E quando o mais novo e atual velho classico retorna?!

Recentemente uma serie de reportagens sobre jovens tocando musica classica (ou erudita) surgiu nos noticiarios em cadeia nacional como novidade capaz de promover a integração social.

Desde pequeno tive contato com esse tipo de musica, e nao estou me referindo aos brinquedos de berço ou despertadores que muito usei na decada seguinte. Estou me referindo aos classicos que meu avo me presenteou quando pequeno, aos 5 ja escutava “A Ida”, “Rigoletto” e “ATraviata” na frequencia com que escuto Coldplay nos dias de hoje, ou seja, o suficiente para fazer o marceneiro pedir demissao do hospicio que era a casa dos meus pais, afinal de contas onde ja se viu uma crianca escutar musica tao estanha, todo mundo grita e ninguem canta?…

Naquela epoca o gostso pela musica classica estava longe de ser um meio de integraçao de criancas, pelo contrario, me afastou dos outros que nao conseguiam entender a normalidade disso. Tempos depois morei fora e as gravacoes em fita de rolo deram lugar aos cd’s que surgiram timidamente na minha vida na decada de 80.

Para minha sorte, os discos no inicio eram tidos por caros e a grande variedade de jazz e classicos tirou o interesse inicial da geracao pop, rock, kiss, menudo, michael jazz, walkman sport amarelo e por aí vai, esses continavam a gravar e trocar fita K7 como hoje gravamos arquivos MP3 com uma grande diferença, naquela epoca falavamos em 30-45 minutos de cada lado, ou seja, um numero limitado de musicas nos obrigava a calcular o inicio, meio e fim de modo a ter uma cadencia entre elas e tornar a fita agradavel, o que hoje é raro de se ver em um DVD com 4.7GB. Ainda assim os primeiros cd’s tinham 8-10 musicas, creio que o mercado demorou um bom tempo para aproveitar a gordura de espaco extra que hoje sumiu, pessoas quando muito compram musicas isoladamente.

Retornando a musica classica, o vicio por mozart, presente ate hoje foi atenuado, passei a dividir meus dias com tchaikovsky, bach, vivaldi, strauss, handel, schubert e ravel dentre outros ate os 11 anos quando finalmente entrei na fase canto gregoriano, pois é, foi quando assumi o meu lado musical pervertido por Jazz e Classicos altamente critico as sinfonias de Bethoven, ainda que tolerante aos quartetos de corda compostos por ele.

Um primo e um amigo (do tipo irmao que hoje sumiu) tambem ligados em musica me ensinaram a gostar de pop, com eles descobri Peter Gabriel, Talking Heads, Huey Lewis e Fleetwood Mac. o rock ficou a cargo do meu irmao e as musicas brasileiras escutei com meus pais junto com o inesquecivel Frank Sinatra e John Lennon.

O que nos faz chegar ao inicio desse post, aprendi desde cedo que escutar musica é muito bom pois estimula, ajuda, cura e lava alma, circunstancia ultima que do aprendi quando comecei a tocar piano.

Tem um ditado que diz voce nunca passa no mesmo rio duas vezes…. O mesmo se aplica a musica, seja para quem toca, escuta ou canta, aqueles preciosos minutos que te fazem sublimar sao unicos, nao se repetem ainda que a musica seja a mesma e que voce esteja mecanicamente na repeticao.

E quanto a integracao de pessoas e comunidades atraves da musica classica, existem valores que de tempos em tempos a sociedade ressucita e a imprensa noticia, esse é um deles, nao me arrependo dos passos que dei para curtir isso mais certamente gostaria de ter recebido da escola e dos que estao perto de mim uma ajuda, certamente nao teria me refugiado tanto entre discos e depois o computador mais isso é tema para outro post….

Nino! Bem vindo a familia.

Ele chegou de mansinho, de boa indole, calmo, sem mania e muito afetivo. Eu falo ele olha e escuta, depois cumpre com facilidade os desafios do inicio do que sera uma grande amizade. Apresento o Nino!

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Passado, presente e futuro…. e a nossa parte!

Uma década de lixo televisivo se passou, entre BBB, Ídolos, A fazenda e casa dos artistas, dentre outros que em muito escureceram os nossos lares. o telecurso deixou a tv, o patati foi para patata, gato Felix e a turma do garibaldo aposentados e o castelo ra ti bum quem sabe na terra do nunca provavelmente deu lugar a um empreendimento imobiliário e desenvolvimento urbano, com sorte sem noticia de consumidor lesado e imposto roubado.

