Abaixo a perfeição!

N√£o √© de hoje que leio acompanho em blogs, filmes e ate mesmo em m√ļsica relatos que a sociedade esta muito ligada a valores que n√£o s√£o importantes.

A busca constante pelo belo, perfeito, politicamente correto é o mesmo que submeter-se a plástica para ser aparentemente perfeita apesar da alma deturpada.

Toda essa beleza que é a vida digital e os paradigmas do que esta por vir ofende uma parcela da população, grande parcela que não esta presente, disso não vive e não tem voz.

Precisamos repensar isso. Pior ainda no Brasil que tem aproximadamente 30 por cento de sua população desconectada. Outros tantos aparelhados são analfabetos funcionais e que hoje servem de plateia.

Confesso ando apreensivo com os sinais. Não adianta culpar a polarização quando nos é deixado nenhuma opção. Somos tolhidos das escolhas nesse jogo. Da cor do carro (prata/preto/branco/vermelho) ao eletrodoméstico (branco/inox), seu prédio (areia ou espelhado) vivemos um mundo parametrizado.

Ou somos a parametrização do mundo que anos foi imposto? Quando? Por quem?

Estaria eu dando defeito?!

Porque n√£o gosto mais da Apple! E acho que todos deveriam esquece-la ao menos no Brasil.

Não é de hoje que sou cliente Apple. Lembro bem o primeiro ipod, do notebook que adquiri e que veio instalado com Mac OS Leopard.

Naquela época tudo era mais fácil. Ainda que tivesse menos funcionalidade e extrema incompatibilidade com outros sistemas, havia menos atualização de software, tudo era mais rapido, tranquilo e estável.

Como cliente acompanhei de perto a evolução do iPhone, iPod. Também vibrei e detestei o iTunes. Demorei para acostumar com o menu diferente da suite office e por aí vai.

Depois de algum tempo acostumei e tudo se acomodou. Alguns anos depois vieram os MacBook brancos, grande febre, e junto com eles a maior campanha de migração de plataforma ja visto por mim.

Parecia natural ver a migra√ß√£o. Eu mesmo a epoca comprei e tive duas atualiza√ß√Ķes do pro, voltei ao AIR e la fiquei at√© a extin√ß√£o do modelo de 11 polegadas. Hoje sou um infeliz renegado ao modelo de 13 polegadas que √© um trambolho para quem se acostumou com o de 11.

Pior do que perder o elan com a marca pela evolução, e cito por exemplo o teclado que piorou muito na suposta evolução pela falta de profundidade das teclas e agora esta um pouco melhor, é na assistência técnica que somos realmente desvalorizados.

Fato que a Apple trata seus clientes no Brasil como lixo. Nenhum respeito e zelo conosco tem.

Temos muita dificuldade para marcar horário na loja oficial do Rio. Pior frustração que essa (as vezes demora dias) chegamos na loja com horario marcado e aguardamos hora na fila. Não somos importantes, nosso tempo ali não interessa.

Ja na chegada passamos por uma triagem irresponsável, segundo a qual se faz uma falsa fila. Ja cheguei com antecedência e me pediram para sair da fila porque não estava no meu horário. Ja esperei na fila no meu horário e pessoas que estavam na fila depois foram atendidas antes porque estavam retornando.

O atendimento incompetente da Apple se equipara a postura tirana e autorit√°ria do Governo. Os atendentes da porta que nos atendem com poucas palavras, extremamente limitados na argumenta√ß√£o quando questionados se limitam a afirmar que ‚Äúa ordem veio la de dentro‚ÄĚ.

E quando voce está la dentro escuta um singelo desculpa pela atitude do funcionário vamos falar e ponto final. Não há nenhum meio de registro e de reclamação. Sabe porque ? Porque a marca esta pouco se lixando para voce.

Quem mandou voc√™ comprar um telefone caro que cheio fica lento e da defeito sem conserto? Quem mandou voce comprar um apple tv que trava, do nada desliga e a √ļnica Assistencia √© ela vender na base de troca outra unidade pela metade do pre√ßo de uma nova e incompar√°vel a sua.

√Č tudo descart√°vel, um lixo enquanto durar. A empresa passou a doutrinar por servi√ßos e bandeiras seus clientes e os tornou ref√©ns, n√£o de sua tecnologia e sim de da sua politica de uso e servi√ßos.

