma vergonha. Teimosinha para eles, raspadinha as empresas, que suportam o onus de operar em um pa√≠s que nada √© certo, seguro e previs√≠vel. Nem a economia √© estavel.

A cada novo governo que se perpetua pelo processo de reeleição, e não estou aqui tendente a enumerar lados e partidos, todos eles flertam e se rendem a revisão de marco regulatório. piada de mal gosto, um desastre aéreo. Não temos maturidade para sequer esperar a maturação de lei quanto mais discutir rediscutir implementar e mudar marco regulatório.

Evidente que a falta de estudiosos de lei e de viv√™ncia no direito favorece essa pr√°tica. √Č uma forma pr√°tica de normatizar e tentar operar por reforma o que em seu resultado pr√°tico n√£o funciona.

Nesse contexto esta claro a raz√£o pela qual o povo hoje sabe o nome de muitos magistrados e foi a rua na conclamada reforma pol√≠tica do tribunal. Ainda que n√£o seja poss√≠vel sob o ponto de vista constitucional, ou que o eco das distor√ß√Ķes e danos causados a pessoas por aqueles confiados a operar a justi√ßa tenha estimulado o povo a contestar a atividade jurisdicional por medo.

Medo de não ter a liberdade de criticar. De viver o estreito entendimento de lei com base na opinião particular por alguns dos magistrados que se dizem atualizados e pautados no clamor das ruas e no que entendem por justo. Medo daqueles que em nome da Lei, na falta de um legislativo eficiente, mudem a interpretação de lei para normatizar e enjusticar.

Essa liberdade esta em risco. A democracia n√£o. Nem vejo como anti democr√°tico essa constata√ß√£o. √Č o retrato da realidade que vivemos do caos empenhado por um poder que √© impulsionado obrigatoriamente por advogado. Exceto quando de of√≠cio exercido e operado por magistrado. Ainda que isso nos deixe perplexos. Ainda que n√£o seja popular, esse √© o retrato.

Voltando ao título deste artigo, ainda que não tenha perdido a fé na justiça, ainda que esteja farto de ler no jornal que alguns magistrados encurtam caminhos julgando processo de trás para frente através de íntima relação órgãos publicos na utilização de dado sigiloso, ou de advogado para injustamente combinar acordo. Ainda que eu seja nesse mundo jurídico ninguém, e que até o dia de hoje vejo juiz que não recebe advogado. Ainda que pleitear o direito, o obvio para determinados cartórios seja chato, demorado e desagradável, eu não perdi a fé na justiça.

Porém reconheço que esse sistema ai altamente concentrado, quando erra causa prejuízo enorme a parte, e quando demora não faz justiça, não repara nada nem ameniza a dor daqueles que por anos esperavam o obvio.

Encontrar profissionais e escritórios de advocacia aptos a entender e fazer essa interferência jurídica na vida do cliente é uma arte, tão importante quanto fazer a interface e gestão do caos segundo o qual se originou a situação que exigiu a contratação do advogado.

Viver disso não é facil. Toma tempo, custa caro, exige compromisso, dedicação exclusiva e consome saude no resultado.

N√£o aprendi a viver diferente. Aceito critica, elogios e sugest√Ķes.

Porque n√£o confio em revista de autom√≥vel.

Desde pequeno leio revista de carro. Lembro-me a √©poca que elas continham muito texto, alguns gr√°ficos e poucas fotos. O conte√ļdo era rico em detalhes, e a extens√£o do teste grande.

Com o passar dos anos, em raz√£o da evolu√ß√£o dos ve√≠culos, os testes mudaram. Se de um lado a tecnologia nos auxiliou a obter informa√ß√Ķes mais precisas de consumo e velocidade, a coopta√ß√£o por todas de marketing deixa a desejar.

E pensando bem, talvez a simplificação ocorra pela falta de pessoas aptas a avaliar, situação que exige conhecimento e vivencia. Avaliar um produto exige isso, e liturgia.

Isso que percebi ao fazer uma viagem que rotineiramente faço de carro do Rio para São Paulo.

Parti cedo, animado, com a perspectiva de ter uma viagem tranquila, segura e agradável. No entanto, logo após os primeiros kilometros roados logo entendi que a viagem não seria nada fácil.

