Não é de hoje que temos a necessidade de estabelecer controle de coisas, epaços e processos. Quem é virginiano bem sabe a importância que isso representa.
Seja na vida profissional ou pessoal, lidamos constantemente com situações que exigem pensar, organizar e agir.
Na vida pública, no funcionamento e interação entre cargos, funções e instituições, essa lógica não deveria ser diferente.
O cotidiano mostra que é.
E talvez essa circunstância de origem a pergunta mais importante da atualidade brasileira.
Quem controla quem?
O Poder Judiciario se regula sozinho, exerce autocontrole pelo CNJ que é presidido pelo presidente do supremo e formado em grande parte por integrantes da mesma instituição.
Isso, não me parece controle externo.
Pelo contrário, se revela em controle interno com nome diferente.
Nesse emaranhado de relações complexas é que o poder funciona e todos são julgados.
Os mais afortunados contratam escritórios de advocacia vinculados a magistrados, qus garantem sua independência pela obscura verificação de impedimento do familiar.
Alem disso, procuram manter contato com todas as instituições envolvidas em um passo a frente para se explicar antes que seja feito a justiça.
Outros procuram se defender em processo semelhante a confecção de roupa por alfaiataria.
Nós, advogados com trânsito entre livros e pensamentos, argumentamos o direito exaustivamente ate a solução do problema.
Porque confiamos na justiça.
Não afirmo que seja crime o primeiro modo de agir apesar da suposta vantagem econômica de quem contrata e consequente ressaca moral de quem aparece na imprensa.
Poderia ter avisado e publicado na imprensa antes para o Brasileiro comum saber. Não o fez para não ser transparente.
Decadas depois da promulgação da constituição vejo que a teoria do peso e contrapeso, se resume a uma espécie de forma de controle circular em que um corre atrás do outro.
Dai surgem varias contradições.
Vão desde a alegada revolução de produtividade do Judiciario sem novas contratações, que na realidade traduzem a tercerizacao da análise processual por servidores em detrimento do magistrado.
Outra abrange a livre utilização de IA pelo tribunal sem a possibilidade de exclusão pelo advogado em defesa a análise pessoal e imparcial da causa, afinal esses sistemas não são nacionais.
Vale tudo, ate frequentar tribunal de bermuda.
Afinal, a sociedade deixou de se chocar e também de se importar.
Assim e que funciona o Poder Judiciario por aqui.
Sem controle, embora suscetível a imprensa. Sem fiscalização pelo congresso ou qualquer outro poder.
O Poder judiciário é essencial. Não discuto.
Entretanto isso não significa imunidade irrestrita e sem prestação de contas.
Esse creio é o debate atual.
Garantir a segurança no funcionamento e controle de todas as instituições por meios que funcionem.
Algo manchado pelo Poder Judiciario.
Não é de hoje, ate quando sera?
