Qual a influ√™ncia da ‚Äúinternet‚ÄĚ na sua vida e opini√£o p√ļblica.

https://youtu.be/w-RbR0OMg6Q

A história é sempre a mesma.

Muitos só tem o que mostra o celular como meio de informação.

Outros est√£o ligados as plataformas como fonte absoluta e id√īnea de informa√ß√£o.

Por fim tem aqueles que trocaram os livros e o pensar por conte√ļdo de aplicativo.

Qual a influ√™ncia da internet na opini√£o p√ļblica?! Toda. Ali√°s a opini√£o p√ļblica hoje √© pautada pelo que diz a internet.

A grande rede narra os fatos, capta o interesse, forma plateia, organiza grupo, te entrega o kit situação para, se for o caso, voce condenar.

Pior. A grande rede torna natural vários absurdos. Rasga princípio, história e literatura.

E esta tudo bem. Jura?!

No fim do dia a guerra est√° a√≠. Nossa imprensa cafajeste optou por narrar a greve na Franca como um incidente ligado ao aumento da idade de aposentadoria, assim como aqui li que os black blocks apareceram por conta do aumento de 20 centavos na passagem de √īnibus.

A internet é cruel, persegue, instiga e eventualmente anula pessoas e fatos os quais alguém por trás deseja ter controle.

Esse é o novo mundo o qual não me sinto preparado porém estou em grade adaptação até hoje.

Talvez a resistência institucional seja modernamente o grito de guerra a liberdade.

Liberdade de ser, falar e tentar pensar. √Č o que temos at√© sermos engolidos pelas m√°quinas.

Aí será uma questão de eventual sobrevivência, ou não.

Dia 10 – Qual a maior mudan√ßa na minha vida depois da pandemia?

What’s the biggest change in your life from the Covid-19 pandemic?

Reconstruir é sempre possível, e as vezes necessário. Explico:

Enfrentei a pandemia no maior e mais turbulento momento de vida. Processo estancando, na ponte a√©rea em dire√ß√£o a Bras√≠lia, v√°rias incertezas inclusive de vida com a cereja no bolo‚Ķ uma protrus√£o que aperou o canal medular a ponto de exigir inje√ß√Ķes de diprospan de 20 em 20 dias ja sem fazer muito efeito.

Completamente desconectado da realidade, fui tamb√©m v√≠tima da neglig√™ncia pela qual deixei de lado algumas decis√Ķes cuja percep√ß√£o destas resultaram no √≥bvio e inevit√°vel fim do relacionamento.

Pronto, acabou.

Tudo passou. Ainda que com feridas abertas e sob impacto da dura realidade, a vida, a vontade de viver (ou sobreviver) se sobrep√īs a qualquer dificuldade.

E como diriam nossos avós… vai passar.

Entre interna√ß√Ķes, viagens e uma agenda atribulada percebi s√≥ ent√£o que n√£o estou sozinho. N√£o mesmo.

Precisei viver uma pandemia para sentir verdadeiramente a presença de Deus na minha vida, para depois entender a construção da família que ele me deu. Em seguida, as pessoas com as quais trabalho e no dia-dia me reporto, oriento, recebo informação, passo informação, acredito e confio.

A pandemia deu novo significado a família.

Precisei viver uma pandemia para acreditar no meu potencial e também construir por exemplo a padaria social. Percebi que pode se fazer tanto com tão pouco, como matar a fome das pessoas ou pelo menos dar a elas o sinal da presença de Deus por praticamente nada.

Quando o propósito é bom, a realidade admite e Deus permite acontece fácil.

Basta acreditar!

Sai da pandemia me refazendo, em meio a esse tumulto encontrei e casei com um novo amor. Quem diria em meio a tantas incertezas e sofrimento teria essa chance?! E tive.

Precisei de uma pandemia para aprender isso.

E voce?!

Dia 09 – Do filme a TV, recordar √© viver.

What movies or TV series have you watched more than 5 times?

Tenho o privilégio de ter nascido em uma época que se produziu bons filmes, alguns hoje considerados clássicos.

Ao contrário da geração Netflix, não havia série nova, sobre tudo, qualquer coisa e/ou nada toda semana.

