Serie 50 | Capitulo 20 – O homem que me tornei | fim.

Somos desde pequenos instruídos por nossos pais e pela sociedade a acreditar que dias melhores virão. A noção que o bem deverá prevalecer sobre o mal vem desde o primórdio da civilização, também em inúmeras passagens bíblicas.

Talvez por isso, a julgar pela enorme quantidade de textos alguns podem ter sido levados a pensar que o ultimo capitulo poderia concluir, como o final de novela ou aquela sequencia gostosa de filme, a historia.

Assim o farei de forma leve, embora as conclusões sejam pesadas.

Aqui estou, cinquentão ha quatro meses. Muitas lições aprendidas que realisticamente não significam que tenha eu entendido tudo.

Não entendi.

Cheguei a essa idade sem muitas respostas à questões vividas ao longo do tempo. Isso é difícil de assimilar. Por outro lado é fácil perceber que hoje vivo com menos ilusão. A lente limpa e a realidade tem demasiado peso.

O fim dessa serie não significa o fim da vida, e como muitos não faço ideia de como irei terminar. Apenas sei que estou tentando.

Foi um relato de duvidas e situações importantes vividas no lado pessoal e no profissional que moldaram a pessoa que me tornei.

Não a toa estou na terapia, como se fosse um pedido de ajuda na organização dos pensamentos, alguns os quais não enfrentei ao longo dos anos por estar justamente no modo de sobrevivência emocional.

Isso não é legal nem glamoroso. As vezes me sinto cansado.

Das poucas certezas que tenho, depois de tudo o que vivi até chegar aqui, me tornei um homem que busca todos os dias funcionar enquanto meu interior esta a reorganizar alguns passos da vida, as vezes pedindo, outras gritando: Para!

Sigo resiliente.

A percepção que muitos que um dia seguraram a minha mão e que agora também precisam da minha presença enche de esperança e felicidade o coração.

Mal sabem que até estabilidade emocional me dão, seja por me ocupar nas coisas bobas, ou ate mesmo o que poderia ser complexo e de difícil decisão.

Especialidade da casa: decidir.

O vinculo com a religião me fez entender que mesmo cansado, confuso, sem força e sem alarde, consigo seguir uma diretriz minima de existência e sobrevivência.

Me orgulho de honrar meus pais.

Não é simples essa vida, principalmente quando voce vive percebendo a ausência de pessoas que nunca imaginou ver tao longe.

A distancia de muitos foi uma lição aprendida com dor, de forma silenciosa que não costumo verbalizar.

Busco suprir com a percepção que o homem que me tornei, ou estava a me tornar para viver a vida adulta, lidaria com o afastamento de pessoas na mesa.

Hoje sei, ser adulto significa aceitar essas maldades discretas.

Nem o amor de hoje é permanente. Ja bem dizia Vinicius de Moraes que o amor é como chama, que seja eterno enquanto dure.

Felizmente a chama aqui nunca apagou, apesar de abalada pela desilusão ao descobrir que algumas pessoas que juravam estariam ao meu lado, agora sei, não estarão.

Sem ressentimentos (mentira).

Tenho por perto improváveis, e através deles, aprendi a enxergar uma fração do homem que me tornei.

Concluindo. Não venci tudo, não sou plenamente resolvido apesar de bem decidido, e me situo cada vez mais longe de alguma luz e solução definitiva.

Ainda tenho alguma lucidez (espero) e através dela formulei a teoria que viver a maturidade dos cinquenta significa não ter todas as respostas. Me faltam muitas.

Imagina so, hoje consigo viver, mesmo sem resposta.

A serie hoje terminou, não com a celebração da perfeição, conquista e alegria do que fiz ate aqui.

Me despeço com esse registro honesto e verdadeiro de alguém que continuou.

Ate ja, Pedro

Serie 50 | Do Pedro para o Pedro: Reflexões às vésperas dos 50 anos

Serie 50 | Do Pedro para o Pedro: Reflexões às vésperas dos 50 anos

De tempos em tempos paro e olho para trás. Em breve — e se assim Deus permitir — serei mais um cinquentão no mundo.

