Aprendi… E continuo aprendendo.

Nada como um feriado para recordar os aprendizados que a vida nos proporciona. Alguns chegam com o tempo. Outros, com a experiência.

Outros, infelizmente, com a dor.

Mas nem todos os aprendizados dizem respeito à política.

Aprendi que a dor ensina.

Aprendi a encontrar Deus e agradecer pelos milagres, pelas bênçãos e até pelas dificuldades. Compreendi que ajudar o próximo pode ser tão simples quanto repartir o pão.

Aprendi que nunca é tarde. Que a vida é feita de encontros, desencontros e reencontros.

E aprendi que, se não tivesse encontrado coragem para tentar, mesmo quando o resultado foi a derrota, talvez jamais tivesse conseguido enxergar o mundo com tamanha clareza.

A experiência ensina coisas que nenhuma vitória é capaz de ensinar.

Hoje, uma convicção permanece: o melhor agente de transformação não é o político. É o cidadão.

Continuo aprendendo, revendo ideias, reconhecendo erros e procurando compreender melhor o mundo e a mim mesmo.

Afinal, sou quem eu sou.

E você, quem é você?

Simples assim.

Costume de casa, vai à praça.

Aprendi com os meus pais, muito mais observando suas escolhas, do que ouvindo discursos sobre ética.

Aprendi a ter limites.

Nem tudo aquilo a que temos acesso nos pertence, nem todo convite deve ser aceito e nem toda oportunidade precisa ser aproveitada.

E talvez uma das maiores demonstrações de liberdade e dignidade seja saber dizer: “Não, obrigado.”

Quando um pai aceita ou recusa alguma coisa, não está tomando uma decisão apenas para si. Há um filho observando e aprendendo qual será o tamanho da sua própria régua.

Por isso pensei: A lei estabelece o mínimo que somos obrigados a respeitar.

Mas o que um pai ensina ao filho não deveria estar muito acima desse mínimo?

Estou sendo radical?

ASSISTA

O Rio sonha e as escolas fecham.

Brasileiro é resiliente, sobrevivente e também sonhador.

E como sonha!

Hoje entendo, tão importante quanto acordar e dormir é sonhar.

Através desses preciosos minutos temos habilidade de nos refazer, descansar, ganhar energia para recomeçar e fazer planos para o futuro.

Novo dia, todo mundo tem um sonho para falar. E ate mesmo quem não sonhou comenta.

Ainda que pouco me surpreenda, a leitura matinal trouxe uma notícia de tirar o sono e sabe la qual sera o reflexo no sonho.

Se estou aqui para escrever essas linhas, certamente assim o faço por ter sido instruído e educado.

A escola, longe de ser boa, também não era ruim. Na deficiência acadêmica aprendi muito sobre a vida lições como essa que estou a escrever.

Foi o estudo, e o aprendizado do meio que estava, que me fez aprender a perguntar e refletir. A ordem dos fatores não importa.

A fórmula magica para o desenvolvimento pessoal passa necessariamente pela repetição do ato de ir a escola.

Isso esta sob risco.

Outro colégio fechará suas portas em botafogo.

A bola da vez é o colegio sao vincentino que anunciou o encerramento em 2027.

Me parece que a educação esta fora de moda.

Rebaixada a um produto ruim para o dono da escola e paradoxalmente rentavel para o empresario investidor e captador de aluno como negócio.

A gestão escolar não deveria ser mais importante que ensinar português e matemática. Hoje me parece que é.

E alguns professores acostumados a reclamar sem conseguir viver dos seus salários.

Se não tiver tamanho e escala, poucos sobreviverão. Melhor também não deixar pensar.

A Zona Sul do Rio de Janeiro definitivamente parece ter virado a página da educação.  Jacobina, Princesa Isabel, São Patrício, GIMK e tantos outros  fecharam as portas.

Importante na atualidade é fazer campanha de educação, reclamar do autopropelido, da calçada obstruída, da fila, do motociclista e dizer que vai consertar.

Nenhum candidato fala em estudar. Logo não há como mudar. Assunto chato, melhor divulgar agenda de show, premiação em feira de inovação, e segue o baile.

Alguns políticos e cidadãos optaram por levantar a bandeira da educação na forma genérica.

Educação publica  por muitos que no passado foram educados, se resume hoje a subsídio para obra, custeio de transporte, ar condicionado, merenda… parafraseando João Gomes, é o que esta tendo! E tem uns professores para administrar ja que os alunos não podemos reprovar.

Educação hoje esta na metamorfose para ser a Efrustracao de amanhã. O ideb do Rio ja revela que existem alunos nota 10 nesse quesito, sem parabéns e pirulito.

Vamos resolver o desafio da educação?

Permitir que as escolas não sejam obrigadas  a adotar como politica de inclusão o material medíocre do MEC. 

Que tenham foco exclusivo no aulo e não em seus pais e na politicagem.

A mudança da atual politica de tolice educacional precisa mudar.

Os sonhos para o Rio, a julgar pela futura cooptação do estado e prefeitura pelo mesmo grupo politico, tendem a piorar.

Realidade imposta pela abstenção exposta.

Vamos votar?!

Tirar essa malvadeza do ar e o fim da especulação imobiliária cuja vítima da vez são.. as escolas.