Sabíamos o que estava por vir a partir de noticia de revista e jornal, ou por vezes no cartaz e trailer no cinema.

Esperava ansiosamente o filme chegar. Da trilha sonora ao filme propriamente dito, tudo era um espet√°culo.

Uma abertura de 007, Philadelphia, Robin Hood, Bodyguard, Ghostbusters, Blade Runner, a Miss√£o (dentre muitos) hoje n√£o existe mais. Um filme complexo como A Ponte de Madisson ou Color Purple n√£o tem mais.

Aumentou-se o n√ļmero de filmes e s√©ries, muitas sem qualidade alguma, extremamente infantis, a troco de que?! Audi√™ncia.

Imagino o que diria Dany DeVito, Whoopie Goldberg sobre isso? E alguém os conhece? Steve Martin ja foi? Patrick Swaze? Charles Bronson? Clint Eastwood, tudo passou.

Verdade é que passa, e poucos anos depois que uma pessoa morre ela ja é completamente esquecida. O mesmo se aplica para os filmes. Derrepente trinta anos depois aparece uma menção e por aí esta.

O que pensa a nova era? audiência.

Enquanto isso sigo assistindo A Fantástica Fabrica de Chocolate na versão original Рque a propósito não foi um sucesso em audiência Рcom Gene Wilder; Alta Sociedade com Frank Sinatra, Louis Armstrong, Gene Kelly dentre outros; A noviça Rebelde e por aí vai.

Não tive muito sucesso em série de TV porque quando jovem só haviam novelas da Globo que até hoje não chamam atenção. No entanto o Viva o Gordo e o Chico Anysio me prenderam em suas sátiras até hoje.

Quem diria, trinta, quarenta anos depois e aqueles temas (inflação, alta do combustível, corrupção e democracia) são vivos até hoje. Infelizmente protagonizados por pessoas diferentes. O que me leva a crer se somos realmente livres para pensar e agir fora do script imposto por alguns poucos a sociedade.

Que filme antigo voce assistiu e que não para de ver? Me conta aí

Dia 08 – Pedro Vaz o homem que faz

You’re writing your autobiography. What’s your opening sentence?

Após o ano 2010, percebi um aumento pelo interesse na doutrinação de pessoas através da leitura de biografias.

Nas conversas e reuni√Ķes de trabalho, observei que muitos come√ßaram a citar biografias, seja de quem fosse, na constru√ß√£o das ideias.

De la para ca, parece que o mundo deu maior import√Ęncia aos acontecimentos ocorridos no mundo, em especial, a segunda guerra mundial.

Alguns Livros, até filmes, sobre Churchill dividiram as telas e prateleiras com a história do Rei da Inglaterra até a passagem do bastão e reinado da filha.

N√£o podemos esquecer a dama de ferro. Ao final tudo isso contribuiu para a forma√ß√£o de um para√≠so artificial. A grama do vizinho √© mais verde porque teve guerra, √© brit√Ęnica e por a√≠ vai.

Enquanto isso no outro lado do mundo temos o‚Ķ Steve Jobs. Superou Obama, Clinton e outros personagens da literatura americana. A julgar pela quantidade adeptos a seus aparelhos cada vez mais caros, ainda que sejam minoria ocupam posi√ß√Ķes estrat√©gicas com visibilidade para o mundo. Talvez por isso ningu√©m critica a evolu√ß√£o t√£o ruim do sistema que vem se fechando em uma arquitetura cada vez mais pr√≥pria, diferente e incompat√≠vel com a l√≥gica natural das coisas.

Porque o s√ļbito interesse na exposi√ß√£o da vida dessas pessoas?! Seria a supera√ß√£o de crise ou cataloga√ß√£o de pessoas?! O que h√° de relevante nessas hist√≥rias que deram azo a muitos livros, resumos, filmes?!

O resumo desse exercício se resume a expressão do título. Talvez seja e represente, na sua essência quem sou. Em construção e constante movimento, sou realizador.

Quando cansado de vivenciar problemas do cotidiano decorrentes da política engessada e desacreditada, me lancei candidato. La atrás ja assinalava a necessidade de mudar a forma de agir e fazer política, a época engessada e desacreditada.

