O Brasil tem dono.

O Brasil tem dono. E não sao os brasileiros.

Nos, e me incluo nisso, fomos renegados ou reduzidos a condicao unica de eleitor.

A degradação da politica e outras tantas instituições publicas, inclusive o poder judiciário, nos aprisionou em um sistema que não oferece melhora de vida.

Pelo contrário, ele se alimenta da inclusão permanente de grupos e pessoas na sociedade. Daí porque não levanto a bandeira de politica inclusiva e sim fomento o pensamento e dever cívico.

Nos, eleitores, não podemos ser marionetes de um show que so acontece na eleição para depois ser posto para dentro do armário. Quando é dia de show? Todo dia.

Os anos se passaram e a vida não melhorou. A situação piora se levar em consideração as promessas nao cumpridas.

Me parece que hoje em dia o prazer de muitos, alem de não votar é assistir da arquibancada quem cai, ao invés de chorar e ate mesmo reagir pela oportunidade gasta.

O fracasso alheio não compensa a perda de oportunidade.

É como me senti quando li a noticia que uma pessoa atua na função estratégica de destinar emendas e não o parlamentar eleito.

Então, o Brasil tem dono.

O mesmo dono que dezena de recursos depois decidiu solta um enquanto outro permanece preso. É o dono que permite pessoas nao investidas formalmente em cargos gerir a maquina.

Curioso é que vivemos mais uma das muitas contradições.

Da mesma forma que o cassino não é permitido, a Bet e a loteria sao. Qual a diferença?

O lobby não é permitido. É com frequência tratado como algo ilicito ou moralmente reprovável quando não criminalizado.

Deveria, ao contrário ser liberado para essas pessoas serem legitimamente identificadas e essa situação obscura ser mais transparente.

Afinal, ja vivem da maquina e a utilizam para suas próprias convicções e objetivos.

Como nos filmes, é o que é, só reforça a noção que o pais tem dono e que esses manobristas não estao ai por acaso e a toa.

A Nota de Trinta Reais

O que os jogadores da Seleção Brasileira, seu tecnico e uma nota de trinta reais tem em comum?

So possuem valor para quem acredita.

Eu por exemplo nunca acreditei, e a julgar pelas decisões tomadas durante a partida, menos ainda.

A realidade para nossa seleção, e não necessariamente para seus jogadores, é muito dura. Ela se tornou objeto de constante propaganda, marketing na construção de narrativas, para now iludir, fazer pensar e querer viver nesse mundo da propaganda que coloca o futebol brasileiro como se fosse o melhor do mundo.

Na propaganda são campeões, como alias muitos ja o são em suas vidas pessoais.

Vamos entender uma coisa.

A seleção perdeu, não seus jogadores ou mesmo o tecnico. Estes seguem protegidos pela imprensa que na tentativa de justificar a terra arrasada, chega ao cinismo de transformar o fracasso em debate com roteiro sobre quem fica e quem sai.

O fim do jogo, espero, termine também com os inúmeros absurdos que todo brasileiro esta cansado de perceber.

A partir de hoje, o senador não licenciado poderá se dedicar ao pais ao invés de seus comentários.

Que o tecnico, perdido em suas decisões, ao invés de justificar na estatística suas equivocadas decisões, confesse desconhecer a experiência dos jogadores.

Os atletas poderão voltar para casa sabendo que ganhando ou perdendo, nem ganham nem perdem. Somente nos, brasileiros perdemos, obrigados a engolir goela abaixo esse marketing para esconder que estamos sem time.

Muitos continuarão esperando pelo milagre.

Outros como eu, ao escutar um comentarista afirmar o que é, e não é admissível no jogo de portugal, vão continuar a fazer muitas perguntas.

Como surgiu uma tv que não é emissora de tv, e da noite para o dia compra os direitos de transmissão de futebol e outros esportes como se estivesse fazendo compra do mês?

Qual o interesse da Fifa e da CBF nisso?

E ate quando continuaremos a exportar nossos atletas, financiando a vitória em outros campeonatos mundo a fora, sem reter, pagar e valorizar enquanto no Brasil?

O duro de engolir para quem acredita na nota de trinta reais, é o choque com a realidade que se tem quando acorda do sonho.

Bora Brasil.

