Desculpas aceitas. Mas …..

Esse julgamento é uma aula pratica sobre como funciona o STF.

Para fazer valer interesse próprio pede-se vista. Também se fala de ética na mafia.

Que horror, que verdadeiro.

Processos são pautados e instruídos pelas assessorias.

E ainda vem a OAB certamente por um instituto querer regulamentar a IA no Brasil sem revelar quem realmente esta por trás.

Sabemos, não aceitamos, toleramos, seguimos acreditando na democracia visto que a justiça, falhou.

Obrigado Carmen Lucia pelo pedido de desculpas, entenda que voce faz parte disso, e que pedidos de vista para procrastinar ou não julgar quando conveniente sao feitos por toda corte, inclusive a eleitoral ja presidida pela senhora.

Já não confiava, agora também não acredito. Não vai ser rapido embora isso precise mudar.

Justica em Recuperação Judicial.

Algumas semanas atrás li uma notícia do site consultor juridico enaltecendo a transformação institucional do Poder Judiciario diante da percepção que se tinha no passado, que a justiça era grande, cara e lenta.

Tomei um susto.

Afinal a percepção de 20 anos atrás pouco mudou, pelo contrario, foi turbinada com uma pitada de injustiça muito em função da obsessão pela produtividade.

Verdade inconveniente essa. O Poder Judiciário decidiu que eficiência é diretamente proporcional a resultado de julgamento produzido em série.

De pouco adiantou o pacto federativo na criação, aplicação e julgamento de lei em normas em um sistema nacional, igual em todos os estados.

Hoje percebo que a regra clara não facilitou, o trabalho não rendeu e o problema aumentou.

Enquanto a OAB nacional, sabe la a serviço de quem, envia questionário para o advogado sugerindo a necessidade de formação de um comite para regular a implementação da IA no mundo jurídico, o próprio Poder Judiciário noticiou que implementou, sem qualquer licença.

Curioso, pune quem desse sistema quer ser excluido, afinal se a peça não pode ser processada, classificada, reunida por essa ferramenta evidente que Alguem havera de trabalhar para ler.

Quem?

Sera que o Juiz faria isso?

A julgar pelas respostas que recebi nessa crítica que fiz, entendi com pouca, ou quase nenhuma duvida, que não.

O relato da servidora pública que acordava às quatro horas da manhã de um domingo para, com a mente descansada, concluir uma decisão muito bem fundamentada e justa, causou perplexidade prla gravidade da situação.

Quando li esse trecho pensei, deve estar na hora de tomar Rivotril.

Afirma a servidora que por três dias leu mais de 1.000 páginas, pesquisou jurisprudencia de cada aspecto para escrever uma minuta com o máximo de prudência,  imparcialidade e sensibilidade.

Devo estar velho, não me recordo de ter lido na constituição sobre a existência de juízes por procuração.

O magistrado togado é, ou deveria ser, o agente investido pelo Estado, de independência funcional para estudar os fatos e decidir em caráter pessoal sobre direitos, deveres e ate mesmo a liberdade e na situação extrema, a vida das pessoas.

A produção em série de decisões viola isso.

Reconheço que os assessores, técnicos, e demais funcionários da justiça exercem papel fundamental e indispensável no auxílio do juiz.

Porém, jamais poderiam substituir uma atividade que é privativa do Juiz.Não, isto não é justo e não esta correto. Ninguém deveria conhecer mais de um processo do que o magistrado.

Ademais ha uma diferença entre auxiliar quem decide e decidir para quem assina.

Quando servidores passam a minutar decisões em série para cumprir metas de produtividade, “Huston we have a problem”.

Ha outro fato preocupante na obsessão pela qual a servidora justificou seu trabalho.  Porque devo aceitar por normal que o condutor do processo seja ele?

Porque devo aceitar que o magistrado, que passou em um dos concursos mais difíceis do Brasil vire um gerente de gabinete, distribuidor de tarefas, deixando de ser o maior entendedor de processo.

A meta de produtividade estabelecida pelo CNJ nos cerceia a justiça.

Curioso.

Porque em segunda instância tudo é corrido e na superior muitos ministros sentam em processo com pedido de vista na maior tranquilidade por dias, meses, anos.

Sera que os pedidos de vista existem para verificar se a decisão minutada corresponde ao que aquele julgador quer decidir? Se deram conta que a hipótese padrão não se encaixa e o julgamento precisa ser melhorado.

Seja qual for o resultado.

Algo se perdeu no caminho.

No passado era melhor.  O direito como um todo era objeto de pesquisa e reflexão como ciência, e muitos dos livros foram escritos por professores, advogados, doutrinadores e até magistrados.

Hoje a justiça a toque de caixa por administração conta com a nova doutrina e modernização da lei promovida por magistrados, e nem isso melhorou a qualidade dos julgamentos.

Será mesmo que tudo está bem? Sera que a qualidade dos julgamentos esta melhor?

Justiça não é uma fábrica, ali está a empresa, a vida e a liberdade de pessoas.

Todo cliente que me procura quer antes de tudo alguém que o escute. Confia que seu processo será integralmente lido e decidido por quem julga.

Não espero nada diferente de um juiz. Que ele naturalmente assuma ás rédeas das causas que estão sob seus cuidados.

Em última analise, o único apto a perder o sono alem de nos e dos clientes, deve ser quem julga.

Ninguém mais