O que sei (e penso) sobre o Facebook, Instagram, Twitter e Midia Social.

Olhando para trás, quando estas ferramentas foram criadas não imaginei que teriam impacto tão grande na vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo como tem hoje em dia. Me espantei ao ler que teve gente que não conseguiu entrar em prédio, abrir sala de reunião e ate logar e trabalhar em sistema pelo defeito na plataforma.

Todas estão no centro da controvérsia em torno das fake news, o que me leva a crer que o impulsionamento as notícias que geram desconforto, ódio, caos e polêmica é um dos pivôs da rede.

Todas as redes são geridas por algoritmos que não são transparentes. Não temos conhecimento sobre eles, e para quem estamos em última análise servindo quando utilizamos a plataforma.

Isto é perigoso, considerando que através desses aplicativos muitos usuários expõe seus sentimentos, se relacionam uns com outros e vivem de links viabilizados através das plataformas.

Todas as ferramentas lucram com seus sistemas, não são diferentes da empresa tradicional, tem o lucro em primeiro lugar, e usam a tecnologia para receber rapidamente e com eficiência o seu dinheiro.

Todas as mensagens que recebi em repercussão ao texto anterior em que perguntei o que faziam enquando a mídia social estava fora do ar foram de alívio, desimportância e tranquilidade. Felizmente.

Todas as plataformas em algum momento foram impulsionadas por outras empresas de tecnologia. Me recordo que uma das versões do iPhone possuia na configuração um link direto com a midia social, e a partir dela, todos os contatos, agenda, aniversário eram integrados. Comportamento semelhante a empresa fez em seus computadores, sugerindo até mesmo na sua barra de favoritos link para as empresas. Tempo depois muitos se perguntam como o Facebook, Amazon, expedia e por ai vai ficaram tão grande… poucos se dão conta do quanto fomos codificados para aceitar no dia-dia como se parte de nós e da nossa rotina fizesse. Ainda que não tenha nenhuma destas como favorita, nenhuma é estranha. Não é novidade, foi proposital.

Olhando para traz me recordo que ingressei no Facebook quando estava procurando matricular num curso de extensão no exterior. As instituições e seus usuários estavam presentes.

Hoje essa realidade de adesão não existe. As redes sociais de hoje tem comportamento muito diferente daquele experimentado em sua criação.

Não raras vezes me vejo no aplicativo e percebo que as informações ali são mais do mesmo. Não consigo viver a base de notícias e conteúdo sugerido. É monótono, também bizarro que capta nossa conversa e sugere midia baseado no que falamos.

Com a expectativa de viver a implementação do 5G tecnologia que permitirá a comunicação autônoma de equipamentos e tomada de decisão, a midia social é uma bomba.

Inimaginável que por trás disso existe um mundo de pessoas que se empregaram e vivem da monetização de conteúdo. Ainda que não seja fácil (e não é) viver de conteúdo significa entender e viver de engajamento. Nessa realidade a rede social alimenta-se e promove conteúdo recente. De quem? Primeiramente de quem é popular, posteriormente de quem paga mesmo. Qual tipo de conteúdo? Todo e qualquer conteúdo. Se isto não fosse verdade não seriam o pivo de escândalos em todo o mundo. De quem? Dos usuários que se expõe seja na busca de relacionamento ou no tipo de conteúdo. Qual o tamanho deles? Bilhões de pessoas, maior do que qualquer pais e governo.

Meu Deus!!!!

Se na década de 90 o maior vilão da humanidade foi a indústria de cigarro e seus efeitos nocivos perante as pessoas, hoje o protagonista desta história são as redes sociais.

Perdemos a luta contra a indústria do tabaco, apesar da taxação e das políticas públicas de exclusão. Também perdemos a luta contra as drogas. Dificil engolir notícia de utilização medicial como alvará a liberação.

A história mostra que a adesão ao vício se sobrepõe a cura. A única porta de saida é evitar o ingresso de novas pessoas na base da pirâmide.

Enquanto nela, em resposta a hipocrisia da memória curta e conveniente de muitos digo o que penso, não para promover engajamento e sim pensamento em torno de uma cultura que precisa mudar.

Esta dando certo, o tik tok por exemplo que vive da exposição ao ridículo de pessoas não entrei, não vejo. AMEM!

Finalmente!!! As redes sociais precisam mudar. A forma que estão esgotam quem vive delas como ganha pão e quem as utiliza para viver sem opção. Nos que estamos nela para uma opinião e impressão acabamos ficando contra tudo e todos porque estamos cansados de ler desinformação. E tudo termina na polarização. Injustos, porém verdade.

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