O homem que esteve na linha para chegar ao governo sem ter sido eleito diretamente para aquele cargo acabou impedido de assumir naquele momento.
Meses depois, submetido ao voto popular, recebeu mais de quatro milhões de votos.
Daí a César o que é de César.
Quem terminou atrás pode reclamar, judicializar e disputar todas as questões que a lei permitir. Isso também é democracia.
Mas processo nenhum altera um dado daquela votação: o candidato que entrou apontado como favorito terminou atrás.
A capital não é o Estado do Rio.
Popularidade anunciada não é garantia de voto.
Narrativa não faz urna.
Talvez essa seja a maior ironia de todo esse processo eleitoral.
Às vezes a política dá uma volta enorme para chegar exatamente ao mesmo lugar.
Causa e efeito.
Simples assim.
