Aprendi… E continuo aprendendo.

Nada como um feriado para recordar os aprendizados que a vida nos proporciona. Alguns chegam com o tempo. Outros, com a experiência.

Outros, infelizmente, com a dor.

Mas nem todos os aprendizados dizem respeito à política.

Aprendi que a dor ensina.

Aprendi a encontrar Deus e agradecer pelos milagres, pelas bênçãos e até pelas dificuldades. Compreendi que ajudar o próximo pode ser tão simples quanto repartir o pão.

Aprendi que nunca é tarde. Que a vida é feita de encontros, desencontros e reencontros.

E aprendi que, se não tivesse encontrado coragem para tentar, mesmo quando o resultado foi a derrota, talvez jamais tivesse conseguido enxergar o mundo com tamanha clareza.

A experiência ensina coisas que nenhuma vitória é capaz de ensinar.

Hoje, uma convicção permanece: o melhor agente de transformação não é o político. É o cidadão.

Continuo aprendendo, revendo ideias, reconhecendo erros e procurando compreender melhor o mundo e a mim mesmo.

Afinal, sou quem eu sou.

E você, quem é você?

Simples assim.

Causa e efeito: quando a política dá a volta e chega ao mesmo lugar

O homem que esteve na linha para chegar ao governo sem ter sido eleito diretamente para aquele cargo acabou impedido de assumir naquele momento.

Meses depois, submetido ao voto popular, recebeu mais de quatro milhões de votos.

Daí a César o que é de César.

Quem terminou atrás pode reclamar, judicializar e disputar todas as questões que a lei permitir. Isso também é democracia.

Mas processo nenhum altera um dado daquela votação: o candidato que entrou apontado como favorito terminou atrás.

A capital não é o Estado do Rio.

Popularidade anunciada não é garantia de voto.

Narrativa não faz urna.

Talvez essa seja a maior ironia de todo esse processo eleitoral.

Às vezes a política dá uma volta enorme para chegar exatamente ao mesmo lugar.

Causa e efeito.

Simples assim.

Para estrangeiro ver

Todos os dias acordo e penso: Como seria bom viver no Brasil da propaganda.

O Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, ex capital da Republica, esta sempre bombando.

A cidade é maravilhosa para o turista. Melhor dizer o estrangeiro europeu, porque os americanos, ao que parece, ja estao bem cientes da situação atual, tipica de guerrilha armada que vivemos todos os dias.

De um tempo para ca, a cidade, ao invés de protagonizar noticia de crescimento de industrias e empresas, parece que preferiu vender as festas e o alegado ganho de receita do turista que em nada melhora nossa economia.

Esse visitante movimenta hoteis, restaurantes e os mais ousados ate safari de comunidade fazem.

Que lindo.

Que deprimente.

Que vergonha.

O abrir dos olhos revela uma situação bem diferente.

Basicamente as noticias de hoje pela manhã narram mais uma vez crime praticado pela milícia, outro de pessoa acusada de deformar outras.

Não nos esqueçamos das incursões nas favelas e dos eternos e iguais boletins de transito.

Falta de infraestrutura nessa cidade maravilhosa é algo que não falta. Ou melhor so existe beleza na propaganda.

E o carnaval?

Reclama não, relaxa e goza.

Esse estilo despojado, informal e mal educado de viver pelos que atuam na administração da cidade se enraizou nas múltiplas camadas sociais e praticamente em todas as esferas do poder.

Quanto pior o politico mais idolatrado quer ser.

Enquanto o mundo se vira para fazer mais com menos, aqui gasta-se muito para nada.

Lembra-se daquele grande projeto viário? Continua no papel ate hoje apesar dos investimentos.

Só no Rio, é construído uma estação de metro para depois ser alagada e desativado o tatuzão. Novos percursos? Para que?

A qualidade e velocidade da obra seguem dois ditados populares. Acabou o milho acabou a pipoca, ou barriga cheia amizade desfeita.

Inaugura-se poste, joga um asfalto aqui outro ali, sai na manchete e esquece. Pode parar, depois aparece dizendo que vai retomar.

Pensando bem, o RJTV reflete com precisão esse momento mediocre. É um retrato fiel do telespectador e das notícias ruins que produz, porque de bom me parece não há absolutamente nada a falar, ou muito pouco.

Enquanto isso, comemora-se a utilização de BRT exclusivo para o Rock in Rio, transporte publico de qualidade

E segue o baile.