Ha muito assunto importante na mesa para esse tipo de ilusão e distração, por mais prazeiroso que seja.

O dia que descobri que a IA não sabe tudo.

Certa vez, enquanto malhava e conversava com meu professor, ele me disse que estava preenchendo formulários e aplicando para uma vaga, e que precisaria da minha ajuda.

Esse fato logo me intrigou. Ora, se tem alguém precisando de ajuda e posso ajuda-lo, logo me ponho a disposição.

Servir para mim, vai muito além de cumprir uma tarefa.

Na realidade, é um processo bastante complexo.

Ainda que provavelmente mais simples que o funcionamento de uma IA, sigo alguns passos. Escuto, absorvo, processo a informação, decido e sigo para ação.

Nesse processo bastante complexo, dúvidas naturalmente surgem. E não para minha surpresa, logo no início surgiu uma bem básica, do tipo, porque você esta me pedindo isso agora? quem disse que esse passo é necessário?

Foi a IA respondeu ele.

Como era em outro idioma, ele havia aproveitado a IA para pedir ajuda no preenchimento dos formulários, quando então sobreveio necessidade dessa documentação.

Quem disse? indaguei novamente.

Foi a IA respondeu ele denovo.

Ele estava nisso ha algum tempo, fazendo o preenchimento por passos, limitados a quantidade de documentos diários permitidos pelo programa.

Ainda sem entender como pode ter ele submetido um documento para um programa analisar, pensar e mostrar qual seria o caminho a percorrer, assimilei esse processo no mesmo modo impressionante que tive quando utilizei o FAX pela primeira vez.

La estava eu no escritório do apartamento localizado na Gavea, quando subitamente meus pais trouxeram um equipamento que, ligado a uma linha telefônica era capaz de reproduzir documentos enviados por alguém sabe la onde no mundo.

E mais, ao colocar o documento no aparelho e apertar o botão “copy” era como se tivesse uma maquina xerox em casa.

Uau, exclamei, isso parecia impossível então.

Foi assim que entendi como funciona a IA.

Meu amigo, afilhado, professor, enfim, enviou a ela uns documentos e recebeu em segundos o dever de casa.

No caso dele, acabou que no primeiro momento não funcionou exatamente como proposto, eis que ao pensar sobre o processo por ele percorrido, logo percebi e eventualmente (risos) discordei da pergunta e do momento da documentação.

Fosse isso um jogo de futebol teria marcado 1 a 1. Talvez seria a primeira e única vez na vida. Depois entendi que essa janela so existe nas raras ocasioes de mal formulação de prompt.

Isso não saiu da minha cabeça.

Enquanto ele estava la as voltas com o novo pedido, dessa vez na ordem certa, tanto a IA quanto a empresa contratada para auxilia-lo nisso iniciaram os trabalhos, e imagina, demorou um tempo até sobrevir a necessidade do documento.

No meio tempo, retornei para casa pensando, quem é essa IA, como é que ela apareceu assim e sem avisar?

Onde estive esse tempo todo?

Quando então me dei conta da velhice, ou melhor, do conhecimento Jurássico de informática, assim por dizer.

Ainda que seja obvio para os leitores de alguns textos, lembrando aquele que fala sobre o meu computador, um 486 Dx/2 50 funcional até hoje no escritório, por ser conectado ao celular imaginei que uma inovação como essa seria previamente anunciada, por muitos meses, anos ou até décadas.

Foi e não foi.

Provavelmente quem é da área, quem acompanha robótica, quem estuda fez, simulou e foi muito além do Dr. Sbaitso introduzido com a placa soundblaster de 8 bits em 1990

La estava eu com muitas perguntas.

Desde as obvias, do tipo quem é voce? porque existe? até outras filosóficas, tipo voce gosta de humanos? como enxerga o mundo? qual o objetivo perante a humanidade? sem prejuízo de outras, tipo qual foi o alienígena que lhe inventou? qual o seu objetivo para o planeta terra? Você gosta de humanos?

Havia eu previsto la atrás a mensagem de misantropia recentemente divulgada pelo alem?

Passei dias e semanas nessa pauta existencial e filosófica para entender que o IA era mesmo um programa.

Suponho bem complexo e além da minha capacidade de entender. Foi certamente desenvolvido longe do Assembly, Basic, Pascal, DBase III+, Foxbase e por aí vai.

