Video esta ON

Então depois de algum tempo consegui criar coragem e retomar os vídeos. Afinal de contas havia tanto tempo que não fazia que ate mesmo não sabia o que iria ser feito.

Fato: não gosto de edição em vídeo, tira a espontaneidade de quem fala, e torna tudo o que esta a volta artificial.

Entendo que a sociedade evoluiu para a intolerância do audio, haja vista o WhatsApp em 2x.

E como falar em 2-3 minutos tudo aquilo que vivi, escrevi ou deixei de escrever. Difícil né?

Nada melhor do que tentar, fazer sem medo de errar, passar para frente o que se aprendeu.

Quem viver verá

Enquanto isso, assista

Padaria Social & Amparo = ato de amor

Não raro escuto de pessoas que tem dificuldade para falar de si. Comigo não foi diferente. A dinâmica da realidade carioca pode – e leva – qualquer um ao desespero.

Afinal o Estado do Rio sofre o efeito da política social democrata empregada por anos na esfera municipal e que também refletiu no Estado.

O resultado disso foi catastrófico, o estado quebrou algumas vezes, a prefeitura funcionando na base do pão e circo. A criminalidade então nem se fala. Ser carioca é sobretudo acreditar que Deus existe e votar em quem pode – e quer – melhorar.

Papo político a parte o Carlos e todos os colaboradores da Amparo que ha anos trabalham de forma gratuita merecem e tem todo o meu respeito.

Me ensinaram que gestão honesta e profissional é possível. Também mostraram que ajudar o próximo não é tão complicado como se imagina, e o reflexo disso é logo sentido.

Sou feliz quando consigo conciliar o meu momento pessoal, profissional com a agenda deles, independente do que precisam de recurso, ali toda ajuda é bem vinda.

E o resultado disso é rapidamente sentido.

No fim do dia quero fazer mais, quero avançar, quero mostrar que a voz do bem intencionado e a união destes nos leva onde jamais conseguiria chegar.

Sim, Deus me tocou nesse assunto, fui capacitado perdi o medo e chegamos hoje com mais uma turma de formados.

Convido a conhecer a Amparo, seus representantes e voluntários. Tem um momento que tudo está tão obscuro que felizmente tem alguém para tirar a fome de quem precisa e gerar emprego na comunidade.

Quem sabe a comercialização do curso on-line com preço popular?

Meus olhos estão voltados para a Doceria Social ainda não saiu do papel, sabe porque?

Tudo ao tempo de Deus

AUDI – Quando a marca estraga o produto.

Muitos são os apelos para quem pretende comprar e manter um carro importado usado. Imagine só poder adquirir por uma fração do preço de venda um carro que foi projetado, vendido e anunciado como tecnologia de ponta.

Em tempo de carro chinês que não é barato, representam hoje em termos de marketing – e possivelmente vendas – o que os coreanos fizeram 10 anos atrás quando passaram os japoneses, e com a evolução da legislação, não se discute a presença ou não de tecnologia.

Revistas especializadas deixaram de avaliar a qualidade do interior na construção do veículo em detrimento da proliferação de telas sensíveis a toque e discorrem sobre tamanho, funcionalidade e facilidade de uso.

Trinta anos atrás esse mundo não existia, e os carros nacionais eram muito ruins. Itens como vidros e trava elétrica eram considerados opcionais. ABS e Air Bag só mesmo para os mais caros. Cambio automático então nem se fala.

Rumo a eletrificação isso tudo é normal. Carros inseguros deixaram de ser fabricados ou foram equipados todos com encostos de cabeça, freios ABS e Air Bag.

A notícia boa para por aí. Os carros atuais são mais barulhentos, menos isolados, os plásticos duros estão em toda a parte e chegam aos 10 anos de uso mal acabados.

O sonho do importado usado na década de dois mil era poder ter um carro com todos os equipamentos hoje obrigatórios e que naquela época eram acessórios muito caros nos carros nacionais que não eram muito bons, simples assim.

Foi nesse espirito que comprei, usei e mantenho um Audi 2006. Extremamente confortável, tecnológico sem dever nada para muitos atuais, e consumindo cerca de 10 km/l não deve nada a muito carro novo, pela ótima construção mecânica, bastante tecnologia e um nível de conforto e sofisticação que os diferenciavam quando novos.

O bicho pega quando voce precisa consertar e procura o concessionário. Todas as qualidades são jogadas fora. É nesse momento que voce entende que os veículos premium no Brasil não passam de campanha de marketing e sofrem de um mal inimaginável para quem outrora se seduziu pela propaganda e pelas avaliações anteriores, o desprezo, abandono e falta de peça.

A dica para quem quer um Audi com mais de 10 anos é não ter. Se tiver algum a venda, adquira por nada. Não de valor a quem vende, ainda que seja amigo ou pessoa de confiança. Com todo o respeito aos lojistas que tem o papel fundamental no gira da economia através da comercialização de carros, inclusive os da marca Audi, não comprem, e se comprar, não o faça por valor relevante.