Inconcebível no dia de hoje uma marca renomada vender um carro que exige constante correção na estrada após ultrapassagem, seja de carro, pior com o onibus e caminhão.

Apesar da propaganda, da roda grande, percebi que nem mesmo a tecnologia foi suficiente para manter o carro na estrada em linha reta nas ultrapassagens.

Superado essa dificuldade veio outra em seguida. Aparentemente o velocímetro não registra a velocidade do veículo considerando a roda de tração, e sim a potência. O resultado prático disso foi uma espantosa imprecisão que aumenta progressivamente com o embalo do veículo. Em baixas velocidades a diferença foi de 5km o que acho tolerável. Porém 120 km/h de velocidade real implicava 135 no velocímetro, diferença muito grande, imperdoável. Notei que a sensação de velocidade uma vez corrigida a distorção e muito maior do que em outros carros, o que me leva a crer que o consumidor padrão dirige o carro sem saber da real velocidade. Este veículo torna-se arisco, passa uma sensação de insegurança quando de fato esta andando na velocidade real que supostamente esta marcando.

Tamb√©m n√£o consegui me adaptar ao c√Ęmbio cvt que apesar das 8 marchas, entra no modo ECO automaticamente. N√£o da para desligar, ele sempre for√ßa a ultima marcha no menor giro. Isto num sedan fraco n√£o √© possivel. No trecho da estrada sinuoso e com aclive foi dif√≠cil. Perdi velocidade rapidamente, foi necess√°rio certa press√£o no acelerador para aumentar o giro de forma a compensar rapidamente essa perda. Com o aumento do giro parece que o c√Ęmbio privilegia uma faixa barulhenta, inconveniente para manter-se em velocidade ou sair da in√©rcia. Resultado pratico dessa zona foi um carro cujo consumo √© pior na estrada do que na cidade.

Bem nem tudo foi ruim, o plastico duro, o aco escovado fake, o banco duro, todos os barulhos na carroceria que existem por evidente falta de isolamento acustico não foram ofuscados pelo ar condicionado, excepcional. Herói unico num ambiente que nem o rádio salvou. Apesar de antigo e contar com um cd player, que muito me animou, tem na qualidade do som agudos sibilantes e graves. Não existe no som apesar da integração com o celular blah blah blah qualidade.

Pois √©, depois da viagem fiquei com muitas d√ļvidas, n√£o entendo como o Toyota Corolla caiu no gosto das pessoas, porque √© t√£o caro, t√£o sem sal, t√£o ruim e inacreditavelmente mal acabado, inseguro de dirigir.

Voltando as revistas, a avaliação de todas enfatiza a segurança, durabilidade, qualidade, multimídia e gosto do consumidor. Ja o carro, é outra história. E a revista, de opinião tornou-se uma peça publicitária.

Para as revistas vale tudo. Compara-se pera com banana como se igual fossem, e de pensar que tem gente que n√£o percebeu e pagam por esse absurdo comprando revista ate hoje.

O pre√ßo da liberdade √© a eterna vigil√Ęncia

Esta frase, de Thomas Jefferson, presidente dos Estados Unidos e o principal autor da declaração da independência daquele país traduz o momento que sinto.

Nesses dias que antecedem feriado nacional de proclama√ß√£o da rep√ļblica, hoje t√£o conturbado em raz√£o de movimentos convocados, estou vigilante.

Mais do que nunca estou atento ao fato que hoje esta cada vez mais difícil obter informação de governo sem viés de incitação.

A forma como a sociedade se desenvolveu hoje no Brasil é nociva ao convívio das pessoas, ao livre exercício e pensamento sobretudo a cobrança dos responsáveis de nossos direitos.

A prolifera√ß√£o de cargos, e o incha√ßo na administra√ß√£o p√ļblica chegou ao ponto que hoje √© muito dif√≠cil apontar o dedo e responsabilizar o agente por sua promessa, falta e omiss√£o.

Na hora de divulgar uma realização a logica se inverte, não faltam interessados em se dar o credito da participação do feito…

A midia social outrora telegr√°fica, como o twitter embora tenha permitido a utiliza√ß√£o de um n√ļmero maior de palavras continua o grande vil√£o da hist√≥ria.

