Curiosidade Não Matou Este Gato!

Ainda que o ditado popular diga que a curiosidade matou o gato, esse aqui — vou me apropriar do elogio pela primeira vez na vida — tem sete vidas.

Das sete, umas três eu já usei sendo curioso com assuntos que poderiam ter me custado a própria vida.

Passada essa fase, a chamada “melhor idade” — termo elegante para evitar assumir a velhice — tem me feito refletir não apenas sobre o que aprendi, mas também sobre o que gostaria de ter feito diferente. Especialmente considerando que não sou deste mundo e que Deus, a qualquer momento, pode me entregar um desafio cuja solução mude muita coisa.

Quando me dei conta disso, passei a viver todos os dias. Simples assim. É o que tenho para hoje.

E aquela curiosidade que antes me colocava em apuros? Ela também mudou. Como eu mudei.

Hoje, ela é voltada para viagens com significado — e, se possível, algum estilo. Não me canso de pesquisar lugares bons para tomar café da manhã. Não precisa ser elegante: se tiver história, estou lá.

Diante da onda de calor que enfrentamos no mundo, tenho me sentido curioso por destinos com clima mais ameno — de preferência saindo de Lisboa, onde estou agora.

Quem me lê há algum tempo já percebeu que tenho interesse — e uma visão crítica — sobre política, tanto nacional quanto internacional. Não é de hoje que venho questionando temas dentro do que consigo enxergar e compreender.

No campo profissional, precisei me interessar por assuntos ligados à economia e finanças para entender e operacionalizar o reenquadramento de Basileia. A curiosidade me levou até aí.

Também nunca deixei de me interessar por pessoas influentes — sejam empresários, políticos, pensadores, ou qualquer um que mova o mundo com ideias ou atitudes.

E onde essa curiosidade me levou?

A redigir textos e e-mails com clareza profissional — alguns com tom formal, outros bilíngues. Me levou a criar conteúdos com estrutura e precisão. E a manter o pensamento afiado.

Mas a vida não se resume ao trabalho e às relações que dele decorrem.

Desde pequeno, sempre tive um olhar estético voltado para a arte. Do clássico que aprendi quando jovem ao contemporâneo, como as obras de David Gerstein, que ainda hoje me surpreendem.

A curiosidade também me levou a olhar com carinho para o carro de 30 anos que uso diariamente e o relógio da década de 40 que funciona à corda — ambos ainda ao meu lado, com firmeza e presença. Percebi, com isso, que há muita coisa boa no mundo que não precisa ter uma marca estampada para ter valor. Da mesma forma, muitas marcas de hoje já não representam mais a excelência de outrora.

Curiosidade, afinal, é o que ainda me move.

What are you curious about?

Quem ainda tem um dia tipicamente normal?

A pergunta é interessante. Gostaria que fosse simples de responder — e, no entanto, ultimamente venho me questionando o que seria, de fato, um dia tipicamente normal para mim.

Ainda que a normalidade não exista em sentido estrito, gostaria que meu cotidiano se encaixasse dentro de um espectro de situações comuns a todos, por vários motivos. Entre eles, a segurança de viver e ter algum controle sobre os acontecimentos, o que, por sua vez, ajuda a reduzir a ansiedade. Confesso, porém, que minha ansiedade persiste. Tento canalizar essa energia para a dieta e a academia. Quero envelhecer bem — fazendo exercícios e, muitas vezes, morrendo de fome.

Um dia previsível, controlado e seguro tende a despertar também um sentimento de pertencimento. Afinal, quando meu dia se assemelha ao de alguém, ele acaba ganhando um valor a mais — torna-se mais especial.

A conjunção desses fatores forma o alicerce da estabilidade emocional. É isso que me protege do medo do caos.

Mas qual é, então, o problema?

Vivemos em meio a um caos involuntário. Não importa o que façamos, seremos sempre atingidos — pelo humor, pelas decisões, pela especulação de terceiros.

A nova realidade nos obriga a buscar soluções diferentes, muitas vezes não convencionais, diante da exaustão provocada pelos caminhos antigos.

Começo a achar que “dia típico” é uma utopia.

Meu dia é tudo, menos típico. A realidade que enfrento é feita de questões complexas, algumas perturbadoras.

Felizmente, mantenho tipicamente o hábito de escrever aqui — mais do que gravar. Talvez isso seja meu maior ponto em comum com outras pessoas.

Escrever, no fim das contas, é o que mais me aproxima do que pode ser considerado típico para todos nós.

Escrever e agora celebrar o fato que consegui perto dos 50 chegar a minha melhor versão! Enfim magro. Nada típico, nada fácil porem com a rede de apoio que criei com meu marido e muitos que nos assistem no foco a dieta e exercício, esta dando certo.

Melhor desejar bom dia a todos, abaixo a tipicidade. Somente assim sabemos que estamos próximos de Deus, pequenos e humanos.

Tipicamente feliz

Was today typical?

Quando a gente perde, a gente ganha!

Se pudesse abrir mão de alguma tecnologia na sua vida, qual seria?

Sem duvida alguma seria o Telefone celular.

De tudo o que é moderno minha experiência com o uso diário dessa tecnologia, de fato, revela ser o maior retrocesso vivido pela humanidade.

Só não é maior do que o WhatsApp porque este ultimo bem popular no Brasil depende do dispositivo movel para operar.