O Brasil tem dono.

O Brasil tem dono. E não sao os brasileiros.

Nos, e me incluo nisso, fomos renegados ou reduzidos a condicao unica de eleitor.

A degradação da politica e outras tantas instituições publicas, inclusive o poder judiciário, nos aprisionou em um sistema que não oferece melhora de vida.

Pelo contrário, ele se alimenta da inclusão permanente de grupos e pessoas na sociedade. Daí porque não levanto a bandeira de politica inclusiva e sim fomento o pensamento e dever cívico.

Nos, eleitores, não podemos ser marionetes de um show que so acontece na eleição para depois ser posto para dentro do armário. Quando é dia de show? Todo dia.

Os anos se passaram e a vida não melhorou. A situação piora se levar em consideração as promessas nao cumpridas.

Me parece que hoje em dia o prazer de muitos, alem de não votar é assistir da arquibancada quem cai, ao invés de chorar e ate mesmo reagir pela oportunidade gasta.

O fracasso alheio não compensa a perda de oportunidade.

É como me senti quando li a noticia que uma pessoa atua na função estratégica de destinar emendas e não o parlamentar eleito.

Então, o Brasil tem dono.

O mesmo dono que dezena de recursos depois decidiu solta um enquanto outro permanece preso. É o dono que permite pessoas nao investidas formalmente em cargos gerir a maquina.

Curioso é que vivemos mais uma das muitas contradições.

Da mesma forma que o cassino não é permitido, a Bet e a loteria sao. Qual a diferença?

O lobby não é permitido. É com frequência tratado como algo ilicito ou moralmente reprovável quando não criminalizado.

Deveria, ao contrário ser liberado para essas pessoas serem legitimamente identificadas e essa situação obscura ser mais transparente.

Afinal, ja vivem da maquina e a utilizam para suas próprias convicções e objetivos.

Como nos filmes, é o que é, só reforça a noção que o pais tem dono e que esses manobristas não estao ai por acaso e a toa.

Entre Washington e Pequim

Hoje tem jogo da copa.

O que dizer? O que observar?

Depois dos comerciais da bet nacional, o que mais impressiona são as noticias relatando a grande quantidade de brasileiros fazendo festa nos EUA.

Essa percepção, esvazia qualquer tipo de critica aos Estados Unidos. Imagino o misto de tristeza e desespero do governo e da imprensa.

Os Estados Unidos, continua sendo o local favorito de muitos dos poucos brasileiros, que podem se dar ao luxo de viajar.

E viajando, se tornam protagonistas da guerra fria e silenciosa, motivada por fatores geopolíticos.

China ou Estados Unidos?

No Brasil, ainda que uns estejam na vibe de comprar carro chinês, é para os Estados Unidos que viajam. Engraçado, lá chegam e alugam tesla, bmw, mercedes, ford, kia e Chevrolet.

Entenderam os chineses, que por suas montadoras podem exercer influencia na cadeia industrial global no setor automotivo, uma vez capitalizados na vacina da suposta e convenientemente esquecida… pandemia.

A todos os brasileiros que perderam poder de compra e tentam viver o american way of life, alternativa não ha senão escolher entre os fabricados pela grande muralha, jaecú e decidir entre o pior e menos pior.

Essa se tornou a unica solução, ja que os veículos de fabricas tradicionais estão fora do alcance.

Nao apenas pelo preco, também pelos impostos.

Curioso, quem esta ha muito tempo produzindo no Brasil foi esquecido, não tem a molezinha do subsidio de imposto.

Sera que, por serem honestos e nao empregar politico em conselho estao errados?

Ou o problema estaria em nós, que ao invés de lutar por menos estado menos imposto adoramos ficar refém dessa politica do estado de graça. Agora esperando qual sera o proximo beneficio.

Sao poucas as certezas que tenho.

A que não tenho duvida é que a antevéspera do beneficio é o dia da ingratidão.

O que me faz crer que tudo pode, e vai mudar. So nao sei quando.

Essa seleção ja chegou as oitavas por um milagre.

Esperava diferente?

Reflita: o país não tem condição sequer de ter tecnico próprio.

Fica engraçado ouvir os comentários iluminados dos comentaristas. O problema é a posse de bola sem entrega. Vamos ter calma e pensar que tudo pode mudar.

Não deu certo.