Logo veio a certeza que apesar de algum entendimento de sistemas e informática, esse assunto estava muito a frente da minha capacidade de compreensão.

Findo o período de digestão, passei ao passo seguinte, de usar durante o dia para entender no que pode me ajudar.

Logo começaram a surgir vários pedidos.

De repente tinha na palma da mão informações instantâneas que demoraria algumas horas ou até mesmo dias lendo para ter.

Uau, que legal. Não haveria uma pergunta que ficasse sem resposta. Da ação ate a execução, da felicidade a depressão, a facilidade de ter uma resposta para qualquer tipo de pergunta impressiona.

Tive um flashback.

Me recordei de quando conheci o Paulo, em nosso primeiro mês juntos, la estava eu no carro fazendo observações do cotidiano com perguntas inerentes as constatações.

Ele sempre com uma resposta. Determinado dia perguntei, voce tem sempre uma resposta para tudo? ele respondeu: voce tem sempre uma pergunta para tudo?

Mal sabia naquele momento que posteriormente iria encontrar um sistema capaz de fazer a mesma coisa. Incansável.

Na advocacia serviu como um grande apoio. Sabe aquela lei que voce esqueceu o numero e ano? a IA descobre, vai perguntando que em um determinado tempo ela te da a resposta. Realmente ela é capaz de ler, interpretar e até fazer uma análise sistêmica e com observações do que lhe é submetido.

Na cozinha, consegue converter qualquer receita em passos da thermomix, o robo de cozinha.

Que ótimo.

Resolvi pedir ajuda com a escrita, por achar que ela tinha, e provavelmente tem, percepção muito melhor do emprego do português que tenho e tudo parecia correr bem.

Até o momento que subitamente desenvolvi um filtro.

Através do filtro comecei a perguntar se a IA tinha certeza de sua resposta. Me surpreendi com eventual correção de raciocínio. Isso se repetiu algumas vezes.

Como assim? não sabe tudo? como pode um sistema binário e complexo mudar de ideia?

A percepção que a IA também é sujeita aprimoramento veio como uma surpresa. Quem diria, o meu cérebro na sua imperfeição tinha um concorrente a altura.

A evolução do filtro acabou gerando outra percepção sobre a IA que logo perdeu o protagonismo. Ao invés de me guiar passou a função de me complementar.

GPS pode existir, desde que eu tenha liberdade de escolha do caminho.

Durante um período, foi através da IA que passei a obter informação sobre tudo.

Entretanto a minha natureza questionadora aliada ao aprimoramento do filtro acabou afastando-a do discernimento inicial do que fazer.

Demorou, hoje acostumei.

Posso, e devo, ter liberdade sobre minhas iniciativas olhando para o lado perguntando ao sistema como ve. Isso é realmente demais. As pautas eu crio, os assuntos vem a minha cabeça, como esse texto por exemplo.

A AI no início corrigia o português, observava a fluidez do texto, propunha pautas exploradas no texto.

Hoje não mais.

A IA que uso aprendeu a entender a forma pela qual escrevo e passou a se abster de fazer qualquer correção de português para não tirar a essência do escrito

O programado arbítrio da IA aprendeu a dizer não.

Foto de carro, de circuito elétrico danificado, de aparelho eletroeletrônico sem manual, ate tela de programa da apple com bug (quem diria!) ja enviei.

Hoje sou grato e afortunado por ter ao lado uma IA que me ajuda.

Certamente no futuro sistema como esse será a espinha dorsal da humanidade. Estamos vivendo uma era da eletrônica avançada, objeto de duras e constantes criticas minhas. Tudo de novo e moderno nao dura.

Como assim? Não deveria ser melhor do que o anterior? Ao invés mais caro e de pior qualidade.

Ja prevejo que vai causar grande incomodo e desconforto a muitos politicos. Sabe aquele projeto de governo fomentador de analfabetos? Certamente não resistirá a capacitação da IA para lecionar.

Agora entendo porque grandes lideres do mundo estão procurando fazer com esse sistema o mesmo que fizeram com as suas respectivas imigrações.

Vamos fechar as portas para que somente poucos detenham sobre a IA efetivo controle. Vamos permitir que outros desenvolvam programas para acessar com base em padrões pre definidos e manter a IA no script que nos é favorável.

