Pão para quem tem fome, emprego para quem precisa!

Talibã e o contorno político previsível

Derrepente o Talibã é para o mundo a volta dos que não foram.

Dias atrás enquanto pensava alto e escrevia sobre o que não sabia e os motivos pelos quais a ordem não poderia ser cumprida em hipótese alguma, adotei como uma das justificativas a explicação que a decisão não se baseava no meu desejo, e sim que haveria uma barreira geografica e política para tomar a decisão.

Entendi que aquele lugar também simboliza disputa de poder de presumido interesse de outras nações. Afinal como conseguiram se financiar por tantos anos para comprar aquelas armas?! Tecnologia de guerra e armamento não vende na esquina na economia organizada. É item de guerra. Isto os impede de serem livres, pois sempre sujeitos ao controle político e econômico de alguém.

Eis que surge um artigo na folha de São Paulo que discorre sobre um comunicado de um líder para que este regime que renasceu para o mundo faminto, e com sede, seja moderado.

Rótulos a parte é difícil conceituar sob qual outro regime a solução desta equação vira. Ainda que sem informação, entendo que o traço comunista histórico daquele país que cedeu ao capitalismo que impulsiona o mundo pelas relações de consumo esta se mostrando como uma saída ou interesse.

De forma muito crua e rudimentar, tchau estados unidos, pare de impor a conversão ideológica de sua democracia de forma compulsória. Esse povo vive assim e assim viverá. São meus vizinhos, viverão assim.

A nós restam fragmentos de notícias e relatos que vão desde violência e intransigência, morte, fuga e medo. Basicamente pela notícia acerca do quanto é ameaçador o fundamentalismo islâmico.

O Brasil historicamente se alinha aos Estados Unidos na política e na economia. Ate cede para a economia americana. Porém depende igualmente e agora muito mais da chinesa e asiática.

Existe certo e errado nisso? Qual a nossa posição?

Em meio a essa questão do Talibã e as negociações que sucederão com a Russia, o que estamos fazendo com o Brasil violento? Que mata de fome? Não oferece serviço público decente, enxuto e eficiente contudo critica e opina rapidamente.

Uma nação cujos trabalhadores não vivem bem do salário apesar dos amplos direitos estabelecidos na constituição.

Precisamos entender um pouco mais as motivações, as vezes pelas matérias que leio parece que vivemos geograficamente uma guerra de poder na formação de um bloco e reafirmação de regime similar ao que seria uma guerra mundia, fomentada não apenas com munição e sim com artigo e mídia de jornal/pessoal.

Se isso fosse ruim porque o congresso e senado aprovaram a possibilidade de estrangeiros adquirirem no CPF terras nacionais? Em qual ponto e posição estamos cedendo aos efeitos reflexos dessa guerra. O que somos?

Mistério.

O que não sabemos sobre a questão do Afeganistão.

São a tantas as notícias da tomada de poder pelo Taliban em Cabul e de seus desdobramentos, que não tem sentido sobre isso relatar.

Contudo interessa, em razão do que considero ser um interesse velado de terceiros, sejam esses pessoas e/ou paises comentar.

Sou da opinião que a ordem de retirada, que não é novidade, apesar de ter sido emitida pelo presidente anterior, que teve presença e atuação conturbada do início ao fim de seu governo, não poderia em hipótese alguma ser cumprida.

Entendo perfeitamente o interesse legítimo do atual presidente dos Estados Unidos de não querer deixar para o próximo a responsabilidade e o custo dessa guerra. Sou também ideologicamente a favor do fim da guerra. De modo que é fácil endossar qualquer ação nesse norte.

A dinâmica dos fatos que ocorreram após a tomada de poder em Cabul, independente de terem sido rapidas demais ou não me fizeram refletir.

Como pode uma nação que há vinte anos é guerreada ressurgir tão rápido com armas tão sofisticadas? Uma guerra não se luta com boa vontade tampouco se ganha com equipamentos velhos. Alguém esta ali financiando isso. E não acredito que seja a economia local, não.

Ficou claro que faltou articulação política dos Estados Unidos com o resto do mundo em relação a isso. E porque faltou? Talvez porque os únicos parceiros estratégicos que tem capacidade de ajudar, penso rapidamente na Russia e na China, não estão interessados.