Chego ao c√ļmulo de ver a retransmiss√£o de um agente p√ļblico tirando a foto de um poste pelo prefeito, como se fosse uma coisa boa, quando na realidade n√£o passa de uma tentativa barata de obter engajamento para ignorar aquelas perguntas sem respostas, e sem responsabilidade ate hoje.

Moro numa cidade sem legado olimpico, que só não quebrou antes dos eventos porque contou com um quarteto fantástico de políticos, direita e esquerda, que privilegiaram torrar dinheiro na venda desse até então sonho em detrimento de hospital, escola e da ordem urbana.

Cada um com seu clube e sua turma, empreenderam de forma leviana no gasto de dinheiro. E a realidade esta ai. Sem hospital, sem escola, o que fazer? Aprovaram uma emenda constitucional para incorporar o gasto do transporte e Manutencao, da merenda como se fosse educação.

Isso para mim √© o suficiente para dizer n√£o. Na minha opini√£o deveriam todos ir a cadeia n√£o sem antes andar no BRT e na ciclovia para in√≠cio de conversa, e utilizar o hospital p√ļblico que os mesmos se louvam na elei√ß√£o e esquecem na opera√ß√£o.

E o que isso tem haver com o dia de amanh√£?

Tenho sobre esse sistema uma vantagem que adquiri justamente da minha natureza afetiva. Ser gay não é facil, palavras como bisha, viado, homossexual e atos de exclusão, censura e cerceamento de opinião, ate mesmo perseguidores de fake news estão aí, e os vivi ha mais de dez anos.

Viver essa condição ruim para a sociedade até os dias de hoje, e que não tem amparo em nenhuma igreja por exemplo não é para fracos.

No final do dia entendo que existem pessoas insatisfeitas com a casuística dos tribunais, que estão cansadas desse poder que vive no debate ineficiente da dialética um mando e desmando, que prejudica a vida das pessoas em igual ou maior proporção dos gestores, ainda que seja na defesa da lei e suposta ordem.

Vinte anos na profiss√£o e a pir√Ęmide do judici√°rio esta invertida, temos poucos juizes, muitos processos, um numero exponencial de auxiliares que trabalham na condu√ß√£o do processo e para cumprir estat√≠stica, classificam, minutam as decis√Ķes que se convalidam na base da autentica√ß√£o pelo token.

Essa é a principal crítica que faço ao Brasil. Isto não os torna criminosos, embora gostaria que fossem. Não vejo no CNJ nenhuma atuação real no combate a incompetência dos magistrados. Quando fui la reclamar recebi por resposta que a reclamação deveria ser feita no juiz de origem.

Porém não confundo a minha indignação com a politização de pessoas. Por ela não divulgo, não divulgarei. Não participo nem irei a evento político.

Acompanho a doutrinação em rebanho pela midia e por aqueles que esperam por isso influenciar o próximo, e torço por melhores dias que virão.

Boa semana, boa leitura, bom dia ao próximo e bom feriado!

Experimente antes que acabe

J√° parou para pensar que quarenta anos atr√°s os autom√≥veis no Brasil se resumiam a tr√™s √ļnicas categorias representadas pelo chevette, monza e opala, ou gol, voyage e santana.

Dez anos depois junto com a abertura de mercado as carroças evoluiram. Kadett, Corsa, Astra, Vectra e Omega por exemplo surgiram e fizeram uma revolução no mercado.

Esse fen√īmeno ocorreu em todas as marcas. A Fiat por exemplo trouxe o Tipo, Tempra, coup√© Brava, Bravo e Marea para citar alguns.

Além dos nacionais haviam os importados. Hyundai, Kia, Volvo, Nissan, BMW e por ai vai.

A década de 90 foi próspera tanto para a expansão desse segmento como também na construção de carros.

Até então a engenharia tinha voz ativa nos projetos. Muitos eram concebidos para durar. Não havia a necessidade de sequer contemplar porta copos. Veículos eram projetados para motoristas. Destacavam-se aqueles que tinham refino e excelência na construção e tecnologia.

N√£o a toa v√°rios deles circulam pelas ruas ate hoje.

