Dia 7 – Vivendo e Aprendendo

What experiences in life helped you grow the most?

Ainda que seja o amadurecimento de uma pessoa ligado a quantidade de experiências vividas, que somadas, possibilita resolver melhor os problemas e assim evoluir enquanto pessoa em torno de si mesma e da sociedade, esta situação só é boa no conceito.

Na prática, a vantagem perante a sociedade cria marcas, feridas quando não cicatrizes e dor. Simplesmente porque não se amadurece sorrindo. O aprendizado é um mertiolate do tipo que arde, daí porque não esquecemos.

Uma das situações foi o desmonte da paternidade.

Certo dia, depois de anos casado, recebi a notícia que não poderia ser pai. A expectativa era grande e foi construída ao longo dos primeiros anos de casamento. Parecia um conto de fadas. O Maior receio de ter um filho seria de passar a ele algum e/ou qualquer dos meus traumas. Nem pensar.

Então a vida me deu um block. Tipo, Deus olhou e não deixou. Nem com ou sem problema e/ou planejamento… ter um filho foi simplesmente impossível.

Era a forma dele dizer filho esta na hora de voce amadurecer e ao invés de perguntar porque, pense no que esta acontecendo e no que voce aprendeu até esse momento.

Se de um lado o clima estava pesado, de outro o fato de ter casado por amor ajudou muito a superar essa situação. Com ela aprendi a viver encarar situações difíceis o que me coloca alguns degraus acima na escada do amadurecimento.

A desconstrução da paternidade foi um choque. O trabalho ajudou, e muito, a superar isso. A dor, sabe, aquela dorzinha que a gente carrega no peito levei a terapia. Depois de tantos anos e questões postas a mesa entendi que a vida segue, precisamos viver, precisamos lamber a ferida e estancar o sofrimento.

Nesse momento olhei para a pessoa ao meu lado e perguntei, porque Deus, voce não permitiu dar a minha mulher o filho que o nosso amor construiu?! Porque?!

De uma coisa eu hoje sei, faltava amor próprio. Se a época tive grande dificuldade de aceitar hoje com quase cinquenta anos consegui entender e, felizmente aproveitar cada dia e todos os dias ao lado do meu amado.

Se naquela época, com aquele desafio, não entendia o significado da vida, quando hoje olho para trás entendo a necessidade de transpor o mesmo. Só a partir desse acidente comecei a olhar para mim antes de ouvir a opinião de outros. Torpedo recebido, cacos no chão, comecei a catar o que vi, e quando juntei a ponto de me reconstruir desse trauma percebi que havia me reconstruído com um defeito. Derrepente minha natureza afetiva havia mudado, era hora de me despedir tanto do casamento quanto daquela vida.

Aqui se faz, aqui se paga. Virei a chave de uma só vez e arranquei no impulso para o alto e avante, rumo ao desconhecido. Se a vida tem algum significado e amadurecer significa aprender com as experiências, anote outra aí, não fazer nada no impulso.

Essa regra não serve para quem é jovem, adolescente e tem menos que trinta anos, porém convém repetir para sempre, vai que um dia funciona para alguém nessa faixa etária, certamente fará a diferença na vida de alguém.

Pedi a Deus para ajudar. Só ele para me fazer entender o significado de uma vida que certamente seria diferente, e com certeza não teria nela o significado de presenciar o nascimento do filho.

Aprendi a seguir em frente. Independente do estado de saúde ou religião entendi como filho de Deus que minha vida não seria inútil.

E não esta sendo. Hoje alguns ainda que de brincadeira me chamam de papai. Desenvolvi o amor feminino acolhedor de mãe para filho com várias pessoas. Me dedico aos amigos como a mim mesmo e aqueles que sinto estou mais próximo como o Pai chamo de irmão.

Não ter um filho foi o maior pontape para ter amor próprio. Ajudou a me situar na vida. Me fez olhar ao lado e ajudar na padaria social. Na doceria social. Tudo isso e muito mais. Se Deus quiser agora um atleta ao mundial em Orlando. Ate notebook para estudante já consegui.

Não existe amadurecimento sem dor. A experiência não torna ninguém mais jovem, e ainda que a sociedade medíocre atual não permita classificar alguém por velho, amadurci nisso o que pessoas não aprendem em uma vida.

E por isso valeu a pena nesse texto comentar!

Dia 6 – Como a morte muda a minha perspectiva.

How does death change your perspective?

A medida que envelheço e chego aos pés da melhor idade, que nada mais é do que aquele momento em que assimilamos os débitos e créditos de nossos atos e a forma como levamos a vida em relação ao corpo, trabalho e mente, evoluo na percepção da morte.

Ainda que esteja na fase pre-idoso com apenas 47 anos, estes poucos somam muitas complicações, resultado de uma vida repleta de aventura.

Hoje gasto um tempo e me esforço para ficar e me manter saudável. Tivesse sido menos negligente certamente a condição fisica seria melhor.

Fato: tivesse tido mais atenção teria menos problema.

Então quando me vejo administrando as idas e vindas ao clínico, hepatologista, cardiologista, dentre outros, não hesito pensar, muito poderia ter sido evitado.

