Educação codificada

Ando reparando a enorme quantidade de reclamações de pais sobre a linguagem dos filhos. Me lembro que ha décadas anos atrás quando estive na politica, o debate era sobre a necessidade de alimentar a criança, e a necessidade de colocar ela em uma escola/creche para ter acesso a um determinado número de palavras.

Esse debate hoje não existe. A fome não passou. A educação não chegou. Contudo os palavrões, o jeito informal e meio chulo chegou, ao que parece em definitivo.

Junto com ele a observação que muitas crianças são secadores de bateria de celular. Estão atentos a essa tela e aos sinais que ela apresenta como pensamos e respiramos essas palavras.

A banalização do viver, pela utilização em excesso e desregrada do dispositivo que não educa, não ensina, não instrui é uma nova realidade a qual não me adapto.

Confesso que acho muito estranho ouvir de meu companheiro chamar a siri para saber do tempo, e ate mesmo localizar seu celular.

Tarefas simples que exigem stamina acabam sendo delegadas a tecnologia, e não estamos exercitando a massa cinzenta ociosa outrora acionada até mesmo para decorar número de telefone com algo produtivo.

Retirar de criança telefone celular é declarar guerra a sua existência. De outro lado entrar na igreja e assistir fieis e padres utilizando celular, seja para acompanhar a biblia, seja para nele lembrar as anotações, ou até mesmo para transmitir aquele momento, é prova que essa tecnologia é indelével a existência humana.

E o que estamos fazendo com a educação? Ela em razão desse avanço se liquefez. Seus conceitos embora inalterados não resistiram a utilização em massa da tecnologia.

O que antes ja foi um luxo, como videogame, computador, de uma época que eles não transmitiram e sim eram codificados, hoje em dia é utilizado em massa. E estão ensinando ou corrompendo do adulto a criança.

E o que estamos fazendo a respeito? Como vamos melhorar isso? Quantas gerações estamos perdendo em razão disso?

Pão para quem tem fome, emprego para quem precisa. Nasce a padaria social!!!

Quando no inicio do ano me propus ajudar a arrecadar dinheiro para a padaria social não tinha ideia que conseguiria em tão pouco tempo chegar ao objetivo.

O sonho se tornou realidade. A vontade de ajudar o próximo venceu. Com ajuda de amigos, família e alguns moderadores do Clubhouse, esse projeto se impulsionou.

E hoje o projeto de ontem se tornou realidade! Além das quentinhas a associação vai também distribuir pão.

E derrepente me vi rodeado de pessoas legais, de um grupo legal no clubhouse que so faz o meu coração transbordar de amor.

Que o pão simbolize fé e esperança para aqueles que estão em dificuldade. Que esse pequeno gesto sirva de incentivo. Não temos ainda uma solução rapida para mudar o mundo, porém se todo mundo prestar atenção ao próximo ja é um bom começo.

Essa é só uma parte das boas notícias, outras tantas estão por vir. Por hora segue a foto dos equipamentos e a nota fiscal.

Conseguimos fazer a diferença no mundo! Obrigado!!!

1 ou 0.1 quem da mais

Não é de hoje que meu instinto contestador se rebela contra aqueles que, numa escala de 0 a 10 em atividade judicante pautam suas notas em 1 decimo.

Ora, se é para julgar de 9.9 a 10 porque não mudar a escala de 0.0 até 1? Seria porque nesse caso o resultado final é muito baixo? Ou porque nascemos e somos instruídos a considerar sempre a nota 10 portanto 9.9 é menos pior do que 10. Apesar de que nesse último caso num padrão de notas não estamos julgando nada senão a diferença de 1 décimo.

A busca pela perfeição, ao que parece, é uma constante qualidade ou doença daqueles que estão dando nota no quadro dança dos famosos e tem nesse 01 décimo a solução para um julgamento quase perfeito.

Se .01 décimo é suficiente para estes, para mim não é. Tenho a escala clara de 0 a 10 na cabeça e os quebrados não poderiam jamais virar inteiros. A partir desse décimo se decide a vida de quem é julgado num padrão mediocre, que cria uma pseudo concorrência.

Vejo tanto no carnaval quanto nos quadros da tv, toda vez que se permite fracionar nota de 0 a 10 os critérios são 9.8, 9.9 e 10.

Tanto para quem ganha quanto para quem perde o resultado deveria ser uma frustração. Um ganha por pouco. Outro perde por nada. Insignificante são ambos os resultados.

Agora se o 9.8 fosse 8 e o 9.9 fosse 9 quando somadas varias notas o resultado seria bem diferente. E de igual forma a competição entre os primeiros lugares seria acirradissima.

Então seja pelo prisma que não existe por quem julga vontade de criar animosidade entre quem é julgado, ou em criar critica a si mesmo pelos resultados que profere, sou da opinião que devemos botar abaixo os décimos.

Prefiro os que julgam pela escala, sem medo, por suas livres convicções do que os que ficam no décimo por conveniência.

É sobre isso!

Viva a Natureza, viva a vida.

Hoje pela manhã acordei e entrei na sala matinal da Vanessa Kukul no Clubhouse. A reflexão sobre o tema natureza ao tempo que aguardava o embarque rendeu uma rápida reflexão que transfrevo abaixo

@⁨Vanessa Kukul⁩ chama atenção como no mundo egoista muitos pensam na natureza somente no que diz respeito a si. Ainda estou por ouvir que seria bom para a humanidade. O pensar coletivo esta em falta atualmente. Seja em função da pandemia ou pela amplificação do eu conectado acima de tudo. Temas como o seu que importam em pensar no próximo torna a sala leve ainda que seja a reflexão sobre si. Tudo vale. Meu ponto é que a natureza reage. A cada vez que o homem entra, detona e estraga, ela reage. E natureza não é só o campo, é um bioma. Veja quantas pragas vieram da depredação de animais que tiramos do habitat. Enfim. Parabéns.

Por trás disso reflito o quanto estamos errando ao deixar de valorizar o coletivo antes de nós mesmos.

Tem algo de errado, que doi e machuca. E não estou falando de pessoas, e sim da Humanidade.

Fato é que vivemos num mundo que não é nosso e nem ficaremos aqui por tanto tempo. Olhando para traz percebo que nossos valores, nossa existência e nossos crédulos quando pensado na humanidade correspondem a um grão de areia no mar.

Somos um nada na terra, menos ainda na galáxia. Então larga o telefone, resgate amizades, faça novas. Deixe a midia social de lado. Não viva pelo que esta tela lhe diz e sim pelo que reflete.

Acorde. E seja feliz. Bom dia!