Amigos para sempre!

Qual qualidade você mais valoriza em um amigo?

Primeiro de tudo, nada como ter amigos! Criar e cultivar amigos é como viver um milagre. Acontece com todo mundo, no entanto nem todos estão preparados para ter ou acreditam.

Amigos são a primeira forma de relacionamento que criamos na vida, daí porque são importantes. Os poucos que conseguem ultrapassar a barreira das questões mundanas acabam sempre iluminando nossa vida, chego a usar uma expressão nem sempre compreendida, que fazem parte do meu acervo afetivo.

Portanto aquele seu amigo do peito é um tesouro. Raríssimo de achar.

Talvez o maior ponto de reflexão para essa pergunta não é sobre qualidade, ja que de uma forma geral, acredito que uma pessoa para se qualificar como amigo de outra deve ser honesta, confiável, ter senso de humor, ser leal e por aí vai. Essas qualidades quando permeadas por empatia perfazem a fórmula mágica para uma amizade duradoura.

Fato: não perdemos amigos por falta de qualidades e sim pela incapacidade de lidar e compreender seus defeitos.

Exemplifico: um amigo honesto porém dissimulado não dá para tolerar. De igual forma aquele confiável porém ganancioso faz qualquer um ter um pé atrás. Ainda que seja divertido e se diga seu amigo.

Então a enumeração simples de qualidade de amigo torna-se improdutiva, de modo que não vou perder o nosso tempo com aquela hipocrisia tipo amigo é aquele que me defende antes de tudo blah blah blah.

Porque ao contrário da lição da tia no colégio, viver é violento, o homem, como já ensinado por Deus é falho, certamente na máxima da Dilma tipo ninguém perde nem ganha, nem que perde nem quem ganha, ganha… todos nós perderemos ao final.

E a minha vida se resume a isso… o maior aprendizado que fiz ao fazer e enterrar amizades foi entender as minhas fraquezas ou anseios que levaram a considerar basicamente um picareta por amigo.

Talvez não seja o único?! E com voce?

A questão do emprego…

What jobs have you had?

Interessante notar como no mundo de hoje, ao ler uma pergunta como a de hoje, algo simples, penso objetivamente na resposta em seguido ao pensamento como estou me sentindo.

Tem algo na pergunta sobre quantos empregos ja tive me coloca no modo defensivo dado o fato que, como advogado tive apenas um emprego de carteira assinada a época na RJZ.

Isso não significa que não tenha no passado buscado relação formal de emprego tanto em empresas ou escritórios. No entanto, ao que parece a formação acadêmica e universitária me capacitou ao patamar de empregado por meios próprios.

Quando em 2012-13 recebi a oportunidade de iniciar o meu escritório de advocacia vivi um momento muito feliz. Ainda que com medo, o que hoje olhando para trás é natural, virei algumas chaves internas que dão certo ha mais de dez anos.

Desde sempre no Tribunal de Ética da OAB, embarquei no voo solo, o que aliás todos que conviviam ao meu redor ja diziam.

Então porque não segui o início desse caminho relaxado, feliz, porque estava no início da construção da carreira fantástica ja tendo inclusive realizado um sonho de criança que foi passar pela candidatura a deputado do início ao fim imaculado.

Porque isso não gerou a época um sorriso?

Simples, estava seguindo um caminho sem olhar para dentro com aquela visão de aceitação. Como casa decisão implicava em um caminho, responsabilidades a parte, olhando para trás hoje posso avaliar as curvas e os ajustes de conduta realizados com calma e clareza.

Portanto o que importa para mim não é responder quantos empregos ja tive, e sim, o que aprendi com os empregos e depois de anos de experiência com o escritório.

Hoje fortalecido o sentimento mudou. Eu sou um sobrevivente, consegui superar a adversidade inúmeras vezes e por isso consigo mensurar o meu valor, ainda que antes de qualquer outra pessoa.

A experiência da porta aberta criou uma casca que se aplicou as decisões básicas tipo cliente para dentro, cliente para fora. Sócio para dentro, sócio para fora. Aquela maturidade que comumente é contestada e sentido falta em jovens juizes que não tiveram tempo de esquentar a cadeira no escritório, aqui foi assimilada. A necessidade de entregar o trabalho e a dinâmica das relações pessoais com à empresarial aprendi desde cedo ao me enveredar pelo LL.M aqui, extensão nos EUA e no único emprego que tive. Um mês de contratado ja sentava ao lado do Rogerinho na mesa dos diretores.

