Portas em automático

Hoje pela manhã voltei a rotina que ao longo dos quarenta e seis anos de idade muito repeti. Embarquei em um voo para São Paulo.

E antes que alguém pergunte, era pela Latam, e não, felizmente essa vez não percebi ítens quebrados ou fio aparente no entorno do assento.

Acabou que me lembrei das primeiras viagens que fiz de avião por conta do trabalho.

Primeira lembrança é de agradecimento ao cliente, que arcou não só com o bilhete aéreo como também com a hospedagem em um Flat na pernoite.

Quanta generosidade. Por fim arcou com as refeições que fiz em transito.

Esse privilégio, que é trabalhar para quem entende, debate e valoriza o profissional contratado se repetiu algumas vezes como hoje, por exemplo.

Se estou viajando, não estou à toa, o primeiro motivo sempre é o trabalho.

Mesmo porque se tento desligar o telefone, ou dar um tempo para não atender e deixar o WhatsApp de lado, as perguntas se acumulam, o entorno fica mais lento.

Ja me conhecendo e sabendo que sou reativo a inércia, fico mesmo com o telefone ligado respondendo, sempre, as mensagens.

E percorrendo os estados e tribunais vejo o quanto o Brasil é um país desigual. A unidade de poder em torno da federação não se reflete em algumas das decisões recorridas em processo trabalhista.

Embora seja única, alguns estados intepretam de forma diferente. Uns com esteio na evolução do direito, em uma nova interpretação e eficácia de suas normas, rasgam suas próprias normas para chegar ao final.

Este final, para quem advoga contra o rolo compressor de um juiz e suas instituições democráticas é a perda da ação. Incontáveis as vezes que recebi a notícia de penhora e construção de bens antes da citação.

Nao culpem o advogado pelo reparo disso, afinal sem ele não há justiça.

Reflitam sobre o que deu errado e porque. Porque não deve haver grupo de WhatsApp entre magistrados e procuradores para qualquer fim. Porque ainda existem juizes que não atendem advogados? Porque alguns juizes prejulgam a causa antes mesmo de julgar?

Porque muitos advogados em relação a justiça estão silentes. Quando isso tudo passou a ser normal.

E reflito sobre até onde estou conseguindo ir com o meu trabalho e quais fronteiras estou realmente vencendo.

Nespresso Vertuo nunca mais!

Sou mais um daqueles brasileiros que caíram no conto da Nespresso.

Essa empresa entrou aqui em casa pela porta da frente quando ha cerca de 10 anos ganhamos uma de suas máquinas de café expresso.

Até então tinha o hábito de comprar café moído no Armazém do Café ☕️ para uma cafeteira Francis Francis que tinha o sistema illy. Excepcional, ainda esquentava leite no vapor.

Porém, a cápsula e o aroma do café me pegou. Essa empresa fez com o café algo similar a HP com as impressoras a jato de tinta. Vamos criar uma tecnologia, tornar o produto acessível, vender a maquina para depois aumentar o preço do refil.

E assim fizeram, quando vi usava 2-3 capsulas de maior intensidade para fazer uma simples caneca de café. Ainda que algumas maquinas prolongassem a saida de água, não gostava do café fraco e o modelo americano que adicionava agua quente também não deu certo.

Então quando surgiu o sistema Vertuo adorei. Afinal de contas poderia fazer uma caneca sem trocar a capsula e o café era cremoso.

Bem cremoso, o amor pela máquina começou a passar quando a primeira quebrou com aproximadamente 5-6 meses de compra.

A essa altura nada acontecia com ela senão jogar água quente fora ate esquentar ao ponto de parar para resfriamento da cabeça que tocava fogo. Para ironia do destino a máquina é igualmente vermelha como fogo.

Supreso, pois não imaginei que duraria tão pouco, perdi uma hora no chat e mandei para o conserto.

E agora?

Melhor comprar outra afinal de contas quando a primeira voltar posso dar aos meus pais de presente, e continuar a saborear o café em questão.

Ledo engano.

A primeira maquina retornou numa caixa, o que muito impressionou. Abri e de cara veio uma caixa com capsula, nossa que amor! A felicidade parou por ai, ao retirar da caixa notei que veio arranhada, então não poderia dar de presente. Pior ainda quando liguei, ela parou de girar a capsula antes de sair o café , ja sai pingando mesmo.

Melhor deixar de lado, dar um tempo, respirar fundo e esperar. Só não pude esperar muito porque um mes depois a segunda maquina quebrou.

Depois de 1 hora em um atendimento via WhatsApp, o que não é crível de se imaginar, afinal de contas se existe um atendimento tipo chat por telefone, algo super pessoal, imagina-se que o atendente vai lhe atender com exclusividade da mesma forma que voce se dedica a ele.

Relatei o defeito de ambas, recebi uma nova etiqueta de transporte e me conformei que a primeira ia antes da segunda.

Ainda tive o cuidado de dizer “olha não vai arranhar minha máquina novinha como fizeram na primeira” afinal de contas essa poderia ser um presente para o meu pai.

Sera?