Pois é, vivemos no elo perdido, perdidos entre as lembranças, a cultura, os valores e tudo aquilo de bom que aprendemos e vivemos no passado, presos no futuro do amanha conduzido de forma beligerante pelos que hoje nao sei como influenciam ou tem influencia em pessoas, meios de comunicação, para ser mais explicito: radio, revista e TV.

Seja qual for o formato escolhido pelo ouvinte, leitor ou telespectador, o principio básico da obtenção de informação e veiculação de historia, fatos, pensamentos implica no exercício básico de escrita e fala, fatores outrora tao valorizados e que hoje estão em declínio ou marginalizados, o que demonstra, em termos práticos que nao atingiram o propósito, melhor atenção ou importância por quem deveriam ter obtido no uso, exercício de fixação de conceitos e normas, isto mesmo, o Estado Brasileiro.

A educação é de uma forma geral abaixo da media e de cabeça erguida, lemos e assistimos o caos todos os dias em que valores sao postos a prova e esquecidos ou justificada a omissão como obrigação ou desculpa na explicação e solução de problemas. Vamos ao teste:

Quem nao conhece pessoas humildes na fala e escrita que sao mais ricas em educação no conceito moral e cívico? Qual a diferença destas em relação aos mais remunerados cujas escritas e palavras levaram ao gasto, desperdício de dinheiro e atos de imoralidade e improbidade?

O que nos une nesse universo desigual é o fato que o ser é uma espécie em desenvolvimento, seja qual (e como) for a sua educação, escolaridade ou nível social e tipo de trabalho, o bom é inimigo do ótimo, o pior é inimigo do ruim e no final todos nos pagamos a conta na recuperação do prejuízo ainda que sob forma de imposto e aumento de custo, pavor dos que para a economia trabalham e do sistema dependem, resquício de um passado de indexação mais presente no hoje e necessário no futuro do que nunca.

Enfim faz parte da genética usar os conceitos do passado na construção de futuro melhor para si e para os outros, tanto roubo, tanta decepção e humilhação revelam que a lição do passado nao foi essencialmente aprendida pelos que hoje tem influencia e ditam as regras do futuro, ainda que nao saibam ler e escrever (sociedade já provou que isso nao é fundamental) fato é que a luta e as conquistas do passado serão historia no futuro e aqueles que faleceram em busca da cura pela disbete, pelo HIV, estabilização da moeda, aposentadoria digna para todos, serão mais uma lenda dos tempos novos que virão… e nao estarão aqui para nos lembrar disso.

Maos a obra, o que hoje você fez para se orgulhar de estar fazendo a sua parte? Adote e divulgue essa idéia, a solução para muitos problemas esta cada vez mais dentro de si do que na espera a solução deles.

Lingua Portuguesa

Ler poesia é desenvolver o intelecto e o emocional, pois sua compreensao depende da percepção por quem le da essencia do código literal e cultural utilizado pelo poeta. Esse processo de decodificacao do texto requer tempo, concentração, vocabulario, leitura, interpretação e imaginação. Ler poesia implica em exercitar o cerebro e alimenta-lo com novos conceitos e percepções sobre o tema.

Abaixo poema de Olavo Bilac, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras que publicou no livro “Poesias”.

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: “meu filho!”,
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Cuidado com a louça !

Comumente descrito como o conjunto das várias partes – ou órgãos – que compõe um animal, o corpo humano, dizem, é o mais incrível instrumento que uma pessoa pode ter, daí porque uso o meu sem moderação, sem me importar com o que outras pessoas possam achar dele, mesmo porque, eventuais diferenças param por ai.

Estereótipos a parte, seja qual for o corpo em questão, todos são intolerantes a mosquito (principalmente o da dengue); todos produzem mais ou menos suor; se perfurados sangram e após a morte, quando não mais estão em uso, apodrecem da mesma forma a exceção dos cremados.

Fato: com o passar dos anos, vamos perdendo flexibilidade a medida em que ganhamos peso e idade… ganhar peso nao e sinal de prosperidade e o sedentarismo prolongado, o que bem entendo, implica na obrigação de se exercitar para manter a saúde e evitar outras doenças.

Fato2: Laptops, cameras, aneis, objetos de valor, quando muito, oferecem tão somente o prazer da conquista e realização sem qualquer reflexo positivo e direto no corpo.

Fato3: A atividade física regular pode melhorar a saúde de quem faz, com reflexo notavel no coração.

Fato4: Por melhor ou pior que seja o seu, tem sempre alguém de olho e se comparando com ele.

Que todos tenham um otimo dia.