Fato: nem tudo que é tecnológico é util em nossa vida

Parece normal, acho que não é. Me espanto quando estou em um show por exemplo, reparo muita gente que sequer assiste, basta levantar o celular fazendo uma vídeo ao invés de interagir.

A logica é simples, se uso menos, terei mais tempo e menos impacto na minha vida em especial na saude mental .

O mundo moderno parece se desenvolveu em tornou da ideia que não podemos ter um tempo livre para nos mesmos. Se muito escolher quais redes sociais vamos ter e quando vamos responder as mensagens.

Esse ano contei três pessoas que retornaram depois de parar de usar as mídias sociais e grupos do WhatsApp por alguns anos. O que perderam? Absolutamente nada.

Não sou contra ter um telefone, apenas ando refletindo sobre sua evolução. Não acho normal nem saudável estudar pelo telefone celular. Usar o aparelho como token de banco a ferramenta de trabalho.

Agregaram a essa tecnologia milhares de funções inúteis para carregar em somente um dispositivo. Mal comparando, assim como a industria fonográfica tirou o vinil da loja para anos depois relançar, o telefone celular virou tudo menos telefone, que no futuro sera.

Se não ter telefone não for uma opção, a grande reflexão é sobre quais tecnologias podemos viver sem para ter mais tempo livres para pensar em deus e nós mesmos.

Amem!

Ps- natal está chegando já escolhi minha fantasia! Ho! Ho! Ho!

Pedro Pedreiro…

Você precisa de tempo?

Com o passar dos anos a percepção do tempo mudou e hoje me vejo diferente. Curioso, quando jovem, tinha todo o tempo do mundo para viver e por muitas vezes agi e tomei decisões sem pensar. Tempo depois percebi que tenho menos tempo de vida, e apesar disso, preciso de mais tempo para interagir nas tarefas do dia-dia.

Acho que existe uma herança cultural ai. Como bem cantava Chico Buarque, Pedro Pedreiro esperava o trem. A partir dai minha vida se desenrola como alguns versos da musica.

Esperei o trem, com e sem vintém. Fiquei – e estou – atrás dessa nova geração que dominou o mundo através das redes sociais. Esperei pelo salario, pelo trabalho, pelo aumento, pela festa e ate mesmo a morte. Vivi amor, desilusão, insegurança e insatisfação.

Também ja bateu o desespero inúmeras vezes, sem contar a vontade de voltar ou aquele sentimento que não chegarei a nada.

Ao contrario do Pedro da musica, que tem tudo e nada ao mesmo tempo, por aqui a percepção do tempo começou a mudar quando entendi havia um proposito e sou capaz de semear.

Todos os dias acordo e me dedico a Deus, não só através da leitura, como também, e principalmente, na reflexão de como enfrento os desafios.

E assim percebo que preciso de tempo. E como preciso! Tempo para me reconectar com Deus todos os dias, de reconhecer que nem sempre fui forte ou segui com foco na missão aqui na terra.

Preciso de tempo para me reconectar a família compreendendo ai os irmãos que a vida me trouxe.

So com o tempo consigo me amar, amar a quem me ama, valorizar quem não me quer ver sofrer, ficar proximo de quem espera sempre o melhor em todos os desafios e por ai vai. Ainda que em alguns assuntos esse alguem seja eu, só mesmo o tempo para me fazer perceber.

Lamentável muito tempo se perde nessa pouca vergonha que é o governo e a midia brasileira. Ate mesmo para entender essa selva que se tornou o Brasil preciso de tempo.

E morando um tempo fora tive muito… tempo para entender que o nosso dia dia se resume em renunciar algo todo dia, significa querer viajar para conhecer novos lugares e de certa forma fugir da realidade.

So com o tempo percebi que nos brasileiros perdemos o poder de escolher. Fingimos que vamos ao mercado comprar as mesmas coisas porque não existe variedade de marcas nem quantidade.

Embalagem economica no Brasil é comprar 150g em um recipiente de 250 com uma mensagem bonita do tipo “agora com novo peso” pelo mesmo valor. É comprar uma dúzia de dez ovos, ou no maximo 500gr de carne.

É ver o judiciário a frente e atrás dos problemas. É ler sobre a prisão e soltura da pessoa por falta de prova sem questionar e cobrar das autoridades por seus erros.

Uma coisa é certa, tempo vem e passa, ja a escolha por andar a frente ou atrás é inteiramente nossa. Não nos prendamos no tempo para de fato evoluir e cumprir a nossa missão aqui, afinal, não somos desse mundo e tudo passa, assim como o tempo, vamos também passar.

De olhos bem abertos

Como você se descreveria para alguém?

Começaria pelos pontos que acho são óbvios. Procuro sempre ajudar o próximo, quando percebo estou ja administrando os problemas de outros.

Sempre procuro ser claro e preciso nas informações.

A maior dificuldade é ser amigável em algumas circunstâncias, ainda que não tenha nada haver com o problema, acabo entrando de cabeça em algumas situações que me consomem.

Aprendi a me calar e fazer do meu lado o que penso ser correto. Aprendi a ignorar aqueles que não sabem confiar, não aprenderam a se perdoar sequer ouvir e repensar as questões.

Quando vejo estou diante das mais diversas tarefas a serem cumpridas.

E assim viro o dia