Olhando para traz de nada adiandou comprar aplicativos que ficaram sem suporte e compatibilidade com sistemas posteriores. Dinheiro jogado fora e ainda tenho equipamentos obsoletos para usar esses apps porém a loja já não tem ne?!

A Apple consegui fazer do trackpad um local enigm√°tico e chato, varias fun√ß√Ķes in√ļteis s√£o habilitadas automaticamente em seus sistemas que na realidade n√£o nos ajudam e sim nos prejudica.

Contribui a Apple para a idiotização das pessoas na doutrinação de seus sistemas, mais voltados a venda de serviços do que a função.

N√£o vejo nada de bom na Apple Music, na chatisse que √© dizer n√£o trezentas milh√Ķes de vezes a assinatura. Prefiro quando quiser usar m√ļsica por assinatura usar o Spotify e vou continuar a usar ate a Apple parar de encher o saco.

Itunes match foi na onda da Laura Pausini, se fu√® e junto com ele qualquer chance de integra√ß√£o de m√ļsica minha a biblioteca comprada. Sim, compro m√ļsica ate hoje porque acredito que valorizando artista pela aquisi√ß√£o de obra √© mais produtivo do que torna ele ref√©m da cultura de massa. Ainda que hoje olhe para traz e cada vez mais aumenta a inseguran√ßa de quanto tempo terei acesso as m√ļsicas pela pol√≠tica inconveniente de massifica√ß√£o de seus outros servi√ßos pela Apple.

Nada se compara ao desleixo pelo qual trata o cliente na hora de assistência tecnica. O minuto que voce precisa usar é o início do fim. Ainda que segregado em filas, a fila de retorno de equipamento para buscar um novo pois o antigo não tem conserto é inadmissível.

De igual forma aguardar 40 minutos para ser atendido para pagar um equipamento velho novo é imperdoável.

E a papelada que se assina para concordar com a política da empresa que é tudo ou nada muito encomoda.

Curioso como uma empresa de tecnologia pode ser tão incompetente e ineficiente para realizar um atendimento pessoal e de assistência técnica.

Talvez não. No fundo a culpa é minha. O sistema é esse. Os produtos pioraram. Os computadores fazem atualização de sistema na mesma frequência que voce olha para o telefone e a noção que por ser cliente de uma marca como a Apple me credenciaria para ter atendimento diferenciado, rapido e eficiente é uma lenda.

Portanto a Apple é uma empresa do passado. Hoje não é melhor que nenhuma outra, e a política de rebanho não agrega nada. Nem mesmo os produtos homologados nas lojas justificam o preço.

Não fui feliz na troca de 2 baterias de iphone 7 pelo tempo e falta de paciência para aturar tamanho desrespeito. Igualmente infeliz na troca de um iphone 5 por estufar a bateria, 3 iphone 6 por igual defeito. Ainda que fosse baratinho a bateria em nenhuma ocasião fui rapidamente atendido.

Levar telefone para o conserto é humilhante. Cheguei a ouvir que teria que pagar, e o telefone poderia não funcionar, correndo o risco ao final de ter um aparelho inoperante. Ou seja, pior do que foi levado.

Hora de abrir o olho, ver o quanto a política de serviço e de apelação a bandeiras esta de fato aprisionando pessoas do que libertando de sua capacidade produtiva. Prefiro fotos nítidas das cameras de outrora do que a doutrinação de efeitos borrados por exemplo.

Pois √©, acho que o meu tempo de Apple acabou, a ind√ļstria que perceber isso e facilitar a transi√ß√£o ta ganhando.

Por um tempo quando comprei o blackberrie 10 e foi plenamente compatível com o sistema não senti nenhuma falta da empresa. Alegria durou pouco e o telefone descontinuado.

Estou na torcida por dias melhores. Não necessariamente na Apple, uma hora alguém ha de triunfar.

Espero!

Bodas de ouro

Ja teve a sensação de olhar para traz ou caminhar sem saber exatamente para onde esta indo? Então a vida tem dessas coisas. Se viver é morrer um pouco a cada dia no plano material, seguir em frente exige força e fé, que seja para manter a paz de espírito.

Ontem celebramos 50 anos de casados dos meus pais. Que façanha! Certamente quando casaram não tinham a menor noção do que iriam viver. Adiante, do que se tornariam seus filhos.

Num papo muito franco com minha mãe na semana que antecedeu o casamento, o resumo da ópera esta também nos textos que antecederam essa celebração.

