Liberdade é….

O que “liberdade” significa para você?

Quando penso no termo liberdade o primeiro pensamento que vem a mente é o livre arbítrio. Penso que sou livre para agir conforme a minha vontade. Pelo menos no campo do pensar posto que a vida em sociedade nos impõe viver e aceitar esse termo de forma completamente diferente.

A questão fica complexa quando depois de alguns anos passamos a entender que devemos analisar o termo sem emoção, portanto, ainda que a definição precisa nos ensine que a liberdade de pensar e falar sem restrição, ou de tomar decisão e viver de acordo com sua convicção seja demonstração de liberdade na prática ela não existe.

Demorei um tempo a perceber o quanto somos tolhidos de ser livres. E o tempo que passamos ao telefone é apenas a ponta do iceberg.

Foi rápido demais. Em 50 anos a televisão dominou o rádio e os usuários on line pelos chats derrubaram revistas e jornais.

O noticiário não faz mais perguntas, aproveita o sentimento en torno da notícia e amplifica o fato reproduzindo vídeos dos telespectadores e daqueles que testemunharam os fatos para provocar no gado a sensação de liberação de dopamina na chamada para a reprodução de outro vídeo.

Então é fácil compreender o porquê existem pessoas muito ligadas a distribuição de conteúdo, que pode até ser notícia, em detrimento do julgamento e da análise de valor em relação ao fato e acontecimento.

É fácil perceber outro aspecto inerente a eventual moderação pela suprema corte do ambiente online mormente no que diz respeito as empresas fornecedoras de platatorma de comunicação sob pretexto de combate a fake news por conta do efeito devastador das emoções que surgem pela leitura sem discernimento do conteúdo online.

Se de um lado todo mundo é livre para fazer de sua vida o que deseja, me pergunto que liberdade existe no ato de disciplinar e exigir conduta diversa de outro?

Acho que esse é o ponto por trás da grande polêmica da fake news. É da falência dos meios de comunicação que se aproveitaram de um conjunto de fatores proporcionado pela tecnologia e valendo-se dessas variáveis passou a controlar em um nivel macro o povo.

Quando voce tem instituições e pessoas, fisicas e juridicas, ligadas não só a notícia como também ao entretenimento buscando espaço na normalização de uma faculdade autônoma se pergunte porque e reflita se isso é justo.

Moro no Rio de Janeiro uma cidade maravilhosa, palco de violência diária, falta de educação, falta de água, falta de luz, falta de dignidade a muitos cidadãos e o problema aqui esta longe de ser a fake news.

Do presidente ao prefeito e governador, do ciep ao ciac, falta de creche, falta de saúde, me espanto ao ligar a TV e assistir o RJTV noticiando esses fatos como se fosse novidade.

Novidade é que um olhar crítico quando ninguém assume culpa, quando o judiciário não pune, a escola não educa e o trabalho não proporciona melhor qualidade de vida para muitos e não se pode reclamar.

A tal da democracia exige o direito de resposta, réplica, treplica em debate eleitoral, tudo improdutivo.

A verdade é que liberdade no mundo moderno não existe. Quando on-line significa estar sob um contrato cuja regulamentação é mais restritiva do que diz a constituição, não somos livres, somos burros e burocráticos.

Ainda que seja o sistema constitucional desenhado para ter o comando e última decisão do judiciário romantizado por alguns como poder moderador, quando se analisa a disparidade de decisões tomadas sob o mesmo sistema legal e nacional, tudo torna-se frágil.

Bem entendo que fazem o melhor, trabalham muito e são vítimas do sistema que deixaram criar… no entanto falham ao colocar o interesse social do estado em toda e qualquer relação particular. Falha ao moderar os interesses do particular considerando o interesse social do que julga e entende ser a sociedade ideal.

Porque ideal no mundo não ha. Um gordo obeso não caberá no assento de qualquer avião e a decisão tecnica de adaptar um assento que tem seu custo calculado pela taxa de ocupação não cabe ao Estado. De igual forma combater crime é sempre bem vindo no entanto normalizar as relações das pessoas pelo que se deve pensar e interpretar delas é outro erro histórico.

Sem fim sem possibilidade de critica, portanto, liberdade é modernamente uma faculdade do passado que até neste artigo esta limitada as denúncias e moderação ao site.

Quanto mais vivo mais penso como vão agir estadistas e filósofos e pessoas independentes?! Ate quando vão se enquadrar nesse conceito.

