How do you balance work and home life?
Essa pergunta no mundo atual parece um enigma. Com o recente aumento de funções acessíveis a qualquer um por smartphone, cada vez mais me vejo ligado a tela.
Tempo de tela, para quem não é organizado e metódico, acaba sendo tempo para misturar vida e trabalho.
Ainda que fora da tela esteja sempre trabalhando, acho que alguns critérios objetivos podem de fato nos ajudar.
E como toda mudança requer uma dose de conhecimento, experiência, tentativa e erro, o primeiro passo é ser realista em relação ao que eu quero.
No meu caso comecei com objetivos pequenos. Um pouco menos de telefone, um pouco mais de olhar ao meu entorno e ja comecei a fazer a diferença. Não me engajo em mudança radical.
Mudar as prioridades é outro passo importante. Muitas vezes percebi que só não consegui aproveitar o tempo on-line e off line bem, incluindo aí o trabalho, porque em algum momento estabeleci uma prioridade que gerou um conflito de programação. Difícil alguém não ter prioridade, mais fácil é que seja inadequada para o momento que é atacada, isso chamo dor do amadurecimento, saber elencar os programas com as prioridades certas, incluindo aí o trabalho.
Estabelecer uma rotina, que seja para ser alterada no futuro é um bom começo. Como tudo que começamos e desfocamos ou perdemos ao longo do caminho, uma rotina de exercício para quem vive é fundamental. Nosso corpo exige esse movimento.
Bater papo é fundamental. Não a toa escrevo aqui ha alguns anos, ajuda a organizar ideia. Também acabo que falo para todo mundo o projeto engajado. Não tenho problema com o que os outros pensam e sim um compromisso pessoal de melhorar, balancear, mudar, então a fala em nada me atrapalha.
Isso é o que consigo fazer, agora quer saber o que não faço?
Tirar férias. Esqueci quando pela última vez tirei 30 dias de férias. Também não me lembro quando 15 dias foram bons. Férias tem sido muito curtas, de 7 a 10 dias o que reconheço não é bom. No entanto esse item é o que estou tentando melhorar.
Sair para conhecer o mundo ou deixar de trabalhar se sentindo livre e desempedido é o primeiro passo para evitar burnout. Também ajuda muito no convívio com o próximo. No entanto é preciso aprender, viver, aceitar isso sem culpa. A medida que envelhecemos ficamos numa espiral entre o trabalho qualitativo intenso e o quantitativo monotono. Nessa roda furiosa estabelecer critérios na agenda para desconexão e férias está difícil.
Fácil seria se fosse organizado. Não que seja uma bagunça, porém tem sido mais difícil manter a organização na mesa e trabalho.
Para manter fora da tela, aproveito que não me rendi ao Netflix, Spotify e demais serviços on-line, e ocupo bem o tempo fora do trabalho para escutar CD, assitir DVD, até mesmo fita k7 ou VHS.
Na melhor das hipóteses balanceio os dois mundos vivendo um pouco do presente sem a ausência e esquecimento do passado, algo que a cultura digital e moderna extirpou de todo habitante do planeta.