As barbaridades estão ai. As fotos são chocantes. Os ditos direitos e garantias conquistadas de igualdade e liberdade entre homens e mulheres em relação as suas famílias e trabalho foram extintos de imediato.

A fuga do antigo presidente e demais membros integrantes do governo a jato so comprova o muito que ali existe não sabemos.

E o que não sabemos sobre aquele povo, aquela terra e aquela guerra? Minimamente que não era novidade a volta do regime. Realisticamente que o regime é explicitamente financiado por outras nações.

A partir daí compreendo que estamos diante de uma questão muito complexa. Vai muito além do que entendo por desculpa o suposto vínculo de osama bin laden. Esse conflito permanente simboliza a disputa de poder traduzida por uma guerra local. Sangrou uma nação em soldados, tempo e dinheiro em uma luta sem vencedores. Consolidou o isolamento dos Estados Unidos de outras nações.

Qual será de fato o desdobramento disso, quem viver verá!

Eu VOTO e você ?

Esse mes todos nós vivenciamos a polêmica questão inerente a justiça eleitoral no que concerne o voto. De um lado, sob a bandeira do voto auditável, um grupo pleiteou que a reforma agregasse ao dispositivo eletrônico o voto impresso. Em oposição, líderes partidários e magistrados disseram, em resposta, que o sistema atual é seguro o suficiente para se manter sem mudar.

Posto em votação, aqueles que nos representam decidiram por nós manter a votação na forma que esta, ou seja, totalmente eletrônica. Ao que parece, e paralelamente estão debatendo a reforma do sistema eleitoral para retornar a coligação. Por fim, li também que cogitaram mudar o sistema de votação para o chamado distritão.

Fato é que chegamos a um impasse. Ainda que o tema tenha criado entre muitos conhecidos animosidade, não fomos sequer ouvidos ou convocados a refletir sobre o tema. Esse assunto foi tudo, menos delegado ao povo para opinar e indicar a quem nos representa qual caminho a seguir. A questão da urna não foi democrática.

Confesso não tinha muita esperança que nossa opinião faria a diferença. Afinal, não somos muitos quando o assunto diz respeito a votação. Isto se prova pelo crescente número de abstenção de voto. O candidato abstenção tem chegado em segundo lugar em todas as eleições.

Imagina uma coligação do abstenção com branco e nulo. Muitos eleitos perderiam no primeiro e no segundo turno, ainda que o foto fosse impresso ou não.

Estamos nos consolidando como uma nação que muitos elegem seus representantes por delegação dos poucos que votam. Isso é preocupante na medida em que o único dever imposto ao cidadão brasileiro pela constituição é votar. E quanto menos se vota, maior a chance de ter em poucos candidatos a definição do pleito. Em outras palavras, se todos votassem a eleição não seria uma mera escolha de representantes, claro que não. Representaria a consolidação do processo democrático em pleno funcionamento.

Defender o sistema eletrônico não é facil. Tão dificil quanto isso é repudiar. No Brasil tudo é mais difícil porque toda hora a gente tem que votar. Decidiu-se intercalar eleições para atribuir a uma delas a característica de ser majoritária.

Talvez essa questão seja junto com o tema polêmico da urna o primeiro e principal problema a enfrentar. Estamos cansados de ter que votar a cada dois anos. Essa obrigação gera uma militância constante, eterna busca por poder. Dificulta os que foram eleitos a governar, e gera uma instabilidade tremenda na composição das casas. Gera politicagem.

Ideal seria que uma vez eleito o time funcionasse – ou não – ate a próxima eleição. Até la senta e trabalha, ou reclama, agora não enche o saco com eleições que não vai rolar.

E se um dia alguém me perguntar eu digo que não sou contrário a impressão de meu voto e consequentente deposito do mesmo a urna.

Evidente que não estamos preparados para mudança do sistema. 20 anos depois da invenção da urna eletrônica vejo muitos indignados com o custo da eleição aos cofres públicos. Em meio a lava jato no passado em plebiscito a maioria proibiu o financiamento privado de campanha. Agora o processo eleitoral é público. E ainda que seja grande talvez seja uma Rubrica pequena em relação as obrigações do tesouro, ja é o suficiente para gerar desconforto e briga. Imagina se tivesse a que contemplar a contratação de equipes para uma vez impresso o relatório da urna comparar com a urna?!

