O novo velho, ou velho novo?!

Chegamos ao ápice do desprezo de produtos e boas ideias do passado em prol do consumismo acelerado pelo marketing. Esse grande aliado a indústria não para quieto, quando acha que voce esta desfocando e não esta gastando, lança produto novo até em tempos de coronavirus.

Só o marketing é capaz de fazer parecer normal pagar valor maior de fatura para turbinar ponto. Não tem apreço por nada, exceto se for para te vender algum produto ou ideia.

Estou imune a essa doença, olho para o lado e reconheço que muitos não.

O avanço da tecnologia nos permite hoje ter e manter, tudo o que de bom já foi produzido. De computador a carro, existe um mundo fascinante de tecnologia antiga que persiste e não é cafona, pelo marketing agora é vintage, extremamente valorizada.

Tenho uma ligação com esses produtos desde pequeno. Meu gravador era fita de rolo, musicassette ja era uma modernidade. Também tive minidisc e os discos tenho até hoje. Video K7. Videolaser, tudo existe e funciona.

Vou do iMac ao 8086/286/486 com naturalidade e tanto, aliás ouso dizer que embora o PS3 seja bom, muitos dos jogos de pc antigos bons não foram refeitos e ainda hoje, obsoletos pela indústria, dão de 10 a 0 em muitos atuais.

Não consigo entender essa indústria que surgiu em torno dos jogos de luta e matança. Confesso tive e joguei DOOM, wolfenstein, Duke Nuken que hoje ninguém ouviu falar. A coisa ficou tão sofisticada que ficou difícil jogar.

Tem um lado da tecnologia moderna que cativa, e nos permite fazer mais com menos. Antigamente para fazer algo se programava. Tinha que fazer programa. Era necessário minimamente conhecer a estrutura para saber quais recursos disponíveis utilizaria para chegar ao resultado final.

Hoje em dia esta programado. Faz-se um gesto e resolve, certo?

Ficou demais. E a sensibilidade de toque então, uma palhaçada. Não dá para acompanhar isso mesmo porque envelhecemos, quando a hérnia pinça o dedo fica sem sensibilidade e aí dependendo do gesto não sai.

Estou envelhecendo e ja noto dificuldade em aprender e atualizar todos os gestos do trackpad do computador.

A Apple substituiu o mouse pelo trackpad. Aquele rato é demais, preciso e muito funcional. O trackpad esta chato. E o curso das teclas então nem se fala. No final do caminho do trackpad há um cursor… do Mouse.

O trackpad é o starbucks computacional. Introduziu uma série de adjetivos e funcionalidades para uma coisa simples: apontar e clicar.

E agora se voce em casa, ao olhar para o lado e não ver equipamentos funcionais como antigos e obsoletos, não se espante.

Não tem problema ter um ar ou geladeira velha em casa, esta última não tem placa para queimar e você não troca de 5 em 5 anos.

É a vida mesmo, valorizando tudo o que de bom há.

Historia se escreve, não se apaga!

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60 anos da inauguração de Brasília, a única certeza que temos é que a fundação esta bem documentada.

De igual forma os militares tomaram o poder e agora uma parte do povo os conclama para exercer a autoridade, que considero um retrocesso e outra repetição do passado que não vai acontecer.

O ponto fora da curva é a velocidade feroz pela qual alguns apagam posts. Seja por conta do politicamente correto, seja para não desagradar ninguém, seja para nutrir o ego perfeito.

Inúmeros são os motivos pelos quais alguns insistem nessa prática amadora, que precisa parar!

A história não se escreve por linhas retas e a humanidade esta longe de ser perfeita!

Bom feriado!

Marketing politicamente correto e moralmente inadmissível! Em tempos de COVID vale tudo para vender.

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A live de ontem não foi um evento isolado, é uma tendência entre empresas, pessoas que precisam fomentar esse tipo de atitude para ter retorno institucional e financeiro.

Confira.

Live transforma o Coronavirus em pizza e o telespectador convidado a pagar a gorjeta.

Infelizmente no Brasil tudo termina em pizza.

Um reflexo horrível do pais estigmatizado pela corrupção é o rateio coletivo das obrigações.

Não sei como nem quando esse assunto entrou aqui em casa, provavelmente pelos zaps, Instagram, muita gente reclusa se preparando para a Live.

No final de semana havia assistido uma emocionante, sera que o fenômeno poderia se repetir no Brasil?

Claro que não.

Ao contrário de lá, a Live aqui é fraca. Senti pena da Sandy incitando as pessoas a comprar nas Casas Bahia. E o Junior, por pedir um real. Jura? Clica ai no pic pay, é fácil.

Sem noção!

Alguma palavra para aqueles que estão se doando em prol dos que estão morrendo??? Nenhuma. Médicos, entregadores, trabalhadores que estão nos serviços essenciais, não foram lembrados. Lembrar aqueles que morreram, também não.

Alias na Live ninguém é lembrado. E ao final, surreal, eles se aplaudem.

Por outro lado a Live reflete o espírito mercantilista e capitalista através do qual a sociedade é movida, numa espécie de cultura de liquidificador, vale tudo, desde que politicamente correto, incluindo ai pedir dinheiro, incitar consumo, tudo em prol do coronavirus.

Vamos fazer uma Live, que legal! Casas Bahia vai pagar, a gente manda contribuir com 1 real, se arruma para um show em casa, e passa o tempo no espírito fund raiser.

Tipo super humilde, nenhuma produção, assim é a nossa casa, usamos almofadas cielo no dia-dia, elas já estão em casa junto com o display das Casas Bahia.

Não esperava isso da classe artística.

Tanto se fala mal do criança esperança, agora em prol do coronavirus, parece, estão fazendo o mesmo.

Melhor assistir o show na tecla SAP dos comentários. Porque afinal as musicas fazem parte da infância de uma geração, que nela me incluo.

Apesar do julgo da tv e dos patrocinadores.

Porque o Rio de Janeiro esta perdendo para o coronavirus.

Esse final de semana recebi um monte de mensagens politizadas. Nenhuma delas foi a favor do Brasil e do nosso Estado. Engraçado agora que estamos em meio a uma pandemia tem gente querendo antes de pagar a conta cobrar contrapartida.

Não é a hora. O Brasil é desigual. Todos precisam de dinheiro. Essa conta o tesouro tem que pagar e depois, somente após a segurança e reestabelecimento de condições de trabalho é que vamos apurar e julgar quem é responsável.

Muitos são os personagens dessa relação complexa, só que agora, não vou me ater em formalismo para impedir que a união pague a conta, e que depois a classe política seja chamada a sua responsabilidade.

É como penso!

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