A Nota de Trinta Reais

O que os jogadores da Seleção Brasileira, seu tecnico e uma nota de trinta reais tem em comum?

So possuem valor para quem acredita.

Eu por exemplo nunca acreditei, e a julgar pelas decisões tomadas durante a partida, menos ainda.

A realidade para nossa seleção, e não necessariamente para seus jogadores, é muito dura. Ela se tornou objeto de constante propaganda, marketing na construção de narrativas, para now iludir, fazer pensar e querer viver nesse mundo da propaganda que coloca o futebol brasileiro como se fosse o melhor do mundo.

Na propaganda são campeões, como alias muitos ja o são em suas vidas pessoais.

Vamos entender uma coisa.

A seleção perdeu, não seus jogadores ou mesmo o tecnico. Estes seguem protegidos pela imprensa que na tentativa de justificar a terra arrasada, chega ao cinismo de transformar o fracasso em debate com roteiro sobre quem fica e quem sai.

O fim do jogo, espero, termine também com os inúmeros absurdos que todo brasileiro esta cansado de perceber.

A partir de hoje, o senador não licenciado poderá se dedicar ao pais ao invés de seus comentários.

Que o tecnico, perdido em suas decisões, ao invés de justificar na estatística suas equivocadas decisões, confesse desconhecer a experiência dos jogadores.

Os atletas poderão voltar para casa sabendo que ganhando ou perdendo, nem ganham nem perdem. Somente nos, brasileiros perdemos, obrigados a engolir goela abaixo esse marketing para esconder que estamos sem time.

Muitos continuarão esperando pelo milagre.

Outros como eu, ao escutar um comentarista afirmar o que é, e não é admissível no jogo de portugal, vão continuar a fazer muitas perguntas.

Como surgiu uma tv que não é emissora de tv, e da noite para o dia compra os direitos de transmissão de futebol e outros esportes como se estivesse fazendo compra do mês?

Qual o interesse da Fifa e da CBF nisso?

E ate quando continuaremos a exportar nossos atletas, financiando a vitória em outros campeonatos mundo a fora, sem reter, pagar e valorizar enquanto no Brasil?

O duro de engolir para quem acredita na nota de trinta reais, é o choque com a realidade que se tem quando acorda do sonho.

Bora Brasil.

Ha muito assunto importante na mesa para esse tipo de ilusão e distração, por mais prazeiroso que seja.

Reclame Aqui e a Medalha do Nada

Não é de hoje que somos movidos pelo poder da persuasão.

Quando se compreendem os mecanismos de gatilho, cria-se um sistema onde pessoas e instituições lucram ao nos oferecer a sensação de recompensa, e não a recompensa em si.

É mais ou menos assim que vivemos no Brasil:

Na Black Friday, anunciam um “desconto” maior do que o preço normal do mês anterior — e ainda fazemos festa achando que estamos levando vantagem.

Já aconteceu com você? Provavelmente, sim.

Isso não é novidade.

Da mesma forma que o escoteiro trabalha de graça esperando uma gratificação;

que aquele que bate à sua porta “em nome de Deus” oferece paz, benção e oração, para depois sugerir uma contribuição “compatível com a sua condição”;

ou mesmo o hippie da rosa — você recebe a rosa, e de repente se sente moralmente obrigado a pagar.

A psicologia da reciprocidade é antiga.

É simples. Funciona. E hoje é explorada à exaustão.

É justamente isso que está acontecendo no Prêmio Reclame Aqui. Já ouviu falar?

O prêmio se apresenta como reconhecimento de excelência.

Mas, na prática, é gamificação de engajamento:

Vote em dezenas de categorias — mesmo que você não conheça as empresas, mesmo que em algumas só exista um único candidato — e no final você ganha… uma medalha virtual.

Recompensando o vazio pelo nada.

Ou seja:

“Escolha o vencedor, não precisa saber quem é, clique, sinta-se eleitor… e ao final te dou uma medalha para você achar que participou de algo importante.”

Isso não é prêmio.

Não é reconhecimento.

Não é reputação.

Isto é uma vergonha.

E, num olhar mais atento, é difícil não perceber a engenharia por trás:

Empresas supostamente combinadas, categorias inventadas, subcategorias criadas para que todos possam concorrer — ou ao menos parecer que concorrem — e vencer alguma coisa.

É o famoso:

“Vamos participar da premiação do nada? Juntamos umas desconhecidas com outras, e deixamos o público decidir pelo cansaço. Quem sobreviver ao clica-clica leva.”

Nada é impossível.

Nesse país, até a bala mágica teria saído do JFK e desembarcado num acordo anticorrupção.

Segue o baile.