me sinto assim hoje

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.

Martha Medeiros

A Oficina da Vida

Tive a sorte de conhecer muitas pessoas do bem na vida.

E com elas ter algum tipo de troca que enriqueceu meus dias.

Por tras da aparente funcao de “mecanico” o Carlinhos é um exemplo de vida, e o Mario, que ha tempos lhe acompanha, idem.

Nao me lembro ao certo quem me indicou, e porque me indicou.

Para quem la chegou, ha mais de 10 anos, a época recem casado, com um bmw antigo (ja com quase 100.000 kms) sem saber ao certo como os problemas se resolveriam, antes de mexer no carro, conversamos sobre a vida e a politica, tanto no Brasil quanto em Portugal.

Aí logo vi, que ali era o meu lugar.

Nos anos que sucederam, acabei comprando livros, manuais, dispositivos eletronicos, e fiz da mecanica um hobby. Em pouco tempo aquela oficina se tornou o quintal da minha casa, a cada dia que via o carlinhos, com maestria, trabalhar em um carro velho, mais bem conservado, (como o meu) e solucionar problemas que nao estao nos livros, apenas com a inteligencia, um multimetro, e a experiencia…  vibrava.

Agora que retomei a funcao BMW, tive o prazer de retornar a oficina que ha anos abandonei, afinal, todos os carros novos que sucederam a minha antiga reliquia estavam na garantia e por isso nao admitiam outro lugar senao o concessionario.

Percebi o quanto perdi tempo e o quanto aquele tempo que passei junto com o carlos foi importante para mim.

Soube pela minha mae que certa vez, ele me elogiou para ela e disse que eu, mais do que amigo, ensinei ele a trabalhar. Mal sabe ele que, entre chave de fenda, oleo e graxa, ele tambem me ajudou a viver… e fez questao de conhecer o pablo e mandar uma mensagem que nao tem preco.