Dia 6 – Como a morte muda a minha perspectiva.

How does death change your perspective?

A medida que envelheço e chego aos pés da melhor idade, que nada mais é do que aquele momento em que assimilamos os débitos e créditos de nossos atos e a forma como levamos a vida em relação ao corpo, trabalho e mente, evoluo na percepção da morte.

Ainda que esteja na fase pre-idoso com apenas 47 anos, estes poucos somam muitas complicações, resultado de uma vida repleta de aventura.

Hoje gasto um tempo e me esforço para ficar e me manter saudável. Tivesse sido menos negligente certamente a condição fisica seria melhor.

Fato: tivesse tido mais atenção teria menos problema.

Então quando me vejo administrando as idas e vindas ao clínico, hepatologista, cardiologista, dentre outros, não hesito pensar, muito poderia ter sido evitado.

Hoje dia de carnaval estava no bloco dos fieis que vão a igreja aos domingos e procuram sempre pedir perdão pelos erros a Deus pois só ele é perfeito e misericordioso.

Na medida que envelheço percebo a conta esta invertida, tenho menos tempo a viver do que o vivido.

Ainda que me diga hoje em dia chega-se facilmente aos 80 anos, nem todos chegam com saúde, em plena capacidade laboral.

Então parei de perder meu tempo não falando o que acho, penso e sinto. Não tenho tempo para ver e aplaudir o que me parece falso, o que provavelmente é falso, ainda que seja valorizado por outros.

A perspectiva de viver pouco tempo gera a expectativa de qualidade ao tempo que resta, e isso muda muita coisa.

Sabe quela pessoa que não diz o que pensa e não faz o que fala, ou fala o que não é verdade. Tchau. Sabe aquela pessoa que pela frente diz uma coisa e por trás age de forma diferente. Tchau você também. Quem não tem no acervo de decepção pessoas que a cada minuto mudam as histórias de modo a acomodar a pequinês de seus valores nela? Adieu adieu.

Então sou essa pessoa impaciente intransigente e intolerante? Claro que não. Me dedico a todos os que me despedi orando por eles, pedindo a Deus que os receba e ilumine, nunca é tarde.

Fim do dia se herdarei algo desse estilo de vida será benção, oração e Deus Pai, amem!

Carnaval no Rio é em casa com o melhor

Dia 05 – questão sistêmica

Ontem parei em uma loja para comprar o enésimo cabo carregador de iPhone. Ao chegar no caixa o atendente perguntou o meu CPF.

Para que indaguei?

Precisamos fazer um cadastro afirma ele

Perguntei porque?

Disse o vendedor que seria para efeito de garantia?

Garantia? Como assim? Estou comprando um cabo, de passagem por essa cidade, não voltarei, não reclamarei a garantia, se quebrar eu perdi mesmo.

Senhor, aqui não se vende sem fazer um cadastro.

Ah então é isso, sou obrigado a lhe fornecer minhas informações senão não tem venda.

Essa postura tanto um quanto abusiva de exigir cadastro de informação para realização de uma venda esta se tornando uma prática corriqueira de comerciantes.

Se uma coisa a Lojas Americanas ensinou é que cadastro, quando há fraude, não vale nada. Não justifica nada. Não se sobrepõe a incompetência e ao erro. Cadastro em sistema próprio é estatística furada. Porque no fim do dia os números não batem.

Logo não é crível de se admitir que alguém se esquive de qualquer coisa por conta de um cadastro, essa moeda não deveria ser imposta a nos consumidores, dado o fato que o codigo de defesa do consumidor não impõe como condição de venda o cadastro em qualquer sistema.

Exige minimamente um cupom fiscal, algo que ajude a correlacionar a entrada de dinheiro em um determinado dia com a saída de um produto.

Por outro lado existe inegavelmente uma inteligência na proliferação desses sistemas que exigem nossas informações para realização de qualquer operação.

Ainda que tenha o governo fracassado na edição da lei de proteção de dados que em termos praticos não evitou qualquer segurança e prevenção ao vazamento de informações, pelo contrário, trouxe um adicional de dificuldade e onerosidade ao comerciante, nada mudou.

A lei é tão real quanto a série ilha da fantasia. Como aliás é a realidade do Brasil de transferir a responsabilidade e fiscalização de qualquer coisa por Lei para alguem, geralmente um particular.

É preciso ficar atento a isso. Enquanto os olhos se voltam ao mundo, a imprensa e alguns políticos criam uma perspectiva de nova imagem do Brasil, não passa de espuma.

