De tempos em tempos tenho a oportunidade de ligar a tv (que grunge hein) e assistir um daquele tipo de filme simples, tudo muito natural e sem nada demais exceto por me fazer sentir bem ao final.
Assim é que assiti o filme Já fui famoso.
Interessante como aborda temas que são comuns a quem vive um doloroso e real processo de amadurecimento na base dos fatos e surpresas inesperadas da vida.
Então quantas vezes ao longo dos 22 anos de formado e 46 de idade não me deparei com situação pessoal e profissional que exigiu grande sacrifício?
Adolescente deslocado, de raciocínio extremamente complexo e com um olhar para a vida nada usual, não foram poucas as vezes que me senti até mesmo quando pequeno diferente.
E como não poderia deixar de ser, na qualidade de filho da mae percebi tempos depois o quanto ela tentou me proteger desse mundo aí que estou.
Ela ainda que na mesma receita simples do filme – e talvez de viver a vida – me botou debaixo de sua asa e administrou todos os momentos de ansiedade da melhor forma que pode. E que mãe não faz igual? Melhor dizendo existe alguma mãe que faria diferente?
Nessa circunstância hoje enxergo com clareza uma das origens que falecida culpa que por anos carreguei tem origem no fato de não ter sido exatamente o filho projetado. Ora meus pais nasceram na década de 40.
Ainda que tenham ambos trabalhado, e muito, ao longo de suas vidas, aliás o que fazem até hoje, o filho super presente, companheiro e protegido não correspondeu as expectativas do que seria a tradicional família padrão no mundo.
Virada a página, o padrão de ter que quantificar perdas e avaliar dor em razão de escolhas surgiu logo cedo. Por sorte estudei em chicago e no tempo livre me dedicava apoiar crianças com paralisia cerebral.
Ainda estou para descobrir porque vivi isso e lidei com limitações e patologia de outros de uma forma mais precisa, embora genericamente entendi tempos depois que a lição de amor próprio dos amigos e familia é impressionante.
Descartada as decisões profissionais e questões pessoais para concluir o texto, resta ainda a clara percepção que tudo muda, e o mundo muda junto.
Então a Lei Civil mudou, a indisponibilidade de alguns juízes para receber advogado aumentou e por ai vai.
De perfeito mesmo só tem uma coisa, a vontade de deus, que nos permite viver erros e acertos todos os dias, então para não dizer que o filme é bom sem uma análise crítica a par da reflexão pessoal minha que faço, cito expressamente a passagem segundo a qual um afirma que outro ja teve duas chances e não havera a terceira
Não se vive na base se chances, sem erros, com tentativa e erro. Porque tudo acaba. Então melhor mesmo e acreditar em si viver o que pensa, seguir algum ensinamento religioso para amar e fazer bem ao próximo e principalmente viver.
Viva a sua vida e não a dos outros
FIM
(Video vem depois)


Obrigada por compartilhar sua reflexão e introspecção. Dizem que gratidão é a memória do coração… Sem querer parecer ser Piegas, mas já sendo… Kkkk!
Você é uma pessoa especial, atento ao outro e que bom saber, mais atento a si! Você merece tudo de bom!!! A projeção do outro sobre nós pertence ao outro, sabemos disso! Porém, enquanto não conseguirmos nos desprender dela , continuaremos presos, reféns do olhar do olhar do outro. Se libertar disso muda tudo! Muda nosso olhar sobre nós! E novamente digo!! Você merece ser quem é em sua real essência! Obrigada por isso tbm! Receba todo meu afeto!
CurtirCurtido por 1 pessoa