Desconstruindo a guerra

Ainda não tenho todos os elementos para entender melhor o que desencadeou esta guerra contudo algumas coisas consigo refletir.

Então uma nação que é tida por corrupta tenta entrar para uma organização americana segundo a qual nesta entrada poderá instalar uma base do exército do bloco (americano) colado na Russia.

Resolveu aquele presidente dizer não e instalou uma guerra sobre terras algo inimaginável desde a segunda guerra mundial.

Pois bem judeus ali todos são. Corrupção na ucrania até então a mídia denunciava como algo do cotidiano, história que nós brasileiros sentimos no bolso e na vida de quem é assaltado na rua e pelo Estado na falta de estrutura e impostos demasiadamente altos e mal investidos, no bolso.

Aquele conflito tem dois players estrategicos e o mundo assiste perplexo a versão real do jogo WAR com medo de alguém melar e resolver sair detonando uma bomba para acabar com tudo.

Enquanto isso uma série de medidas são tomadas para aniquilar um player mundial na subsistência global por conta do ataque desumano contra civis.

Covid sumiu, e a pauta de ontem nos jornais é sempre a guerra, num tom odioso em relação a Russia que passou a ser a vilã do mundo moderno como conhecemo.

Não concordo com a guerra, ao que vejo mais de dez anos depois de diplomacia fracassada chegamos nesse acidente. A fome está aí, e lá é muito pior.

Derrepente vejo repetir cenas piores do que a vivida por Omran Daqneesh aquele menino que sobreviveu o escobro do ataque aéreo em Aleppo na guerra com a Síria e foi manchete de todo o mundo. The Guardian – Guerra Aleppo menino sobrevivente

Quantos mais Omrans o mundo vai produzir na solução da crise dos adultos? Destes não temos o menor controle porém as crianças não tem nada haver com o conflito e suas famílias merecem amor e respeito.

E o que isso tem haver com as oligarquias? Porque sair confiscando dinheiro de russos que não tem absolutamente nada haver com a decisão do presidente? Onde esta a justiça nisso? Alguns paises estão respetindo contra a Russia o que a união soviética fez contra os judeus e o mundo no passado, tomando tudo por seu. Até quando? Não existem direitos sobre a economia para impedir esse ato de selvageria?

A Russia atira bomba e o mundo bombardeia a Russia. Mais de seis mil sanções depois quantas famílias russas vão perder suas casas, sentir fome, viver o desemprego, o desabastecimento por conta dessa guerra.

Falhou o presidente russo ao admitir que era uma gerra sim. Talvez porque não queria chamar atenção ao mundo e gerar esse conflito da mesma forma que mentiu sobre serem os bombardeios estratégicos.

Isso não desce a humanidade esta marcara por isso agora o que tem o ginasta, o pianista, o concertista e toda a cultura criada em torno da nação com isso?

Será que a anulação de um povo é justa?

E o que esse povo agora instado a sobreviver e se reinventar vai pensar do ocidente? O que nós não estamos pensando sobre isso e porque nós estamos julgando e agindo em comoção por conta disso.

Porque não podemos ser estratégicos, sensíveis, idignados e humanos ao mesmo tempo? Qual mal existe em se fazer uma força tarefa para empregar a diplomacia em todo o mundo em um bloco coordenado para tratar desse assunto? Porque viramos telespectadores da desgraça alheia e nos alimentamos dessa notícia como os jornais tipo folhetim do passado noticiavam violência para justificar tiragem.

E quem esta por trás dessas pautas de ontem que amanhã estará certamente interessado nos clicks e na monetização para da catástrofe girar uma página, vender a repetição da notícia e continuar fazendo o mais do mesmo como se importante e relevante fosse.

Sofremos todos com essa guerra, nem a posição de ser agricultores do mundo nos ajudou a participar de uma saída deste conflito. Os que tomaram carnona na mídia para dizer que estão fazendo algo como o deputado de são paulo vergonhosamente em um momento intimo revelou a monstruosidade de sua mente ao ver mulher como objeto sexual em plena guerra.

Há muito tempo atrás quando jovem li no livro do Nelson Rodrigues que toda humanidade é burra. Naquela época achei que estava sendo muito duro, autoritário e irracivel diante do que vivia.

No tempo atual em que estamos todos juntos e globalizados onde estão as opiniões e as reflexões do presente que se feitas são com precisão e humildade?

E onde me encaixo em meio a essa guerra mundial ja deflagrada pelas principais nações do mundo contra a Russia que no final para todos resultará no aumento de fome e pobreza mundial.