Moro no Estado do Rio de Janeiro, notoriamente dominado por milícias e me pergunto, será que roubo de urna, voto fantasma voltará a surgir? Como fazer com que isso seja contado descentralizado de forma confiável e segura.

Essa é a grande questão. Porque o Estado não emite cédulas e permite a votação antecipada ao pleito? Porque deixamos tudo para o último dia? Se uma coisa esse debate me deu foi a reflexão que em termos de voto esse serviço esta bem defasado, estagnou-se num sistema do passado retrógrado em relação a evolução das pessoas. Quanto maior for o meio de voto maior o engajamento das pessoas, e com isso aumente o número de novos parlamentares pela pulverização do voto. Para mudar tem que votar. Não existe solução mágica.

E por trás disso pouco importa se a urna é ou não eletrônica. É preciso votar, acompanhar e cobrar. Vamos as urnas com vontade. Se todo mundo votar não haverá margem para manipulação de voto. Não haverá ociosidade no livro. Tudo vai andar. E até lá, quando o assunto ficar maduro veremos que indepen da segurança do sistema de hoje, não há prejuizo em aperfeiçoar. E se isso significa ter o voto impresso ok. Só não perca meu tempo com opinião se na hora H voce viaja e se ausenta. Nada contra, é democrático, apenas não tenho paciência mesmo!

E da mesma forma que existem ativistas, reserve ao direito de entender que não se mede democracia pelo nivel de ativismo e sim de participação de pessoas no pleito. Tem os que se interessam como eu e outros que não querem saber. Respeitá-los é sinal de maturidade. Chegou a hora né?

More love & less hater

Meu primeiro contato com hater foi em 2012. A época não sabia o que era. Apenas que a pessoa se fazendo por outra começou a me perseguir. Como não dei bola passou a fazer contato e buscar informações por meus amigos. Aí a coisa começou a ficar seria, quando então escrevi o seguinte post.

https://pedrolvaz.com/2012/08/13/um-perfil-fake-do-facebook-me-persegue-segue-meus-amigos-e-escreve-como-se-conhecido-fosse/

Ato contínuo fiz o que todo encomodado faz. Parei de responder e adicionei o contato a lista dos bloqueados.

Se difícil estava depois virou um inferno. O conteúdo das mensagens enviadas por e-mail, sempre de cunho pessoal e agressivo era horrível, falso, desconcertante. Como se não bastasse, uma vez bloqueado o acesso mais frequente a minha midia, o hater passou a se valer de várias outras formas e mídias.

Quando vi estava bloqueando o Facebook, Twitter, e por ai vai. Isto não foi o suficiente, pois logo depois surgiram e-mails. Não contente com isso passei a receber SMS. Todos de conteúdo ofensivo.

Lembro que sentia um misto de inquietude e angústia a cada ligação atendida de conhecidos para relatar o conteúdo da mensagem recebida.

Todas em comum falavam da minha pessoa, sob todos os aspectos, da vida pessoal a profissional, do caráter e aí vai. Nem a minha esposa a época e sua família foram poupados.

Tudo isso é muito desagradável. Não saber quem, quando e como vai acabar é desconcertante. Muito chato. Porém tem um lado positivo.

Aprendi com o hater as seguintes lições:

1. Não podemos levar a sério ofensa de internet. Ainda mais quando ocorrida por terceiros que não se identificam.

2. Temos menos amigos do que imaginamos e mais conhecidos do que desejamos. Os primeiros nos ajudam, os últimos propagam a notícia na filosofia “quem conta um conto aumenta um ponto”.

3. Saber separar o que é digital do real é fundamental.

4. Não há mal que seja eterno.

Minha vida eu controlo, minha mídia eu censuro. Não sou obrigado a conviver com esse tipo de gente e sua censura.

Hoje, quando leio que alguém se matou por conta de um hater eu entendo. Não sou perfeito, estou longe disso. Porém sou forte, e fiz trinta anos de terapia. Tudo isso me ajudou a entender e colocar situações adversas como essa em seu devido lugar.

Se conhecer alguém que foi vítima de hater, de a ele ombro e ouvido. E espere que passa, tudo passa.