2021 ano do amor! Retrospectiva.

To gripe, or not to gripe, that is the question. A resposta aqui é Covid.

Tanto se fala em gripe na cidade que acordei pela manhã e resolvi fazer um teste, ja que ontem ao longo do dia fiquei congestionado.

Para minha surpresa, 10 minutos depois, veio o resultado a seco enquanto aguardava o Paulo no laboratório.

A atendente passou e falou, voce que é o Pedro né? Acabamos de fazer o exame duplo… então vai para casa, esta positivo.

Como assim? Positivo? Será que o exame não falhou?. Não respondeu a atendente, esta positivissimo. Cerca de 5 minutos depois retornou dizendo que o Paulo também está covidado.

Modo covid ativar: o que parecia uma simples gripe agora é simplesmente Covid.

E isso não é nada legal.

Mal chegamos ao ano novo, tanta propaganda de vacina, tanta máscara 3M nova, tantas viagens mundo afora e deus quis que eu enfrentasse isso no Brasil, ao lado do meu amor.

E na falta de noção de onde veio tenho como marco o fato que domingo dei carona para alguém que depois revelou estava gripado.

Agora entendo o potencial risco que essa gripezinha pode trazer. Também entendi, quando relatei o que passei a todos que ao longo da semana encontrei, a falta de importância em torno do tema.

Eata muito na moda um filme em cartaz horrível que fala do final do mundo. Tem uma galera de esquerda na imprensa querendo se apropriar da história para fazer um paralelo com o governo.

Hoje tenho convicção que tal paralelo não existe.

Se existe culpa nisso é a falta de amor de pai para filho que começa quando o pai opta por entregar um tablet ao filho ao invés de dar amor, educação e instrução.

Isso criou uma massa de pessoas sem dimensão do alcance da mente e que vivem uma teoria da relatividade segundo a qual tudo pode desde que lhe é relativamente legal, animado e conveniente.

Não é legal ter que confrontar esses fatos para escrever estas palavras enquanto felizmente nenhum sinal maior apareceu. Porém o dever se vigilância impõe que sejam escritas, digeridas por todos.

Agora veja so, ontem comi um sanduíche na rua, ainda que assintomático tirei a máscara para comer e beber. Quantas pessoas podem ter sido postas em risco por isso?

Era minha intenção? Claro que não.

Aconteceu…. E tem gente que defende o reveillon e o carnaval… poderia dizer muito sobre isso porém agora vou pensar na nossa recuperação, pensando no meu companheiro.

É sobre isso.

O lado bom da vida 2021

Em meio a tantas dificuldades e desafios no trabalho volto para casa sabendo que o ano esta terminando e apesar de tudo, estou feliz.

Não sinto culpa por essa felicidade apesar do covid e de toda a problemática que este trouxe a humanidade.

Pior do que este vírus são os movimentos sociais criados em torno dele, que julgam e polarizam a questão.

A par desse fato resta hoje a única certeza que cura não há, vamos todos pegar e se muito, uma máscara vai nos ajudar a retardar o avanço até a ciência achar um meio de nos confortar.

Não vislumbro que haverá superação disso. Infelizmente na visão do hoje, teremos que conversar e conviver com isso no dia-dia por muito tempo. E o surgimento de variantes nos faz pensar que isso, de fato, nunca vai acabar.

De tudo o que vi e li com o passar dos anos, restou a percepção que faltou cabeça para pensar fora da caixa como enfrentar essa guerra considerando as peculiaridades da cidade.

Não consigo entender o racional de estabelecer uma faixa de vacinação por idade sem considerar também a faixa de renda da população, afinal os trabalhadores que mais dependem do estado e pagam seus impostos indiretos nos produtos que estão absurdamente caros, essa massa de trabalho ficou para trás. E o aposentado que via de regra fome não passa foi colocado em situação de risco justamente por força da necessidade de estar em contato com pessoas de outras faixas etárias.

O ano passou, o vírus não. Custou. Ainda custa, deprime, causa mal estar e indigestão a qualquer pessoa que tenha sensibilidade de amar, se por no lugar do próximo e compreender a angústia e luta dos que vivem.

Compreendi que home office é bom, nem tanto. A talta de liturgia em torno de tarefa profissional fora do escritório acabou fazendo com que pessoas trabalhassem mais em suas casas do que no local de trabalho.

Porque? Isto é bom? Saudável? Claro que não. Não custa? Claro que sim. Porque o mundo vai girar em torno do tempo de determinadas pessoas em detrimento de normas e regras estipuladas no passado? E porque seu tempo fora do trabalho deve ser valorizado e privilegiado em torno do que o senso comum estipulou por horário de trabalho.

Chamou atenção em uma recente visita a portugal a aglomeração de pessoas em torno da mesa de livros usados na rua. Olhei e me perguntei, se fosse no Brasil o que fariam as pessoas? Porque elas estão agindo dessa forma? É falta de respeito ou excesso de liberdade em relação a responsabilidade que temos com as gerações futuras.