São muitos os problemas de sistema que vivemos ha anos, alguns sem solução. Não há transparência nem segurança nos cadastros, e agora sabemos nas empresas triplo A listadas no Mercado de Capitais. Não existe segurança jurídica em contrato seja de qual natureza for diante do judiciário. A única coisa certa que o Brasil pode oferecer ao mundo é Juros, justamente aquilo que o Brasileiro esta cansado de pagar, porém não reclama quando seu dinheiro esta numa conta remunerada lá no banco, poupança, cdb ou em qualquer fundo privado da xp.

O Brasil tem o potencial tão somente de prometer juros. As custas da nossa economia, estabilidade, geração de pobreza e falta de desenvolvimento.

Rede bancária no varejo se resume a poucos bancos, basicamente formam um clube. Indústria sem produtos de alto valor agregado. Relação de trabalho e com o governo altamente burocrática. Juriciario bilionario que não leva justiça nem ao pobre nem ao Rico.

Ao fim do dia todos nós estamos refens da tecnologia e do cadastro num sistema ruim.

Bom domingo!

Dia 04 – vamos a cozinha.

Qual é seu prato favorito de cozinhar?

A culinária ainda é um grande desafio. Tão enigmático e simples como a lição de Deus. Seja sal na terra e luz no céu.

Sal foi o primeiro ingrediente que demorei um tempo a dosar. Porque o gosto final da comida reflete não apenas a quantidade de sal posta e sim a interação dos ingredientes com ele.

Não raras vezes salguei… ou ficou sem sal.

Na falta de método e seguindo minha intuição comecei a me virar em coisas, seguindo a cartilha de todo perdido na cozinha.

Consigo fazer ovo? Macarrao? Carne moída? Peito de frango? Ficou bom???

Evidente que não. Se no passado amenizava botando vinho, hoje de fato aprendi a refogar.

Tudo começou com a chegada da Bimby. Através dela aprendi a cozinhar, e não foi em quantidade e sim qualidade.

Me ensinou a fazer compras de mercado sem disperdicio, ao final do cozimento dos pratos ja não havia mais alimentos a serem utilizados na cozinha.

Com ela entendi a necessidade de pesar e seguir a receita na quantidade. Fazendo isso, a bimby não erra, nunca. O prato tem sempre o mesmo gosto, mesmo ponto, consistencia e como ninguém prova, abre antes do tempo, ou mexe até ficar pronto, a comida dura.

Partindo do mesmo princípio de quem não sabe cozinhar, procurei fazer coisas simples.

Nada como começar o dia com ovo poche gema com a gema meio mole, algo relativamente simples, 1L de agua + 4 ovos gira o seletor e voilà.

Chilli foi a segunda pedida, porque carne moída também é algo pratico e o prato bem colorido. Super animado de comprar e juntar da cebola ao pimentão, coentro e por aí vai.

Se faço chilli também faço bolonhesa. Então porque não uma lasanha?! Melhor ainda se fizer o molho bechamel.

Nossa quantos pratos?! A essa altura do campeonato, o estrogonofe de frango com castanha ficou fácil, e se trocar o champignon por cogumelos laminados, bem saboroso.

Tentando expandir o horizonte, procurei entrar para o doce, e fiz o meu primeiro Brownie. Tanto o tradicional com amêndoas como o de três chocolates, ótimo para a cabeça ruim para o corpo.

Quem faz brownie por óbvio também faz pão de lo. Que delicia, seja com 6 ou 25 ovos, com ou sem farinha, a certeza que ali estará perfeito ao final da receita é um atrativo.

E no fim do dia, quando se vive tantas questões e problemas na vida real que nem sempre temos a solução imediata, sentar na cozinha ser protagonista de uma receita em andamento cujo resultado é um prato gostoso me anima.

Ja entendi porque tem gente que ao cozinhar perde a fome. Nem sempre a vontade é de comer e sim construir algo a partir da comida.

Alimentamos através da cozinha nosso ego e materializamos no resultado algo muito maior.

E foi assim que acredito também me impulsionei a fazer parte da padaria social, agora também a doceria que contou com a ajuda de um cliente na aquisição da masseira.

Ser sal na terra é de fato agir sem contrapartida para ajudar o próximo. Fazer a diferença na vida de alguém sem escolher.

E a cozinha em última análise me permitiu enxergar isso, o quanto é precioso o dom de manipular os alimentos, aprender as receitas, fazer um prato a ser saboreado por alguém para saciar a fome.

Dito isso o melhor prato que fiz e fiquei viciado foi a carne em slow cook, 7hs de cozimento em princípio parece ser um tempo demasiadamente longo, não conseguiria fazer ainda sem o robô dado a necessidade de mexer e de observar o processo ao longo do que seria o cozimento manual. Porém lá, esta valendo.

Qual o próximo desafio?! Espero conseguir fazer coalhada e iogurte a noite para comer pela manhã.

Um dia….