Educação sexual antes tarde do que nunca!

Não é de hoje que a perda da virgindade é um tabu, tanto para o homem quanto para a mulher.

Da cama a tela, ao longo de minha vida assisti “Tudo que voce deveria saber sobre sexo” de Woddy Allen, ao classico “a primeira vez de um homem” esse último embora antigo, foi filmado na era tecnicolor.

Nem tudo é perfeito, os filmes estão longe de serem didáticos, e o que não ensinaram eu também aprendi no livro O Guia dos Curiosos – Sexo.

Fácil perceber que a minha educação sexual foi horrível. Deixou muito a desejar. Logo enjoei do livro e comprei a outra versao do Guia dos Curiosos que na realidade era um almanaque sobre a vida.

E o que a escola me ensinou? A dizer não. As aulas de educação sexual nos Estados Unidos eram basicamente para dizer que todos nós temos o direito de dizer não para situações que não estamos preparados.

Como não gostava de pornografia e tinha muitas questões pessoais que tratava na psicanálise, melhor seria se os filhos pudessem nascer sem sexo e que isso (sexo) ficasse restrito aos meus pais.

A curiosidade que não tive sobre sexo veio na forma do aleitamento materno que não tive. Incontáveis vezes me peguei fazendo leite possivelmente imaginando o que seria essa relação do filho no peito da mãe.

Anos se passaram e em algum momento eu, como muitos, chegariam ao ponto que necessariamente se fariam a pergunta: o que é transar? Sou bom no sexo?

Ainda que a resposta para essas perguntas esteja na minha cabeça e na vida de quem me rodeia, fato é que comecei com uma profissional e por um tempo tomei o gosto a ponto de variar em estilo, aparencia, etnia e por aí vai.

Talvez por isso, e credito a elas, tenha começado a minha vida sexual usando camisinha. Afinal ali tem uma linha muito clara do que de melhor deve ser entregue a voce.

Olhando para traz não me recordo de ver nas revistas dos amigos de pornografia explicita camisinha. Nem nas revistas masculinas. Também não me lembro de conversar sobre isso com meus pais. A única menção teria ocorrido nos Estados Unidos.

Pois é. Tempos depois, quando o vocabulário permitiu, entendi que depois do direito de dizer não, vinha o de usar camisinha.

Aí e que a coisa fica complexa no Brasil. Com tanta polarização em torno da sexualidade, fiquei surpreendido no tempo de Google, que o filho de uma amiga teve sua primeira vez com uma menina sem camisinha. Disse que gostou e se deu a nota 7.

Com a mãe em desespero por saber publicamente desse embaraço sem muito espaço para o diálogo me coube perguntar se ja havia passado nove meses.

Ao que parece não houve nenhuma repercussão humana embora as doenças sexualmente transmissiveis estejam aí.

Talvez os meios de comunicação sejam os grandes responsáveis pela desinformação. Afinal se não podemos ter educação sexual na escola num mundo em que hoje em dia ninguém morre de doença alguma, e me refiro ao siflis e hiv, esta tudo certo.

Não esta.

Se o pai não educa, se a escola não instrui, e se os meios de comunicação relativizam tudo em prol do tratamento e do padrão que desejam criar, esta tudo errado.

Vamos pensar que num universo compreensível essas questões que são pessoais quando perguntadas pelo filho seriam respondidas de forma a lhe ensinar a respeitar e preservar a vida e a saúde antes de qualquer coisa.

Só que na internet tudo pode. Se não por escrito em editorial nos links de propaganda paga tudo é possivel, leio como normal verdadeiras barbaridades e me surpreendo com o número de pessoas que não ve, que finge não ler e agora com um adolescente que possivelmente sem ideia ou com a falta da noção de risco leu, não viu problema e se deu a nota sete.

Para onde vai a humanidade?