Mesmo lugar, outro olhar…

Apesar do senso comum indicar que o peso da idade está em primeiro lugar na cabeça, sinto que esse discurso foi montado como forma de propiciar maior adoção de pessoas ao estilo de vida saudável, garantindo dentro do possivel – e se Deus permitir – melhor qualidade de vida.

Curioso é que não me sinto velho, no entanto percebo que venho todos os anos estabelecendo metas menores.

Fato: independente do peso da idade, o tempo impõe a reavaliação, por padrao, de algumas metas.

Quando isto ocorre me dou conta do que é caro ou barato, possivel ou impossível e até mesmo realizável. Tudo isso recheado pela noção que a vida passa rápido demais. Hoje ja passou, ontem é passado e o presente é amanhã.

Muito recentemente fui convidado a passar uma temporada fora do Brasil a trabalho. A decisão final não foi facil. Pesou alguns fatores, dentre eles, quanto tempo terei com meus pais? Sera que vou conseguir reconstruir algo parecido com o que tenho no Brasil em algum outro lugar?

Enquanto não tenho resposta, sigo trabalhando e acompanhando as notícias e o cotidiano da vida brasileira agora por relatos, manchetes e jornais.

Me pergunto: o que fizeram com esse pais?! Como é triste perceber, passados quarenta anos, que o Brasil não deu certo e esta longe de dar.

Um papo comum a todos na mesa é que o custo de vida no Brasil não para de subir, esta em uma escalada intensa. Parece que todos os meses a comida está mais cara, porque esta.

Para compensar a dureza que é viver no Brasil, o governo junto a iniciativa privada criou uma rede que promove espasmos de alegria.

Ou seja, mes passado tivemos um evento de gastronomia, no anterior outro focado em blogueiros e politicas americanas sob a pecha de ser inovation week, antes disso a Maddona, muito antes disso a cop20 e agora temos o Rock in Rio.

Como somos trouxa!

Afinal não existe lanche de graça. O governo esta montando em um punhado de empresas – ou amigos – que promovem festas e eventos para promover a exposição da cidade mundo a fora com qual intuito?

O de sempre manter o povo feliz. Ainda que isso empobreça as pessoas, ainda que anualmente as favelas cresçam sem qualquer tipo de estrutura do estado.

Tão rapido quanto a escalada de preços é o aumento das comunidades, das milícias, da violência, de tudo que é ruim e segue abastecido pela sua ausência.

Sim, limpar a casa não vai ser ser facil, vai demorar, vai exigir o esforço, tentativa e vamos sofrer com a incompetência de muitos outros.

Longe do Brasil é curioso como muitos defendem tanto a democracia, outros opositores a venezuela, enquanto isso no Rio de Janeiro o prefeito se elege com 1600 mil votos no universo que contempla 1700 abstenções fora 431 de brancos e 131 de nulos.

Ou seja, para mais de 2 milhões de pessoas esse prefeito nao serve. Se computar os votos do segundo colocado, para mais de 3 milhoes de cariocas esse politico não presta. ah ele tem a globo, o governo federal e uma patota que vive as custas do dinheiro publico, meu, seu, nosso imposto indireto custeia os salários permanecendo essa alcateia no poder.

Esta vendo onde a politica do pao e circo nos leva?

Tudo é feito para a gente acreditar que não consegue mudar enquanto tem uma galera se divertindo e sambando do lado de lá.

Estão errados, a indignação está ai, certo dia esses sumidos despertarao e juntos vão comecar a votar em qualquer outra pessoa que não esteja no poder, quebrando paradigmas e nos livrando desse mal.

Tomara, sigo esperançoso.

Vamos sorrir e cobrar

Se fosse possivel contar todas as vezes que a alegria se sobrepos a qualquer outra qualidade, diria que uns oito a cada dez comentários refletem isso.

Evidente que não tem mal em celebrar ou mesmo lembrar daqueles momentos passageiros, como assim faco quando o Vasco ganha ou não é rebaixado.

