entreatos

A semelhança entre a vida e morte é a solidão, com o seguinte detalhe: quando se nasce temos o benefício de evoluir com o nosso corpo e crescer junto com ele, o que já nao ocorre na velhice, pelo contrário, nesta fase a garantia que não existe já passou longe, nos acostumamos com algumas perdas, em todos os sentidos, e convivemos com uma nova realidade.

A morte é singular ao contrário de muitas outras oportunidades da vida, pode-se enriquecer, empobrecer, arrumar um emprego, cair em desemprego, casar e divorciar e tem gente que ainda diz que nasceu varias vezes mais morrer só mesmo uma vez.

Alem disso a conquista por espaço entre gerações no emprego são eternos criadores de coflitos.

Não raramente conhecemos ou ouvimos falar de pessoas que são uma maquina de ajuda e trabalho quando novos e que ao envelhecer se veem ameacados ou meio travados.

viver com calma, não se deixar levar por tendencias histéricas é um caminho para velhice, não garante nada mais permite uma vida mais tranquila e isso ja é um bom começo, digo, ótimo meio.

Trocando o disco…. de freio.

Ao contrario do governo que estimula a compra de carro novo, optei por fazer manutencao nos autos velhos da familia porque entendo, ainda que rodados, cumprem bem a sua funcao. Se viajar em aviao com mais de 20 anos nao tem problema porque teria andar em um carro velho bem mantido? Essa estranha e confiavel relacao me fez ao longo da semana adquirir os discos de freio dianteiros e pastilhas do classe A.

Interessante observar que algumas pecas do classe A que outrora tiveram precos de Mercedes importado hoje em dia, ainda que adquiridas na Intercar, que é o concessionario autorizado para o RJ, tem preço de carros bem mais baratos, quem diria… Um amortecedor por pouco mais de 200 reais e outras pecas por 16… 50… reais! ja estou gostando novamente desse carro, mais agil que o smart, maior que o smart e com o espaco interno invejavel, como segundo carro recomendo!

E assim caminha a humanidade

O tempo é fogo, é frio, previsivel e imprevisivel, passa, passa e passa rapido. O futuro mais rapido do que prevemos e o passado mais lento do que contamos. Tudo passa, somente as açoes ficam, e a vida é curta, certamente mais breve do que pensamos, vem rapido e vai num susto. Viver é um requinte, saber viver, construir e aproveitar o que se tem é uma sabedoria. Podemos aprender, refletir sobre o passado e pensar no futuro através da poesia. Geralmente em um poema pouco se escreve, muito se diz, como por exemplo esse de Carlos Drummond de Andrade.

E voce, para onde?

JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Transporte: dura realidade e desafio no RJ

Esse é o triste e lamentavel retrato de um sistema de transporte antigo, ineficiente, que reina ate hoje no RJ pela conivência e falta de compromisso de todos os políticos que nada fazem para mudar essa realidade.

Por aqui não vejo ninguém feliz, ninguém com guardanapo na cabeça, ninguém toma champagne nem mesmo sacolé, também nao tem musica, a exceção do CC daqueles que como eu estão ha horas encapsulados nesse ônibus sem ar condicionado, que algum filho da mãe deixou circular não tem nada de bom por aqui, e se alguém pensar o contrário convido andar no ultimo banco para entender e sentir na pele os trancos e solavancos oriundos do projeto de suspensão antiquada e que certamente contribuem para a deterioracao do corpo humano.

Que se dane a copa do mundo, que se dane a olimPIADA, que se dane toda e qualquer propaganda e artigo publicitário que fala sobre suposta melhora de qualidade de vida daqueles que nao conseguem pelo transporte ir para o trabalho com dignidade e chegar no horário.

Certamente se os politicos andassem nesse troço iriam se mexer para melhorar isso, impossível andar para frente com a cabeça para trás valorizando esse tipo de transporte, tratando mal quem trabalha e desenvolve esse municipio todos os dias.

O preço quem paga é quem usa, não importa o preço, não importa se custa 1 real, 5 real, se é exclusivo de condomínio, tudo irrelevante, o transito é o mesmo e o espaço no ônibus também entao qual a diferenca????? todos chegarao atrasados, todos os motoristas de ônibus continuarão dirigindo como se estivessem pilotando um carro fazendo zigue zague e andar um nada a frente dos outros, e para o bem nada muda.

Ate quando? porque sera? eu me faço essa pergunta dentre milhares de outras todos os dias e nao tenho vergonha de querer mudar isso.

Estou sozinho nisso? precisamos de pessoas compromissadas com a melhor qualidade de vida do próximo e que tomem atitudes que tenham impacto no dia-dia, como transporte, esse tipo de prioridade não pode ser deixada de lado em detrimento da manutenção da obsolescência que é o transporte de hoje.

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Mac X arquivos digitais: a questao do backup

Em tempos de extinção do papel e digitalização de documentos, agora mais do que nunca temos que nos preocupar com o tipo, qualidade e armazenamento dos arquivos digitais por um motivo bem simples e obvio: alguns filhos únicos de situações passadas nao tem como ser refeitos.

Aí entra a questão do backup, que nada mais é do que uma copia de segurança para garantir a integridade e prevenir eventual falha mecânica (hardware), de software ou humana do arquivo, ou seja, é a camisinha da relação homem x maquina.

O ponto de partilha é a escolha de dois tipos de backup, dentre os varios hoje existentes, porque nada mais seguro do que ser redundante na proteção. Tenha em mente que alguns sao pagos, outros sao gratuitos, o critério geralmente tem correlação com a quantidade de dados armazenados.

Para o Mac voce pode optar pelo Time Machine, um meio bem pratico que pode ser configurado de varias formas, quais sejam, voce pode simplesmente acoplar um HD externo ao micro; esse HD externo pode ser ligado a um roteador tipo airport (express ou extreme) e finalmente voce pode considerar a compra do Time Capsule que é um roteador com o HD integrado.

A escolha para qualquer um dos casos depende basicamente do fator custo x beneficio de acordo com a sua disponibilidade. Por definição, o programa realiza backups dos arquivos alterados a cada hora ate encher o HD, quando entao começa a apagar os antigos em detrimento dos mais recentes.

Outra alternativa é realizar o backup através de programas de terceiros do tipo Cabon Copy que nada mais é do que um clonador de HD para que um segundo, com os mesmos arquivos e informaçao, seja utilizado no lugar do defeituoso.

Por fim, recentes sao os serviços que utilizam espaço em servidores externos para armazenar e disponibilizar “na nuvem” os arquivos em tempo real. Existem serviços como o Backblaze que cobram nada mais do que 5 dólares por mês para cada computador e disponibiliza um espaço ilimitado para armazenagem de todo e qualquer arquivo com as seguintes possibilidades de restauro: via internet em arquivo ZIP ou dependendo do tamanho eles podem enviar um pen drive ou hd externo, o que voce optar e pagar.

Em qualquer dos casos, certo é que o procedimento nao é rapido, pelo contrario, tudo requer algum tempo entao nao esqueça, apos a escolha do serviço, de relaxar e aproveitar a escolha.