What movies or TV series have you watched more than 5 times?
Tenho o privilégio de ter nascido em uma época que se produziu bons filmes, alguns hoje considerados clássicos.
Ao contrário da geração Netflix, não havia série nova, sobre tudo, qualquer coisa e/ou nada toda semana.
Sabíamos o que estava por vir a partir de noticia de revista e jornal, ou por vezes no cartaz e trailer no cinema.
Esperava ansiosamente o filme chegar. Da trilha sonora ao filme propriamente dito, tudo era um espetáculo.
Uma abertura de 007, Philadelphia, Robin Hood, Bodyguard, Ghostbusters, Blade Runner, a Missão (dentre muitos) hoje não existe mais. Um filme complexo como A Ponte de Madisson ou Color Purple não tem mais.
Aumentou-se o número de filmes e séries, muitas sem qualidade alguma, extremamente infantis, a troco de que?! Audiência.
Imagino o que diria Dany DeVito, Whoopie Goldberg sobre isso? E alguém os conhece? Steve Martin ja foi? Patrick Swaze? Charles Bronson? Clint Eastwood, tudo passou.
Verdade é que passa, e poucos anos depois que uma pessoa morre ela ja é completamente esquecida. O mesmo se aplica para os filmes. Derrepente trinta anos depois aparece uma menção e por aí esta.
O que pensa a nova era? audiência.
Enquanto isso sigo assistindo A Fantástica Fabrica de Chocolate na versão original – que a propósito não foi um sucesso em audiência – com Gene Wilder; Alta Sociedade com Frank Sinatra, Louis Armstrong, Gene Kelly dentre outros; A noviça Rebelde e por aí vai.
Não tive muito sucesso em série de TV porque quando jovem só haviam novelas da Globo que até hoje não chamam atenção. No entanto o Viva o Gordo e o Chico Anysio me prenderam em suas sátiras até hoje.
Quem diria, trinta, quarenta anos depois e aqueles temas (inflação, alta do combustível, corrupção e democracia) são vivos até hoje. Infelizmente protagonizados por pessoas diferentes. O que me leva a crer se somos realmente livres para pensar e agir fora do script imposto por alguns poucos a sociedade.
Que filme antigo voce assistiu e que não para de ver? Me conta aí
You’re writing your autobiography. What’s your opening sentence?
Após o ano 2010, percebi um aumento pelo interesse na doutrinação de pessoas através da leitura de biografias.
Nas conversas e reuniões de trabalho, observei que muitos começaram a citar biografias, seja de quem fosse, na construção das ideias.
De la para ca, parece que o mundo deu maior importância aos acontecimentos ocorridos no mundo, em especial, a segunda guerra mundial.
Alguns Livros, até filmes, sobre Churchill dividiram as telas e prateleiras com a história do Rei da Inglaterra até a passagem do bastão e reinado da filha.
Não podemos esquecer a dama de ferro. Ao final tudo isso contribuiu para a formação de um paraíso artificial. A grama do vizinho é mais verde porque teve guerra, é britânica e por aí vai.
Enquanto isso no outro lado do mundo temos o… Steve Jobs. Superou Obama, Clinton e outros personagens da literatura americana. A julgar pela quantidade adeptos a seus aparelhos cada vez mais caros, ainda que sejam minoria ocupam posições estratégicas com visibilidade para o mundo. Talvez por isso ninguém critica a evolução tão ruim do sistema que vem se fechando em uma arquitetura cada vez mais própria, diferente e incompatível com a lógica natural das coisas.
Porque o súbito interesse na exposição da vida dessas pessoas?! Seria a superação de crise ou catalogação de pessoas?! O que há de relevante nessas histórias que deram azo a muitos livros, resumos, filmes?!
O resumo desse exercício se resume a expressão do título. Talvez seja e represente, na sua essência quem sou. Em construção e constante movimento, sou realizador.
Quando cansado de vivenciar problemas do cotidiano decorrentes da política engessada e desacreditada, me lancei candidato. La atrás ja assinalava a necessidade de mudar a forma de agir e fazer política, a época engessada e desacreditada.
O futuro não foi bom para nós. A publicidade e propaganda se tornaram protagonistas e norteadoras das necessidades do povo. Frustrados nas expectativas e com notícia de roubo e corrupção, levaram o povo as ruas pedindo a prisão e cassação de políticos. Frustrada a reorganização do Estado Brasileiro, com uma pandemia pela frente promoveram sob forma de consórcio a reorganização do Estado incluindo aí pessoas ao que temos hoje.
Uma falsa e aparente sensação que vamos bombar na terra castigada, sem comida, sem indústria, sem demanda e com consumo da classe pobre, media e media alta fomentado por política do Estado.
Daí se ve logo que o título da biografia pouco importa, exceto a percepção que não fiz nada além de enfrentar os desafios impostos com o que tinha de informação a época.