Isso mostra duas coisas. Além do fato que não sou o funcionário padrão repetidor de dados e tarefas, motivo pelo qual tive tantos clientes e não me firmei em um emprego, consigo provar que construi músculos com essa experiência. Foi indolor? Não. Foi imatura? Claro afinal ninguém nasce sabendo. Foi difícil? É até hoje…

Portanto a energia por trás dos desafios foi importante.

As vezes olho para trás e percebo, fiquei tanto tempo me esforçando tanto, tentando tanto e com tanta vontade que só fui me perceber gay por exemplo depois dos trinta e cinco.

A grande lição por trás disso é, tivesse tido tempo para mim talvez seria menos sofrido, certamente teria tomado menos ansiolíticos, anti depressivos, talvez mais confortável as escolhas não teriam sido tão difíceis, saberia eu o meu lugar desde cedo. Talvez a forte influência da criação não teria me permitido.

Fica ai essa reflexão com a leveza de quem ha dias atrás escreveu e disse, ter tudo esta fácil, difícil é saber aproveitar o que tem sem confundir com as dificuldades e os desafios profissionais que tem, também sem vincular o resultado do trabalho como determinante no querer…

Página virada!

On ou off-line?! Depende de nós.

Você se lembra da vida sem Internet?

Entendo que a resposta a essa pergunta tem duas partes sendo a primeira nostálgica que cito abaixo

Naquele tempo, a comunicação era melhor apesar de ser lenta, a consecução de tarefas básicas exigia esforço mental e com frequência o lidar das questões do dia-dia exigiam a presença física das pessoas.

Me informava através das notícias lidas em jornal e revistas especializadas. A educação funcionava através da leitura portanto fui obrigado a ler vários livros.

Para assistir um filme era preciso ir ao cinema, o ingresso era caro e a pipoca custava um trocado… precisava ir a lojas físicas para comprar até mesmo as peças do computador.

Notícias do mundo só no reporter esso e por aí vai.

Eu particularmente confesso não comprei o estilo de vida trazido pela Internet. Demorei uns 2-3 meses para comprar um computador que não tinha no estoque da loja para levar… pois é não deixei esse hábito de lado, preciso antes ver o que vou comprar.

Além disso, não desfiz de nenhum VHS, CD, DVD que comprei em razão dos serviços de streaming. Aliás até hoje compro música no celular e escuto basicamente meu acervo e não o que é empurrado.

Mantendo um computador tipo 486 dx2/66 com Windows 3.11 para rede em casa, ainda que para efeito histórico, sou capaz de programar nele e exercitar as lições aprendidas no passado.

A vida sem a internet não era ruim, acho que era melhor, porque não havia sobre tudo e todos esse constante olhar observador e julgador sobre o que na internet esta. O regionalismo era compreendido sem bandeiras e exagero.

No entanto o mundo hoje se desenvolve através de crises globais. Com o advento da Internet e muito recentemente com a proliferação em massa dos smartphones o mundo saiu do controle.

Se no passado eram eleitos políticos para nortear caminhos, hoje o que vale é a plateia. Viver no mundo a base do “meu telefone minhas regras” é ruim, gera conteúdo inútil, improdutivo e que precisamos passar sempre.

O filtro inicial saiu. Somos hoje interconectados a pessoas com ou sem educação e esta tudo bem. Ate olhar para dentro e realizar que a Internet não educou ninguém, não sistematizou nada e o pior, mal implementada terminou por impulsionar a formação de jovens basicamente para três areas: os que gostam do lifestyle, aqueles que buscam dinheiro e por fim um público focado na saúde.

Seguimos ladeira abaixo com esse tempero. Para que se preocupar com a formação dos filhos se podem quando crescer podem escolher o que for melhor para eles nessa sistemática?! De outro lado são infinitas as histórias do tipo pai rico filho pobre como justificativa para aplicar em cripto ou qualquer outro ativo complexo volátil sem qualquer garantia ou cuja certeza se abala com os escandalos que vão da light para a americanas. No fim restam aqueles focados no que é bom para a saúde, como levar a vida e seu corpo ao equilíbrio.

De pensar que esse termo foi abolido e todos nós estamos on-line e off-line aperta o coração.

Foram tempos bons e digo ainda são.

Convido deixar o celular de lado, usar o controle remoto da tv, ir ao mercado e hortifruti e se for urgente passe um fax com documento e não aquele do banheiro.

Ter ou não ter, eis a questão

O que “ter tudo” significa para você? É algo viável?