O problema está justamente em valorizar essa alegria esquecendo-se do nosso proposito, que não somos desse mundo, que por aqui tudo é passageiro até a existência eterna com Deus pai.

Agora entendo porque o Brasil ainda não deu certo, e francamente não tem como. Enquanto houver políticos e aspirantes se ocupando de promover shows para fazer a cidade feliz, e eventos para divulgar a felicidade como se isso nos desse credibilidade, nada vai melhorar.

Porque somos há anos prejudicados pelos alagamentos trazidos pela chuva, falta de luz, falta de agua, esgoto nem se fala, nem mesmo a tripa que se tornou o metro do Rio opera sem roubo dos cabos.

A felicidade daqueles que não querem nada além disso e trocam seu voto, sua vida e dignidade pensando em si antes dos outros, acaba no exercicio da democracia causando mais problema do que solução.

O Brasil tem que parar de criar selvagens. Respeito a lei de trânsito nesse pais não existe. E porque muitos que viajam são educados la fora?

Porque nesse ambiente hostil nada produtivo e que se consome para existir existem pessoas que so temem duas coisas, uma é o valor da conta dependendo do problema que quer criar e a outra… a Lei.

Nesse contexto é que pessoas se ofendem sem qualquer problema, porque esqueceram de amar umas as outras. Nem mesmo o peso da consciência tem para ajudar a repensar o mal que pregam aos outros.

Se não custar caro vai, ainda que seja ilegal.

Instala aí o quiosque na calçada, paga multa, muda a licença, refaz depois o alvará e gente não reclama porque o Rio bomba na vida noturna e ninguém se pergunta porque não bomba na ciencia e tecnologia, ou matemática la fora? Porque não bomba na literatura ou cinema estrangeiro? Porque fomos habituados a encarar como legal e normal tudo aquilo que nos afronta todos os dias.

Porque vivemos numa selva e ninguém fala disso?

Bem, talvez alguém venha a falar, assim espero, estou na lanterna dos esperançosos por dias melhores.

O que é! o que é?

Qual a semelhança entre o sistema criado pela emissora de tv que diz ser normal e compatível o baixo número de medalhas com a afirmação da reporter que carne para todos so com impostos porque não se poderia diferenciar nem beneficiar os ricos?

Ambas as afirmações foram feitas no contexto de normalizar situações ruins com base no projeto de cidadão imposto pelas autoridades.

E assim enquanto passam os dias, seguimos o baile na musica “e o de cima sobe e o de baixo desce” sem ter tempo sequer para questionar se esse é o tipo de País que queremos, ou mesmo se em razão desse raciocínio quais seriam os cortes de carnes, e por quantos dias uma reporter poderia comer esse tipo de comida, qual veículo é bom para ela e quantas viagens de avião são autorizadas.

Porque esse é o panorama ruim que vejo implementado pelo governo e partidos que ai estão, supostamente para nos dar voz, quando a verdade é que existem para suprir interesses próprios.

Funciona mais ou menos assim, sabe aquele evento do passado? O rio + 20? Então precisamos ter um evento mundial mesmo que seja do baixo escalão, repete com o nome parecido agora cop20 e vamos esperar que o povo faça recall.

No Rio a desordem impera recheada de altos índices de criminalidade que só não existem para aqueles policiais que fazem blitz com duas motos, certa vez quando perguntados o motivo de tamanho transtorno responderam “voce e especialista de transito e segurança publica? Indices de roubos caiu para zero na região”.

Não a toa hoje pela manhã o reporter da CBN em retrospectiva as diretas afirmou que um apresentador após desistir de se candidatar a uma eleição liberou seus funcionários para votar em quem desejassem. Curioso, anos depois e logo apos as eleições o banco dele especializado em microcrédito foi socorrido pelo Banco Central. Coincidência ou conveniência?

Esse estilo se governar abrange múltiplos partidos e políticos. Estes elogiam uns aos outros como se fossem a ultima fanta do deserto.

