RECIPROCIDADE: é dando que se recebe… e pega!

Não importa quem, quando, como e qual valor envolvido, essa noção ja esta em voce. Entendo que de uma forma geral é um aspecto inerente a existência e sobrevivência do ser humano na terra e que, de fato, para uns é um meio de vida, pode render dinheiro…. para outros, apenas um instrumento para melhorar o trabalho, pensar nos outros.

O Facebook mostra objetivamente como essa programação funciona bem na vida das pessoas, pois através dele vejo que muitos desejam feliz aniversario para os que conhecem e os que não conhecem. Seja qual for o motivo e intenção, pela reciprocidade observo que as mensagens enviadas recebem, com frequencia, uma resposta em agradecimento.

Somos ensinados desde pequeno a ser reciprocos com outros e com a vida, por exemplo, não raramente escuto de pessoas que na hora de comemorar aquela data especial elas vão chamar fulano, cicrano e beltrano porque foram lembrados por eles na comemoração anterior… ou porque tem interesse em receber um convite de um ou de outro para uma determinada ocasião.

Nada contra, acho que o problema acontece quando isso se amplifica a ponto de interferir na essencia das pessoas…. estas, alteradas, passam a viver focadas tão somente para dar,  receber e coletar reciprocidade, banalizando as relações humanas.

Faz parte da existencia, da cultura, do desenvolvimento… certamente, através da reciprocidade podemos pensar e planejar o futuro, podemos querer coisas boas para tudo e todos desde que, como “o porque” esse conceito seja bem entendido e, como tudo na vida, utilizado com moderação por todos.

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o que deveria existir para colaborar com o governo na pesquisa se tornou um sistema de tercerizacao ilegal de mao de obra objeto de todo tipo de denuncia… a Justiça faz lentamente o seu papel, podemos ajudar fazendo o nosso:

http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/6184

O Monteiro Lobato e a democracia.

Li com muito espanto uma notícia veiculada essa semana sobre o debate no STF se há ou não racismo no livro do Monteiro Lobato usado nas escolas.

Como pode? aquele cujos livros aprendi a ler, aquele cujos livros me deram o gosto pela leitura e quando não tinha um livro por perto bastava ligar a TV e assistir o Sitio do Picapau Amarelo.

Realmente não consigo entender como aquele que me ensinou a ter amor e respeito por tudo e todos, aquele cujas historias fizeram parte do conteúdo programático da minha infancia agora é acusado de racista.

Caberá ao STF como órgão composto de representantes eleitos indiretamente pelo povo, no sistema democrático que vivemos, a resposta a esse questionamento, assim como o fez na questão das cotas, em um julgamento que resultará em ganhadores e perdedores.

Eu li Monteiro Lobato, e não sou racista, tive a felicidade de ter uma boa educação do tipo que esta muito em falta hoje em dia, do tipo que me ensinou a fazer análise e interpretação de texto através do estudo da lingua e diversas formas e figuras de linguagem, algo esquecido junto com os acentos hoje em dia, em prol de que? da unificação por baixo das pessoas? ou na defesa do preconceito linguístico? aliás porque essa questão não foi levada ao STF até hoje e se foi porque continuamos pregar os livro, nos é até os dias de hoje.

Vejo que vai demorar algum tempo até o governo preceber o déficit que terá com todos, pela politica que empregou na educação e a solução esta longe de cantar “não atire o pau no gato” tampouco pular palavras de livros, ou deixar de cantar aquelas marchinhas de ontem… a solução é ensinar, educar, esclarecer e capacitar os atuais educadores que não tem tido sucesso ou não estão sabendo, de fato, trabalhar toda a tematica por trás da história.

O Crime e o preço (ou custo) da liberdade…

Hoje a tarde fiz a minha primeira audiência criminal.

Estudei, importunei alguns amigos (que agradeço) em busca de opinião profissional sobre o assunto, cheguei cedo no Fórum e o raciocinio foi amadurecendo, amadurecendo ao ponto em que, algumas horas antes da audiência o dever de casa estava feito, decorado e eu convencido do que tinha que fazer.

Bem, nada é fácil, eu muito menos, quase interrompi um interrogatório que estava em curso porque estava querendo começar… sentei, observei atentamente a tudo o que ocorria na sala de audiência e quando chegou a hora do silencio logo falei sou eu.

Só que não era a minha vez e a juiza, o que fez, aproveitou o animo e me convocou como defensor dativo do processo que estava em curso para julgamento porque na realidade não havia me chamado e sim perguntado se eu poderia fazer isso.

Bem, da plateia a mesa, passei a funcionar naquele processo tendo que orientar o réu que estava preso… folha vai, folha vem, não havia a indicação clara de autoria do delito nem o preso tinha sido reconhecido por qualquer das testemunhas.

Fui ao encontro do preso, no corredor, e usei as valiosas lições que aprendi no processo do mensalão… disse a ele que ele tem o direito constitucional de permanecer calado, ja que não o conhecia e com os fatos que tinha, o melhor era não falar absolutamente nada para não se enrolar…

Dito e feito, o réu preso sentou na cadeira, forneceu os dados de sua qualificação, se calou diante da inquirição da Juiza e, sem outras provas, não restou alternativa ao promotor senão solta-lo por falta de elementos que o incriminasse… obviamente acompanhei a promoção minsterial e a juiza sentenciou requerendo a expedição do mandado de soltura.

A ficha caiu, aquele assustado, que mal deambulava e que, com as algemas, mal conseguia assinar o seu nome, e aparentemente não sabia de nada que estava acontecendo seria solto, poderia ver sua filha recem nascida de 7 meses, simples assim.

Vivi a emoção de ganhar e no primeiro processo, sem preparo, soltei alguém, sentimento equiparável aquele que tenho quando consigo uma liminar para obrigar o seguro de saúde custear o tratamento, só que no crime, considerando que a cadeia é um submundo pior do que o lixão e que os presos não tem direito a dignidade tampouco a regeneração, espero que o susto leve esse pai a fazer a coisa certa daqui por diante, e que a sociedade pela lei e instrumetnos que tem fiscalize isso.

Entendi o preço da inocencia e o custo da liberdade, imagino a felicidade dos honorários milionários dos advogados defensores dos réus do mensalão, que a todo custo tentam isentar seus clientes do crime dos valiosos argumentos que serviram para aqueles sem dinheiro, sem advogado, sem destino e que na justiça precisam.

Ao contrário do que imaginava, Direito Penal é bem interessante, mais espero não defender muitos outros depois do meu cliente porque espero da sociedade honestidade acima de tudo. Ah, e o meu processo foi adiado porque uma testemunha deixou de comparecer a audiência, o que de todo não é tão mal porque dada a rapidez com que estou aprendendo e dividindo com meus amigos a informação ja tenho ideia de peticionar e resolver a questão.

 

final de semana na piscina e com amigos

Passei o final de semana bem acompanhado, divido algumas fotos com voces.

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