Ainda que seja para frente que se anda, o tempo que antecede a chegada dessa idade, somado à porção diária de leitura bíblica, me fez refletir muito.

A consequência prática foi assumir as rédeas da própria vida.

Às vezes olhamos para o lado e ouvimos, muito e incansavelmente, que não somos necessários. A esses digo: seu desejo foi realizado. Sua vontade virou minha coragem.

Não nasci para viver na posição de conforto, é verdade. A percepção disso, aliada à fé, me impôs tomar decisões duras para viver em paz.

Esse foi o presente de cinquenta anos que só eu mesmo poderia me dar: viver a paz de Cristo todos os dias, a despeito das questões do dia a dia.

É tempo de acordar e pensar. Tempo de planejar. De viver o presente e cultivar novas relações. Aproveitar a família e a vida.

Tempo de largar quem vive de preconceito ou o cultiva na conversa de bar — seja amigo ou familiar.

Tempo de fugir de fofoca e de curiosos.

Tempo de prosperar.

Foi olhando para trás que entendi e enxerguei a pintura inteira: o Senhor é meu pastor e nada me faltou. Com ou sem dinheiro, sempre tive onde morar, porque Ele me salvou.

Então, Pedro, o melhor conselho que posso te dar nos dias que antecedem os cinquenta é: permaneça livre. Viva a sua vida. Não aceite o sequestro no trabalho, de processos e contatos, como moeda para existir.

O que realmente é caro na vida, o dinheiro não compra.

Diga sempre o que pensa, ainda que seja inconveniente ou impertinente. Seja verdadeiro consigo mesmo. Não perca tempo tentando corrigir o incorrigível, nem perca sua reputação tentando agradar quem não te prestigia.

É preciso muita força e fé para vencer o medo e encarar o inesperado. Tenho a sorte de viver uma vida plena com um homem que chamo — e sou — marido, sem me importar com o que os outros vão pensar.

Vou virar cinquenta anos com o caderno de contatos — agora aplicativo — renovado.

Na esperança de que esse tempo limitado na Terra me permita continuar a aproveitar a vida, honrar meus pais e cuidar da família que construí ao longo do caminho.

Vai dar certo?

Já deu.

O Tempo que Revela

A condição humana para estar vivo é suportar, enfrentar e superar uma infinidade de questões — e alguns problemas que surgem no caminho.

Considero esse período que antecede o Natal o mais importante do ano. A percepção da comemoração de mais um aniversário do nascimento de Jesus traz, de fato, o melhor das pessoas.

Penso — e entendo — quem gostaria de viver o clima de Natal o ano inteiro. Imagine lidar apenas com pessoas capazes de serem mais otimistas, um pouco mais generosas e até assertivas, ao invés desse vai e vem de egos e disputas que atravessam o resto do ano.

Não à toa, parece que em janeiro tudo de bom que muitos fazem em dezembro simplesmente desaparece. A perspectiva de esperar longos — porém rápidos — meses para retornar a esse estado provoca em alguns, além de tristeza, um certo egoísmo. Passam a viver para si mesmo.

A minha parte venho procurando fazer o ano inteiro.

Nesta semana montei a árvore de Natal. Me alegra ver e viver essa liturgia — esse estado de espírito. A árvore montada, as luzes incandescentes acesas, sem ferir os olhos, e eu aqui, olhando para a estrela iluminada no topo como quem olha para si. Não tanto quanto gostaria — poucos em batalha conseguem —, mas consciente de que cada vez mais preciso olhar melhor para dentro.

Aproveito, portanto, esse tempo — e essa época — para, silenciosamente, pensar: o que eu fui, o que fiz, o que sou e o que ainda pode nascer em mim.

Deus é misericordioso, isso sabemos. Vejo que alguns, confiantes em alguém que nos amou até o limite — que tudo nos deu, inclusive a si —, esquecem que não são deste mundo. Eu me lembro disso, e sobre isso escrevi e afirmei muitas vezes.