A partir da mente mesquinha deles surge incentivo para carro eletrico sem qualquer estrutura para carregar. Decidem quais carros estarão isentos de impostos, ou com impostos reduzidos para que toda família brasileira em suas multiplas classes possam usufruir alguns bens ainda que não tenham condições de mantê-lo. E provoca seus usuários a reclamar do valor do kilowatt como se tivessem eles investido na rede.

Saindo do que é caro, vejam quantos puderam ter acesso aos eletrônicos e eletrodomésticos sem ter agua, esgoto, luz, saude e segurança. Vamos dar tablet aos alunos, tirar a caligrafia, vamos deixar fazer prova virtual e fazer questões respondidas pelo chat gpt para essa pessoa se sentir pulando de fase ainda que atochada no mesmo lugar.

Gostaria que o Brasil fosse o pais da oportunidade e não do incentivo, que permite as pessoas viver com dignidade dos seus salários como prometido na constituição de 88.

De la para ca, direita ou esquerda tem sido somente motivo para fazer plateia brigar uns com outros e perder o foco do que é importante. Porque nossa moeda vale cada vez menos? Porque a cada 12 meses instaura-se o caos com aumento de preco? Porque dependemos do mundo para ter tecnologia? Porque exportamos tanta comida e aqui taxamos os ricos e pobres criando fome??

De olhos bem abertos

Como você se descreveria para alguém?

Começaria pelos pontos que acho são óbvios. Procuro sempre ajudar o próximo, quando percebo estou ja administrando os problemas de outros.

Sempre procuro ser claro e preciso nas informações.

A maior dificuldade é ser amigável em algumas circunstâncias, ainda que não tenha nada haver com o problema, acabo entrando de cabeça em algumas situações que me consomem.

Aprendi a me calar e fazer do meu lado o que penso ser correto. Aprendi a ignorar aqueles que não sabem confiar, não aprenderam a se perdoar sequer ouvir e repensar as questões.

Quando vejo estou diante das mais diversas tarefas a serem cumpridas.

E assim viro o dia

Mente medíocre

Hoje pela manhã me surpreendi com a declaração de uma economista dizendo que o problema na desoneração da carne é favorecer grandes grupos de empresários e restaurantes, porque consomem carne mais cara.

Que pensamento mesquinho esse. Primeiro porque somos todos iguais perante a Lei, independente de qualquer outro atributo. Segundo, em que pese a iniciativa do governo em universalizar o acesso a picanha, temos impostos indiretos muito altos.

Agora o que mais chama atenção é a propriedade segundo a qual a entrevistada disse que não poderia favorecer os mais ricos que tem preferência por um tipo carne.

Porque nao posso comer cha? Patinho? Dianteiro ou acem? Me parece que o grande assunto por traz desse tipo de comentário é o projeto de governo do que é o cidadão padrão brasileiro. Quais benefícios deverão fazer jus?! Quanto deve ganhar de renda?! Qual vida pode levar.

Por traz desse discurso vejo claramente a imposição da limitação a cada um de nos Brasileiros. Não temos na ótica do Estado como mudar de patamar de vida, somos essencialmente um projeto de cidadão, fadados a permanecer nesta ou na classe inferior.

Ainda que esta ultima seja contemplada com mais benefícios, esses auxílios quando se entra dificilmente sai seja porque o governo nao ajuda, seja porque o particular não ajuda.

Fato: para grande maioria do povo a alta do dolar pouco interessa.

O governo criou um estigma que precisamos ser felizes, assim a desordem existe em detrimento de shows e eventos, como o G20. A alta do dolar nem para isso importa, afinal ficamos mais baratos para aqueles cuja moeda é mais forte.

No entanto tem um punhado de medíocres que usam a economista para dizer com alguma propriedade qual a agenda que importa. E ela certamente come carne, viaja e anda nos meandros do Poder com esse discurso.

Desejo que o povo coma a carne de rico, que tenha acesso ao emprego, que se torne empresario e suba de vida, não seja refem dessas mentes medíocres ainda que estejam essas no comando do Brasil.