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Reconheço que aos poucos vou vivendo e compreendendo a limitação decorrente do envelhecimento.

A incapacidade de aceitar narrativas já conhecida é o primeiro sinal, seguido da incontrolável é inadiável resposta a situações vazias, algumas só existem pela necessidade de aparecer, outras por conta daquela velha máxima falem mal desde que falem de mim.

Boas ações do passado hoje não chegam a um mero discurso. E não é para fazer ou demonstrar conhecimento, isso é coisa do passado. Hoje o que vale é o engajamento.

Pelo engajamento pessoas, valores, ideias se distorcem para ser elegante.

Até aí tudo bem. O problema começa quando esse meio de viver lhe impede de fazer algumas perguntas ou refletir sobre questões que apesar do meu íntimo entender nem deveriam existir, aí estão.

Hoje pela manha li em um noticiário internacional sobre uma proposta de tornar os banheiros da escola sem gênero. Fiquei pensando, que loucura.

Sou gay, fui criado em escola católica, nunca fui doutrinado a nada. Embora para alguns amigos tenha sido caçoado pelo meu jeito de ser, sempre relevei, contestei, jamais pensei seguir para esse campo aí.

Tem um grupo que presume conquistar espaço a partir da discussão, ou da universalização de tudes. Enquanto outros que no passado, digamos assim, deram a cara a tapa, não tiveram dúvida em qual banheiro deveriam ir.

Fato não consigo me imaginar uma sociedade onde tudes é feites para ser politicamente corretes. Porque não é.

Não foi essa a intenção de nenhum pensador ou filósofo do passado. Saindo desse meio, até mesmo aqueles que foram posteriormente reconhecidos e incluidos no rol dos L-sopa-de-letras também não se pautaram por isso.

Fato é que o ser humano precisa da concepção ao fim da vida perder um tempo para ser instruído. A cada geração o tempo de instrução e a qualidade dela muda.

São muitas as razões para justificar a falta de ensino, atitude e até liturgia de todos que operam nesse ambiente. Não me vejo de forma alguma seguindo o passo daquelas que se expandem dividindo o território do passado por classificação de atos, pessoas e gênero.

Isso pouco importa, é preciso encarar a vida, entender que não é um porta retrato, dela não se vive para deixar memória.

No fim do dia se algo me cansa é interagir com pessoas que não compreendem que não são desse mundo, se tornam personagems de si mesma e trazem um grande vácuo e vazio a sua existência e de quem está próximo.

E tem outro grupo aí querendo vender isso como certo, politicamente correto, um meio de vida. Podemos ser tudo no recém criado mundo virtual, este é perfeito. Para tudo o que a humanidade destruiu, não melhorou ou moldou para uma vida pre determinada existe o metaverso.

Lá todo mundo esta jovem, todo mundo é bonito, todo mundo é aceito, muito do que esta la ja é vendido enquanto aqui na vida real sobrevivem o legado de postura e atitude condenável.

Será esse o futuro? Estou obsoleto? Mistério

1 ano 1 aprendizado

Então é Natal, o que voce fez? O ano termina e começa outra vez.

Nesses dias que antecedem o Natal, agradeço a Deus que em sua infinita misericórdia me permitiu chegar ao final do ano com saúde, trabalho e família.

Consegui, ao menos até o dia de hoje, viver sem beber coca cola por 11 meses completos. Tudo bem que compensei no chocolate, o que não foi bom. Apesar de ser gostoso os reflexos no meu corpo são evidentes, pelo menos a boa parte das pessoas que conheço e que ao encontrar não resistiram e no impulso disseram “nossa como voce esta gordo” ou “engordou” ou “ta cheinho mesmo” e por aí vai.

Só assim consigo imaginar o quanto é difícil para muitos que convivem com algum tipo de vício se libertar quando a sociedade no seu inconsciente por alguns vocaliza algo que nos coloca para baixo… ou faz responder que estou num papel da pre história que me obriga a ter o ideal de beleza até então almejado sendo esse cultivo ao corpo condenado até mesmo na idade média. Ou então algo mais simples tipo a vaidade é um pecado não me deseje ser bonito no seu ponto de vista simplesmente queira o meu bem estar.

