O Crime e o preço (ou custo) da liberdade…

Hoje a tarde fiz a minha primeira audiência criminal.

Estudei, importunei alguns amigos (que agradeço) em busca de opinião profissional sobre o assunto, cheguei cedo no Fórum e o raciocinio foi amadurecendo, amadurecendo ao ponto em que, algumas horas antes da audiência o dever de casa estava feito, decorado e eu convencido do que tinha que fazer.

Bem, nada é fácil, eu muito menos, quase interrompi um interrogatório que estava em curso porque estava querendo começar… sentei, observei atentamente a tudo o que ocorria na sala de audiência e quando chegou a hora do silencio logo falei sou eu.

Só que não era a minha vez e a juiza, o que fez, aproveitou o animo e me convocou como defensor dativo do processo que estava em curso para julgamento porque na realidade não havia me chamado e sim perguntado se eu poderia fazer isso.

Bem, da plateia a mesa, passei a funcionar naquele processo tendo que orientar o réu que estava preso… folha vai, folha vem, não havia a indicação clara de autoria do delito nem o preso tinha sido reconhecido por qualquer das testemunhas.

Fui ao encontro do preso, no corredor, e usei as valiosas lições que aprendi no processo do mensalão… disse a ele que ele tem o direito constitucional de permanecer calado, ja que não o conhecia e com os fatos que tinha, o melhor era não falar absolutamente nada para não se enrolar…

Dito e feito, o réu preso sentou na cadeira, forneceu os dados de sua qualificação, se calou diante da inquirição da Juiza e, sem outras provas, não restou alternativa ao promotor senão solta-lo por falta de elementos que o incriminasse… obviamente acompanhei a promoção minsterial e a juiza sentenciou requerendo a expedição do mandado de soltura.

A ficha caiu, aquele assustado, que mal deambulava e que, com as algemas, mal conseguia assinar o seu nome, e aparentemente não sabia de nada que estava acontecendo seria solto, poderia ver sua filha recem nascida de 7 meses, simples assim.

Vivi a emoção de ganhar e no primeiro processo, sem preparo, soltei alguém, sentimento equiparável aquele que tenho quando consigo uma liminar para obrigar o seguro de saúde custear o tratamento, só que no crime, considerando que a cadeia é um submundo pior do que o lixão e que os presos não tem direito a dignidade tampouco a regeneração, espero que o susto leve esse pai a fazer a coisa certa daqui por diante, e que a sociedade pela lei e instrumetnos que tem fiscalize isso.

Entendi o preço da inocencia e o custo da liberdade, imagino a felicidade dos honorários milionários dos advogados defensores dos réus do mensalão, que a todo custo tentam isentar seus clientes do crime dos valiosos argumentos que serviram para aqueles sem dinheiro, sem advogado, sem destino e que na justiça precisam.

Ao contrário do que imaginava, Direito Penal é bem interessante, mais espero não defender muitos outros depois do meu cliente porque espero da sociedade honestidade acima de tudo. Ah, e o meu processo foi adiado porque uma testemunha deixou de comparecer a audiência, o que de todo não é tão mal porque dada a rapidez com que estou aprendendo e dividindo com meus amigos a informação ja tenho ideia de peticionar e resolver a questão.

 

final de semana na piscina e com amigos

Passei o final de semana bem acompanhado, divido algumas fotos com voces.

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Dia da Independência do Brasil

Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado “Grito do Ipiranga”. De acordo com a historiografia clássica do país, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente do Brasil, então D. Pedro de Alcântara de Bragança (futuro imperador Dom Pedro I do Brasil), terá bradado perante a sua comitiva: “Independência ou Morte!“. Muitas foram as conseqüências desse processo, dentre elas o endividamento externo que diz-se iniciou nessa data.

 

Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a Mãe gentil;
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil
Já raiou a Liberdade
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve Mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil.
Houve Mão mais poderosa
Houve Mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil:
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns oh Brasileiros,
Já com garbo juvenil
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil.
Do Universo entre as Nações
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil.

Brava Gente Brasileira
Longe vá temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

 

questão de sangue… e do cacete de agulha!