Infelizmente isso vai mudar. Os fabricantes a cada ano que passa persistem em n√£o ver na durabilidade do produto um item importante. Nem enquanto marca, ou mesmo sob o aspecto ambiental. A aquisi√ß√£o de um meio de transporte, que ja foi um luxo e necessidade, hoje tamb√©m j√° n√£o tem import√Ęncia e est√° relativizado.

O sonho de completar 18 anos e comprar um carro não existe mais. E com a entrada de serviços de transporte tipo uber os modelos premium agora são acessíveis a qualquer um por qualquer preço.

E se for usar um pouco mais a locação esta ai para facilitar. Muito recentemente alguns aplicativos permitem a localização de veículo entre particulares fazendo cair até mesmo a utilização de locadora.

Nesse pouco tempo ganhamos mobilidade. Ainda que seja pela utilização a exaustão de veículos de produção mais simples e barata o mercado ampliou.

Hoje leio as exatas e mesmas revistas automobilísticas de tempos atrás e a análise de produto se resume a dizer que a tela multimídia é maior num do que em outro. Como se esse ponto em automóvel fosse realmente relevante. Chegaram ao ponto de adotar letra de eficiência para classificar determinado carro em relação a concorrência.

Tudo isso é uma grande bobagem. Entenda vc não vai dirigir por 40 anos nenhum desses novos veiculos, nem haverá assistência técnica para reposição de peças. Ainda que as revistas te iludam com argumentos tipo o farol de um e mais barato que de outro. Isso não é garantia que ambos irão ter pecas de reposição, ou ainda que irão durar o prazo da garantia sem alteração no produto.

Ent√£o √© isso. O consumidor de carro zero se contenta com pouco. Sabe que a vida √ļtil de seu ve√≠culo √© inferior, que em pouco tempo sofrer√° altera√ß√Ķes, e que talvez n√£o chegar√° ao final da gatantia com ele em produ√ß√£o.

Além disso, por conta do luxo vai pagar ipva e seguro elevado dependendo do humor da seguradora. O mesmo não acontece com um carro mais antigo.

Ainda que o diagnóstico de eventual defeito exija conhecimento específico do modelo, ainda que não haja a universalização dos códigos de falha na leitura dos computadores, esses veículos tem seu valor construtivo.

Geralmente de rodar macio e silencioso, possuem na carroceria, forro de teto e porta material que absorve bem os barulhos de fora. N√£o tem rod√£o, n√£o s√£o avessos aos buracos, aceitam bem as imperfei√ß√Ķes sem bater ou se desmontar.

E porque voce os esqueceu? Pela facilidade de financiar? Porque a revisão do novo é mais barata? Porque o novo é mais bonito? Porque tem garantia?

Talvez um conjunto de fatores tenha lhe retirado de um segmento que hoje acabou. Assistência técnica em veículos é muito difícil. Quase impossível. Ate voce achar bons profissionais que partilham do seu entusiasmo, e fazem disso uma profissão.

Esse é o ponto que estou hoje. Incontáveis as vezes que fui iludido na cobrança do que não correspondeu ao certo ao que foi feito. Ou que apesar do investimento foi necessário retrabalho.

Fato √© que em um carro antigo voc√™ realmente aprende e entende a evolu√ß√£o da maquina. Do carburador a inje√ß√£o eletr√īnica, no passar do tempo a gente aprende a sentir a diferen√ßa nas constru√ß√Ķes e sistemas. ABS e Air Bag tamb√©m para muitos n√£o √© novidade, nem hoje nem antes. Ha tempos os possuiam com controle de tra√ß√£o, estabilidade e frenagem.

Essa crise da gasolina, se algo de bom vai acontecer para quem desse sistema vive é acelerar a eletrificação dos automóveis. Afinal fabricantes não irão sobreviver vendendo produtos que não se tem reposição de combustível ou que o valor disso seja caro.

O petr√≥leo outrora menina de olhos de ouro de todas as na√ß√Ķes esta caro, sobrevive as custas da estiva de pessoas num mercado que assim como os autom√≥veis est√° se modificando. A especula√ß√£o imobili√°ria est√° ajudando a por fim nos postos de combust√≠veis. A energia esta em qualquer lugar enquanto a gasolina s√≥ tem no posto.

Então se voce quiser entender um veículo além de sua cor, do que faz o APP, da eficiência energética e do tempo para carregar a bateria, agora é a hora! Carros velhos estão depreciados.