O futuro não foi bom para nós. A publicidade e propaganda se tornaram protagonistas e norteadoras das necessidades do povo. Frustrados nas expectativas e com notícia de roubo e corrupção, levaram o povo as ruas pedindo a prisão e cassação de políticos. Frustrada a reorganização do Estado Brasileiro, com uma pandemia pela frente promoveram sob forma de consórcio a reorganização do Estado incluindo aí pessoas ao que temos hoje.

Uma falsa e aparente sensa√ß√£o que vamos bombar na terra castigada, sem comida, sem ind√ļstria, sem demanda e com consumo da classe pobre, media e media alta fomentado por pol√≠tica do Estado.

Daí se ve logo que o título da biografia pouco importa, exceto a percepção que não fiz nada além de enfrentar os desafios impostos com o que tinha de informação a época.

Minha nova gera√ß√£o ja est√° chegando aos 50 anos. Esse inconformismo pol√≠tico levei aos tribunais nos incont√°veis processos que advoguei. Fato cada um andou e foi jogado sob um ambiente de quest√Ķes, problemas e solu√ß√Ķes que tomou o tempo.

Precisei me reinventar entre as quest√Ķes do dia-dia minhas e dos clientes para levar tudo a frente. A interse√ß√£o com a pol√≠tica nacional n√£o trouxe resultado ao povo imediato, por√©m criou uma bagagem que me ajudou a enfrentar quest√Ķes mais complexas, no fim ajudar a gerir pessoas.

A conclus√£o disso faz lembrar o t√≠tulo do texto, realmente pedro vaz √© o homem que faz. N√£o cheguei at√© aqui a toa, n√£o estou a toa e minha biografia n√£o tem a import√Ęncia de um livro e sim o que meus pensamentos refletem na vida das pessoas.

Esse dom seguir√° sem disperdicio.

Dia 7 – Vivendo e Aprendendo

What experiences in life helped you grow the most?

Ainda que seja o amadurecimento de uma pessoa ligado a quantidade de experiências vividas, que somadas, possibilita resolver melhor os problemas e assim evoluir enquanto pessoa em torno de si mesma e da sociedade, esta situação só é boa no conceito.

Na prática, a vantagem perante a sociedade cria marcas, feridas quando não cicatrizes e dor. Simplesmente porque não se amadurece sorrindo. O aprendizado é um mertiolate do tipo que arde, daí porque não esquecemos.

Uma das situa√ß√Ķes foi o desmonte da paternidade.

Certo dia, depois de anos casado, recebi a notícia que não poderia ser pai. A expectativa era grande e foi construída ao longo dos primeiros anos de casamento. Parecia um conto de fadas. O Maior receio de ter um filho seria de passar a ele algum e/ou qualquer dos meus traumas. Nem pensar.

Então a vida me deu um block. Tipo, Deus olhou e não deixou. Nem com ou sem problema e/ou planejamento… ter um filho foi simplesmente impossível.

Era a forma dele dizer filho esta na hora de voce amadurecer e ao invés de perguntar porque, pense no que esta acontecendo e no que voce aprendeu até esse momento.

Se de um lado o clima estava pesado, de outro o fato de ter casado por amor ajudou muito a superar essa situa√ß√£o. Com ela aprendi a viver encarar situa√ß√Ķes dif√≠ceis o que me coloca alguns degraus acima na escada do amadurecimento.

A desconstru√ß√£o da paternidade foi um choque. O trabalho ajudou, e muito, a superar isso. A dor, sabe, aquela dorzinha que a gente carrega no peito levei a terapia. Depois de tantos anos e quest√Ķes postas a mesa entendi que a vida segue, precisamos viver, precisamos lamber a ferida e estancar o sofrimento.

Nesse momento olhei para a pessoa ao meu lado e perguntei, porque Deus, voce n√£o permitiu dar a minha mulher o filho que o nosso amor construiu?! Porque?!

De uma coisa eu hoje sei, faltava amor próprio. Se a época tive grande dificuldade de aceitar hoje com quase cinquenta anos consegui entender e, felizmente aproveitar cada dia e todos os dias ao lado do meu amado.