Segunda pela manhã fui ao laboratório tirar sangue, algo que, sendo eu filho de médico e com o histórico de intercorrencias que tenho, posso até incorporar no meu nome a palavra e me chamar Pedro Hemograma Vaz ou em uma versão mais simples Pedro Bastonetes Segmentados Vaz.

O exame estava marcado para as 7 da manhã, ou seja, acordei cedo para dar tempo de chegar e preencher aquela dúzia de guias do seguro, não consigo entender, com tanta tecnologia, em plena era da internet temos que preencher tantas guias, até parece que é uma folha para cada nome…

Nesta segunda-feira eu estava com as mãos cheias, algumas sacolas da Paula que ficou retida no guichê, fiquei sentado na recepção esperando que a chamada seria conjunta, mais não foi, e logo após tirar a foto do instagram ouvi aquela voz, inesquecível voz que exclamou em alto e bom tom, do centro da sala, o nome de quem??? quem poderia ser??? Pedro Vaz.

Fui ao encontro da funcionária que me levou ao que parecia um guiche, sentei na cadeira, olhei para a pessoa, peguei as sacolas, coloquei a direita, mais não tinha espaço entre a cadeira e a divisória, movi rapidamente para a esquerda, mais havia um recorte na divisória do guiche e as sacolas e ficavam longe de mim, então movi novamente mais para perto da cadeira quando então a pessoa não resistiu e perguntou “tudo bem?”

– “ótimo, estou estocando sangue para filhote de vampiros” pensei, mais preferi responder sem pensar simples, singelo e rapidíssimo “sim”… fim? não! a missão estava longe de terminar, a pergunta difícil que veio em seguida foi “de qual braço você quer tirar”.

Olhei para o braço direito, parecia bom e disposto, olhei no esquerdo, idem, idem… as sacolas estavam a frente, a cadeira meio que torta então dane-se a escolha, disse que poderia ser no esquerdo mesmo porque de fato era só arregaçar a manga, seria mais rápido, acabaria logo com esse sofrimento e ponto final.

Então foi assim: garrote no lugar, cadeira na diagonal, sacolas, telefones etc em algum lugar, “tudo bem” falei na voz formiguinha e agora vai… não foi, o que veio foi a palavra telegráfica “descartáveis!” e a imagem sinistra de plásticos e tubos, dentre eles um parecia uma banana, ah meu deus será que esse troço vai ser acoplado no cacete de agulha?

Dito e feito, cacete de agulha, cacete de recipiente que era maior que uma banana e de pensar senti um frio na espinha, cacete da enezima vez ao cubo que faço exame de sangue, enfim sentado no trono com a tia dos descartáveis, do lado esquerdo, olhei para aquele tubo encher, tudo bem, tudo certo só que parou quando chegou no meio e pensei “fu….” a pessoa soltou o garrote suponho andar mais rápido mais o tubo demorava para encher.

A essa altura eu ja estava querendo o meu sangue de volta mais não pude, aguardei o cacete de agulha cumprir sua parte enquanto paulinha ainda regularizava a questão do cadastro na recepção, ao final suspirei e pensei, felizmente e agora acho, só vou repetir no ano que vem.

Não desisti… tomei um café, comi um biscoito, relaxei, senti um sono tremendo e passei o resto da manhã com a paula rindo da reação que desenvolvi sempre que tiro sangue, depois de tantas as vezes que tirei o sangue, isso ja estava a caminho do Rio Sul para outro exame.

Pois é, quem diria… tirar sangue, que emoção hein ??!!

O filho da mae é uma peça em cartaz no RJ com texto inovador, surpreendente e divertido ! Assisti e recomendo

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Hoje vi a crítica da peça na Veja que faz justiça ao espetaculo. Aproveito para parabenizar o Eduardo Martini pelo trabalho e dedicação, ele apostou certo, fez um novo, denovo, como sempre faz, como sempre fez, surpreendeu os outros e foi reconhecido por isso.

Well done, fico feliz em ve-lo no RJ e mal consigo esperar qual surpresa trara no proximo espetaculo, ainda que continue esse, quero mais!!