No mundo atual suponho que para muitos seja extremamente difícil. Afinal de contas é preciso primeiro deixar a emoção de lado, o apreço a cultura do lifestyle e fazer uma reflexão sobre onde verdadeiramente estamos a par da interferência do desejo e satisfação.

Convivo diariamente numa sociedade onde muitos pautam seus atos na cobiça a vida alheia, principio que para os desavisados e os que ignoram gera insatisfação.

Em termos práticos me parece que muita gente é ligada em marca, valores que norteiam a mesma inseridos no contexto de um estilo de vida. Não se dão ao trabalho de olhar para si.

O que entendo por ter tudo?

É viver ao lado de quem amo, acordar em meio aos nossos filhos, enfrentar os desafios impostos pelo trabalho agradecendo primeiro a Deus antes de pensar em qualquer coisa.

É compreender que no mundo que vivemos temos demais. O Brasil é muito duro para muitos brasileiros que sequer agua potável tem. Fazer a refeição do momento sem a preocupação do que será na próxima é uma realização. Ja esqueci muita coisa ao longo da vida, porém a menina que me pegou a mão e disse “tio esse é o pão nosso de cada dia” jamais vou esquecer.

Nesse contexto é perfeitamente possível viver o presente.

Ainda que a coletividade nos tire da zona de conforto pela enorme quantidade de problemas que surgem mais rápido que boleto, em consequência a vida em sociedade, tenho Deus, portanto tenho trabalho, amor, família e filhos, e com a fé nada me faltará.

Equação imperfeita

How do you balance work and home life?

Essa pergunta no mundo atual parece um enigma. Com o recente aumento de funções acessíveis a qualquer um por smartphone, cada vez mais me vejo ligado a tela.

Tempo de tela, para quem não é organizado e metódico, acaba sendo tempo para misturar vida e trabalho.

Ainda que fora da tela esteja sempre trabalhando, acho que alguns critérios objetivos podem de fato nos ajudar.

E como toda mudança requer uma dose de conhecimento, experiência, tentativa e erro, o primeiro passo é ser realista em relação ao que eu quero.

No meu caso comecei com objetivos pequenos. Um pouco menos de telefone, um pouco mais de olhar ao meu entorno e ja comecei a fazer a diferença. Não me engajo em mudança radical.

Mudar as prioridades é outro passo importante. Muitas vezes percebi que só não consegui aproveitar o tempo on-line e off line bem, incluindo aí o trabalho, porque em algum momento estabeleci uma prioridade que gerou um conflito de programação. Difícil alguém não ter prioridade, mais fácil é que seja inadequada para o momento que é atacada, isso chamo dor do amadurecimento, saber elencar os programas com as prioridades certas, incluindo aí o trabalho.

Estabelecer uma rotina, que seja para ser alterada no futuro é um bom começo. Como tudo que começamos e desfocamos ou perdemos ao longo do caminho, uma rotina de exercício para quem vive é fundamental. Nosso corpo exige esse movimento.

Bater papo é fundamental. Não a toa escrevo aqui ha alguns anos, ajuda a organizar ideia. Também acabo que falo para todo mundo o projeto engajado. Não tenho problema com o que os outros pensam e sim um compromisso pessoal de melhorar, balancear, mudar, então a fala em nada me atrapalha.

Isso é o que consigo fazer, agora quer saber o que não faço?

Tirar férias. Esqueci quando pela última vez tirei 30 dias de férias. Também não me lembro quando 15 dias foram bons. Férias tem sido muito curtas, de 7 a 10 dias o que reconheço não é bom. No entanto esse item é o que estou tentando melhorar.

Sair para conhecer o mundo ou deixar de trabalhar se sentindo livre e desempedido é o primeiro passo para evitar burnout. Também ajuda muito no convívio com o próximo. No entanto é preciso aprender, viver, aceitar isso sem culpa. A medida que envelhecemos ficamos numa espiral entre o trabalho qualitativo intenso e o quantitativo monotono. Nessa roda furiosa estabelecer critérios na agenda para desconexão e férias está difícil.

Fácil seria se fosse organizado. Não que seja uma bagunça, porém tem sido mais difícil manter a organização na mesa e trabalho.

Para manter fora da tela, aproveito que não me rendi ao Netflix, Spotify e demais serviços on-line, e ocupo bem o tempo fora do trabalho para escutar CD, assitir DVD, até mesmo fita k7 ou VHS.

Na melhor das hipóteses balanceio os dois mundos vivendo um pouco do presente sem a ausência e esquecimento do passado, algo que a cultura digital e moderna extirpou de todo habitante do planeta.