Não foi. A segunda voltou mais arranhada ainda do que a primeira, e o que é pior, derrama café antes de rodar, café velho.

Resumo da opera: a primeira maquina que ja quebrou foi prometida a entrega de uma nova, não aconteceu. A segunda máquina que igualmente vaza café e não para na medida da capsula, e também veio arranhada aí esta.

Esse desastre foi relatado ao e-mail da assistência técnica da Nespresso que não responde. Surreal uma empresa que se apresenta ao mundo como de propriedade da Nestle não responder sucessivos e-mails.

E ainda indagar se consigo descrever o arranhão de uma maquina nova quando uma foto, suponho, ja mostra com clareza a questão.

Consciente que usar essa máquina no dia dia é um luxo, que são realmente poucos aqueles que podem se dar a cada momento um café como esse é que alerto para a extrema falta de respeito e atenção da marca ao consumidor no Rio.

Nesse estado a assistência técnica não existe, aliás como no Brasil. A gente faz de conta que alguém vai resolver, que seja trocando alguma peça e o produto nos é devolvido em pior estado do que veio.

Quem mandou enviar ao conserto?

A empresa atende mal, é lenta no atendimento, depende de terceiros para fazer algo simples que é coletar o equipamento e desconfia de quem reclama.

Isso resume a Nespresso Vertuo daqui de casa que estou a utilizar manualmente até quebrar. Vai que esse seja o padrão de serviço e produto e estou equivocado por esperar mais deles.

E quanto isso… seguimos.

Alguns dos e-mails enviados, como para Nespresso o cliente não tem razão e a DHL que faz a coleta não foi séria pois também não respondeu o e-mail. Bom ficar atento e evitar ambas as empresas….

Video esta ON

Então depois de algum tempo consegui criar coragem e retomar os vídeos. Afinal de contas havia tanto tempo que não fazia que ate mesmo não sabia o que iria ser feito.

Fato: não gosto de edição em vídeo, tira a espontaneidade de quem fala, e torna tudo o que esta a volta artificial.

Entendo que a sociedade evoluiu para a intolerância do audio, haja vista o WhatsApp em 2x.

E como falar em 2-3 minutos tudo aquilo que vivi, escrevi ou deixei de escrever. Difícil né?

Nada melhor do que tentar, fazer sem medo de errar, passar para frente o que se aprendeu.

Quem viver verá

Enquanto isso, assista

Padaria Social & Amparo = ato de amor

Não raro escuto de pessoas que tem dificuldade para falar de si. Comigo não foi diferente. A dinâmica da realidade carioca pode – e leva – qualquer um ao desespero.

Afinal o Estado do Rio sofre o efeito da política social democrata empregada por anos na esfera municipal e que também refletiu no Estado.

O resultado disso foi catastrófico, o estado quebrou algumas vezes, a prefeitura funcionando na base do pão e circo. A criminalidade então nem se fala. Ser carioca é sobretudo acreditar que Deus existe e votar em quem pode – e quer – melhorar.

Papo político a parte o Carlos e todos os colaboradores da Amparo que ha anos trabalham de forma gratuita merecem e tem todo o meu respeito.

Me ensinaram que gestão honesta e profissional é possível. Também mostraram que ajudar o próximo não é tão complicado como se imagina, e o reflexo disso é logo sentido.

Sou feliz quando consigo conciliar o meu momento pessoal, profissional com a agenda deles, independente do que precisam de recurso, ali toda ajuda é bem vinda.

E o resultado disso é rapidamente sentido.

No fim do dia quero fazer mais, quero avançar, quero mostrar que a voz do bem intencionado e a união destes nos leva onde jamais conseguiria chegar.

Sim, Deus me tocou nesse assunto, fui capacitado perdi o medo e chegamos hoje com mais uma turma de formados.

Convido a conhecer a Amparo, seus representantes e voluntários. Tem um momento que tudo está tão obscuro que felizmente tem alguém para tirar a fome de quem precisa e gerar emprego na comunidade.

Quem sabe a comercialização do curso on-line com preço popular?

Meus olhos estão voltados para a Doceria Social ainda não saiu do papel, sabe porque?

Tudo ao tempo de Deus

AUDI – Quando a marca estraga o produto.

Muitos são os apelos para quem pretende comprar e manter um carro importado usado. Imagine só poder adquirir por uma fração do preço de venda um carro que foi projetado, vendido e anunciado como tecnologia de ponta.

Em tempo de carro chinês que não é barato, representam hoje em termos de marketing – e possivelmente vendas – o que os coreanos fizeram 10 anos atrás quando passaram os japoneses, e com a evolução da legislação, não se discute a presença ou não de tecnologia.

Revistas especializadas deixaram de avaliar a qualidade do interior na construção do veículo em detrimento da proliferação de telas sensíveis a toque e discorrem sobre tamanho, funcionalidade e facilidade de uso.

Trinta anos atrás esse mundo não existia, e os carros nacionais eram muito ruins. Itens como vidros e trava elétrica eram considerados opcionais. ABS e Air Bag só mesmo para os mais caros. Cambio automático então nem se fala.