A percepção desse fato é o que me encoraja todos os anos a receber família e amigos em casa para celebrar a Festa da Árvore. Essa ocasião serve para lembrar que viver é mais do que trabalhar, comprar, cumprir agenda, resolver problemas e eliminar pendências.

Viver exige manter o coração limpo.
É difícil. Porque? Ninguém nos ensinou que viver é perigoso.
E a tentação de endurecer é diária.

Confesso que não sei se mudei o suficiente, se amadureci o necessário ou se apenas sobrevivi.

Ainda estou aqui.

Enquanto digito, respiro, reflito, penso e reorganizo.
Processo parecido faço quando escuto música, organizo meus discos e me dedico à casa, à família, ao marido — com valores que, espero, edifiquem nosso castelo e se Deus permitir, ficara em pe para sempre.

Nos acertos e tropeços, entendi que busco na fé uma forma de manter o coração limpo e sobreviver em um mundo que insiste em nos endurecer e afastar do que realmente importa.

Chego ao fim do ano com alguns arranhões, feridas em processo de cicatrização e perspectiva de sucesso em algumas questões.

Em retrospectiva, vejo que caminhei entre cidades, histórias, reuniões, estradas e lembranças — tudo o que foi possível para tentar viver com densidade. Tenho dificuldade de viver no modo automático, de caber em caixas, de conviver com o raso ou o improviso vazio.

Recentemente, alguém disse que eu tenho capacidade de mudar de assunto sem perder profundidade: falar de regulamentação bancária, preço de brunch em Paris, tensão do tensor da W123 e do sentido moral do Estado brasileiro — e ainda assim permanecer no mesmo eixo de responsabilidade e consistência.

Por anos me julguei insuficiente por não mudar de opinião conforme o vento. Hoje entendo: eu mudo quando entendo.
E para entender, aprendi a ter escuta longa.
No profissional, aprendi a discordar sem aumentar o volume — aumento a precisão. Custe o que custar, demore o quanto for, resolvendo, da certo no final.

Não é facil, so consigo porque não estou em guerra comigo mesmo.

Ser gay nessa sociedade — intolerante em alguns aspectos, acolhedora em outros — me ensinou a levar tradição e afeto a sério, mas não como peso. Não me enraízo em valores que não me pertencem. Nesta vida curta, procuro aproveitar meus pais, as cidades onde estou, meus carros e esses textos que escrevo: representam a memória viva.

Melhor do que isso so mesmo gravando video, bloqueio que estou constantemente tentando superar.

Ainda que às vezes pareça cético, procuro terminar meus textos com esperança.
Que seja por um fio — vale a pena tentar.

Quanto mais me aproximo dos cinquenta, mais busco sentido no que atravessa o tempo: pessoas, gestos, memórias.

Há carros que a gente compra.
E há carros que nos encontram, como se estivessem à nossa espera.
Isso diz muito sobre mim.
Vejo valor no que amadurece, não no que apenas envelhece.
No que permanece quando o mundo corre — ou nos cobra correr.
Não preciso levantar a voz para ser quem sou.

Procuro reconhecer o que tem valor mesmo quando ninguém está olhando.

Entendi que o tempo não leva tudo — ele revela.
Só o tempo revela quem ficou, quem se foi, o que importa e o que só fazia barulho.

Tantas certezas, e ainda não sei exatamente quem sou.
Mas sei o que não quero ser.
E, por agora, isso basta.

Que esta véspera de Natal e o ano que está por vir sejam de mais presença e menos embrulho.
Menos promessa e mais verdade.
Tão importante quanto decorar a casa, entregar uma lembrança e preparar a mesa — é habitar o coração.

Sigo buscando.
Com calma.
Com firmeza.
Com coração.
E com fé — porque com fé tudo é possível.

Este blog, com seus erros e acertos, é o meu lugar de pensar.

O Legado Vivo

O Legado Vivo

O ano era 1944.