Disso tudo o que resta é o medo, de que esse vale da morte perdure e sobre nós esqueçamos que mais uma vez estamos a banhar de sangue vidas, que não somos merecedores do ceu e absolutamente ninguém levantou a palavra para dizer que ha muito tempo uma pessoa morreu para a todos salvar.

É tempo de confessar, de pedir perdão e perdoar, de fazer diferença e tentar.

Amém.

A diferença entre pauta e guerra. E o que isso reflete na sua vida.

Percebo que existem basicamente tres fontes primárias de informação, sendo a primeira dos que fazem notícia. A segunda dos que relatam. A terceira dos que sobre a notícia fazem uma reflexão.

Estou no último grupo com uma particularidade. Não é porque a manchete está aí que dela vou falar. Aliás se parar e olhar, perceberá que as notícias são pautas, e sobre elas existe um importância e hierarquia dos meios de comunicação que em nada tem haver com voce.

Não te importa, porém alguém decidiu dizer que na sua vida a hora de discutir o tema é agora. E dessa decisão saem manchetes, das manchetes saem notícias das manchetes, que por sua vez geram comentários e o repique da matéria que ja foi volta.

Viver notícia de guerra é muito difícil e cansativo. Acordar e ler todos os dias história de família desimada é muito triste, sofrido.

O que se passa pela cabeça das pessoas que sobrevivem, e daqueles que não obstante a violência que está aí lutam por sua vida. Será que algum tempo depois vão conseguir olhar para a vida sob um ângulo que lhe faça feliz? De onde vem a força para sair desse vale da escuridão que assola a humanidade que é o ambiente de gierra.

Qual é o grau de violência psicológica que afeta a todos que vivem esse fato e como fazer para sair do ciclo que se alimenta embalado pelas notícias.

Qual o papel da notícia e daqueles que em nome dela editam tantos posts que agem como torpedo em nossos dias.

Viver uma disputa de poder, de território, de classe social, de soberania, embalada pela má e ineficiente politica, porque se tivesse havido exito esse mal não viria, independente do tamanho da cidade é no mínimo desanimador.

Essa disputa acaba sempre sendo rotulada pelos jornais de algo cuja soberania é o Estado ou atua contra grupos que apoiam alguma forma de estado paralelo. Detalhe parece que nesse caso o governo é ineficiente ou conivente, convenhamos, se existe serve ao interesse de alguém.

Existe alguma saída rapida? É pelo social? Será implementada as classes ABCD etc, as empresas e turistas que são milhares todo ano? Ao final vamos acreditar que vivemos em segurança?

Será a falta de conhecimento de Deus ofuscado pelo ego que alimenta a tecnologia e nos impulsiona a satisfazer desejo próprio um componente?

Onde erramos? Como chegamos ao absurdo de ter gente olhando para mulher vulnerável como um pedaço de carne? Porque ainda existe feminicídio?

Estou de fato cansado da guerra. E não é a da Russia não, é a de viver o Estado do Rio de Janeiro, refem de uma política oligarca que tratou de classificar o povo em classe, empobreceu todo mundo, confundiu ensino com alimentação e obra de escola e aprovou todo mundo sem estudo porque é chato não passar de ano, não podemos desestimular nossos alunos. Estes ja tem uma vida difícil apesar de tudo o que foi construído e funciona mal, do BRT ao SUS.

Não adianta ser classificado por outros como patrimônio da humanidade quando na base não se da valor as bibliotecas, gasta-se menos em pesquisa e tecnologia.

E ainda nem entrei no assunto licitação. Essa é a mais clara, absoluta prova da completa falta de respeito, patriotismo de todos com o Estado nos mais diversos assuntos. O estado paga caro pela ciclovia, pelo pacote olímpico, pelos incansáveis e repetitivos desvios na saúde e por aí vai.

Parece ser proposital isso, que é pautado também pelo ativismo de tribos, interesses e assuntos sociais.

Sim, estou em plena guerra da Russia mais preocupado com a guerra do Brasil que vivo há mais de quarenta anos, conto em uma mão em poucos dedos histórias de servidores que se aposentaram com dignidade e nesta condição permaneceram até o final de suas vidas.

A única certeza que temos no Brasil é que tudo o que existe pode piorar. Aumento de gasolina é normal. BRT que nunca funcionou idem. Alagar a estação de metrô da Gavea é normal. E quem disse que um traçado continuou se divide em linhas separadas.

Não existe limite para a cara de pau dos que ai estão, e os que reclamavam estão se alianhando por sede de poder ou cansando. A impressão que tenho é que de fato existe um loteamento político do capital humano e deste se alimenta para se perpetuar na mais velha nova política do toma la da ca, do pão e circo.

