A gente colhe o que planta.

É trágico reparar como tem gente, que até então era alienada de sua própria vida, e nem em tempo de CoronaVirus se deu conta.

Cozinhar, lavar, passar, faxinar e andar com o cachorro, são tarefas normais daqueles que adquirem responsabilidade no mundo. Também é assim com os filhos. Estes últimos exigem esforço em dobro, da concepção a criação.

Reclamar dos filhos ou culpá-los pela dificuldade de trabalho em casa é um fala leviana e ato de desamor. Quem mandou botar o filho no mundo? De quem é essa responsabilidade? E onde voce estava que não prestava atenção nele diariamente como deveria estar?

Espero que a humanidade saia dessa menos egoista. Que o Rivotril não seja um meio se vida, nem artifício para camuflar o fardo que cada um cria para si… e sim um auxílio para tratar quem realmente precisa e enfrenta um quadro psiquiátrico tipo depressão.

CoronaVirus & China: pior de tudo são os olhos fechados.

Sem polemizar, a questão inerente a falta de equipamentos médicos no contexto do coronavirus pode ser sintetizada na seguinte frase: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder, vai todo mundo perder.”

Que fique bem claro aqui. O Brasil não perdeu por conta da aquisição de material algum pelo governo americano. Claro que não.

O Brasil perde e vem perdendo, por não ter ao longo desses anos, investido na criação de um parque industrial. Por ter pautado sua política na distribuição de renda, no aumento da máquina pública e nos direitos sociais em detrimento da capacitação do Estado. Enquanto o Brasil continuar com esse faz de conta, de usar a estatística do CAGED para medir emprego, e as pessoas não conseguirem viver de seus salários, o País não vai para frente. Não foi. Não vai. Não irá. Patria mal à saúde, mal a empresa, mal aos empregos, mal aos brasileiros.

Hoje estamos à mercê do ministério da saúde, e da política de conta-gotas, que vem ditando desde a distribuição de exames, que faltam , não são o suficiente, a diversos tipos de auxílio para todos os Brasileiros… que estão prejudicados.

Muito me surpreende saber que alguns empresários estão finalmente se juntando para ajudar nos hospitais de campanha. Essa história esta muito enrolada. Os hospitais públicos sequer funcionam e o governo vende a bandeira do hospital de campanha.

Acho que a baixada e a periferia seria o melhor lugar. Ha mais de ano venho lendo que o sistema público de saúde esta em dificuldades. Falta tudo por la, menos no hospital de campanha?!

Não quero copiar a China, não quero hospital em 10 dias, quero em 10 dias o hospital público funcionando. Quero o servidor valorizado e responsabilizado. Quero servidor eficiente. Quero os equipamentos indo para la. Quero esse erro histórico, que essa omissão histórica seja corrigida. Quero que o investimento e emprego gerado em prol daqueles que morrem todos os dias, por falta de saúde e de estado, seja pelo menos produtivo para a posteridade. E a posteridade não esta na campanha… seja política ou de hospital.

Não há posteridade em mais esse absurdo. Ouvi a declaração e fiquei com pena do povo Brasileiro e vergonha do Ministro. Acho que ali ele se equivocou. Não esta sendo coerente com a história. Ainda que o time tenha outros ministros que volta e meia aparecem nos jornais por declarações impróprias, ainda que fora de contexto, estão mais certos que esse.

Considerando que todos nós em algum momento seremos infectados, ate esse dia, todo mundo corre algum risco, nada é certo e seguro. Ficaria feliz para um início de conversa que alguém em nome do governo pedisse desculpa, a todo mundo.

Enquanto esses políticos não reconhecerem essa dívida que tem com a sociedade que sustenta o Brasil até nessas horas, não vamos para frente. Simples assim.

Não to pedindo para ninguém bater panela não, to na esperança que um sensato ai enfrente a maquina.

Coronavirus e o Código do Silêncio

A medida em que aprofundamos na escuridão do isolamento social, percebo que muitos apelam as redes sociais talvez para buscar companhia. Outros eventualmente para passar o tempo.

O que muitos tem em comum, é a completa ausência em dizer como estamos ou de nossa família. Parece que todos adotaram o código do silêncio. Fale muito sobre a vida, pouco dos outros e nada de si mesmo ou sua família. É isso.

