Dois amores

Nao tem como nao se apaixonar por eles nao é ??? Luis e vittor filhos do nino e nina

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Less bingo

Em meio a festa junina faltavam 2 numeros para pablito fazer um bingo quando perdeu…… relutante achou que iria continuar o sorteio num segundo bingo quando derrepente se deu conta do que falei: azar no jogo… sorte no amor.

Felizmente!

De bem com a vida

Porque vivo… amo, sinto, creio, quero, posso e tenho quase tudo que desejo.

Parece ontem mais de fato quando olho para tras e faço uma releitura do passado, vejo o quanto me esforcei diariamente, para manter o equlibrio, e ficar na linha tenue entre o bom e o mau! (Humor e atitude) porque nao me sentia confortavel e feliz comigo mesmo.

Nao que hoje nao tenha problema, pelo contrario, dado a profissao que escolhi, se deus quiser, os que existem vao aumentar e o trabalho vai ultrapassar barreiras… fato e que tirado o peso da consciencia, restou somente o peso da ciencia que vem sendo bem administrado pelo meu corpo exceto a L5.

Como é bom ser resolvido, acima de tudo, porque uma vez entendida a minha natureza afetiva, fiquei em paz comigo mesmo.

Derrepente nao mais acordo chorando, deprimido, com medo do mundo, com medo de mim mesmo, sem forca e fragilizado diante das questoes da vida.

Derrepente nao mais me apoio nos outros, para cumprir, ate mesmo as tarefas mais banais e corriqueiras do dia dia.

Derrepente passei a verbalizar a minha voz, seja la qual ela for… assimilei de uma so vez, tudo o que sou, e passei a viver.

Derrepente as noitadas, os “amigos” vinculados a passeios e festas, nao fazem mais sentido.

Derrepente o vinho, e o whisky do dia dia, nao trazem a felicidade tao desejada.

Derrepente sinto que agora vivo, e, apesar de outras dificuldades estou bem.

Derrepente a vida nova me trouxe novos amigos, novos horizontes e desafios.

Derrepente me senti bem.

E isso nao tem preco.

between ages

1) quando a gente é jovem, torce para o tempo passar rapido para viver e envelhecer.
2) quando a gente envelhece, espera que o tempo passe mais devagar para ficar mais jovem.
e o equilibrio nisso?

saiu do armário e agora?! nada como um dia após o outro… tudo se explica, tudo se vive, tudo se resolve.

Tem dias que, acordamos pensando: onde estamos?
Tem dias que, sabemos onde estamos, e pensamos: o que estamos fazendo.
Tem dias que, sabemos onde estamos, o que estamos fazendo e, depois de olhar para o lado concluímos: melhor seguir.

Em frente?! não é ?!

Isso é o que sente toda pessoa que, em um determinado momento, depois de assimilar tudo o que a vida lhe apresentou, devolve a sociedade a frase “eu sou gay” e a atitude “saí do armário”.

Essa fala, é um ato externo que reverbera um impulso muito forte, quase que incontrolável, e recai como se uma bomba fosse na vida de algumas pessoas, nas relações sociais daqueles que prezam a “família tradicional” em primeiro lugar e de todos os que, até então tinham, ou seguiam, você (ou sua família) valorizando o espaço (e imagem) em detrimento dos valores pessoais que cada um carrega por si mesmo.

Falo por mim.

Quando me dei conta do momento…. em que finalmente havia percebido, de forma clara, objetiva, que a minha natureza afetiva que é diferente da tradicional, senti um alívio seguido de medo.

Porque até então havia construído uma vida, um casamento, sem culpa, sem censura, de modo que mudar significou naquele tempo, renunciar uma circunstância da vida, renunciar aquele amor, aquela vida amorosa, aquela felicidade, aqueles amigos, enfim, tudo.

Sobrou isso ” . ”

Um ponto no meio do nada…… e a esperança que dias melhores virão.

Para mim foi um momento turbulento.

A diferença deste momento para todos os outros momentos que, na minha vida, criaram dúvida e angustia foi a tranquilidade e certeza de estar fazendo, a época, a coisa certa por estar vivendo a verdade.

Dizem os gringos “the truth will set you free” e tem razão, a verdade liberta.

Perdi uma ex mulher que um dia espero seja amiga.

Em compensação, encontrei o amor próprio e o Love, amor da minha vida, aquele com quem compartilho os problemas, as situações corriqueiras do dia-dia, e as alegrias sem qualquer tipo de depressão ou culpa de estar (ou não) vivendo a vida como deve ser vivida.

Ganhei nada menos do que eu mereço: O COMEÇO! e isso não tem preço.