Bodas de ouro

Ja teve a sensação de olhar para traz ou caminhar sem saber exatamente para onde esta indo? Então a vida tem dessas coisas. Se viver é morrer um pouco a cada dia no plano material, seguir em frente exige força e fé, que seja para manter a paz de espírito.

Ontem celebramos 50 anos de casados dos meus pais. Que façanha! Certamente quando casaram não tinham a menor noção do que iriam viver. Adiante, do que se tornariam seus filhos.

Num papo muito franco com minha mãe na semana que antecedeu o casamento, o resumo da ópera esta também nos textos que antecederam essa celebração.

Fato que ela me botou no mundo em uma situação e circunstância que hoje não mais existe. Ate mesmo a realidade do passado hoje é dificilmente explicada.

Onde chegamos? O que somos? Fizemos o que gostaríamos ou o que foi possível? O quanto olhamos para nos, nossa família e nossos pais? O quanto eles se dedicaram a nos ao longo de suas vidas.

A percepção desse amor incondicional me fez reunir a família, e num momento muito íntimo fazer vários agradecimentos.

Primeiro a Deus, por sua eterna misericórdia e graça através da qual estamos todos vivos e de pe. Nesse periodo em que a humanidade agoniza, muitos não conseguem pela tecnologia manter relações pessoais, outros através dela usam como instrumento de guerra comercial, estamos aqui.

Resumo da ópera: tenho orgulho deste núcleo que pertenço. Dele nada exijo, nada peço, nada imponho. Somos genuinamente preocupados e engajados uns com outros.

E isso da sentido a vida. Vale a pena.

Com relação a união de meus pais, pelo tempo que estão cada vez mais raro. Quem sabe dado o que vivi consigo fazer 30 anos de casado no futuro? E que esses anos representem 50 em compromisso e aventura.

Felizes e unidos para sempre!

Feliz dia do amigo!!! Hoje e sempre.

Da ilusão a crueldade ou vice versa.

Hoje assisti cruella. Impressionante a quantidade de histórias que ao longo da vida se revelam diferente daquelas que vivi quando criança.

Ninguém me disse, tanto na a vida real quanto na mensagem passada nos desenhos, o quanto seria difícil viver.

Enquanto criança fui alimentado e estimulado a viver no mundo das ideias. O imaginário era supervalorizado. Ja na adolescência tive a impressão de viver um momento de propulsão e grande evolução na história. Nesse período vivi momentos importantes, desde o direito a voto a abertura de mercado.

Exceto pela estabilidade econômica que nunca houve, pois o dinheiro sempre perdeu rapidamente o valor e o preço de tudo subiu, quando universitário recebi noções básicas da minha profissão e daí em diante a história fala por si.

E o que tem haver com o filme? Bem, não há nada de bonito, interessante, leve e enriquecedor no filme que conta o início da história. Não é divertido. A Disney segue o padrão de recontar histórias a partir do início que não existia. Assim como no senhor dos anéis que começou pelos últimos filmes, star wars repetiu a mesma façanha de começar pelo fim e agora desenhos conhecidos estão seguindo o mesmo conceito.

A história eh recheada de atos de crueldade. Sob todos os angulos e aspectos. O desrespeito pelo próximo é surreal e gritante.

Ainda que essa história tivesse escrito no passado suponho que ha um motivo pelo qual nada foi feito e revelado. Não estavamos preparados para a realidade ma? Ou fomos todos iludidos no que foi dito pelos contos do passado?

Talvez a maior cruella não seja a do filme, e sim de muitas das histórias que nos foram passadas na vida. Alguns se estimulam por ela, talvez pelo flerte ao cruel ou ambição, cobiça a vida alheia.

O que acha?

Importante é resolver, mesmo que aos poucos. Se ninguém tivesse problema nossa profissão não existia…

Respeitar a fila não é ser direita nem esquerda, é respeitar o próximo.

É alarmante a quantidade de matérias jornalísticas que denunciam a falta de respeito de muitos brasileiros a fila.

Para não manter o assunto amplo, alguns exemplos: da fila de interna para a fila de vacinação. Da fila no trânsito ao respeito a faixa de trânsito.

Tudo tem sempre um jeitinho brasileiro. Que não digam que aqui não é democracia. Afinal ate grupos prioritários obrigatórios a lei criou.

E no aeroporto que representa a triagem de pouquíssimos brasileiros que tem acesso a esse tipo de transporte a situação não poderia ser diferente.

Somos uma catástrofe na hora de respeitar fila. Hoje pela manhã enquanto aguardava minha posição na fila do detector de metais observei que ninguém mantinha distância apesar da marcação no chão da distância necessária.

Que foi? A tia não ensinou? Essa lição básica de formação de fila voce se ausentou? De minha parte aprendi no Colégio Padre Antônio Vieira a formar fila no terceiro sino senão não assistia aula. Era logo despachado para casa. Certamente os alunos de outras instituições de ensino também aprenderam tal façanha.

Tomei um susto ao perceber que a esquerda uma senhora furaca dizendo “desculpe estou atrasada” fato que motivou a minha franca resposta “não desculpo e não permito. Estou igualmente atrasado aqui esperando em respeito ao proximo”.

Esses poucos que viajam de avião, quando estão em outros países se portam educadamente. Porém no Brasil que tanto pedem o fim da corrupção, de tantas promessas moralistas, furam a fila como se estivessem no direito.

Somos por lei obrigados a respeitar as prioridades. Não é de hoje que alguns idosos aproveitam de sua prioridade para embarcar com toda a família como se idosos fossem.

Quem não gosta de comodidade? Ainda temos a fila dos privilegiados que viajam muito e daqueles que compram um assento conforto.

O que não podemos admitir é que a regra de respeitar seu lugar e o próximo se torne exceção.