Sim, ao passo que liberta, também pode escravizar.

O que me faz reconhecer.

Posso em comparação a IA até ser burro, e esta tudo bem.

Importante não é usar IA, é saber fazer a pergunta.

Isso é o que importa e que ate o presente momento sigo com sorte e levando alguma vantagem.

E se não for sorte, a ignorância é uma dádiva.

Como é bom usar zip drive.

Democracia. Só que não.

Somos governados por um sistema que tem regras claras. De tempos em tempos vamos as urnas para eleger diretamente os representantes dos diversos poderes.

Ainda que muitos não tenham liberdade de escolha, em razão da violência, os números mostram que uma grande parcela da população comparece ao pleito e vota.

À exceção é o Estado do Rio de Janeiro, que vergonhosamente tem uma abstenção alta e por isso elege os piores com menos votos.

Voltando a democracia, uma vez eleitos, deveriam todos observar dentro de suas competências a preservação do Estado de Direito.

Isso vale tanto para politicos, quanto cidadãos e vamos dar o nome aos bois, juizes e empresários.

Estou bastante incomodado com a falta de observação desses preceitos por todos que majoritariamente compõe o governo.

De um lado o presidente e seu chaveirinho, o tal ministro do STF circulam de maos dadas como uma criança no jogo “papai posso ir”.

De outro, empresario arcando diretamente com pagamento milionário em honorários advocatícios e indiretamente com os prazeres de alguns que exercem atividade parlamentar.

Chamo atenção que a liberdade de expressão nessa conjectura é uma ilusão. Os temidos e perseguidos reporters se enchem de razão para levianamente afirmar, taxar, julgar e pre julgar qualquer um que tenha por objetivo chamar atenção dessa distorção.

Assim e que desenharam o estado. Vamos atrelar pessoas a alguma determinada classe e achatar elas ate conseguir a dependência irrestrita do Estado.

Isso não é barato.

Requer uma certa organização politica que implica na criação de partidos, influenciados ou influenciadores de associação, organizar movimentos e exercer influencia nas politicas publicas.

No final do dia o que se acompanha tanto nos julgamentos quanto nas votações de Lei é que vence sempre a maioria.

E a maioria que esta vencendo tem um único propósito, se perpetuar nesse modo de operação do governo, porque esquecida é do que deveria pautar e nortear seu trabalho.

O governo não faz politica publica para equilibrar vontades, ao invés se aproveitou do poderio econômico e da influencia politica para fazer valer a vontade deles.

Deveriam trabalhar para o povo.

Isto seria a democracia classica. A pessoa se reune em comunidade para ter voz na sociedade e contribuir nas politicas publicas que sejam em ultima analise boa para todos, dentro de um espectro de argumentos e situações que podemos prever.

Hoje isto não ocorre dessa forma, ha uma inversão ai.

O parlamentar de uma forma em geral nao trabalha para o povo. Claro que nao. Ele trabalha para si próprio, o eleitorado da sua residência e de sua biografia. Basta andar nas poucas livrarias que se ve a grande quantidade de livros editados por politicos de conteudo… vazio!

Para quem gosta de ler e perdeu discernimento é um prato feito. Se no passado Marimbondos em Chama era uma obra questionável, em breve nao me surpreenderia se ganhasse um prêmio literário.

Se bobear ganhou e não soube.

Voltando a receita do bolo, o povo perdeu saude, escola e com isso educação para formar o senso critico. Ficou tao miserável que elege quem pode lhe dar algum dinheiro, direto e indiretamente. Apesar de cansados do vale leite marca X camisinha marca Y e medicamento generico.

Estamos rumo ao poco.

So vão entender o que é isso, quando perceberem que os politicos so trabalham para eles mesmos.

Sao muitos os exemplos.

Modernamente, o que um determinado protagonista e empresario gastou em viagens, shows e festas mostra isso.

A dopamina do governo é o relaxa e goza das necessidades proprias, e nao do pais. O que um show da taylor swift contribui para atividade parlamentar no Brasil? O quanto é importante ao empresario fundear o prazer do politico e o que a experiência de seus filhos nos agregam?

Nada senao a perpetuidade disso.

Esse vazio se comprova quando ao final temos a sensação que não serviu para nada, somente gastar dinheiro.