Nascia meu pai no dia 28 de dezembro, trazendo amor e felicidade logo após a comemoração do nascimento do Filho — Jesus.

Amado e idolatrado, formou-se em Medicina em 1972 e se especializou em Cirurgia Geral em 1976, pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Entre plantões e a falta de tempo, começou a se dedicar à medicina, sem imaginar que seria, ao mesmo tempo, seu primeiro e seu segundo grande amor.

Encontrou-se naquilo que o senso comum chama de profissão, mas que eu entendo como um verdadeiro sacerdócio — e essa visão é compartilhada por seus colegas de trabalho, pacientes e por mim.

A medicina que ele pratica até hoje, com tanto zelo e humanidade, não foi sua única proeza: ainda encontrou tempo para fazer dois filhos.

Quem puxa aos seus, não degenera — herda.

Somos ambos, eu e Otávio Filho, aniversariante de hoje, abençoados pela presença e pelos valores que ele nos transmitiu ao longo dos anos.

Apesar de termos nascido do mesmo pai e de termos nossas diferenças, somos unidos pelo amor de família.

As feridas que a vida causou foram, com o tempo, cicatrizando.

Esse meu irmão, focado e determinado como o pai, seguiu sua vocação no mercado financeiro e me ensinou muito sobre coragem, disciplina e resiliência.

Desde cedo conquistou a liberdade de andar pela cidade e viver — fosse de carro com motorista ou mesmo de ônibus.

Enquanto ele interagia com o mundo, surfando, jogando tênis e futebol como todo bom carioca, eu me escondia embaixo da asa protetora da mãe, refugiado atrás do monitor do computador, tentando entender o peso da vida.

Octavio Pires Vaz Filho é gigante.

Herdou do nosso pai o amor pelos filhos e construiu, por mérito próprio, uma reputação sólida no mercado financeiro brasileiro.

Transitou do setor bancário tradicional para o florescente universo das gestoras independentes, ajudando a moldar o cenário que hoje move o país.

As matérias jornalísticas da época mostram que, já no início dos anos 2000, ele contribuía — e muito — para o debate sobre fundos multimercado e estratégias de investimento.

Essa contribuição rendeu reconhecimento e sucesso, tanto para si quanto para seus clientes, combinando performance, inovação e partilha de conhecimento.

Aprendi muito com ele.

Da arquibancada, acompanhei sua rápida ascensão — comentando cenários econômicos, liderando lançamentos de fundos, participando de grandes projetos de investimento.

Construiu sua carreira com entrevistas, reputação e resultados.

E é um vencedor — porque empreender no mercado financeiro brasileiro exige coragem, esperança e fé.

Ter esperança e desejar um futuro melhor, mesmo quando nada parece estar bem, revela a mesma resiliência que meu pai teve ao se afastar de casa para sustentar a família.

Que este dia, o do seu aniversário, reflita o legado do seu amor — amor pela família, pelos amigos e por todos que lhe querem bem.

Sigo aqui, na plateia, observando e torcendo.

Os embates do passado ficaram para trás.

Vivemos hoje o legado vivo do amor de nossos pais.

Te amo.

28 de Dezembro de 2025

O Fim do Degelo: Reflexões às Vésperas dos Cinquenta

Parece que foi ontem que iniciei o ano me perguntando como ele iria transcorrer. Acredito que não sou o único a pedir e estabelecer metas pessoais e profissionais.

De todas as que fiz, hoje olho à minha volta e percebo que vivo a mais improvável delas. Graças a Deus.

Depois da crise dos quarenta, entrei no retrospecto dos cinquenta.

Percebi que, em poucos meses, essa idade vai chegar. Jamais poderia imaginar que a proximidade desse aniversário causaria tamanha revolução e reorganização interna.

Ajuda o fato de que, no campo profissional, apesar da demora na solução de algumas questões que venho buscando resolver há anos, os resultados estão chegando.

Faço parte e/ou sou a ponte para a solução, porque vivo diariamente os problemas dos outros. E não esqueço — nem das pessoas, nem das circunstâncias.