Fato que ela me botou no mundo em uma situa√ß√£o e circunst√Ęncia que hoje n√£o mais existe. Ate mesmo a realidade do passado hoje √© dificilmente explicada.

Onde chegamos? O que somos? Fizemos o que gostaríamos ou o que foi possível? O quanto olhamos para nos, nossa família e nossos pais? O quanto eles se dedicaram a nos ao longo de suas vidas.

A percepção desse amor incondicional me fez reunir a família, e num momento muito íntimo fazer vários agradecimentos.

Primeiro a Deus, por sua eterna miseric√≥rdia e gra√ßa atrav√©s da qual estamos todos vivos e de pe. Nesse periodo em que a humanidade agoniza, muitos n√£o conseguem pela tecnologia manter rela√ß√Ķes pessoais, outros atrav√©s dela usam como instrumento de guerra comercial, estamos aqui.

Resumo da √≥pera: tenho orgulho deste n√ļcleo que perten√ßo. Dele nada exijo, nada pe√ßo, nada imponho. Somos genuinamente preocupados e engajados uns com outros.

E isso da sentido a vida. Vale a pena.

Com relação a união de meus pais, pelo tempo que estão cada vez mais raro. Quem sabe dado o que vivi consigo fazer 30 anos de casado no futuro? E que esses anos representem 50 em compromisso e aventura.

Felizes e unidos para sempre!

Da ilus√£o a crueldade ou vice versa.

Hoje assisti cruella. Impressionante a quantidade de histórias que ao longo da vida se revelam diferente daquelas que vivi quando criança.

Ninguém me disse, tanto na a vida real quanto na mensagem passada nos desenhos, o quanto seria difícil viver.

Enquanto criança fui alimentado e estimulado a viver no mundo das ideias. O imaginário era supervalorizado. Ja na adolescência tive a impressão de viver um momento de propulsão e grande evolução na história. Nesse período vivi momentos importantes, desde o direito a voto a abertura de mercado.

Exceto pela estabilidade econ√īmica que nunca houve, pois o dinheiro sempre perdeu rapidamente o valor e o pre√ßo de tudo subiu, quando universit√°rio recebi no√ß√Ķes b√°sicas da minha profiss√£o e da√≠ em diante a hist√≥ria fala por si.

E o que tem haver com o filme? Bem, n√£o h√° nada de bonito, interessante, leve e enriquecedor no filme que conta o in√≠cio da hist√≥ria. N√£o √© divertido. A Disney segue o padr√£o de recontar hist√≥rias a partir do in√≠cio que n√£o existia. Assim como no senhor dos an√©is que come√ßou pelos √ļltimos filmes, star wars repetiu a mesma fa√ßanha de come√ßar pelo fim e agora desenhos conhecidos est√£o seguindo o mesmo conceito.

A história eh recheada de atos de crueldade. Sob todos os angulos e aspectos. O desrespeito pelo próximo é surreal e gritante.

Ainda que essa história tivesse escrito no passado suponho que ha um motivo pelo qual nada foi feito e revelado. Não estavamos preparados para a realidade ma? Ou fomos todos iludidos no que foi dito pelos contos do passado?

Talvez a maior cruella não seja a do filme, e sim de muitas das histórias que nos foram passadas na vida. Alguns se estimulam por ela, talvez pelo flerte ao cruel ou ambição, cobiça a vida alheia.

O que acha?

Importante √© resolver, mesmo que aos poucos. Se ningu√©m tivesse problema nossa profiss√£o n√£o existia‚Ķ

Respeitar a fila n√£o √© ser direita nem esquerda, √© respeitar o pr√≥ximo.

√Č alarmante a quantidade de mat√©rias jornal√≠sticas que denunciam a falta de respeito de muitos brasileiros a fila.

Para n√£o manter o assunto amplo, alguns exemplos: da fila de interna para a fila de vacina√ß√£o. Da fila no tr√Ęnsito ao respeito a faixa de tr√Ęnsito.

Tudo tem sempre um jeitinho brasileiro. Que não digam que aqui não é democracia. Afinal ate grupos prioritários obrigatórios a lei criou.

E no aeroporto que representa a triagem de pouquíssimos brasileiros que tem acesso a esse tipo de transporte a situação não poderia ser diferente.

Somos uma cat√°strofe na hora de respeitar fila. Hoje pela manh√£ enquanto aguardava minha posi√ß√£o na fila do detector de metais observei que ningu√©m mantinha dist√Ęncia apesar da marca√ß√£o no ch√£o da dist√Ęncia necess√°ria.