Assim é que descobri o quanto fui ludibriado por eles. Certo dia virei a chave e veio a informação que a tampa da mala estaria aberta, só que não estava. Abri e fechei a tampa algumas vezes e a mensagem não saia do painel. Embora não seja essa circunstância grave a ponto de impedir o uso do carro, atrapalha. Quando fechado, se o sensor avisar que a mala esta aberta o alarme dispara, um grande inconveniente que impede trancar o carro ou habituar-se com o alarme disparando.

Resolvi então que o melhor seria levar no concessionário, afinal questões elétricas que implicam desmontar tomam tempo, já não tenho essa disposição e frequentemente após esses reparos sinto dores no corpo. Chegando lá conversei com o técnico, perguntei se ele poderia receber o meu carro para diagnosticar ou trocar a fechadura da mala.

É claro respondeu ele. Em seguida perguntou qual seria o modelo, respondi A4. Por fim perguntou o ano, respondi 2006 quando então ele disse que não poderia receber, o carro, não tinha autorização para tal, sequer responsabilidade legal para conserta-lo visto que ja havia passado mais de 10 anos do prazo que a marca considera de duração para manter as peças.

Como assim? então todas essas campanhas, todos os livros, todo o patrocínio que a Audi faz em torno de sua marca é mentiroso perguntei. Ele respondeu que o carro é tão velho que sequer tem ferramenta ou funcionário com capacidade técnica para conserta-lo.

Sentença de morte para um carro que rodou 78 mil kms em 16 anos. Isso é o que representa a Audi no Brasil, então da próxima vez que alguém tentar vender um para voce, lembre-se disso. Essa marca no Brasil traiu toda a história que lhe trouxe aqui quando Ayrton Senna foi o garoto propaganda. Nada mais é competitivo, e ainda ouví que veículos com 5 anos ja estão com dificuldade de encontrar peças.

Um Audi novo é tão bom (ou pior) que qualquer chinês. Fato. Agora entendo porque na propaganda do chines vejo comparação com Audi e Mercedes. Ainda que não tenho ouvido história que Mercedes velho sofra com falta peças, e a realidade mostra que existem milhares destes rodando pela cidade, não vejo para a marca que tenho carros com a idade do meu rodando.

São tantas as desvantagens de ter um Audi velho no Brasil que não entendo como vendem, como tem gente que investe ainda em ter concessionário com essa marca, e olhando para os concessionários quase sempre com construção suntuosa e impactante, como conseguem ter retorno desse investimento??

Será que a venda de novos compensa isso? e se os proprietários dos veículos novos não se desfizerem de seus carros, passado 5-10 anos ja com dificuldade de peça receber um até logo como eu recebi porque não existe obrigação nem responsabilidade de conserto pela marca.

Tudo um contra-senso, afinal já gastamos recursos do planeta para fabrica-los, e com mão de obra técnica e capacitada não só mantemos eles nas ruas como também através disso reafirmamos o que nos foi passado anos atrás acerca das características técnicas e confiabilidade na marca.

Em resumo, não confio na marca, daqui para frente, quanto menos usar melhor, Não vou vender porque o conservei por todos esses anos, ainda que caro para manter, esse custo é mais barato do que a compra de qualquer carro novo. Isso não é bom nem é uma qualidade, e sim um onus dado o fato que a única certeza que tenho é de não ter qualquer apoio da marca, para todo Audi velho é voce e o carro, nada mais.

Ja entendeu porque não existe clube de Audi antigo patrocinado pela marca?

Por mais Lady Gaga no mundo!

Ate 2012 não tinha nenhuma conexão com a lady gaga. Naquela época ela cantava alejandro (e roberto no meio da música); paparazzi que inclusive acho violento tem um vídeo horripilante… e tinha um tema de monstro que para mim estava mais ligado a uma carona na Marvel do que outra coisa. Achava legal que ela cantava e tocava piano facilmente.

Somente em 2012, ano que me separei, que comecei a me ver e encarar a natureza afetiva, mudou, ainda que com medo… tudo quando voce se entende e assume para todos é diferente.

“There’s nothing wrong with loving who you are”, she said, “‘Cause He made you perfect, babe.
So hold your head up, girl, and you’ll go far”
Listen to me when I say

I’m beautiful in my way ‘cause God makes no mistakes
I’m on the right track, baby, I was born this way
Don’t hide yourself in regret, just love yourself, and you’re set
I’m on the right track, baby, I was born this way (born this way)

Então quando estava sozinho no meio do tormendo e confusão que é o recomeço, é que passei a escutar Lady Gaga.

Ela foi a forma pela qual eu, filho de deus, percebi que não havia nada de errado em ser quem sou. Cantei a música enquanto Deus carregava meu fardo. Fui descobrir a felicidade enquanto ele estava la permitindo o filho perdido ser ele mesmo.

Tipo encarei o medo e vivi o inesperado. Passei a viver com menos arrependimento.

Não tive acolhimento espontâneo de todos os que gostavam de mim desde que estivesse em uma determinada gaiola ou servindo um script. Olhando para trás percebo o grande esforço que essa alma perdida fez em busca da aceitação.

Conclusão: são poucos os que leem esse texto e conseguiram (ou conseguem) aproveitar o bom de mim.

