Realidade ou falsidade

Com quem você passa a maior parte do seu tempo?

Depende… na categoria de pessoas é o Paulo. Do boa noite ao bom dia, é sempre ele. Em segundo lugar vem o telefone celular. Agora que estamos longe, confesso, bem que ajuda no entanto a utilização extensiva do aparelho me deixa entediado e inquieto.

Logo eu, que nasci a época que o computador só funcionava na base da instrução e passava dias, horas processando as informações em resposta a interação de seu usuário. Não deveria ser diferente?!

O que mudou?

Basicamente a percepção que a utilização de tecnologia como meio para promover a inclusão não existe, é fruto da minha imaginação.

Os exemplos estão aí. A realidade virtual quando começou a ser divulgada e acessível por dispositivos em prateleira, no instinto pensei que poderia ser usada para promover auxílio a escola por exemplo, como aliás surgiu a interligação de grandes computadores mainframes no que chamávamos de internet.

Ledo engano. Acabou virando outro meio para acessar lojas, produtos e serviços virtuais. A preocupação maior de quem investiu na primeira leva era saber se o seu avatar estava legal, ou se a reunião virtual estava num ambiente legal.

Que caos! E ainda existem aqueles que afirmam a utilização do óculos não é prejudicial a saúde mental, não aumenta o sentimento de solidão.

Assim como muitos tiraram proveito da onda cripto que antecedeu essa tecnologia ja prevejo que o mesmo irá acontecer. Pega a NFT por exemplo, marginalizada, tudo tem um valor em nft. Do descanso de tela da Samsung, pulseira do rock in ri9, até obra de arte.

Não consegui entender a mente do descansado e abastado que investe num par de óculos na premissa que vai promover maior integração de pessoas.

Fato: Se essa tecnologia seguir a evolução da tv de lcd/plasma em até 10 anos o valor do óculos será marginal.

Ja imaginou uma cidade em que cada um esta no seu quadrado ? Demais ne?

Então é o seguinte, vamos de fato aproveitar, não só a pessoa que esta ao nosso lado, com quem convivemos diariamente, como também outras na vida real.

Porque passa rápido, se enclausurar para ter uma ligação com o mundo gera a maior solidão que alguém pode experimentar, daí porque estando no Rio fico com meus pais, procuro amigos no trabalho… não espero mesmo. Afinal de contas a vida não tem replay, não conheço quem ja foi e voltou para dizer como é o outro lado, e certamente não somos desse mundo no entanto isso não significa que não possamos aproveitar, minimamente um contato pessoal.

Porque do jeito que as coisas vão em breve um casal de óculos vai se relacionar a distância como se tivesse junto, lamentável. Nada substitui a pegada de quem está ao lado.

Ahhh saudade real ja ja volto aos braços do amado.

Meu vício desde o início

Descreva sua barra de chocolate dos sonhos.

Estou atualmente dando um tempo no chocolate. Depois de muitos anos em que comi compulsivamente, cheguei ao ponto que precisava dar um corte na alimentação e na rotina do dia, uma espécie de detox para recomeçar e o chocolate 🍫 rodou.

Não foi só, junto com ele a farinha branca, o leite e lacticínios, o carboidrato a noite e por aí vai. Paralelamente retornei os exercícios diários para tentar enxugar (porque quem perde acha) uns 12 kgs em até 2 meses.

Dois foram os vícios difíceis de eliminar, o primeiro e principal, que estava desde 2015 perdendo feio, foi o de abandonar a coca cola e todos os gasosos.

Ao contrário de hoje naquele ano tive uma recaída no quinto ou sexto mês. Atualmente estou há um ano e seis meses sem tomar qualquer tipo de refrigerante.

E o que isso tem haver com o tema?

Minha válvula de escape foi o chocolate. E como foi. Sabe aquele chocolate que vc bota a barra na geladeira?! Comi. Seja de leite ou amargo não importa. Outro dia estávamos em casa comendo uma barra grande de toblerone, que felicidade.

A questão que tenho com chocolate quanto mais como mais quero comer e não enche e não enjoa. Hoje estava assistindo Carolina Sales ensinando a fazer brigadeiro, o cheiro chegou aqui, cheguei até escrever isso na live e ela confirmou.

Sob outro aspecto, a mente é submissa ao homem, portanto certo ou errado ela vai buscar satisfazer nossos desejos, ou pelo menos aqueles que pensamos ter. E com o chocolate a história não foi diferente.

Reconhecer um vício e compulsão pelo chocolate é o primeiro passo para a solução. Pior ainda quando o consumidor desse produto é sedentário, gordura crescendo na certa.