Viva a Liberdade.

F

Minha vida, meu olhar, e o trabalho comunitário não pode parar.

What do you do to be involved in the community?

Moro em uma cidade que infelizmente é palco do que entendo ser o maior abismo social no Brasil.

Aos 47 anos olho para trás e percebo que nenhum dos governos anteriores conseguiu prover o povo com serviços públicos de qualidade.

Infelizmente no dia de hoje, escuto histórias e testemunho de pessoas que sequer agua potável tem. Banho sem chuveiro, impensável nos dias de hoje ainda existe.

A situação ruim do Estado do Rio de Janeiro, apesar de ser com frequencia atrelada pela imprensa as crises do mundo, como pandemia por exemplo, em verdade tem sua origem na falta de compromisso e de gestão do Governo com o povo, anos atrás.

Fato: O que é publico custa caro, não é barato e não funciona direito.

Com frequência leio nos meios de comunicação que uma porta de onibus, por exemplo, custa ate vinte mil reais, o que acho um absurdo. Imagina você uma chapa de ferro premoldado sem eletronica alguma custar vinte mil reais. Ninguém se pergunta como e porque, afinal o transporte público no Rio, não é de hoje afirmo pertence ao que tenho por máfia.

As empresas de ônibus usam as mesmas carrocerias, os mesmos chassis, a pior qualidade de conforto e mecânica, nada muda exceto o valor da passagem, atualmente de propriedade do cofre da prefeitura.

Parece um dogma, para ser público tem que ser de pior qualidade e mais caro. Outro dogma, fazer mais por menos, aguentar crise e buscar eficiência só esta no particular.

A par disso criou-se uma indústria de assistencialismo, que ha vinte anos atras dava-se o nome de populismo.

Foi quando o Estado do Rio por seus políticos optou por pautar politicas publicas no assistencialismo popular. Deu-se origem a tudo popular, farmacia popular, restaurante popular, atendimento medico popular.

Não foi bom.

Hoje o que mais vejo é a critica do povo cujo salario pequenininho não lhe permite escolher nada. Uma parcela ficou refem do assistencialismo que modernamente lhe diz até mesmo qual a marca do absorvente que deve usar. Poder de compra e escolha para esse projeto de cidadão constitucional foram retirados.

A constituição para estes é uma obra de ficção.

No fim do dia, até mesmo um remedio de pressão que custa pouco mais de dez reais custa caro para quem tem fome.

E assim, durante a pandemia, foi que Deus me tocou e dei início a um projeto pessoal, que impulsionado por muitos voluntarios chegou onde não imaginei conseguiria chegar.

Meu papel voluntario, que no passado me levou até mesmo a me candidatar, saiu da ideologia e foi para o real. Consegui graças a ajuda de muitos que amam o próximo e dão valor a vida, devolver a comunidade um pouco de amor, que seja através da doação do pão ou um prato de comida.

Ali se fabricam pães para o povo que sofre, para quem diariamente é abandonado pelo poder publico. É triste ver o socorro noticiado todos os dias por uma imprensa parcial, que em todos esses anos não contribuiu em absolutamente nada para a melhora na condição, qualidade de vida e perspectiva das pessoas. A imprensa brasileira parou de questionar.

Para uma imprensa que se pauta em projetos institucionais, a única preocupacao é pedir informação e propagar a desculpa que são as respostas, sem qualquer tipo de transparência, vedada a opinião e reflexão dos anos de aprisionamento do povo na propaganda do show, bar, entretenimento e diversão.

Editorial nos tempos modernos se restringe a formação de plateia, movimento parecido com a doutrinação que se tornou padrão do ensino universitario, ao menos de algumas universidades que permitiram professores serem substituídos em sala por monitores, e trocam aula pela atividade de video como se atividade extracurricular aula fosse.

Meu enolvimento na comunidade é tentar não deixar a lente se ofuscar pelas más ideias que cercam algumas pessoas e são propagadas como verdade absoluta e todo o resto fake news nas mídias sociais e modernamente no grupo de whatsapp/telegram.

Então a forma mais prática que tive para estar perto daqueles que realmente precisam, foi de dar o pontapé na padaria social para distribuir pão aqueles que sequer pão tem. Pão para quem tem fome e emprego para quem precisa, e tambem a doceria social que em breve vai colher seus frutos.

