Pizzolante… ontem, hoje e sempre.

Hoje de madrugada recebi a notícia que o Kiko havia falecido de um AVC.

Era duas horas da manha quando perdi o sono após ler o comunicado nas redes sociais.

Como assim? tāo rápido? tinha poucos anos a mais do que eu, condição apta a lhe tornar imortal, afinal, eu não me trato e acho vou viver bem mais que ele.

No fundo, o que impressiona é que em um determinado momento de nossas vidas, a gente se da conta que vai perdendo as pessoas de nossa geração que outrora foram de vital importancia, como um ponto de referência. E vai vivendo e trabalhando sem novas referências, só com o que aprendemos na universidade

Por essa, dentre outras razões, hoje fui me despedir dele pessoalmente.

A partir do momento em que voce reconhece a ajuda e contribuição de outra pessoa em sua vida, não se esqueça de, no fechar da cortina, agradecer, prestar solidariedade e refletir, sobre as lições adquiridas e o que esse tempo significou para ambos. 

Isto porque sei que, na pratica, tais relações são um presente de deus, não é a regra, e sim uma exceção.

Parece ontem que recebi a Be no Zveiter, como minha estagiaria, alguns meses antes de me formar.

Pouco tempo depois, entre as minhas idas e vindas do escritorio Zveiter (sem correlação com o titanic, porque eu mesmo cansava e pedia demissão) conheci o Kiko, calmo, discreto, sabio e timha um absurdo poder de sintese e explicação de forma que qualquer um poderia entender com relativa facilidade o que ele estava querendo descrever.
Em seguida o Kiko me levou ao TED para fazer voto e defender a etica de nossos profissionais, o que fiz ao longo de 8 anos precisamente, ora como defensor, ora como instrutor.

Além disso, Kiko me ensinou a estudar, ler desde os anteprojetos de codigo civil (clovis bevilacqua, tomas coelho) ate o entendimento dos tribunais superiores. Ele era capaz de traduzir o raciocinio baseado na ansiedade pela logica de acordo com a Lei aplicável.

E fazia isso rapido, com bom gosto, sem reclamar, e de vez em quando, em meio a troca de ideiais criavamos figuras e atribuiamos a elas o que realmente gostariamos que alguem tivesse dito, mais nāo fez… daí surgiu Polaco, esteve presente por algum tempo falando sobre os poderes da Personalidade em ações do Juizado Especial Cível.

Kiko foi um otimo filho, bom marido e bom homem. O tipo de pessoa decente, que falta no mundo.

Deixou a Be que tem uma familia igualmente feliz e estruturada.

Infelizmente não o via desde minha separação… demorei um tempo para me acomodar e  dizer a ele que era gay, que estava vivendo com um novo – e jovem – homem, foi quando me dei conta que a demora era injustificada ja que ele anos antes ja tinha publicado livro falando sobre as relações homoafetivas.

Ainda assim, por um tempo, entrei na toca e demorei para falar com ele. Passado esse fato ficamos por horas botando o papo, a lei, doutrina e jurisprudencia em dia e fiquei de fazer uma visita que chegou tarde demais, para ser ao vivo e a cores, mais cedo o suficiente para reencontrar a esposa, a sogra, a colega de trabalho ana sarah, e a eternidade porque minha fé diz que ele subiu ao ceu para ficar perto de deus pai e olhar por nós.

tenha  uma boa semana

p

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