Se naquela época, com aquele desafio, não entendia o significado da vida, quando hoje olho para trás entendo a necessidade de transpor o mesmo. Só a partir desse acidente comecei a olhar para mim antes de ouvir a opinião de outros. Torpedo recebido, cacos no chão, comecei a catar o que vi, e quando juntei a ponto de me reconstruir desse trauma percebi que havia me reconstruído com um defeito. Derrepente minha natureza afetiva havia mudado, era hora de me despedir tanto do casamento quanto daquela vida.

Aqui se faz, aqui se paga. Virei a chave de uma só vez e arranquei no impulso para o alto e avante, rumo ao desconhecido. Se a vida tem algum significado e amadurecer significa aprender com as experiências, anote outra aí, não fazer nada no impulso.

Essa regra não serve para quem é jovem, adolescente e tem menos que trinta anos, porém convém repetir para sempre, vai que um dia funciona para alguém nessa faixa etária, certamente fará a diferença na vida de alguém.

Pedi a Deus para ajudar. Só ele para me fazer entender o significado de uma vida que certamente seria diferente, e com certeza não teria nela o significado de presenciar o nascimento do filho.

Aprendi a seguir em frente. Independente do estado de sa√ļde ou religi√£o entendi como filho de Deus que minha vida n√£o seria in√ļtil.

E não esta sendo. Hoje alguns ainda que de brincadeira me chamam de papai. Desenvolvi o amor feminino acolhedor de mãe para filho com várias pessoas. Me dedico aos amigos como a mim mesmo e aqueles que sinto estou mais próximo como o Pai chamo de irmão.

Não ter um filho foi o maior pontape para ter amor próprio. Ajudou a me situar na vida. Me fez olhar ao lado e ajudar na padaria social. Na doceria social. Tudo isso e muito mais. Se Deus quiser agora um atleta ao mundial em Orlando. Ate notebook para estudante já consegui.

Não existe amadurecimento sem dor. A experiência não torna ninguém mais jovem, e ainda que a sociedade medíocre atual não permita classificar alguém por velho, amadurci nisso o que pessoas não aprendem em uma vida.

E por isso valeu a pena nesse texto comentar!

Dia 6 – Como a morte muda a minha perspectiva.

How does death change your perspective?

A medida que envelheço e chego aos pés da melhor idade, que nada mais é do que aquele momento em que assimilamos os débitos e créditos de nossos atos e a forma como levamos a vida em relação ao corpo, trabalho e mente, evoluo na percepção da morte.

Ainda que esteja na fase pre-idoso com apenas 47 anos, estes poucos somam muitas complica√ß√Ķes, resultado de uma vida repleta de aventura.

Hoje gasto um tempo e me esforço para ficar e me manter saudável. Tivesse sido menos negligente certamente a condição fisica seria melhor.

Fato: tivesse tido mais atenção teria menos problema.

Então quando me vejo administrando as idas e vindas ao clínico, hepatologista, cardiologista, dentre outros, não hesito pensar, muito poderia ter sido evitado.

Hoje dia de carnaval estava no bloco dos fieis que vão a igreja aos domingos e procuram sempre pedir perdão pelos erros a Deus pois só ele é perfeito e misericordioso.

Na medida que envelheço percebo a conta esta invertida, tenho menos tempo a viver do que o vivido.

Ainda que me diga hoje em dia chega-se facilmente aos 80 anos, nem todos chegam com sa√ļde, em plena capacidade laboral.

Então parei de perder meu tempo não falando o que acho, penso e sinto. Não tenho tempo para ver e aplaudir o que me parece falso, o que provavelmente é falso, ainda que seja valorizado por outros.

A perspectiva de viver pouco tempo gera a expectativa de qualidade ao tempo que resta, e isso muda muita coisa.

Sabe quela pessoa que não diz o que pensa e não faz o que fala, ou fala o que não é verdade. Tchau. Sabe aquela pessoa que pela frente diz uma coisa e por trás age de forma diferente. Tchau você também. Quem não tem no acervo de decepção pessoas que a cada minuto mudam as histórias de modo a acomodar a pequinês de seus valores nela? Adieu adieu.

Então sou essa pessoa impaciente intransigente e intolerante? Claro que não. Me dedico a todos os que me despedi orando por eles, pedindo a Deus que os receba e ilumine, nunca é tarde.