Falharam nessa guerra os meios de comunicação que por anos não pautaram os conflitos do ocidente e a incansável busca por reconstituição de espaço que não é tema novo.

Ainda que novo, espantoso, barbaro seja o bombardeio de civis (homem, mulher e suas famílias) e animais, e até mentiroso dizer que não ou ignorar essa triste realidade lá, fato que os meios de comunicação no Brasil e do Rio pautam: ano novo, carnaval. Pressionam levemente pelo transporte, afinal dependem dos empregados para trabalhar. Zero de preocupação com escola, qualidade de ensino e progressão dos alunos que serão o futuro da nação. E quando tudo estiver chato, vamos falar de futebol.

Vejo com apreensão a reorganização do mundo pelas notícias que foram omitidas. Temo por uma guerra mundial, ainda que seja o Brasil um agricultor importante do mundo, numa disputa de poder é o mais fraco.

Aqui muito se extrai e pouco se produz. Inimaginável ter que depender de outros para o refino do petróleo e de fertilizantes para plantio.

Chegamos aqui. Não me acostumei. Vejo as ruas do Rio cada vez mais violentas, a falta de comida e cansaço do povo e não vejo perspectiva de melhora a curto prazo.

Vamos apesar disso mudar?!

Esse é o ano de eleição, nossa arma é o voto, vamos votar!!!!!!!!!

Pode não parecer muito não é?! Então se todo mundo cobrar e votar muito curral eleitoral ai se dissolve, porque se elegem as custas do quociente eleitoral que descarta o voto nulo, branco e abstenção.

Vamos la. Defender a nação, cobrar, votar para tirar muitos de suas cadeiras, dar chance a outros, ainda que não sejam novos e sair da inércia para as próximas gerações. Essa é a guerra da minha geração a par de todas as pautas, uteis e inuteis, fake news e demais armas que o mundo impõe aqueles que vivem e lutam por convicção.

Mistério!

Alo, fulana de tal, aqui é o Pedro, tudo bem? Recebi seu contato pela cicrana estou telefonando para saber se poderia cobrir as ferias da minha ajudante no mes que vem.

Fulana respondeu que sim, esta sem emprego, e não tem compromisso para o mes que vem.

La em casa trabalho da seguinte forma, não precisa chegar cedo, por volta das nove da manhã esta tranquilo. A casa não é pequena porém ao longo da semana trabalho e fico restrito a cozinha, área e quarto, as demais partes da casa que ficam fechadas organiza um dia da semana para limpar. Então tipicamente as 16 hs voce ja pode ir, tudo limpo e organizado vai cedo para não pegar transito.

Também pago X + Y de passagem, pode ser?

Uma coisa como dia primeiro é no meio do feriado, poderia ir na sexta-feira próxima para a gente se conhecer antes e a minha ajudante te passa o serviço?

Não pode? Tem um compromisso? Bem seria importante para mim acho esse contato importante. Então tá, que bom que achou um tempo na sua agenda, vou te passar o endereço e amanhã as 10hs nos vemos. Ainda não passei o endereço, quer anotar que ja falo. Não? Eh para mandar por escrito? Ok, quando parar eu escrevo pois estou dirigindo.

24horas depois

Alo fulana, onde voce esta? Em casa? Nos falamos ontem por volta das 10 da manhã, combinamos de voce vir hoje. Não veio porque eu não mandei o endereço? De fato estava ao volante e ainda que por voz não conseguiria digitar. Agora voce poderia ter perguntado ao longo do dia, me lembrado que é claro responderia.

Então não lembrou, e sem a minha resposta ainda assim também faltou o seu compromisso?

Então ja que faltou não pode vir hoje?

Desculpe não tive intenção de encomodar, boa tarde.

***

Confesso que fiquei até hoje sem entender o que motivou a pessoa marcar uma visita, exigir por escrito um endereço e na falta deste por esquecimento meu sequer perguntar pelo mesmo. Depois me culpar pelo compromisso desmarcado. Não entendi. Se não foi lá em casa como não foi ao compromisso? E se esperou 24 horas para me dizer que não foi ao compromisso de fato não poderia ir la em casa depois? sera que mudou de ideia e optou a ir ao compromisso?

Mistério!

Manutenção, uma questão de consciência.

Sem dúvida, uma das maiores dificuldades do cotidiano é a constante necessidade de manutenção.

Consertar um eletrodoméstico, por exemplo, parece ser coisa do passado. No dia atual isso simplesmente não existe.

