At times life is pure joy, dia produtivo

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Aconteceu na Sala Vila Lobos, no Rio de Janeiro: “A TRUTA” F. Schubert – Quinteto em La Maior, Op. 114

Aproximadamente 10 anos antes de falecer Schubert compos esse quinteto em lá (A Truta) que foi tocado na série Concertos de Musica Camara no RJ.

Yuri Reis Correa, violin
Ana Luiza Lopes, viola
Jessica Vianna, cello
Natalia Terra, bass
Lucia Barrenechea, piano

 

como consegui resolver a questão da anorexia nervosa e bulimia que por anos me atormentou

Desenvolvi a primeira doença ou transtorno, seja la como queira entender, aos 17 anos. Somente após alguns senão muitos anos de análise (e aqui vou abrir um parêntese para  homenagear o trabalho e dedicação incansável da Geny Talberg) consegui entender que resultou de vários fatores, dentre eles a obsessão, o perfeccionismo, uma elevada busca e cobrança por um padrão que não é nada fácil de ser obtido tampouco saudável, tudo isso interligado ao problema de auto-imagem e dificuldade de expressar o que realmente sentia.

Só de pensar em comer tinha náusea, suava frio, o apetite ia logo embora e ja deixava de lado o prato de comida ou se fosse inevitável assim fazia em dose homeopática, quase que por conta gota.

Logo senti na pele o que é viver o efeito “sanfona” e, ainda que magro, me ver como gordo e não raro ouvir comentários e observações que atualmente devem ser considerados pela sociedade uma espécie de bullying comparado aquele que os fumantes tem quando todo mundo fala “ta gordinho”, “ta magrinho”, “ta fumando”, “ta sem fumar”e por aí vai.

Pois é o menino cadáver recebeu ajuda dos amigos, apoio incondicional dos pais, e aprendeu a viver a vida não sem antes, e no caminho, tropeçar na Bulimia.

Reza a lenda e o saber comum que a Bulimia é uma espécie de compulsão não saudável pela qual uma pessoa induz vômito e perde rapidamente o peso.

É verdade e acredite, não é nada bom tampouco saudável. No meu caso aconteceu porque, ao deixar de comer e chamar atenção pela magreza, comecei a me alimentar em resposta a cobrança para demonstrar que estava comendo bem, daí não tinha limite e comia muito mais do que era preciso.

Obviamente não caia nada bem, porque estava em jejum por um longo período e não havia qualquer tipo de critério para comer e o que comer então caia mal, o corpo respondia mal, os soluços ou vômitos involuntários aconteciam e não tinha alternativa senão tirar logo esse mal de dentro de mim para sentir aquele alívio e um longo período de saciedade novamente.

Bem a equação seguiu ruim até o “click” dia em que consegui admitir que tinha algumas dificuldades, que sozinho não estava conseguindo superar e que pela ajuda profissional da Geny, por alguns anos, consegui expor a ela o que me preocupava.

Mais do que isso, consegui dizer para mim mesmo o que sentia e nesse processo de verbalização das dificuldades entendi que tinha uma voz sensacional, formidável e que através dela eu era capaz de lidar e resolver muitos dos problemas e dificuldades advindas de situações normais do dia-dia.

Afinal viver é a arte dos encontros, desencontros, reencontros, todos eles com ou sem conflitos, nossos, de outros ou de terceiros e que ocorrem naturalmente na medida em que todo o ser busca, ocupa ou quer um espaço.

Logo vi e desenvolvi a capacidade de analisar situações e de ajudar os outros, porque desde cedo muito li e muito me cobrei fazer coisas e realizar tarefas que exigiam muito mais do que era necessário, daí porque resolvi advogar e não seguir a medicina, mais isso vou deixar para escrever oportunamente em um próximo post junto com os motivos pelos quais resolvi também ser político.

O GLOBO e absurda nova diagramação que colocou o editorial e as cartas dos leitores na última folha… jogada de marketing? opinião não é intressante? a notícia e a opinião vão mal?

O GLOBO é um jornal carioca de circulação nacional que julgo extremamente parcial na escolha e forma pela qual as noticias são veiculadas. Esse é o efeito da massificação da informação balizada em orientação política que de conservadora passou ao longo dos anos a ser interesseira, na medida em que o jornal só divulga o que quer e quando quer mesmo.

Felizmente toda regra tem uma exceção e alguns colunistas fazem o favor de divulgar o que mais parece um aviso do que uma notícia, afinal, o espaço que tem é limitado quando comparado ao amplo espectro de notícias que precisam divulgar.

Nada contra o novo visual grafico, aparentemente mais limpo, mais aí vai uma crítica que vai alem do desprestigio da manchete composta título destacado e foto que ocupavam meia pagina, em detrimento de pequeno destaque as demais notícias.

Imperdoável foi a postura adotada pelo jornal em relação a publicação do editorial que tradicionalmente era divulgado em um espaço predeterminado logo nas primeira páginas internas e agora foi para o fim.

O Editorial é muito importante. É uma forma de divulgação de texto do tipo que não tem obrigação alguma de seguir a linha do jornal, de ser imparcial ainda que isso implique em ser objetivo ou não, por exemplo. O Editorial é o que restou do que outrora foi o Jornalismo de Opinião.

Também percebi com grande tristeza o deslocamento da seção Cartas do Leitor para o final do jornal, o que me parece ser um grande contra senso, ainda mais agora que a primeira pagina esta mais rica em assuntos diversos que certamente são opinados pelos leitores que ja são tradicionalmente escolhidas, contrabalanceadas e servem como amostragem de quais assuntos são polemicos e o pensam os leitores.

Resumo da ópera: O Jornalismo no O GLOBO vai mal. A opinião e o leitor foram deixados de lado em detrimento da nova receita que traz noticia visulamente mais simples num formato caderninho que mais útil seria se fosse uma homepage e que deixa muito a desejar no meio impresso.