Fim do dia se herdarei algo desse estilo de vida será benção, oração e Deus Pai, amem!

Carnaval no Rio é em casa com o melhor

Dia 05 – quest√£o sist√™mica

Ontem parei em uma loja para comprar o enésimo cabo carregador de iPhone. Ao chegar no caixa o atendente perguntou o meu CPF.

Para que indaguei?

Precisamos fazer um cadastro afirma ele

Perguntei porque?

Disse o vendedor que seria para efeito de garantia?

Garantia? Como assim? Estou comprando um cabo, de passagem por essa cidade, n√£o voltarei, n√£o reclamarei a garantia, se quebrar eu perdi mesmo.

Senhor, aqui n√£o se vende sem fazer um cadastro.

Ah ent√£o √© isso, sou obrigado a lhe fornecer minhas informa√ß√Ķes sen√£o n√£o tem venda.

Essa postura tanto um quanto abusiva de exigir cadastro de informação para realização de uma venda esta se tornando uma prática corriqueira de comerciantes.

Se uma coisa a Lojas Americanas ensinou √© que cadastro, quando h√° fraude, n√£o vale nada. N√£o justifica nada. N√£o se sobrep√Ķe a incompet√™ncia e ao erro. Cadastro em sistema pr√≥prio √© estat√≠stica furada. Porque no fim do dia os n√ļmeros n√£o batem.

Logo n√£o √© cr√≠vel de se admitir que algu√©m se esquive de qualquer coisa por conta de um cadastro, essa moeda n√£o deveria ser imposta a nos consumidores, dado o fato que o codigo de defesa do consumidor n√£o imp√Ķe como condi√ß√£o de venda o cadastro em qualquer sistema.

Exige minimamente um cupom fiscal, algo que ajude a correlacionar a entrada de dinheiro em um determinado dia com a saída de um produto.

Por outro lado existe inegavelmente uma intelig√™ncia na prolifera√ß√£o desses sistemas que exigem nossas informa√ß√Ķes para realiza√ß√£o de qualquer opera√ß√£o.

Ainda que tenha o governo fracassado na edi√ß√£o da lei de prote√ß√£o de dados que em termos praticos n√£o evitou qualquer seguran√ßa e preven√ß√£o ao vazamento de informa√ß√Ķes, pelo contr√°rio, trouxe um adicional de dificuldade e onerosidade ao comerciante, nada mudou.

A lei é tão real quanto a série ilha da fantasia. Como aliás é a realidade do Brasil de transferir a responsabilidade e fiscalização de qualquer coisa por Lei para alguem, geralmente um particular.

√Č preciso ficar atento a isso. Enquanto os olhos se voltam ao mundo, a imprensa e alguns pol√≠ticos criam uma perspectiva de nova imagem do Brasil, n√£o passa de espuma.

S√£o muitos os problemas de sistema que vivemos ha anos, alguns sem solu√ß√£o. N√£o h√° transpar√™ncia nem seguran√ßa nos cadastros, e agora sabemos nas empresas triplo A listadas no Mercado de Capitais. N√£o existe seguran√ßa jur√≠dica em contrato seja de qual natureza for diante do judici√°rio. A √ļnica coisa certa que o Brasil pode oferecer ao mundo √© Juros, justamente aquilo que o Brasileiro esta cansado de pagar, por√©m n√£o reclama quando seu dinheiro esta numa conta remunerada l√° no banco, poupan√ßa, cdb ou em qualquer fundo privado da xp.

O Brasil tem o potencial tão somente de prometer juros. As custas da nossa economia, estabilidade, geração de pobreza e falta de desenvolvimento.

Rede banc√°ria no varejo se resume a poucos bancos, basicamente formam um clube. Ind√ļstria sem produtos de alto valor agregado. Rela√ß√£o de trabalho e com o governo altamente burocr√°tica. Juriciario bilionario que n√£o leva justi√ßa nem ao pobre nem ao Rico.

Ao fim do dia todos nós estamos refens da tecnologia e do cadastro num sistema ruim.

Bom domingo!

Dia 04 – vamos a cozinha.

Qual é seu prato favorito de cozinhar?

A culinária ainda é um grande desafio. Tão enigmático e simples como a lição de Deus. Seja sal na terra e luz no céu.

