Lembrancas de Pernambuco

A comida tipica é muito boa.

O povo é hospitaleiro.

Boa Viagem parece ser um bairro tranquilo para morar, mais, se voce como eu tem o costume de andar a pé é bom tomar cuidado.

A rua deserta pode nao ser segura, aquele morador de rua que cheira a garrafa pode estar inalando uma substancia toxica e o assalto com faca tambem nao é novidade.

Tive a impressao que a sociedade aqui é extremamente conservadora. 

Caminhando pela praia e perambulando pelos shoppings da cidade, ao contrario do que se ve no RJ, sequer dao as mãos.

O maximo que vimos foi algumas pintosas rebolativas em dupla.

Engraçado como temos facilidade de nos adaptar em ambientes que a gente presume sejam mais hostis…. ate esquecer a “babaquice” alheia e viver as nossas vidas.

Quando fizemos o check in, no hotel Mercure,  fomos perguntados “os senhores vao dormir em uma cama de casal?” respondi “sim porque os senhores sao casados”.

No aeroporto “os senhores estao viajando juntos?” … olha nós vamos… ja o Senhor esta no ceu ao lado de deus pai.

Quando do retorno, no aeroporto, tivemos que pagar excesso de bagagem, novamente, a pessoa perguntou: “os senhores estao juntos?” 

Eita, como é dificil aqui.

Quando voce comeca a entender e… por fim… se deixa viver.

Me lembro ate hoje da primeira vez que olhei para o lado….

   

 
Foi um dia importante, porque deixei de lutar, contra aquele sentimento de repulsa que tinha, por achar alguem de mesma natureza, bonito! e ate mesmo ter um desejo amoroso (assim pod dizer) por ele.

Em termos praticos: alem de intrigante, desconcertante, tambem um pouco prazeiroso, enigmatico e acima de tudo, aterrorizante. Não sabia, ao certo como lidar com esse tipo de sentimento! nem o que ele representaria na minha vida.

Cessou a usual ressaca ” o que ate então havia feito com a minha vida?”

Tambem pensei: como seria a minha vida?, de minha familia? que tipo de impressao iria passar para os outros?
Resumo da opera: Minha vida não é, nem foi facil.

Quando entao entendi o porque muitos seguem a vida dupla. Viver esse momento por alguns meses, em que me permiti somente olhar, sem tocar, pegar e me relacionar, com quem quer que seja, foi extremamente conveniente. Afinal, ja era tido como o lado feminino da relação por todos aqueles que me chamavam de viadinho. Depois sempre fui muito sensivel, a cada ano que passa suportava cada vez menos a dor e acima de tudo,  voltar para casa e estar com alguem que entendia e dividia sem culpa essa sensibilidade, me fortalecia.

Só nao sabia que: o marco do novo inicio seria tambem o inicio do novo fim.
Ali percebi que o casamento ja era, havia vivido um amor passado, feliz, verdadeiro, acolhedor e fiel que havia jurado e proposto so que, infelizmente, nao mais me reconhecia na pessoa que fui e no corpo que tinha. Esse corpo e alma me empurravam, sem culpa, para uma nova forma de amor.

Lamento a forma pelo qual tudo isso foi bombasticamente dito, imposto, exposto, falado ou vivido perante a minha familia e amigos desta que se nao viraram as costas para mim em respeito aos meus pais, assim o fizeram por inseguranca ou porque nao timham em seus pensamentos, um caminho de como lidar com isso.

Foi quando me dei conta: havia ficado orfão… depois de assumir para mim e para todos quem eu verdadeiramente era e o que eu (in)felizmente esperava viver a minha vida escutei “essa porra é dificil”, “nao quer ir se tratar nao”, “sua vida nao vai ser facil nem vou poder ajuda-lo”.

Ignorei solenemente, nao ocultei esse momento de descoberta que depois so me fortaleceu na medida em que, sem mentira, vivi honesta e intensamente toda a transformacao sem nunca ter olhado para tras com arrependimento, dor, tristeza, depressao ou descontentamento embora orfao, condicao essa que me ensinou, na base da porrada, andar sozinho, tomar responsabilidade pelos meus atos, apostar, viver, crescer sem dar satisfação a ninguem e depois… quando tudo pareceu definitivo, imexivel, imutavel, reencontrar pessoas, receber ajuda, apoio e superar novas dificuldades nesse momento de crise que passa a economia (e alguns clientes) brasileiros.

E assim tambem me permitir viver! longe de droga, de vicio (parei de beber), de ambiente baixo dos guetos, longe da madrugada, do after party, da musica eletronica, longe de fofoca e de expectativas alheias, longe de tudo…. agora eu era “eu mesmo” so que tempo depois apaixonado, dessa vez, pelo Love, com quem depois do divorcio me relacionei, e numa viagem para o exterior me casei.

como diriam os franceses, c est la vie

Beijo X Beijo

  
Nunca fui de ficar, porque, sendo da decada de 70 (para nao dizer que estou prestes a completar 40) essa historia de ficar era muito avancada e moderninha na minha cabeça.

Para dar um beijo em alguem, nao bastava ter outra pessoa querendo receber… o beijo tinha que ser certo.

Nao apenas isso! a pessoa beijada tinha que ser “a pessoa”. E para chegar nesse momento, tinha que haver um previo envolvimento.

Fiz terapia, desde muito pequeno, daquele tipo que a gente fala fala fala fala sem nunca entender o que fala nem onde quer chegar….

Conclusao: nao foi facil! uma eternidade para baixar a guarda.

Nem depois disso funcionava, porque eu era esteticamente do tipo fofinho (do tipo que faz a sombra no verao e aquece no inverno) nao tinha um corpo legal.

Mais do que isso, nao estava confortavel comigo mesmo. 

E depois me dei conta que tinh outro problema a superar… sabia como “chegar” na pessoa para “ficar” e me apaixonar depois da sinfonia que ouvia, das estrelas que via e o que sentia depois do primeiro beijo.

Essa limitacao de infancia tambem veio para o mundo de hoje. 

POREM (enorme) depois de tanto viver sinto que estou em outra vibracao embora lidando, parece, com semelhantes fatos.

E foi assim… mais ou menos depois de ter vivido um pouco de cada um desses momentos (conhecer, falar, escrever, conviver) que eu dei um passo a frente, azarei e “peguei” o Love rsrsrs.

So ele hoje tem a chave do meu coracao e a vida hoje é quase perfeita.

E para os demais de plantao, fiquem tranquilos, o melhor conceito para os assuntos do coração é “não busque nem procure, deixe o amor encontrar” e acima de tudo, nao se julgue, nem julgue os outros pela forma de amor.

Porque nunca é tarde…. obrigado!

Obrigado a todos que direta ou indiretamente fazem parte da minha vida.

Obrigado pelo amor, pelo apoio, por tudo.

Isso é o que tem me ajudado a superar as dificuldades em tempos dificeis.

Pessoas como voces, mudam o mundo para melhor.

Seguirei com o Love o nosso caminho.

Pedro