Homofobia

Mais uma do cotidiano….

Tem se que a Homofobia se caracteriza por uma série de atitudes e sentimentos negativos em relação aos gays.

Hoje compreendi, pela atitude da pessoa que sentava ao meu lado no aviao, que fui vitima disso.

Nao sei o que dizer. 

Resumidamente: vivi a maxima “os encomodados que se retirem”. Homo ou Hetero, compreendo que, nao teria como aproveitar o voo (se é que na TAM isso é possivel) ao lado de uma pessoa que tenha esse tipo de gesto.

Sera que nao existem gays pernambucanos? ou que dei “a pinta” ou porque sou “a fina” vivo, viajo e ando sempre bem acompanhado e em grande estilo?!

Para refletir

  

me sinto assim hoje

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.

Martha Medeiros

A Oficina da Vida

Tive a sorte de conhecer muitas pessoas do bem na vida.

E com elas ter algum tipo de troca que enriqueceu meus dias.

Por tras da aparente funcao de “mecanico” o Carlinhos é um exemplo de vida, e o Mario, que ha tempos lhe acompanha, idem.

Nao me lembro ao certo quem me indicou, e porque me indicou.

Para quem la chegou, ha mais de 10 anos, a época recem casado, com um bmw antigo (ja com quase 100.000 kms) sem saber ao certo como os problemas se resolveriam, antes de mexer no carro, conversamos sobre a vida e a politica, tanto no Brasil quanto em Portugal.

Aí logo vi, que ali era o meu lugar.

Nos anos que sucederam, acabei comprando livros, manuais, dispositivos eletronicos, e fiz da mecanica um hobby. Em pouco tempo aquela oficina se tornou o quintal da minha casa, a cada dia que via o carlinhos, com maestria, trabalhar em um carro velho, mais bem conservado, (como o meu) e solucionar problemas que nao estao nos livros, apenas com a inteligencia, um multimetro, e a experiencia…  vibrava.

Agora que retomei a funcao BMW, tive o prazer de retornar a oficina que ha anos abandonei, afinal, todos os carros novos que sucederam a minha antiga reliquia estavam na garantia e por isso nao admitiam outro lugar senao o concessionario.

Percebi o quanto perdi tempo e o quanto aquele tempo que passei junto com o carlos foi importante para mim.

Soube pela minha mae que certa vez, ele me elogiou para ela e disse que eu, mais do que amigo, ensinei ele a trabalhar. Mal sabe ele que, entre chave de fenda, oleo e graxa, ele tambem me ajudou a viver… e fez questao de conhecer o pablo e mandar uma mensagem que nao tem preco.

  

Pais do faz de conta esta foda

Para todos os que nao sao funcionarios publicos, nao roubam, trabalham e pagam os seus impostos e assistem o tao suado e tardio dinheiro perder o valor… ler um discurso é um absurdo. 

Enrolado esta o povo brasileiro que sofre enquanto a velha politica se protege, se ajuda, se ajuda nesse conluio se levar o pais para o buraco.

 “Nao vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta.”

Deus!! 

  

Da serie: Ser Gay é….

Compreender que sou dotado de uma natureza afetiva que tem por consequencia uma especial afeicao a pessoa do mesmo sexo.
Isto nao significa que tenho interesse, curiosidade ou atracao para toda e qualquer pessoa do mesmo sexo.

Alias sou contra toda e qualquer divulgacao, orientacao, opcao dentre outros termos que priorize a palavra “sexo” em detrimento da natureza afetiva, ainda que seja entre iguais!, sendo essa referencia ao mesmo genero ou sexo.

Nao é porque falo a palavra beijo ao final da conversa que, sendo gay, quero “te pegar”. 

Nao é porque ja te vi nu, ou porque frequentamos o mesmo banheiro, que vou te olhar diferente.

Admitir esse sentimento para uns, como eu, demora um tempo. Essa demora nao tem outra explicacao senao o fato que nem todo mundo esta preparado, maduro e suficientemente seguro para se assumir perante o mundo.

Ja nao basta viver em um mundo onde, infelizmente, nos dias de hoje, ser Gay ainda mata. Ainda existe nas pessos a cultura “o filho do vizinho pode… aqui nao”.

Tenho consciencia que essa natureza impoe viver algumas restricoes, nao em relacao ao que sinto pelo marido (ou companheiro – interprete como quiser) mais por aqueles que nao estao preparados, nao querem saber, julgam o proximo e sao capazes de fazer o mal simplesmente por isso.

Aí vai um conselho para todos os que sao pais, amigos, conhecidos daqueles que um dia, nesse processo, chamaram para dizer que (apesar de serem a mesma pessoa) um dia deram o passo publico que eu dei.

Muito amor, trate-os com carinho e aceite o fato da melhor maneira possivel. Porque quando se fala uma coisa dessa intimidade para alguem tao proximo, no minimo, essa pessoa é tao especial e sensivel de modo que buscamos nelas apoio e compreensao.