Como você lida com o medo e a insegurança?
Ao final da Serie 50 percebi um certo vazio. Junto com ele também vieram muitas perguntas. Praticamente todas, sem resposta.
Isso acontece sempre que tento prever algo futuro e que no presente é inconstante.
Logo em seguida vem o cansaço. A lucidez em relacao a indefinicao do presente amplifica o peso acumulado. E não ha nada de bom aí não.
Para alem do cansaço mental, tenho insônia.
Esse é o preço que pago por sempre querer assumir responsabilidade ao longo da vida como se fosse o único meio de caber em alguma caixa.
Ahhh Pedro, isso lhe causa tremendo desgaste. Novidade, não é só em você não, vale para qualquer pessoa.
O problema acontece quando essa situação se prolonga e rodo em ciclo. Essa circunstância fomenta inúmeras perdas, seja de energia, confiança, perspectiva e por ai vai.
Logo percebo que a confiança em mim diminui na medida em que busco evitar pessoas e situações.
A interpretação disso não é boa, pode significar fraqueza e dai surge o medo.
Como sair disso?
Que tal parar com as previsões emocionais. Independente do que penso, melhora quando não mais me dou ao trabalho de racionalizar “o que vai dar errado” e “do que estou sem saida”.
Ao fundo do poço, consigo reduzir o tamanho do problema e pensar qual é o próximo passo.
Também tento alimentar meu ego com as eventuais grande ou pequenas vitórias. Isso ajuda a retirar do pior momento aquela sensação que ele representa quem eu sou.
Isso tudo é importante para reduzir o cansaço emocional e me levar a crer que a vida importa. Os problemas importam. A sensação de não ter saída não é eterna.
E tem um ponto importante. Se o ocio me gera medo e insegura, é porque sou responsável e lúcido.
Quanto mais lucidez tenho das consequências de minhas atitudes, naturalmente maior sera o medo e isso é normal para quem vive em pressão constante.
Ainda que a fala seja mansa.
A ideia de que hoje não preciso provar, explicar, viver com menos ilusão e mais postura diante das situações ajuda.
Porque assim consigo separar o cansaço de ter que performar para viver.
Hoje continuo, sentindo ou não o medo. Creio que seja essa a forma mais madura de viver a vida com coragem.