Parece que uma parcela da população esta a deriva, outra cansou de viver e tem aqueles que não tem a menor chance, e aguarda a pátria mal gentil assistir com o pouco de casa, saude e comida porque no Brasil é assim.

O Brasil esta a busca de um grupo de improváveis para ressucitar o que perdemos ao longo de décadas nos mais variados regimes. Se uma coisa todos os regimes implementados ou ao que se submeteu o Brasil tem em comum é que o projeto educacional, de saúde e habitação piorou, e o dinheiro desvalorizou.

Vivemos um sistema de mal feito, corrupto de welfare que se alimenta do assistencialismo em todas as esferas políticas e de poder.

Não importa a instituição pública que trabalha a única certeza que temos é que historicamente são relutantes a corte de cargo e salário. Enquanto na iniciativa privada vejo cliente quebrando e funcionários sem pagamento no setor público tem aumento, e se congelar salario o servidor vira uma máquina antidemocrática. Se for organização social então nem se fala.

O regime é esse, a pessoa para ser compreendida em sua unidade precisa se reunir em comunidade para ter voz na sociedade e fortalecer em última análise sua classe.

E aí vem a grande pergunta: como a percepção de tanta dificuldade pode contribuir um post com o lado bom da vida.

Fácil ainda que o caminho seja difícil. A par das dificuldades no trabalho muito prejudicado pela falta de confiança no poder judiciário que modernamente pela cabeça de alguns mediocres que estão no topo do poder e baseiam suas decisões na comoção social, repercussão internacional como justificativa pessoal para enviezar texto plano de Lei, procurei sair da caixa e organizar a vida atento ao que ela me traz.

Assim como Tom Hanks no filme o Naufrago me vi só. Ao longo do ano procurei no tempo livre reconectar com pessoas que me entendem, ou me respeitam, concordando ou não com o que leio e escrevo. Isto esta bem.

Cultivar o respeito a opinião do próximo é enriquecedor. Tenho vivido meus pais e minha família intensamente. Ainda que o senso comum nos diga que toda família é igual, sim, vivemos todos o imponderável na vida e suas emoções, sinto que sou amado e compreendido por aqueles que me amam, e isso vai além da tolerância e aceitação.

E para estes meu erro é amor da mesma forma.

Aprendi a receber, lição essa que por anos me foi negada aprender e posterior difícil compreensão por sempre ser proativo, sem horário e dotado de uma visão de vida singular, pelo meu lado amoroso e acolhedor feminino.

Não vou ficar de braços cruzados não. Procurei driblar as dificuldades como pude, rodei 50-60 mil kilometros de carro em viagens de 10-12 horas enquanto tinha medo do virus e estava sem vacina, ainda que estritamente necessário. Sou para o meu trabalho, e para aqueles que de mim dependem, pelo que meu trabalho significa ao cliente, o mesmo que o médico foi em hospital de campanha: trabalhador e lutador.

Tenho a felicidade de gerenciar um pequeno grupo de advogados que estão comigo ha mais de 10 anos, todas as dificuldades pessoais e processuais em torno disso, minhas, da justiça e deles.

Consegui com muito esforço e luta devolver a sociedade um pouco do meu trabalho através da associação Amparo na padaria social que faz pão para quem tem fome e da emprego para quem precisa. Através dela me reconectei a cidade, suas diferenças e desigualdades pelas pessoas em alto grau de vulnerabilidade.

Consegui reconstruir minha vida amorosa ao Paulo que entrou no bonde andando, terceiro casamento, cachorros, minha vida e vida dele para cuidar. Por mais que eu faça, melhor, tudo que eu fizer a ele será insignificante diante do que ele representa, faz e me fortalece. E tenho consciência dos meus problemas e soluções tanto na esfera pessoal quanto profissional.

Ate mesmo Alice minha amada e idolatrada filha teve uma doença que durou exatos 10 meses para ser curada conseguimos tirar ela dessa com muito carinho, amor e cuidado.

Me reencontrei com Deus pela terceira vez, quando uma situação de saúde alarmante me incapacitou por um mês ele veio por alguem me dizer “meu filho como esta sua fe diante disso”

Oh Deus não sou digno de sua graça e peço misericórdia pelos meus atos. Milagre em minha vida não se tornou recorrente a toa, tenho consciência embora não saiba a dimensão do que ele tem planejado para mim.

Uma vela para amigos, familia, pessoas especiais e para a humanidade.

Exceto pelo fato que a par de tudo, de todos, menines e por ai vai, como bem cantou e definiu Elton John, estou de pé com a fe, força e sorriso inabalável para o final de 2021. Esse sou eu.

E vivi os 50 anos de casados dos meus pais. Tem felicidade maior do que essa?!