Que foi? A tia n√£o ensinou? Essa li√ß√£o b√°sica de forma√ß√£o de fila voce se ausentou? De minha parte aprendi no Col√©gio Padre Ant√īnio Vieira a formar fila no terceiro sino sen√£o n√£o assistia aula. Era logo despachado para casa. Certamente os alunos de outras institui√ß√Ķes de ensino tamb√©m aprenderam tal fa√ßanha.

Tomei um susto ao perceber que a esquerda uma senhora furaca dizendo ‚Äúdesculpe estou atrasada‚ÄĚ fato que motivou a minha franca resposta ‚Äún√£o desculpo e n√£o permito. Estou igualmente atrasado aqui esperando em respeito ao proximo‚ÄĚ.

Esses poucos que viajam de avião, quando estão em outros países se portam educadamente. Porém no Brasil que tanto pedem o fim da corrupção, de tantas promessas moralistas, furam a fila como se estivessem no direito.

Somos por lei obrigados a respeitar as prioridades. Não é de hoje que alguns idosos aproveitam de sua prioridade para embarcar com toda a família como se idosos fossem.

Quem n√£o gosta de comodidade? Ainda temos a fila dos privilegiados que viajam muito e daqueles que compram um assento conforto.

O que não podemos admitir é que a regra de respeitar seu lugar e o próximo se torne exceção.

O que some ou quebra para nos salvar?

A história possivelmente se repete em várias outras residências. Derrepente você está em casa, precisa de alguma coisa e se depara com ela quebrada. Quando não some.

Ontem a tarde me dei conta que a impressora com a bandeja de papel quebrada em duas partes

Minha rea√ß√£o inicial foi de surpresa, tomei um susto. Como poderia algo que fica t√£o distante do meu alcance no dia a dia quebrar assim? J√° n√£o imprimo texto e documentos ha anos. A ponto de quase descrever como antigamente…

Provavelmente terei que conviver com a peça quebrada, em desafio a minha mente reparadora, ou comprar uma nova.

Fato, esta quebrada. Não é nova. Dificilmente no mundo descartável de hoje não conseguir encontrar peças para reparo de um equipamento adquirido 8 anos atrás. E somos rodeados por objetos que nos servem, gostamos, nos protegem e que algum momento depois quebram, ou somem.

Porque????????? Temos mais do que precisamos ou existem e se danificam para nos proteger?

Qual a sua história ?

To YouTube or not to YouTube e a eventual censura por traz da quest√£o…

Tenho recebido alguns pedidos para retomar os vídeos no YouTube. De fato os vídeos são um bom complemento aos textos. As vezes um segundo olhar ou mesmo a contextualização das ideias.

Ando reticente em utilizar a plataforma, e não é pelas ideias, e sim pela noção de controle destas sobre seus usuários.

O advento da ‚Äúlivre censura‚ÄĚ sobre temas e interpreta√ß√£o destes pelo google assusta. De igual forma a concretiza√ß√£o que o ‚Äúser social‚ÄĚ √© um projeto de pessoa viabilizado por um algoritmo assusta.

N√£o desejo partilhar ideias em um local onde no futuro o conceito venha a ser julgado improprio, seja censurado ou apagado.

Minha vida se faz com caneta ou lapis sem borracha. As decis√Ķes que tomei perfazem um aprendizado. Tento ao longo dos anos errar menos, acertar mais, e viver sereno e com aprendizado.

Não apago foto, não apago texto, não escrevo para segmento ou conveniência. Isso é a minha vida. Nada alem dela é tratado aqui. E me permito pensar alto e baixo sobre os temas que enfrento.

Quem me garante que esse modo de viver permanecer√° intacto e inviol√°vel nas plataformas do Google?!

Se não é possível apagar a história, porque seria normal e justo permitir a pessoa apagar o que não lhe convém? E o que ela evoluiria com tal atitude?

A tecnologia não está aí para tornar a vida mais confortável e prática, apresar de ter aqueles que desligam o vídeo para não ser vistos em conversas, o contato pessoal e a troca que se tem pela imagem, ainda que não presencial, é inestimável e imprescindível a nossa existência.

Portanto ainda estou pensando se gravo ou n√£o, onde gravo. E se voce tiver alguma opini√£o ou indicacao ser√° muito bem vinda!