Sal foi o primeiro ingrediente que demorei um tempo a dosar. Porque o gosto final da comida reflete não apenas a quantidade de sal posta e sim a interação dos ingredientes com ele.

Não raras vezes salguei… ou ficou sem sal.

Na falta de método e seguindo minha intuição comecei a me virar em coisas, seguindo a cartilha de todo perdido na cozinha.

Consigo fazer ovo? Macarrao? Carne moída? Peito de frango? Ficou bom???

Evidente que n√£o. Se no passado amenizava botando vinho, hoje de fato aprendi a refogar.

Tudo começou com a chegada da Bimby. Através dela aprendi a cozinhar, e não foi em quantidade e sim qualidade.

Me ensinou a fazer compras de mercado sem disperdicio, ao final do cozimento dos pratos ja n√£o havia mais alimentos a serem utilizados na cozinha.

Com ela entendi a necessidade de pesar e seguir a receita na quantidade. Fazendo isso, a bimby não erra, nunca. O prato tem sempre o mesmo gosto, mesmo ponto, consistencia e como ninguém prova, abre antes do tempo, ou mexe até ficar pronto, a comida dura.

Partindo do mesmo princípio de quem não sabe cozinhar, procurei fazer coisas simples.

Nada como começar o dia com ovo poche gema com a gema meio mole, algo relativamente simples, 1L de agua + 4 ovos gira o seletor e voilà.

Chilli foi a segunda pedida, porque carne moída também é algo pratico e o prato bem colorido. Super animado de comprar e juntar da cebola ao pimentão, coentro e por aí vai.

Se faço chilli também faço bolonhesa. Então porque não uma lasanha?! Melhor ainda se fizer o molho bechamel.

Nossa quantos pratos?! A essa altura do campeonato, o estrogonofe de frango com castanha ficou f√°cil, e se trocar o champignon por cogumelos laminados, bem saboroso.

Tentando expandir o horizonte, procurei entrar para o doce, e fiz o meu primeiro Brownie. Tanto o tradicional com amêndoas como o de três chocolates, ótimo para a cabeça ruim para o corpo.

Quem faz brownie por óbvio também faz pão de lo. Que delicia, seja com 6 ou 25 ovos, com ou sem farinha, a certeza que ali estará perfeito ao final da receita é um atrativo.

E no fim do dia, quando se vive tantas quest√Ķes e problemas na vida real que nem sempre temos a solu√ß√£o imediata, sentar na cozinha ser protagonista de uma receita em andamento cujo resultado √© um prato gostoso me anima.

Ja entendi porque tem gente que ao cozinhar perde a fome. Nem sempre a vontade é de comer e sim construir algo a partir da comida.

Alimentamos através da cozinha nosso ego e materializamos no resultado algo muito maior.

E foi assim que acredito também me impulsionei a fazer parte da padaria social, agora também a doceria que contou com a ajuda de um cliente na aquisição da masseira.

Ser sal na terra é de fato agir sem contrapartida para ajudar o próximo. Fazer a diferença na vida de alguém sem escolher.

E a cozinha em √ļltima an√°lise me permitiu enxergar isso, o quanto √© precioso o dom de manipular os alimentos, aprender as receitas, fazer um prato a ser saboreado por algu√©m para saciar a fome.

Dito isso o melhor prato que fiz e fiquei viciado foi a carne em slow cook, 7hs de cozimento em princ√≠pio parece ser um tempo demasiadamente longo, n√£o conseguiria fazer ainda sem o rob√ī dado a necessidade de mexer e de observar o processo ao longo do que seria o cozimento manual. Por√©m l√°, esta valendo.

Qual o próximo desafio?! Espero conseguir fazer coalhada e iogurte a noite para comer pela manhã.

Um dia….

Dia 03 – O que me deixa triste, negativo.

Escrever sobre tristeza e negatividade √© tanto quanto desafiador, porque imp√Ķe refletir sobre desafio e aprendizado.

N√£o a toa Tom Jobim cantou ‚Äútristeza n√£o tem fim, felicidade sim‚ÄĚ.

Se levar em consideração a tendência atual de viver em um estado eterno de felicidade, vai ficar mais difícil ainda.