Para quem ficou seguramente uns 15 anos escrevendo sobre o quanto é difícil viver sem coca cola, por mais gordo que esteja…. estou no lucro, não ha nada de bom e nutritivo ou útil naquilo exceto pela sensação de saciedade e barriga cheia que de fato me impedia de comer. Ao que parece esse não é o único vício que tira a fome, assim como o cigarro, é rapido eficiente e eficaz.

E voce sabe quando se livra dele quando alguém te pede para ir na máquina de refrigerante buscar um copo de coca gelado voce enche entrega e não tem vontade. E percebe o esforço disso quando ve a cara do outro pedindo desculpa por ter feito esse pedido.

O ano que esta a terminar foi mais ao menos assim. O vício me livrei por direito. Algumas coisas eu fiz em atenção ao próximo ou aqueles que amo. Amor e lealdade caminham juntos, independente da divergência de opinião, nenhuma atitude os anula.

Passado o tumulto da eleição que de fato não resolveu e não resolve o Brasil me vejo cada vez mais um alienígena porque vivo no campo do diálogo e respeito a ideia sem no entanto fazer delas um campo de batalha ou barreira para conhecer e interagir com o próximo.

O mundo hoje é muito diferente daquele que nasci e fui criado. Os meios de comunicação mudaram, a percepção dos pensamentos e o entendimento das ideias deixou de ser uma reflexão, passou a embasar atos e ação.

A realidade seletiva é uma característica de uma nação que não deu valor ao seu idioma, não aprendeu apesar da simplificação. E isso se refletiu na cultura. A falta de prestígio e entendimento do passado nos levou a realidade semelhante aquela retratada no filme de volta para o futuro parte 2.

É preciso aceitar essa realidade, procurar entender onde foi que erramos, fazer uma reflexão sobre o que podemos fazer para seguir em frente com amor ao invés de rancor e seguir em frente.

No fim do dia, não somos desse mundo, o que é feito aqui serve somente para alimentar ego e vaidade. E todos nós estamos com questões importante para lidar.

Até lá no privilégio de viver alguns dias com meu amor ao lado de meus pais. Gloria Deus me permitiu viver depois de tantos anos uma viagem com eles.

Se tivesse que resumir esse ano em um aprendizado seria o de conviver com adversidade. Algo que nós advogados aprendemos defendendo cliente ladeira acima ou abaixo. Foi um ano desconfortável e também muito produtivo no campo do trabalho. E voce? O que aprendeu esse ano???

Dias melhores pra sempre

Esses dias tenho refletido sobre o início da minha vida de eleitor. Comecei a votar cedo, tinha 16 anos, ou seja, ha 30 anos que cumpro o dever cívico. Tenho cerca de 7 eleições majoritárias até completar o meu ciclo de voto obrigatório. Sim estou mais perto do fim. Envelheci.

Tive a felicidade de participar e viver o processo eleitoral em todas as suas obrigações e nuances. Estou surpreso com a quantidade de especialista de eleição que de opinião sabem tudo e de campanha sabem nada.

Fato: É mais fácil conseguir esmola do que voto. Nunca votei para ganhar. Também não deixo de cobrar.

Constatação: Sempre esperei do vencedor ter sucesso. O sucesso de um na política reverbera em todos.

Não temos tido sorte no Brasil. A deterioração da qualidade de vida de muitos brasileiros é real. A velha tática de pão e circo para fomentar o trabalhador de um lado e contrair dívida de outro não da certo.

Achatamento de classe, dependência cada vez maior do estado e fomento à política de inclusão de classe foram politicas do passado que não se sustentaram.

Estou meio que na dúvida do que esperar.

Resta trabalhar e esperar por dias melhores.

Nespresso: Quando a merda não é boa sorte.

Hoje postei um vídeo que muito me incomodou, não foi pelo problema em si e sim o uso da palavra merda

Com o passar dos anos, essa palavra deixou de significar boa sorte, o que acontecia sempre que um teatro ou evento era prestigiado com o comparecimento de muitas pessoas e suas carruagens cujos cavalos 🐴 produziam… merda!

Na hipótese acima, significa dizer boa sorte. Modernamente, considerando a evolução e a piora de ensino, provavelmente para muitos acaba sendo um termo vulgar de fezes ou 💩.

