Aprendi com os meus pais, muito mais observando suas escolhas, do que ouvindo discursos sobre ética.
Aprendi a ter limites.
Nem tudo aquilo a que temos acesso nos pertence, nem todo convite deve ser aceito e nem toda oportunidade precisa ser aproveitada.
E talvez uma das maiores demonstrações de liberdade e dignidade seja saber dizer: “Não, obrigado.”
Quando um pai aceita ou recusa alguma coisa, não está tomando uma decisão apenas para si. Há um filho observando e aprendendo qual será o tamanho da sua própria régua.
Por isso pensei: A lei estabelece o mínimo que somos obrigados a respeitar.
Mas o que um pai ensina ao filho não deveria estar muito acima desse mínimo?
Estou sendo radical?
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