Porque? Teria caído a ficha que não somos desse mundo? Egoísmo escondido? Ja sei… não da ibope, não entretém ninguém, não vende, portanto não tem valor, exceto quando estamos pagando por isso. Aí qualquer besteira é uma peça. Qualquer argumento se justifica. Ai é o máximo. Comparando essa circunstância a satisfação de um vício por um viciado. Paguei por isso, quero ver.

Porque? Se não é um filme, se não for do ramo de entretenimento, se não estou pagando, não é interessante, e não serve.

Errado. Ja andava muito de saco cheio dessa mesmice que se tornou muitos dos programas de entretenimento Brasileiro. Já não achava graça no modelo caricato, pior ainda aqueles do tipo, sou engraçado olha que família bonita.

Então ja cansado de ver no cinema, pior ainda no teatro, agora vejo propaganda e exibição na TV aberta.

Não, ta tudo errado. Não podemos nos acostumar com menos.

Pegue o telefone, em tempos de WhatsApp e smartphones, e procure seus amigos, sua família. Veja como estão. Agora é a hora. Se de tudo não der certo… Que tal ler um livro e are refletir sobre o lixo que o dia-dia vem impingindo a cultura popular Brasileira.

Desejo esse período de quarentena seja a descarga desse modelo velho, antiquado, pobre de conteúdo e massificado. Que as indústrias parem de cobrar de quem ja não tem para receber o que não lhe acrescenta. Essa socialização em prol do entretenimento ja foi.

Quanto aos meus amigos e familiares, vão bem, obrigado!

Mickey para sempre!

Era o dia 27 de março de 2010.

Naquele ano, era pre-candidato a deputado estadual, estava prestes a realizar o sonho de participar do processo eleitoral e sair intacto.

Todas as manhãs acordava e passava na casa dos meus pais. Chegava muito cedo, por volta das 6:30 da manhã. A rotina era sempre a mesma, meu pai em algum momento abria a porta do quarto, e o Mickey, pulava as escadas como se coelho fosse, corria para os meus braços.

Amor que não se mede, representado por gestos genuínos, sem palavras.

Não sabia que poderia correr o risco de perdê-lo tão subitamente e sem dizer adeus.

A vida é insignificante diante da saudade e vontade de estar perto, que seja para dizer adeus. Mickey sempre ao meu lado, quero reencontrar num outro plano, com certeza.

Hoje cabe lembrar do fiel amigo escudeiro.

Porque não bati panela…

O movimento é politico. Esta na cara.

Temos que colocar o Brasil em primeiro lugar, acima de tudo.

E assim se faz, não gritando fora Bolsonaro.

Porque no meio do caos, quebrar o sistema não vai ajudar.

Se faz sendo Brasileiro, trabalhador, solidario, e por ai vai.

Não é que a manifestação em oposição não tenha legitimidade, agora não é a hora, proponho, ao invés de bater panela, ser bons e decentes, enquanto cidadãos e vizinhos.

Agora é tarde.

A resposta ao governo, nesse momento de dor, será na urna. Independente do resultado, de reeleição ou não. Agora é a hora de elevar o espírito e pensar na nação.

Muitos morrerão nessa guerra, nessa batalha biológica que o homem travou com a natureza.

Sim, ao que parece, surgiu na china.

O que nós brasileiros estamos fazendo sobre isso?

O que estamos contribuindo para a solução disso? Batendo panela? O que a iniciativa privada – ja que o público eu não acredito tenha criatividade e eficiência – vai ajudar?

Algum shopping em construção, ou imovel vazio para fazer hospital de campanha?

Alguma isenção fiscal pelo governo como um todo para facilitar o tráfego dos insumos?

As barreiras estão fechadas?

Os políticos que julgam resuzir a jornada de trabalho também estão reduzindo seus gabinetes e salários?

Os brasileiros mais a frente se lembrarão disso? E o que lembrarão?

Então acho que bater panela é o fim da picada, é democraticamente aceito como a forma pela qual muitos perdidos estão, em casa, fazendo o seu protesto.

Ou indignados que o Governo insiste em dar crédito, para ganhar juros em cima da crise, ao inves de doar dinheiro ao povo. Melhor devolver do que acabar desviado.

Também poderia criar o feirão do coronavirus com perdão de dívida e enxugamento da maquina, cargos e salários.