Esse tipo de profissional que me tornei foi construído ao longo dos anos, nos embates diários de situações e pessoas, moldado pela educação, assertividade, caráter e transparência. Isso ilustra bem uma frase que costumo dizer: “quem puxa os seus não degenera, herda.”

Amém!

Não tenho motivo, nem tive educação ou instrução para agir de forma contrária. Se hoje estou vivendo em altitude e velocidade de cruzeiro, apesar das turbulências, foi porque planejei, busquei e Deus, no comando, me capacitou para ser assim.

A revolução veio no campo pessoal.

Recentemente, falei ao Paulo que, antes de conhecê-lo pessoalmente, escutei sua voz. Através dela, conheci seu coração. A partir disso, a questão não era se eu ficaria com ele até o fim da vida, e sim se ele me aceitaria para ser dele pelo resto das nossas vidas.

Foi assim que entrei na vida dele. Ainda que com traumas, defeitos e um coração duro, construímos uma relação que torna os mais de vinte anos de distância em zero e aprendemos a viver o hoje.

Obrigado, Deus, Tu és bom o tempo todo. Conheces bem o coração das pessoas e não as julgas pelo que fazem, mas pelo que são.

Até mesmo quando me afastei da igreja ao me entender gay, voce me acolheu. E aqui estão inúmeras passagens que considero milagres, vividos o qual sou testemunha.

Não há um dia em que não me lembre de suas palavras quando estive internado e curado, como bem disse um emissário no corredor do hospital. Seja lá ou até mesmo num exame complexo laboratorial.

Quatro anos atrás, Ele operou outro milagre grandioso:

Me trouxe o Paulo. Aquele coração frio e duro, anos depois, começou a amolecer.

Junto com ele, algumas das emoções reprimidas voltaram. Algumas com lágrimas de alegria, outras de superação. Também chorei angústias, dores e frustrações nos momentos mais improváveis do dia.

Se hoje consigo acordar e olhar para a vida com amor e felicidade, reconhecer logo cedo a importância de rezar e agradecer por despertar, abraçar o maridão, escutar música e ter uma vida com ele, foi porque aprendi — e a vida me ensinou — a reconhecer esses momentos, como descrevi no texto “At times life is pure joy.”

Para os que não me conhecem pessoalmente, pode parecer que vivo para enfatizar a alegria e a felicidade o tempo todo. Acredito que, com o passar do tempo, as experiências relatadas revelam que ambas são reconhecidas em situações do dia a dia, ainda que permeadas por outras questões.

Como, por exemplo, dizer não. Não há contexto em que o estabelecimento de limites e um “não” sejam alegres.

Em “Livrai-me de todo o mal” retrato a felicidade por ter mais um ano com meus pais. Que presente esse dado por Deus: deu vida longa à minha família. Nesse contexto, sou de corpo e alma grato por viver esse momento.

Isso, assim como o desejável dia previsível e tipicamente normal, me dá uma sensação de pertencimento.

Voltando ao início do ano, o que mais? Esses sentimentos vêm sendo amplificados ao longo dos dias e semanas. Causaram suposto descontrole das emoções e, por elas, lágrimas caem como a chuva aparece todos os dias no Pará.

Coração conquistado, vida em ritmo de construção normal, tenho me dedicado à nossa família. Através de situações difíceis, aprendi a dar valor a todos os que estão presentes.

Olho para trás com felicidade, por que não?, ao ver que construímos nosso amor em um ecossistema de vida, trabalho, família e amigos por perto.

Isso aquece meu coração, que acorda e bate insistentemente forte, como a boca que treme, treme, treme ao comer a folha de jambu.

Fiz planos para tudo, menos para o aquecimento do coração. Esse veio como uma dança, um sorriso, um beijo, pela família, pelos amigos, veio com tudo o que é bom, ainda que por trás de desafios.

Posso hoje perceber, meses antes dos cinquenta, que o fim do degelo está próximo!

E os cinquenta vão chegar comigo em paz com a família, o trabalho e o passado.