More love & less hater

Meu primeiro contato com hater foi em 2012. A época não sabia o que era. Apenas que a pessoa se fazendo por outra começou a me perseguir. Como não dei bola passou a fazer contato e buscar informações por meus amigos. Aí a coisa começou a ficar seria, quando então escrevi o seguinte post.

https://pedrolvaz.com/2012/08/13/um-perfil-fake-do-facebook-me-persegue-segue-meus-amigos-e-escreve-como-se-conhecido-fosse/

Ato contínuo fiz o que todo encomodado faz. Parei de responder e adicionei o contato a lista dos bloqueados.

Se difícil estava depois virou um inferno. O conteúdo das mensagens enviadas por e-mail, sempre de cunho pessoal e agressivo era horrível, falso, desconcertante. Como se não bastasse, uma vez bloqueado o acesso mais frequente a minha midia, o hater passou a se valer de várias outras formas e mídias.

Quando vi estava bloqueando o Facebook, Twitter, e por ai vai. Isto não foi o suficiente, pois logo depois surgiram e-mails. Não contente com isso passei a receber SMS. Todos de conteúdo ofensivo.

Lembro que sentia um misto de inquietude e angústia a cada ligação atendida de conhecidos para relatar o conteúdo da mensagem recebida.

Todas em comum falavam da minha pessoa, sob todos os aspectos, da vida pessoal a profissional, do caráter e aí vai. Nem a minha esposa a época e sua família foram poupados.

Tudo isso é muito desagradável. Não saber quem, quando e como vai acabar é desconcertante. Muito chato. Porém tem um lado positivo.

Aprendi com o hater as seguintes lições:

1. Não podemos levar a sério ofensa de internet. Ainda mais quando ocorrida por terceiros que não se identificam.

2. Temos menos amigos do que imaginamos e mais conhecidos do que desejamos. Os primeiros nos ajudam, os últimos propagam a notícia na filosofia “quem conta um conto aumenta um ponto”.

3. Saber separar o que é digital do real é fundamental.

4. Não há mal que seja eterno.

Minha vida eu controlo, minha mídia eu censuro. Não sou obrigado a conviver com esse tipo de gente e sua censura.

Hoje, quando leio que alguém se matou por conta de um hater eu entendo. Não sou perfeito, estou longe disso. Porém sou forte, e fiz trinta anos de terapia. Tudo isso me ajudou a entender e colocar situações adversas como essa em seu devido lugar.

Se conhecer alguém que foi vítima de hater, de a ele ombro e ouvido. E espere que passa, tudo passa.

Um comentário em “More love & less hater

  1. Pedro querido conheço vc desde sempre ❤️Como tenho acompanhado junto com minha filha surda sei hoje o que é vc não querer abraçar alguém porque é diferente quer por suas escolhas ou por suas deficiências ! É trite e é real Haters everywhere 😩Mas o amor o carinho e o respeito sim ainda existe por parte de muitos felizmente 🙏😘❤️❤️

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