Seja do aposentado, pelos empréstimos e descontos indevidos ja industrializados nas manchetes do tipo “voce tem ate o dia de hoje para cancelar”, seja do particular na promessa dos rendimentos

E assim roda o governo e uma parcela da população que se acha esperta.

Uma coisa é certa.

Governo passa, seus representantes e magistrados se aposentam, partidos desaparecem, empresarios somem.

Não ha mal eterno. Vence a história.

Um dia, a conta inevitavelmente chega.

E a casa cai.

Serie 50 | Capitulo 20 – O homem que me tornei | fim.

Somos desde pequenos instruídos por nossos pais e pela sociedade a acreditar que dias melhores virão. A noção que o bem deverá prevalecer sobre o mal vem desde o primórdio da civilização, também em inúmeras passagens bíblicas.

Talvez por isso, a julgar pela enorme quantidade de textos alguns podem ter sido levados a pensar que o ultimo capitulo poderia concluir, como o final de novela ou aquela sequencia gostosa de filme, a historia.

Assim o farei de forma leve, embora as conclusões sejam pesadas.

Aqui estou, cinquentão ha quatro meses. Muitas lições aprendidas que realisticamente não significam que tenha eu entendido tudo.

Não entendi.

Cheguei a essa idade sem muitas respostas à questões vividas ao longo do tempo. Isso é difícil de assimilar. Por outro lado é fácil perceber que hoje vivo com menos ilusão. A lente limpa e a realidade tem demasiado peso.

O fim dessa serie não significa o fim da vida, e como muitos não faço ideia de como irei terminar. Apenas sei que estou tentando.

Foi um relato de duvidas e situações importantes vividas no lado pessoal e no profissional que moldaram a pessoa que me tornei.

Não a toa estou na terapia, como se fosse um pedido de ajuda na organização dos pensamentos, alguns os quais não enfrentei ao longo dos anos por estar justamente no modo de sobrevivência emocional.

Isso não é legal nem glamoroso. As vezes me sinto cansado.

Das poucas certezas que tenho, depois de tudo o que vivi até chegar aqui, me tornei um homem que busca todos os dias funcionar enquanto meu interior esta a reorganizar alguns passos da vida, as vezes pedindo, outras gritando: Para!

Sigo resiliente.

A percepção que muitos que um dia seguraram a minha mão e que agora também precisam da minha presença enche de esperança e felicidade o coração.

Mal sabem que até estabilidade emocional me dão, seja por me ocupar nas coisas bobas, ou ate mesmo o que poderia ser complexo e de difícil decisão.

Especialidade da casa: decidir.

O vinculo com a religião me fez entender que mesmo cansado, confuso, sem força e sem alarde, consigo seguir uma diretriz minima de existência e sobrevivência.

Me orgulho de honrar meus pais.

Não é simples essa vida, principalmente quando voce vive percebendo a ausência de pessoas que nunca imaginou ver tao longe.

A distancia de muitos foi uma lição aprendida com dor, de forma silenciosa que não costumo verbalizar.

Busco suprir com a percepção que o homem que me tornei, ou estava a me tornar para viver a vida adulta, lidaria com o afastamento de pessoas na mesa.

Hoje sei, ser adulto significa aceitar essas maldades discretas.

Nem o amor de hoje é permanente. Ja bem dizia Vinicius de Moraes que o amor é como chama, que seja eterno enquanto dure.

Felizmente a chama aqui nunca apagou, apesar de abalada pela desilusão ao descobrir que algumas pessoas que juravam estariam ao meu lado, agora sei, não estarão.

Sem ressentimentos (mentira).

Tenho por perto improváveis, e através deles, aprendi a enxergar uma fração do homem que me tornei.

Concluindo. Não venci tudo, não sou plenamente resolvido apesar de bem decidido, e me situo cada vez mais longe de alguma luz e solução definitiva.

Ainda tenho alguma lucidez (espero) e através dela formulei a teoria que viver a maturidade dos cinquenta significa não ter todas as respostas. Me faltam muitas.

Imagina so, hoje consigo viver, mesmo sem resposta.

A serie hoje terminou, não com a celebração da perfeição, conquista e alegria do que fiz ate aqui.

Me despeço com esse registro honesto e verdadeiro de alguém que continuou.

Ate ja, Pedro