Hoje dia de carnaval estava no bloco dos fieis que vão a igreja aos domingos e procuram sempre pedir perdão pelos erros a Deus pois só ele é perfeito e misericordioso.

Na medida que envelheço percebo a conta esta invertida, tenho menos tempo a viver do que o vivido.

Ainda que me diga hoje em dia chega-se facilmente aos 80 anos, nem todos chegam com saúde, em plena capacidade laboral.

Então parei de perder meu tempo não falando o que acho, penso e sinto. Não tenho tempo para ver e aplaudir o que me parece falso, o que provavelmente é falso, ainda que seja valorizado por outros.

A perspectiva de viver pouco tempo gera a expectativa de qualidade ao tempo que resta, e isso muda muita coisa.

Sabe quela pessoa que não diz o que pensa e não faz o que fala, ou fala o que não é verdade. Tchau. Sabe aquela pessoa que pela frente diz uma coisa e por trás age de forma diferente. Tchau você também. Quem não tem no acervo de decepção pessoas que a cada minuto mudam as histórias de modo a acomodar a pequinês de seus valores nela? Adieu adieu.

Então sou essa pessoa impaciente intransigente e intolerante? Claro que não. Me dedico a todos os que me despedi orando por eles, pedindo a Deus que os receba e ilumine, nunca é tarde.

Fim do dia se herdarei algo desse estilo de vida será benção, oração e Deus Pai, amem!

Carnaval no Rio é em casa com o melhor

Dia 04 – vamos a cozinha.

Qual é seu prato favorito de cozinhar?

A culinária ainda é um grande desafio. Tão enigmático e simples como a lição de Deus. Seja sal na terra e luz no céu.

Sal foi o primeiro ingrediente que demorei um tempo a dosar. Porque o gosto final da comida reflete não apenas a quantidade de sal posta e sim a interação dos ingredientes com ele.

Não raras vezes salguei… ou ficou sem sal.

Na falta de método e seguindo minha intuição comecei a me virar em coisas, seguindo a cartilha de todo perdido na cozinha.

Consigo fazer ovo? Macarrao? Carne moída? Peito de frango? Ficou bom???

Evidente que não. Se no passado amenizava botando vinho, hoje de fato aprendi a refogar.

Tudo começou com a chegada da Bimby. Através dela aprendi a cozinhar, e não foi em quantidade e sim qualidade.

Me ensinou a fazer compras de mercado sem disperdicio, ao final do cozimento dos pratos ja não havia mais alimentos a serem utilizados na cozinha.

Com ela entendi a necessidade de pesar e seguir a receita na quantidade. Fazendo isso, a bimby não erra, nunca. O prato tem sempre o mesmo gosto, mesmo ponto, consistencia e como ninguém prova, abre antes do tempo, ou mexe até ficar pronto, a comida dura.

Partindo do mesmo princípio de quem não sabe cozinhar, procurei fazer coisas simples.

Nada como começar o dia com ovo poche gema com a gema meio mole, algo relativamente simples, 1L de agua + 4 ovos gira o seletor e voilà.

Chilli foi a segunda pedida, porque carne moída também é algo pratico e o prato bem colorido. Super animado de comprar e juntar da cebola ao pimentão, coentro e por aí vai.

Se faço chilli também faço bolonhesa. Então porque não uma lasanha?! Melhor ainda se fizer o molho bechamel.

Nossa quantos pratos?! A essa altura do campeonato, o estrogonofe de frango com castanha ficou fácil, e se trocar o champignon por cogumelos laminados, bem saboroso.

Tentando expandir o horizonte, procurei entrar para o doce, e fiz o meu primeiro Brownie. Tanto o tradicional com amêndoas como o de três chocolates, ótimo para a cabeça ruim para o corpo.

Quem faz brownie por óbvio também faz pão de lo. Que delicia, seja com 6 ou 25 ovos, com ou sem farinha, a certeza que ali estará perfeito ao final da receita é um atrativo.

E no fim do dia, quando se vive tantas questões e problemas na vida real que nem sempre temos a solução imediata, sentar na cozinha ser protagonista de uma receita em andamento cujo resultado é um prato gostoso me anima.

Ja entendi porque tem gente que ao cozinhar perde a fome. Nem sempre a vontade é de comer e sim construir algo a partir da comida.

Alimentamos através da cozinha nosso ego e materializamos no resultado algo muito maior.

E foi assim que acredito também me impulsionei a fazer parte da padaria social, agora também a doceria que contou com a ajuda de um cliente na aquisição da masseira.

Ser sal na terra é de fato agir sem contrapartida para ajudar o próximo. Fazer a diferença na vida de alguém sem escolher.

E a cozinha em última análise me permitiu enxergar isso, o quanto é precioso o dom de manipular os alimentos, aprender as receitas, fazer um prato a ser saboreado por alguém para saciar a fome.

Dito isso o melhor prato que fiz e fiquei viciado foi a carne em slow cook, 7hs de cozimento em princípio parece ser um tempo demasiadamente longo, não conseguiria fazer ainda sem o robô dado a necessidade de mexer e de observar o processo ao longo do que seria o cozimento manual. Porém lá, esta valendo.

Qual o próximo desafio?! Espero conseguir fazer coalhada e iogurte a noite para comer pela manhã.

Um dia….