Minha barra de chocolate perfeita não mais existe. Do Lindt até o Baci Perugina gosto de todos. No entanto tem um que não esqueci que foi aquele chocolate da cadbury com amendoa dentro… que delicia fez lembrar o MM.

Agora o melhor chocolate que ja provei veio – e vem – da Carolina Sales, ela mostrou ao mundo o valor desse produto e o que de bom podemos fazer com ele, tipo bolo de chocolate com brigadeiro.

Agora o Bolo da Regina Rodrigues…. É um caso de amor a parte. Feito com amor, carinho, em cada camada um recheio e explosão de sabor!!

Para não cair na tentação do frei são serapiao que de acordo com o Jo Soares e Paulo Silvio era grande, muito grande, era enorme, incomensurável, e mudar de assunto, vou beber 2 litros de água bem molhada e saborosa.

Relembrar é viver

Você lembra qual é seu livro favorito da infância?

Ontem falei de três livros que me marcaram quando jovem, hoje a pergunta é sobre quais livros marcaram a minha infância.

Curioso é que o primeiro livro que veio a mente, chamado Fogo no Céu, trata do folclore da festa junina. O que dizer? Adorei o livro. Era um dos preferidos, rabisquei, li, desenhei o balão, a galinha e por aí vai. O ponto desse livro com o que esta acontecendo na atualidade, é que o folclore foi perfeitamente entendido. O livro não me incitou a construir e soltar balão caseiro por exemplo, o que na educação de hoje, parece não seria possível.

Fico bobo com a quantidade de adaptações. Cantei (e canto) atirei o pau no gato sem nunca ter feito mal a eles. Na minha opinião mal trato a animal esta mais relacionado a falta de educação que a bem da verdade deveria ser dada pelos pais, restando a Escola o trabalho complementar de instruir. No entanto o bicho pega quando os pais não educam e a escola por consequência fica sem instruir.

E também não pensem que foi fácil me educar depois de ler o livro Marcelo Marmelo Martelo passei um tempo a inventar muitas palavras.

No top 3 livros infantis segue de onde vem os bebês. Me divertia nas ilustrações e olhando para trás vejo o quanto a literatura de antigamente explicava coisas simples em linguagem fácil e acessível.

Ser ou não ser, eis a questão.

Liste três livros que influenciaram você. Por quê?

Acho que os livros que mais me influenciaram foram aqueles lidos na escola porque me ajudaram a refletir desde cedo sobre o que sou e quem sou.

“Senhora”, um romance de José de Alencar, conta a história de Aurélia, uma jovem rica e bonita, mas que sofre preconceito pela sua origem modesta. Ela é rejeitada por seu amado, Fernando, que se casa com outra mulher para obter riqueza e prestígio social. Determinada a conquistar o amor de Fernando, Aurélia torna-se uma empresária de sucesso e rica. Quando ela encontra novamente Fernando, agora arruinado financeiramente, ela oferece-se para casar com ele em troca de sua lealdade e amor. O romance é uma crítica social sobre a hipocrisia, preconceito e materialismo que eram comuns na sociedade brasileira do século XIX.

Quando li esse livro cursava a quinta serie do então Colégio Padre Antonio Vieira e mudou profundamente a forma pela qual passei a olhar algumas coisas na vida. Porque passei a olhar para o lado e ver meus colegas de classe diferente. E me percebi diferente do contexto.

Foi quabdo me dei conta que estudava no Colegio Padre Antonio Vieira, escola tradicionalmente conhecida por acolher pessoas ricas e com prestígio social. Até então não sabia o que significaria isso, porque nunca me vi pelo prisma de ser filho de pai rico. A família era – e sempre foi – criada na base do trabalho, e la em casa bem cedo meus pais ensinaram que a minha unica obrigacão pelo menos ate atingir a maioridade era estudar, depois trabalhar.

Onde então caberia tempo para as tarefas normais do tipo que os amigos do colegio fazem? não vou viajar para Angra ou Itaipava para o final de semana? e porque teria que viajar se de fato tinha em casa tudo o que precisava? E nas férias, o que faria?!