Me recordo que trinta anos atrás, na ocorrência de defeito em qualquer tipo de equipamento, havia uma assistência técnica em cada bairro, as vezes em cada esquina. Algumas autorizadas, outras não.

Tenho a percepção que havia mão de obra especializada para realização dos reparos seja qual fosse o serviço.

A evolução da vida nos levou ao fim disso. Tudo acabou muito rápido.

Quem disse que a geladeira nova é melhor do que a velha? Que a máquina de lavar atual tem mais qualidade e melhor durabilidade? O televisor, se der defeito tem reparo? E quando precisa, temos disponível técnico para ir em casa?

Se a manutenção do que se tornou item descartável e de consumo é difícil, para meu espanto, pior ainda em relação a família.

Parece que a moderna família também se deteriorou. Noto a falta apoio de filho para pai. Ao que parece em muitas famílias e nas mídias sociais a relação famíliar se tornou um eletrodoméstico moderno e barato.

Aqui não.

E de certa forma estou feliz por não ter evoluído nisso. Me contento em consertar o que quebra da mesma forma que cuido do irmão e dos pais.

Nem todas as questões são de simples solução, longe disso, a cada dia somos impostos a adoção da visão do novo e moderno como paradigma, e cabe a nós ter estrutura e discernimento para entender e principalmente não absorver tendência e bobagem que está aí na mídia.

Quem se habilita a nostalgia da consciência?

Questão de perspectiva ou de balança

Se hoje tivesse ideia do quanto importante é viver uma vida saudável, englobando aí exercício, teria no passado certamente optado por esse caminho.

Fui traído pela própria inteligência.

Explico, enquanto criança meus pais, sabiamente me inscreveram na natação do clube. Múltiplos seriam os motivos, creio que além da socialização com outras pessoas eu teria uma atividade, gasto calórico, vitamina D, e por aí vai.

Nadei até conseguir uma medalha de ouro em uma competição do clube. Ato contínuo entreguei a eles a medalha sob o argumento de que ali estava o prêmio que tanto queriam, e que como filho estava liberado para então fazer o que bem entendia.

Manobra inteligente para quem gosta do menor esforço e burra para quem do esforço a longo prazo precisa para se movimentar.

Aproveitei a nada fácil adolescência para entender os motivos que iriam muito além da simples medalha. Da relação mãe bebe do passado ao que de mim esperava no futuro, percebi que aquela tarefa era a mais fácil. E a persistência seria o mais difícil.

Me enveredei na busca de informação, naquela época conciliei o hábito de escutar musica com a então nova era da computação.

E precocemente cheguei a quase viver a vida que não tive, quando executivos da 3M no início de 90 nos fizeram uma visita no Brasil para debater os pontos levantados por mim encaminhado por carta.

Tivesse minha mãe anotado o nome dos executivos nem teria feito advocacia. O destino reservou a mim essa profissão que tanto amo. Por outro lado abandonei a tecnologia de vez, e hoje mais velho percebo que não consigo acompanhar a evolução das coisas.

Um simples aparelho de telefone celular é um caos, tudo se opera na base de gesto. Dane-se os gestos, sou adepto ao bom e confiável botão.

Voltando a balança, hoje vejo o quanto é importante ter uma memória muscular e praticar exercícios constantes. O quanto poderia ter tido uma vida conectada ao esporte e o quanto isso faz bem e relaxa.

Perdi muitos anos. Se antes olhava os idosos na piscina fazendo hidro e pensava para que isso, ou que esse dia não chegará em minha vida tão cedo, hoje estou ca a perceber que a ladeira abaixo chegou antes dos 50.

É uma relação de debito que tenho desde uma vida e que não me iludo, com a carga de trabalho que tenho não é fácil conciliar. As vezes difícil. Impossível. Ai quando tenho tempo e me pergunto o que é mais importante? A satisfação na comida ou a saúde corporal, evidente que o corpo não vem em primeiro lugar.

Não vinha ate o início desse ano. Ainda assim, como cachorro de rua, cedi a tentação e perdi 8 meses de resultado. Nossa como pude fazer isso?! Seja como for, página virada.

Próximo passo é emagrecer com consciência e procurar no processo alguma felicidade.

4 semanas tem balança, semana que vem carnaval, amanhã viajo a trabalho. As cartas estão na mesa.

Superei o vício da coca cola, quase de chocolate, descontei no pão e afins o que não podia. Virando a página das dificuldades e procurando solucionar isso.

E aguardar o próximo capítulo …..

Cara de triste comendo besteira