Minha nova geração ja está chegando aos 50 anos. Esse inconformismo político levei aos tribunais nos incontáveis processos que advoguei. Fato cada um andou e foi jogado sob um ambiente de questões, problemas e soluções que tomou o tempo.
Precisei me reinventar entre as questões do dia-dia minhas e dos clientes para levar tudo a frente. A interseção com a política nacional não trouxe resultado ao povo imediato, porém criou uma bagagem que me ajudou a enfrentar questões mais complexas, no fim ajudar a gerir pessoas.
A conclusão disso faz lembrar o título do texto, realmente pedro vaz é o homem que faz. Não cheguei até aqui a toa, não estou a toa e minha biografia não tem a importância de um livro e sim o que meus pensamentos refletem na vida das pessoas.
What experiences in life helped you grow the most?
Ainda que seja o amadurecimento de uma pessoa ligado a quantidade de experiências vividas, que somadas, possibilita resolver melhor os problemas e assim evoluir enquanto pessoa em torno de si mesma e da sociedade, esta situação só é boa no conceito.
Na prática, a vantagem perante a sociedade cria marcas, feridas quando não cicatrizes e dor. Simplesmente porque não se amadurece sorrindo. O aprendizado é um mertiolate do tipo que arde, daí porque não esquecemos.
Uma das situações foi o desmonte da paternidade.
Certo dia, depois de anos casado, recebi a notícia que não poderia ser pai. A expectativa era grande e foi construída ao longo dos primeiros anos de casamento. Parecia um conto de fadas. O Maior receio de ter um filho seria de passar a ele algum e/ou qualquer dos meus traumas. Nem pensar.
Então a vida me deu um block. Tipo, Deus olhou e não deixou. Nem com ou sem problema e/ou planejamento… ter um filho foi simplesmente impossível.
Era a forma dele dizer filho esta na hora de voce amadurecer e ao invés de perguntar porque, pense no que esta acontecendo e no que voce aprendeu até esse momento.
Se de um lado o clima estava pesado, de outro o fato de ter casado por amor ajudou muito a superar essa situação. Com ela aprendi a viver encarar situações difíceis o que me coloca alguns degraus acima na escada do amadurecimento.
A desconstrução da paternidade foi um choque. O trabalho ajudou, e muito, a superar isso. A dor, sabe, aquela dorzinha que a gente carrega no peito levei a terapia. Depois de tantos anos e questões postas a mesa entendi que a vida segue, precisamos viver, precisamos lamber a ferida e estancar o sofrimento.
Nesse momento olhei para a pessoa ao meu lado e perguntei, porque Deus, voce não permitiu dar a minha mulher o filho que o nosso amor construiu?! Porque?!
De uma coisa eu hoje sei, faltava amor próprio. Se a época tive grande dificuldade de aceitar hoje com quase cinquenta anos consegui entender e, felizmente aproveitar cada dia e todos os dias ao lado do meu amado.
Se naquela época, com aquele desafio, não entendia o significado da vida, quando hoje olho para trás entendo a necessidade de transpor o mesmo. Só a partir desse acidente comecei a olhar para mim antes de ouvir a opinião de outros. Torpedo recebido, cacos no chão, comecei a catar o que vi, e quando juntei a ponto de me reconstruir desse trauma percebi que havia me reconstruído com um defeito. Derrepente minha natureza afetiva havia mudado, era hora de me despedir tanto do casamento quanto daquela vida.
Aqui se faz, aqui se paga. Virei a chave de uma só vez e arranquei no impulso para o alto e avante, rumo ao desconhecido. Se a vida tem algum significado e amadurecer significa aprender com as experiências, anote outra aí, não fazer nada no impulso.
Essa regra não serve para quem é jovem, adolescente e tem menos que trinta anos, porém convém repetir para sempre, vai que um dia funciona para alguém nessa faixa etária, certamente fará a diferença na vida de alguém.
Pedi a Deus para ajudar. Só ele para me fazer entender o significado de uma vida que certamente seria diferente, e com certeza não teria nela o significado de presenciar o nascimento do filho.
Aprendi a seguir em frente. Independente do estado de saúde ou religião entendi como filho de Deus que minha vida não seria inútil.
E não esta sendo. Hoje alguns ainda que de brincadeira me chamam de papai. Desenvolvi o amor feminino acolhedor de mãe para filho com várias pessoas. Me dedico aos amigos como a mim mesmo e aqueles que sinto estou mais próximo como o Pai chamo de irmão.
Não ter um filho foi o maior pontape para ter amor próprio. Ajudou a me situar na vida. Me fez olhar ao lado e ajudar na padaria social. Na doceria social. Tudo isso e muito mais. Se Deus quiser agora um atleta ao mundial em Orlando. Ate notebook para estudante já consegui.
Não existe amadurecimento sem dor. A experiência não torna ninguém mais jovem, e ainda que a sociedade medíocre atual não permita classificar alguém por velho, amadurci nisso o que pessoas não aprendem em uma vida.