Manutenção, uma questão de consciência.

Sem dúvida, uma das maiores dificuldades do cotidiano é a constante necessidade de manutenção.

Consertar um eletrodoméstico, por exemplo, parece ser coisa do passado. No dia atual isso simplesmente não existe.

Me recordo que trinta anos atrás, na ocorrência de defeito em qualquer tipo de equipamento, havia uma assistência técnica em cada bairro, as vezes em cada esquina. Algumas autorizadas, outras não.

Tenho a percepção que havia mão de obra especializada para realização dos reparos seja qual fosse o serviço.

A evolução da vida nos levou ao fim disso. Tudo acabou muito rápido.

Quem disse que a geladeira nova é melhor do que a velha? Que a máquina de lavar atual tem mais qualidade e melhor durabilidade? O televisor, se der defeito tem reparo? E quando precisa, temos disponível técnico para ir em casa?

Se a manutenção do que se tornou item descartável e de consumo é difícil, para meu espanto, pior ainda em relação a família.

Parece que a moderna família também se deteriorou. Noto a falta apoio de filho para pai. Ao que parece em muitas famílias e nas mídias sociais a relação famíliar se tornou um eletrodoméstico moderno e barato.

Aqui não.

E de certa forma estou feliz por não ter evoluído nisso. Me contento em consertar o que quebra da mesma forma que cuido do irmão e dos pais.

Nem todas as questões são de simples solução, longe disso, a cada dia somos impostos a adoção da visão do novo e moderno como paradigma, e cabe a nós ter estrutura e discernimento para entender e principalmente não absorver tendência e bobagem que está aí na mídia.

Quem se habilita a nostalgia da consciência?

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