E por isso, não estou pregando que todos sejamos tristes e negativos. Muito pelo contrário. Só digo que a teoria da anulação da tristeza em prol da ideologia de sociedade perfeita não prospera.

Procurar entender as causas e pensar no que fazer para melhorar e sair do processo é um bom começo. Entender o tempo não como imposição da sociedade e sim como meio de reparação e cura é outro passo bem vindo.

Brasileiros são acostumados a viver em uma sociedade violenta. Aqui morre mais do que em país com guerra, seja qual for o motivo.

E o que me deixa triste e negativo é perceber, quarentena anos depois, que somos partícipes disso, ao eleger políticos que vivem a base do pão e circo.

O gasto do governo √© ruim, caro, ineficiente, as obras p√ļblicas n√£o tem qualidade e n√£o tem ningu√©m questionando. O Rio de Janeiro voltou a ser a cidade da propaganda. Inimagin√°vel 4-5 anos depois uma via de concreto ser refeita em todos os aspectos e ningu√©m fala ou cobra nada.

As vigas da perimetral supostamente sequestradas pelo magneto serviram só para a manchete no jornal.

O Jornal é o maior inimigo da existência humana, pauta assuntos irrelevantes, notícia acordos políticos que implicam em monstruoso gasto financeiro como vantagem. Do que? Para que?

Assim como o Banco, parece que o governo antecipou o receb√≠vel criando uma PEC bilion√°ria para acomodar o centr√£o? Ou as pol√≠ticas p√ļblicas e sociais do governo que na gest√£o passada acabou em pris√Ķes.

Inegavelmente isso me deixa triste e negativo.

Porém, sendo filho de Deus, com mãe e irmãos mundo afora, ainda que dormindo, tenho certeza que um dia o mundo vai acordar, e perceber que não da para crescer na base da dívida.

A ind√ļstria privada percebeu que o endividamento do povo e de seu pa√≠s tem limite e criou o meta verso para aprisionar quem de fato perspectiva n√£o tem de crescer gerando renda.

Porque somos, passamos mal e depois de morto precisamos de uma vala ou isqueiro, o governo n√£o tem tido sorte em fazer dos servi√ßos p√ļblicos um metaverso. Continua inaugurando obra cara, mal pintada, se bobear com aquele aparelho de ar de parede com 20-30 anos de uso‚Ķ.

Ate quando?

Vamos ser positivos e pensar que tudo pode mudar, faz parte do aprendizado assimilar, digerir, cobrar, acompanhar e aguardar. Tudo ao tempo do senhor, ou, Deus no comando.

Dia 02: algo que me contaram e nunca esqueci

O dia do benefício, é o dia da ingratidao

Minha m√£e contou que meu av√ī disse isso a ela quando ainda jovem.

De tempos em tempos me pego refletindo sobre isso. Mais do que um ensinamento, essa afirmação do passado é bem atual, é uma verdade.

Incont√°veis as pol√≠ticas p√ļblicas cuja motiva√ß√£o foi leg√≠tima e na pr√°tica, uma vez sancionada a Lei ou regulamentada acaba matando o ecossistema proximo.

Sob o pretexto de criar direito, fazem um movimento que acaba por engessar, esvaziar e diminuir a população.

Trinta anos atrás ninguém imaginaria que o Estado Brasileiro iria dizer da escola ao absorvente, a casa e a comida que seria destinada ao tipo de cidadão brasileiro.

E nós que escrevemos e somos críticos somos uma anomalia ao sistema.

Da mesma forma, vejo o filme de pessoas que ja passaram pela minha vida e reparo o quanto algumas est√£o, outras n√£o.

Depois de tantas dificuldades e batalhas, procuro entender que sou um instrumento de Deus portanto ele atrai e afasta as pessoas.

Nesse particular procuro seguir seus ensinamentos e não esqueço o dia de quem perdeu a vida para nos salvar.

Ainda que não mude a expressão acima, fato: o dia do benefício é o dia da ingratidão.

Portanto se esta a volta de uma situação dessa, ore, peça a Deus, aprenda dentro do possível perdoar e deixe a vida agir. Melhor fazer isso e dormir do que viver sem isso na falsidade.