Streets of Philadelphia

I was bruised and battered, I couldn’t tell what I feltI was unrecognizable to myself

I saw my reflection in a window, I didn’t know my own face

Oh brother are you gonna leave me wastin’ away

On the Streets of Philadelphia
I walked the avenue, ‘til my legs felt like stone

I heard the voices of friends vanished and gone

At night I could hear the blood in my veins

Just as black and whispering as the rain

On the Streets of Philadelphia
Ain’t no angel gonna greet me

It’s just you and I my friend

And my clothes don’t fit me no more

I walked a thousand miles

Just to slip this skin
The night has fallen, I’m lyin’ awake

I can feel myself fading away

So receive me brother with your faithless kiss

Or will we leave each other alone like this

On the Streets of Philadelphia

Carlos Drummond de Andrade

Para sempre 

Por que Deus permite 

que as mães vão-se embora? 

Mãe não tem limite, 

é tempo sem hora, 

luz que não apaga 

quando sopra o vento 

e chuva desaba, 

veludo escondido 

na pele enrugada, 

água pura, ar puro, 

puro pensamento. 

Morrer acontece 

com o que é breve e passa 

sem deixar vestígio. 

Mãe, na sua graça, 

é eternidade. 

Por que Deus se lembra 

— mistério profundo — 

de tirá-la um dia? 

Fosse eu Rei do Mundo, 

baixava uma lei: 

Mãe não morre nunca, 

mãe ficará sempre 

junto de seu filho 

e ele, velho embora, 

será pequenino 

feito grão de milho.