Como podemos fazer sempre mais, consegui auxiliar um atleta em uma competição internacional. Para orgulho de nossa patria venceu aqui e no exterior. Como pode um atleta profissional dez anos depois não ter meios financeiros de competir e representar o Brasil.

Quando venderam ao povo a olimpíada e demais eventos esportivos não estavam falando sério? A história de legado foi essa? Deixar todos ao abandono?

Olho para o lado e ajudo quem posso e consigo dentro de muitos pedidos e minhas possibilidades, volta e meia Deus manda umas mensagens que mostram estou no caminho certo. Sou mais um de seus filhos.

Muito recentemente a sede da associação vai para um imovel tipo galpão, para atender não só a padaria e doceria social, como também assistência básica a mulher com curso de esmalteria.

Muito pouco, realmente, se o Brasil não fosse a selva que é, se não tivéssemos políticos tão ruins e chefes de executivos mais preocupados com suas biografias do que em relafao povo brasileiro, estariamos longe dessa situação.

A reflexao nesse texto seria outra.

Infelizmente nao é, no entanto não perdi a esperanca.

Quando alguém achar um que seja merecedor de voto e que transforme a vida dos outros, por favor avise, nao perdi a fe.

Dia 10 – Qual a maior mudança na minha vida depois da pandemia?

What’s the biggest change in your life from the Covid-19 pandemic?

Reconstruir é sempre possível, e as vezes necessário. Explico:

Enfrentei a pandemia no maior e mais turbulento momento de vida. Processo estancando, na ponte aérea em direção a Brasília, várias incertezas inclusive de vida com a cereja no bolo… uma protrusão que aperou o canal medular a ponto de exigir injeções de diprospan de 20 em 20 dias ja sem fazer muito efeito.

Completamente desconectado da realidade, fui também vítima da negligência pela qual deixei de lado algumas decisões cuja percepção destas resultaram no óbvio e inevitável fim do relacionamento.

Pronto, acabou.

Tudo passou. Ainda que com feridas abertas e sob impacto da dura realidade, a vida, a vontade de viver (ou sobreviver) se sobrepôs a qualquer dificuldade.

E como diriam nossos avós… vai passar.

Entre internações, viagens e uma agenda atribulada percebi só então que não estou sozinho. Não mesmo.

Precisei viver uma pandemia para sentir verdadeiramente a presença de Deus na minha vida, para depois entender a construção da família que ele me deu. Em seguida, as pessoas com as quais trabalho e no dia-dia me reporto, oriento, recebo informação, passo informação, acredito e confio.

A pandemia deu novo significado a família.

Precisei viver uma pandemia para acreditar no meu potencial e também construir por exemplo a padaria social. Percebi que pode se fazer tanto com tão pouco, como matar a fome das pessoas ou pelo menos dar a elas o sinal da presença de Deus por praticamente nada.

Quando o propósito é bom, a realidade admite e Deus permite acontece fácil.

Basta acreditar!

Sai da pandemia me refazendo, em meio a esse tumulto encontrei e casei com um novo amor. Quem diria em meio a tantas incertezas e sofrimento teria essa chance?! E tive.

Precisei de uma pandemia para aprender isso.

E voce?!

Dia 09 – Do filme a TV, recordar é viver.

What movies or TV series have you watched more than 5 times?

Tenho o privilégio de ter nascido em uma época que se produziu bons filmes, alguns hoje considerados clássicos.

Ao contrário da geração Netflix, não havia série nova, sobre tudo, qualquer coisa e/ou nada toda semana.

Sabíamos o que estava por vir a partir de noticia de revista e jornal, ou por vezes no cartaz e trailer no cinema.

Esperava ansiosamente o filme chegar. Da trilha sonora ao filme propriamente dito, tudo era um espetáculo.

Uma abertura de 007, Philadelphia, Robin Hood, Bodyguard, Ghostbusters, Blade Runner, a Missão (dentre muitos) hoje não existe mais. Um filme complexo como A Ponte de Madisson ou Color Purple não tem mais.

Aumentou-se o número de filmes e séries, muitas sem qualidade alguma, extremamente infantis, a troco de que?! Audiência.

Imagino o que diria Dany DeVito, Whoopie Goldberg sobre isso? E alguém os conhece? Steve Martin ja foi? Patrick Swaze? Charles Bronson? Clint Eastwood, tudo passou.

Verdade é que passa, e poucos anos depois que uma pessoa morre ela ja é completamente esquecida. O mesmo se aplica para os filmes. Derrepente trinta anos depois aparece uma menção e por aí esta.