Se bem que antecipei aqui o efeito da desconstrucao que havia sido iniciada a partir da leitura do livro Menino no Espelho de Fernando Sabino

“O Menino no Espelho” é um romance autobiográfico escrito por Fernando Sabino. A história é sobre um menino chamado Fernando, que vive no interior de Minas Gerais, e que passa por diversas aventuras e descobertas em sua infância. Ele começa a questionar a sua própria identidade ao perceber que o seu reflexo no espelho tem vida própria. A partir daí, o menino inicia uma jornada de autoconhecimento e descoberta, que o faz amadurecer e compreender melhor a si mesmo e ao mundo que o rodeia. Com uma linguagem simples e coloquial, o livro aborda temas como infância, família, amizade e identidade, de forma poética e nostálgica. “O Menino no Espelho” foi considerado um clássico da literatura brasileira para jovens e adultos…

A vantagem de ser criado ao redor dos livros foi essa, basicamente, desde pequeno tive acesso a muitas palavras. Tempos depois percebi o quanto isso foi importante, alias, se hoje consigo escrever esse blog com algum poder de sintese certamente fui ajudado pela literatura que li durante a vida.

“A Morte de Quincas Berro D’Água” é um livro escrito por Jorge Amado, publicado em 1958. A história se passa em Salvador, na Bahia, e segue a vida de Joaquim Soares da Cunha, mais conhecido como Quincas Berro D’Água, um ex-funcionário público que, após uma vida de deboche e excessos, passa a viver como mendigo e frequentador dos bares e da vida boêmia da cidade.

Após sua morte, seus familiares tentam enterrá-lo de acordo com as normas sociais e religiosas, mas seus amigos da vida boêmia resolvem homenageá-lo com um enterro no mar. A partir deste conflito, o livro aborda temas como a marginalização social, a diferença de classes e valores culturais, além das relações familiares e entre amigos.

“A Morte de Quincas Berro D’Água” é uma crítica social ao sistema brasileiro e reflete a sensualidade e a paixão, tão características na obra de Jorge Amado… sabe la se hoje e um livro autorizado..

At times life is pure joy!!!!

Descreva algo simples que você faz e que traz alegria para sua vida.

Talvez um dos maiores ensinamentos que a vida me trouxe foi o de reconhecer e aproveitar momentos de Alegria ou felicidade.

No entanto percebo que o mundo moderno, na maxima de ser feliz, ser cool, ser midia social, ser legal, está fadado a tristeza qualificada. Acho que no futuro se essa vibe não mudar, em breve surgirá a escala dos menos tristes ao invés da constatação que existem os mais ou menos alegres.

A sociedade da forma que está se desenhando é incapaz de apreciar um conjunto de coisas ou situações simples como suficientes para o alegado estado de felicidade. E olha que não entrei no campo das sensações e emoções.

Portanto nao existe dificuldade alguma em ter alegria ou momentos de alegria. O bicho pega quando o lifestyle de felicidade absoluta, que me parece que e o momento atual que a nova geracao digital vive acontece.

Para ser objetivo e simples com a proposta do tema, coisas simples fazem toda a diferença no dia, como por exemplo: me dedicar ao marido; me dedicar aos amigos; cozinhar (para minha surpresa); LER; ouvir musica; assistir filme, assistir video no youtube; fazer algum tipo de exercicio fisico; cuidar e consertar coisas e objetos, por ai vai… agora no topo da lista o maior motivo de alegria é acordar e ter ao lado uma pessoa para abraçar, meu marido. Nossa como o dia comeca bem quando depois, ainda que tenha acordado agitado, paro no quarto para aquele abraço de bom dia e realizo a família que temos com os filhoa caninos.

Creio que se tivessem tempo para refletir melhor sobre isso não teríamos esse problema. A questão se torna tanto um quanto complexa quando estes não entendem que a reflexão sobre isso impõe minimamente conhecimento x maturidade para entender o lado pessoal. E não dá para viver na base do audiolivro, da leitura de resumo ou livros resumidos.

Tempos atrás escrevi um dia, não muito longe, ler e entender seria para poucos, interpretar seria tarefa so para iluminati.

Pode até ser que consiga, porém será muito mais difícil. Para uma nova geração que vive na base do tempo de tela fica difícil fixar na leitura pelo celular. Afinal nada é tão agradável quanto segurar um livro.

Hoje me deparei com a seguinte situação,  3 pessoas que não se conheciam em algum momento na sala vip antes do embarque tiraram uma foto com um copo de champanhe.

O champanhe era bom? Não. O glamour da sala VIP que é acessível a todos que viajam ou pagam para usar existe? Não. Viajar é um estilo de vida? Não. Em um determinado momento um pegou um livro com uma mão e champanhe com a outra pousou para a foto e perguntou a fotógrafa “é forçar a barra né?”. Poucos segundos depois ambos concordaram deixaram o livro de lado e ficaram na pose.

Em contrapartida esse é o maior motivo de tristeza. Ver que muitas pessoas com potencial esqueceram do básico para se enquadrar nesse padrão. Outras sequer querem saber. No fim do dia todos nós temos semelhante dificuldade para viver e empreender. A par dos momentos felizes.