A vida mudou, e uma pessoa, sem palavras chulas deu um up na moral de muitos! e não precisou para isso rebolar, nada, bastou apenas dizer que estava aqui.

E que esta tudo bem. E voce? Tem alguém por perto capaz de impulsionar para frente como o otimismo da letra da Lady Gaga?

Computes grilos

8kb, 16kb, 32kb, 64kb, 128kb, 256kb, 384kb, 512kb, 640kb ok.

O tempo que voce demorou para ler os números acima, multiplica por dez, espere um pouco, e talvez assim tenha noção do quanto demorava para iniciar um computador.

Muitas lições aprendi na contagem de memória do 8086/8mHz com 640kb de memória ram, 20mb de armazenamento interno, 16 cores na placa EGA e um modem de 2.400bps.

A primeira delas é que somente devemos adicionar memoria observando a regra de paridade para evitar os indesejados travamentos do computador.

A segunda lição muito importante foi a otimização dos arquivos de inicialização que no ambiente DOS estão contidos nos arquivos Config.sys e Autoexec.bat. Naquela época todo byte economizado em algum jogo ou programa era utilizado.

O que se fazia em tempos pré-windows? Produzia texto no Wordstar, graficos no Harvard Graphics, planilhas no Quattro Pro, Lotus 123 ou Symphony. Também jogava Test Drive, King’s Quest, Prince of Persia, Flight Simulator e outros mais.

Quando não estava imprimindo textos, a impressora matricial capaz de imprimir em formulário contínuo largo, em ate 160 carácteres de largura, botava a cabeça de 16 pinos para trabalhar. A essa altura o barulho embora não ensurdecedor, ja denunciava que alguém estava imprimindo algo em casa.

Vai dormir meu filho, duas horas da manhã e voce acordado…

Sim, me escondi por trás do maravilhoso mundo da hoje obsoleta informática para chegar onde na vida real não conseguia.

Aprendi que um byte tem oito bits. Juntos evoluimos do floppy drive de 5 e 1/4 de 640 para 1.2 megas. Também dobramos a armazenagem do diskette de 3 e 1/2 de 720kb para 1.44mb. A medida que os programas avançaram a quantidade de discos aumentou tremendamente.

Um legado disso é o símbolo 💾 que representa até hoje a função de salvamento de arquivo.

No campo dos processadores, chorei a involução do 8086 para o 8088, vibrei com o lançamento do 286/16mHz, gostei do 386 dx40 e voei baixo no 486 dx2/66. Fiquei batendo bola nesse processador bom tempo ate conseguir ter acesso ao Pentium 90. Curiosamente não aparecia a palavra Pentium no Bios. Comprei de segunda mão um de 90mHz o famoso ip54C que tinha um defeito de fábrica no processamento de equações aritméticas e precisava de um software para ser confiável.

Tudo bem. A partir desse Pentium o Windows 95 reinou e o tal do Plug and Play que ja era uma extensão do DOS passou a funcionar melhor quando surgiu o USB. A conexão com a extinta internet era discada, precisava de um software proprio e as páginas eram bem simples. Ate hoje me lembro a emoção de ter um e-mail 📧.

Isso tudo passou. É uma página virada de um passado pouco distante, porem tornou rapidamente obsoleto muitas coisas, como a utilização do 💿.

Assim como um idioma, saber lidar com os equipamentos eletrônicos é uma arte. Muitos usam, poucos sabem interpretar os sinais dos inúmeros defeitos. Se antes precisava escrever ALT+167 para sair um ç ou algo assim, ou “^B” para indicar o negrito, hoje esta tudo mais fácil.

Essa nível de programação, outrora base de muita interface grafica e de programas bons tipo Corel Draw, Photoshop, foi lentamente extinto. Suponho que ainda exija resquícios dele afinal sobre cada nova plataforma de programa existe uma base codigo fonte e quando voce passa a lupa, o codigo esta la.

Passou.

Estou aqui pensando o quanto estou relutante as novas tecnologias, irrita a substituição de comandos por gestos, detesto usar dispositivo sem teclas, de fato estou velho e obsoleta.

Contudo ainda trabalho, difícil imaginar no futuro que haverá trabalho que não depende de gesto ou o simples cumprimento de tarefas.

Porque em termos práticos por trás de muitos trabalhadores de hoje percebo que no fundo a curiosidade pela aprendizagem e comando de máquina foi trocada pela experiência de uso e até mesmo de jogar.

Incontável o número de pessoas que a qualquer momento param e pegam o celular para jogar. A força que impulsiona essas pessoas é o que faz hoje o mundo girar.

Aí me recordo que naquela época, jogo em computador era uma experiência pessoal, não era coletiva. E usso muda muita coisa. A vida após a deflagração de jogos on-line nunca mais foi a mesma. Questão de segundo alguém para no trabalho para jogar e falar ou fazer tudo o que pensa, quer ou deseja.

Essa relação complexa é a evolução da nova sociedade que agora produziu máquinas pensantes. Somos hoje ditados pela tecnologia e não protagonistas da evolução dela. Nossa vida familiar e profissional é sempre norteada por alguém proximo que tem uma história de jogo ou de quem joga para contar.