O que pensa a nova era? audiência.

Enquanto isso sigo assistindo A Fantástica Fabrica de Chocolate na versão original – que a propósito não foi um sucesso em audiência – com Gene Wilder; Alta Sociedade com Frank Sinatra, Louis Armstrong, Gene Kelly dentre outros; A noviça Rebelde e por aí vai.

Não tive muito sucesso em série de TV porque quando jovem só haviam novelas da Globo que até hoje não chamam atenção. No entanto o Viva o Gordo e o Chico Anysio me prenderam em suas sátiras até hoje.

Quem diria, trinta, quarenta anos depois e aqueles temas (inflação, alta do combustível, corrupção e democracia) são vivos até hoje. Infelizmente protagonizados por pessoas diferentes. O que me leva a crer se somos realmente livres para pensar e agir fora do script imposto por alguns poucos a sociedade.

Que filme antigo voce assistiu e que não para de ver? Me conta aí

Dia 08 – Pedro Vaz o homem que faz

You’re writing your autobiography. What’s your opening sentence?

Após o ano 2010, percebi um aumento pelo interesse na doutrinação de pessoas através da leitura de biografias.

Nas conversas e reuniões de trabalho, observei que muitos começaram a citar biografias, seja de quem fosse, na construção das ideias.

De la para ca, parece que o mundo deu maior importância aos acontecimentos ocorridos no mundo, em especial, a segunda guerra mundial.

Alguns Livros, até filmes, sobre Churchill dividiram as telas e prateleiras com a história do Rei da Inglaterra até a passagem do bastão e reinado da filha.

Não podemos esquecer a dama de ferro. Ao final tudo isso contribuiu para a formação de um paraíso artificial. A grama do vizinho é mais verde porque teve guerra, é britânica e por aí vai.

Enquanto isso no outro lado do mundo temos o… Steve Jobs. Superou Obama, Clinton e outros personagens da literatura americana. A julgar pela quantidade adeptos a seus aparelhos cada vez mais caros, ainda que sejam minoria ocupam posições estratégicas com visibilidade para o mundo. Talvez por isso ninguém critica a evolução tão ruim do sistema que vem se fechando em uma arquitetura cada vez mais própria, diferente e incompatível com a lógica natural das coisas.

Porque o súbito interesse na exposição da vida dessas pessoas?! Seria a superação de crise ou catalogação de pessoas?! O que há de relevante nessas histórias que deram azo a muitos livros, resumos, filmes?!

O resumo desse exercício se resume a expressão do título. Talvez seja e represente, na sua essência quem sou. Em construção e constante movimento, sou realizador.

Quando cansado de vivenciar problemas do cotidiano decorrentes da política engessada e desacreditada, me lancei candidato. La atrás ja assinalava a necessidade de mudar a forma de agir e fazer política, a época engessada e desacreditada.

O futuro não foi bom para nós. A publicidade e propaganda se tornaram protagonistas e norteadoras das necessidades do povo. Frustrados nas expectativas e com notícia de roubo e corrupção, levaram o povo as ruas pedindo a prisão e cassação de políticos. Frustrada a reorganização do Estado Brasileiro, com uma pandemia pela frente promoveram sob forma de consórcio a reorganização do Estado incluindo aí pessoas ao que temos hoje.

Uma falsa e aparente sensação que vamos bombar na terra castigada, sem comida, sem indústria, sem demanda e com consumo da classe pobre, media e media alta fomentado por política do Estado.

Daí se ve logo que o título da biografia pouco importa, exceto a percepção que não fiz nada além de enfrentar os desafios impostos com o que tinha de informação a época.

Minha nova geração ja está chegando aos 50 anos. Esse inconformismo político levei aos tribunais nos incontáveis processos que advoguei. Fato cada um andou e foi jogado sob um ambiente de questões, problemas e soluções que tomou o tempo.

Precisei me reinventar entre as questões do dia-dia minhas e dos clientes para levar tudo a frente. A interseção com a política nacional não trouxe resultado ao povo imediato, porém criou uma bagagem que me ajudou a enfrentar questões mais complexas, no fim ajudar a gerir pessoas.

A conclusão disso faz lembrar o título do texto, realmente pedro vaz é o homem que faz. Não cheguei até aqui a toa, não estou a toa e minha biografia não tem a importância de um livro e sim o que meus pensamentos refletem na vida das pessoas.

Esse dom seguirá sem disperdicio.