E isso é o que desejo a todos. Prosperidade no sentido amplo da palavra. Foi isso que esse ano tenebroso também me trouxe e mostrou, o lado bom da vida.

Não é nada fácil não, também não é impossível, bora tentar?!

App vilão, falso ou verdadeiro

Parece que chegou no Brasil o que reparo vem sendo tendência mudial de cobrar e oferecer servico sem responsabilidade, porque ao final o tomador é apenas uma interface entre quem contrata e entrega e exime-se da responsabilidade.

Então voce chama um carro no Uber que não de responsabiliza pelo motorista nem pelo transporte apesar de descontar uns centavos da corrida.

A inversão na transferência de responsabilidade de aplicativos para usuários é uma nova constante. Tão perversa quanto a falta de personificação dos que nos respondem via app.

Derrepente a PJ assina tudo sem e as mensagens, e-mails chegam sem que por trás disso haja um responsável. Parece ser normal esse atendimento ineficiente, e ja digo que não é.

Pior do que o serviço é depender da tecnologia para reparar os erros que acontecem.

Nessa viagem em lua de mel reservei um hotel pelo Booking. Tudo certo, data certa, quarto escolhido, cartão cadastrado e na hora de apertar o “confirma” recebi uma mensagem de débito no cartão e uma caixa de texto no app dizendo que o quarto selecionado não mais existia, para procurar outro.

Como assim? Você debitou do meu cartão o valor não reembolsável da estadia e agor, Como fico?

Me dei conta do risco da operação quando derrepente vi o dinheiro ir embora sem que haja no booking canal direto para retorno.

Estranho ne? Existe no aplicativo uma area de suporte que tem como pre requisito selecionar o hotel objeto do suporte. Bem, no meu caso não existia vez que a reserva não foi feita portanto os itens iniciais do pedido de suporte como confirmação da reserva, e-mail com os dados e pagamento não existem e não se aplicam a mim.

Derrepente a experiência de reservar um quarto e ser o senhor do meu destino virou um caos. Porque não liguei para o hotel pessoalmente e marquei o quarto sem aplicativo.

Essa tarefa no passado delegada a agente de viagem hoje renegada aos usuários de aplicativos esta longe de ser bem realizada.

Sem qualquer auxílio pelos menus que me assistem no aplicativo e depois de perceber que estava chegando à exaustão, localizei uma caixa de suporte que abria uma interface similar a do SMS.

E naquela pequena caixa de texto disse que estava em trânsito, havia selecionado um quarto no hotel tal e depois da confirmação e debito pelo booking recebi uma mensagem via app informando que estava cancelada.

Depois de algum tempo recebi uma mensagem dessa vez do customer center solicitando, em prosseguimento ao atendimento, que fosse informado o codigo de reserva.

Sera que não leram? (Nao) havia dito que não recebi codigo de reserva apenas fui debitado do valor da estadia pelo booking.

A resposta seguinte, passado uma hora concluiu que como o hotel havia recebido R$ 0,00 não haveria o que restituir.

Nesse momento a paciência ja vai sendo perdida, posto que ninguém realmente leu a mensagem e assinou o e-mail. Respondi pela terceira vez informando que por óbvio o hotel não havia recebido valor pois o debito e cancelamento veio do booking.

Nessa resposta tive o insight de pegar o e-mail de resposta que parece uma chave criptográfica @sabe-la-quem-e-qual-dominio e colei a foto do debito do cartão.

Quando então veio outra mensagem dizendo que não se tratava de debito e sim pre autorização. Como assim? O valor consta la na fatura meu limite foi comprometido portanto paguei essa estadia.

Somente então recebi um e-mail horas depois dizendo que pena o hotel não aceitou a reserva, quer tentar novamente.

Não! Quero sair correndo gritando cade o meu dinheiro. Dedo no cu e gritaria. Chute porrada e bomba. Ainda que nenhum desses desejos se pudessem realizar a resposta assinada “booking” encaminharam outro e-mail informando que dariam início ao procedimento de estorno e que o valor retornaria de 7 a 12 dias.

Perverso isso, então ele cobra pela venda do que não existe, segura o dinheiro por um tempo sem qualquer ônus e responsabilidade.

Voltando a caixa de mensagem do primeiro atendimento escrevi que a resposta não era satisfatoria. Poderiam até creditar o valor na carteira do app (e todo mundo ta criando uma wallet) ou me devolvam de IMEDIATO, afinal estava em trânsito e contava com o estorno para fazer frente ao novo hotel.

Precisei encaminhar outros 7 emails, colocar o ecadeamento das mensagens ate receber um código de devolução para informar o cartão e solicitar por lá a devolução.

O que consegui em horas com muito desgaste tem gente que não consegue.

Final do dia somos muito prejudicados pela falta de responsabilidade dos aplicativos que se monetizam as custas dos outros, pessoas e empresários.

Ate quando? Vamos repensar?!