Rumo a eletrificação isso tudo é normal. Carros inseguros deixaram de ser fabricados ou foram equipados todos com encostos de cabeça, freios ABS e Air Bag.

A notícia boa para por aí. Os carros atuais são mais barulhentos, menos isolados, os plásticos duros estão em toda a parte e chegam aos 10 anos de uso mal acabados.

O sonho do importado usado na década de dois mil era poder ter um carro com todos os equipamentos hoje obrigatórios e que naquela época eram acessórios muito caros nos carros nacionais que não eram muito bons, simples assim.

Foi nesse espirito que comprei, usei e mantenho um Audi 2006. Extremamente confortável, tecnológico sem dever nada para muitos atuais, e consumindo cerca de 10 km/l não deve nada a muito carro novo, pela ótima construção mecânica, bastante tecnologia e um nível de conforto e sofisticação que os diferenciavam quando novos.

O bicho pega quando voce precisa consertar e procura o concessionário. Todas as qualidades são jogadas fora. É nesse momento que voce entende que os veículos premium no Brasil não passam de campanha de marketing e sofrem de um mal inimaginável para quem outrora se seduziu pela propaganda e pelas avaliações anteriores, o desprezo, abandono e falta de peça.

A dica para quem quer um Audi com mais de 10 anos é não ter. Se tiver algum a venda, adquira por nada. Não de valor a quem vende, ainda que seja amigo ou pessoa de confiança. Com todo o respeito aos lojistas que tem o papel fundamental no gira da economia através da comercialização de carros, inclusive os da marca Audi, não comprem, e se comprar, não o faça por valor relevante.

Assim é que descobri o quanto fui ludibriado por eles. Certo dia virei a chave e veio a informação que a tampa da mala estaria aberta, só que não estava. Abri e fechei a tampa algumas vezes e a mensagem não saia do painel. Embora não seja essa circunstância grave a ponto de impedir o uso do carro, atrapalha. Quando fechado, se o sensor avisar que a mala esta aberta o alarme dispara, um grande inconveniente que impede trancar o carro ou habituar-se com o alarme disparando.

Resolvi então que o melhor seria levar no concessionário, afinal questões elétricas que implicam desmontar tomam tempo, já não tenho essa disposição e frequentemente após esses reparos sinto dores no corpo. Chegando lá conversei com o técnico, perguntei se ele poderia receber o meu carro para diagnosticar ou trocar a fechadura da mala.

É claro respondeu ele. Em seguida perguntou qual seria o modelo, respondi A4. Por fim perguntou o ano, respondi 2006 quando então ele disse que não poderia receber, o carro, não tinha autorização para tal, sequer responsabilidade legal para conserta-lo visto que ja havia passado mais de 10 anos do prazo que a marca considera de duração para manter as peças.

Como assim? então todas essas campanhas, todos os livros, todo o patrocínio que a Audi faz em torno de sua marca é mentiroso perguntei. Ele respondeu que o carro é tão velho que sequer tem ferramenta ou funcionário com capacidade técnica para conserta-lo.

Sentença de morte para um carro que rodou 78 mil kms em 16 anos. Isso é o que representa a Audi no Brasil, então da próxima vez que alguém tentar vender um para voce, lembre-se disso. Essa marca no Brasil traiu toda a história que lhe trouxe aqui quando Ayrton Senna foi o garoto propaganda. Nada mais é competitivo, e ainda ouví que veículos com 5 anos ja estão com dificuldade de encontrar peças.

Um Audi novo é tão bom (ou pior) que qualquer chinês. Fato. Agora entendo porque na propaganda do chines vejo comparação com Audi e Mercedes. Ainda que não tenho ouvido história que Mercedes velho sofra com falta peças, e a realidade mostra que existem milhares destes rodando pela cidade, não vejo para a marca que tenho carros com a idade do meu rodando.

São tantas as desvantagens de ter um Audi velho no Brasil que não entendo como vendem, como tem gente que investe ainda em ter concessionário com essa marca, e olhando para os concessionários quase sempre com construção suntuosa e impactante, como conseguem ter retorno desse investimento??

Será que a venda de novos compensa isso? e se os proprietários dos veículos novos não se desfizerem de seus carros, passado 5-10 anos ja com dificuldade de peça receber um até logo como eu recebi porque não existe obrigação nem responsabilidade de conserto pela marca.

Tudo um contra-senso, afinal já gastamos recursos do planeta para fabrica-los, e com mão de obra técnica e capacitada não só mantemos eles nas ruas como também através disso reafirmamos o que nos foi passado anos atrás acerca das características técnicas e confiabilidade na marca.

Em resumo, não confio na marca, daqui para frente, quanto menos usar melhor, Não vou vender porque o conservei por todos esses anos, ainda que caro para manter, esse custo é mais barato do que a compra de qualquer carro novo. Isso não é bom nem é uma qualidade, e sim um onus dado o fato que a única certeza que tenho é de não ter qualquer apoio da marca, para todo Audi velho é voce e o carro, nada mais.

Ja entendeu porque não existe clube de Audi antigo patrocinado pela marca?