A questão é, porque sinto não posso dizer isso? ou de isso falo devo explicar porque? Que diferença isso faz?

Nenhuma. Exceto que isso para mim reflete o quanto desconfortável fico com o mundo de hoje. Em altuns casos.

Fabrica desde o ensino a cobiça por transporte e comida em detrimento da educação. Não falo do povo não e sim dos que ja tiveram a caneta na mão e prolifetaram essa política em detrimento do próximo.

Como nos deixaram confusos e agora se memória dado o fato que ao não gostar da palavra ou opinião, simplesmente apaga-se.

Isso faz com que o hoje, na vida de muitos, não valha nada. Não adianta nem tentar fazer de qualquer outro jeito. Somos todos espectadores da política pão e circo, ou de dar brioche na falta de pão.

Eu não tenho salvação. Não sinto vergonha de ter sido criado num mundo diferente e que, na busca incessante por alguns da felicidade antes de qualquer coisa contribuiram para a piora de todos seja qual for o olhar.

Parece que uma parte parou na década de 70 e lá ficou, saudoso da campanha de liberação da droga, das baladas cuja música Disco foi substituída por outra, muitas das quais se tornam hino cuja letra verdadeiramente denigre a mulher, valores humanos em troca do suposto empodeiramento que não ha.

Qualquer opinião contrária é encarada como sensura ao conflitar com interesses de quem é oposição a libertação desse tipo de pensamento ou cobrança de nova postura.

Para quem não está contente com o que ai esta e reclama expondo verdadeiramente suas dúvidas para melhorar em todos os sentidos é rejeitado, não se encaixa, simples assim.

Bem, voltando ao tópico, ao referir a Nespresso por merda não estou a desejar majoritariamente boa sorte. Defini que a máquina é um cocô. Sou um privilegiado que consegue pagar peso de ouro numa máquina e cápsula de café.

Do outro lado, uma empresa que vende um cafe com o controle de qualidade suíço, supostamente o melhor que existe, livre de impurezas. A experiência para eles não é completa se não for comprada a máquina deles.

Ja estou a pensar que se a máquina refletir a qualidade do café existe algo a se pensar ou repensar nesse café.

Vou deixar de lado o estilo carioca de ser informal e achar normal ter mais por menos, de fazer graça dos problemas e de não questionar porque o município está refazendo vias de concreto apenas quatro anos depois de refeita quando se parece normal enquanto temos o alto da boa vista cinquenta anos depois com muitos trechos de concreto intactos.

Isso não é brincadeira, tudo custa caro e ando procurando respostas… um mea culpa para inicio de conversa vale.

Minha máquina esta longe de ter o padre de qualidade vendido e esperado, vou usar enquanto durar, ainda que não me acostume com a frustração, faz parte da vida encarar os problemas, todos, questionar, todos, viver todos, entender que não se vive de produto e marketing, e não se acostumar.…

Bom sábado!

Uma opinião

Sabe aquele momento que voce tem uma ideia para passar com todo o zelo e respeito a quem for escutar.

Então aí vai o vídeo.

Não podemos em hipótese alguma brigar uns com outros pelo voto. Devemos ter respeito ao próximo.

Não podemos nos deixar ser refens desse sistema ai que nis torna soldado de batalha.

Admito que das soluções esta no voto… daquele que não vota e cuja ausência da urna faz os mesmos se elegerem com menos voto.

A solução para o país não esta na troca de ofensa entre candidatos, perceba que todos esses aí muito falharam, foram omissos e parece que esta tudo bem.

Viver a democracia do Netflix acaba fomentando uma memória seletiva.

Ainda assim nada disso importa, atualmente o importante é votar pelo Brasil. No dia seguinte dar a mão e conseguir cada vez mais votos para acabar com o curral eleitoral que impos a todo Brasileiro ter uma ou duas opções, repetidas ou não e que provavelmente não se identifica.

A corrida eleitoral no Brasil já começa com a política de acabar, sem prévia de muitos candidatos e sem muita participação popular exceto dos que anseiam no sistema estar.

Então para o fim dessa questão essa é a minha opinião.