Talvez em 10-20 anos nem estes estarão aí para contar…. Bora tentar? Depois me conta. Não irei resistir saber sem perguntar.

A saga da gasolina parte 2 – os usineiros

Ontem escrevi sobre o porque não acredito que o preço da gasolina venha baixar no Brasil. Resumo da ópera está no fato que existem varias bocas na formação do preço que se beneficiam da atual estrutura tributária para lucrar.

Então a recente materia no jornal abaixo so vem a comprovar o conluio dos usineiros com as distribuidoras. No final das contas não estamos discutindo a geração de emprego, desoneração ou reforma do Estado.

√Č um golpe contra o povo. Que ter√° em princ√≠pio na sa√≠da do carro el√©trico uma solu√ß√£o para aniquilar esse setor arcaico de produ√ß√£o de combust√≠vel.

Infelizmente. Estamos perdendo. Pelo menos aqueles que como eu entendem de mec√Ęnica, apreciam autos desvalorizados.

Também perdem todos os consumidores. E não é de se estranhar que os usineiros vetem a entrega direta do combustível sem a distribuidora. Como tudo no Brasil a atividade deve ser exercida com uma cadeia de gastos de forma a tornar atrativo esse método.

N√£o acha?!

A Gasolina, o governo e o que penso sobre isso.

Hoje com 45 anos olho para traz e não consigo achar um momento em que o preço do combustível estivesse fora do debate nacional.

Sempre caro, como tudo no Brasil parece que a moda é justificar o aumento no mercado externo, como fonte e balizador de preço.

Cada vez mais claro, com o passar dos anos, estamos recebendo sempre o pior.

Ja reparou no mercado que as frutas e verduras parece estão em pior qualidade?? E não é de hoje, o que me leva a crer, estamos exportando as melhores.

Algo semelhante ocorre com a gasolina que leva um percentual elevado de álcool. Contudo se ate pouco tempo os usineiros consumiam cerca de 10 por cento do preço final do produto, hoje eles avançaram.

Fato que esse pa√≠s n√£o √© para amador. Bastou o presidente colocar em pauta a discuss√£o sobre a libera√ß√£o dos impostos que li uma reportagem com um quadro justificando a eventual falta de import√Ęncia e peso do icms na gasolina.

O quadro da formação de preço não é diferente do caos que vive o Brasil, senão vejamos.

Esta claro que produtores e distribuidores levam boa parte do pre√ßo. No Brasil quest√Ķes tribut√°rias fizeram a segrega√ß√£o desse neg√≥cio que depende do mesmo fabricante, ou seja, criou-se dois potes para tributar e ganhar da mesma fonte.

Além disso, sim os impostos pesam no preço dia-dia.

Na pandemia, no auge do lockdown em abril de 20 esse grupo que parece um cartel decidiu faturar na distribuição o que não ganhou na produção.

E o estado ta la cobrando uma agiotagem de quase 30 por cento enquanto o governo federal vem reduzindo seu percentual.

Curioso como tanta gente defende o fim da corrup√ß√£o e acha aceit√°vel esse jogo de interesse entre estado, produtor e distribuidor que levam a√≠ 20-30 por cento na cara dura. E os usineiros tamb√©m est√£o a caminho do mesmo percentual afinal o etanol antes na base de 11-12 por cento esta chegando a 15. Ja o produtor e distribuidor comp√Ķem 50 por cento.

Quanta hipocrisia dizer que o icms não influi no preço, basta rodar 200 km e cruzar a fronteira do Rio com São Paulo que tomamos um susto com a diminuição do preço da gasolina.

A equa√ß√£o deveria ser inversa, os estados deveriam reduzir suas participa√ß√Ķes antes do tesouro abrir m√£o de sua parte contudo existe claramente um jogo e interesse pol√≠tico em gastar o assunto colocando o governo federal em evid√™ncia.

Portanto entendo que a leitura da reportagem claramente direcionada a preservação das receitas do estado nos sabota. Nesse pote ai muita gente mama e claramente o governo federal e o que menos manda.

Entendendo esse quadro num olhar amplo o √ļnico que perde a√≠ somos n√≥s. E vamos continuar perdendo por algum tempo‚Ķ